sábado, 8 de maio de 2010

Sarney homenageia Rui Palmeira e lembra a habilidade na articulação política e a inteligência do parlamentar alagoano

Ao falar em sessão especial para celebrar o centenário de nascimento do ex-senador alagoano Rui Palmeira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AL), afirmou que a Casa "está homenageando uma das figuras mais importantes da política brasileira do século passado, que transpôs os umbrais do século presente". Líder udenista, o homenageado, depois da Revolução de 30, marcou a história de Alagoas na defesa da redemocratização do Brasil.
- Tive a felicidade, bem jovem, como parlamentar, de acompanhar a atividade do senador Rui Palmeira nesta Casa. Ele era, sem dúvida alguma, um grande líder, um grande articulador, e tinha um prestígio extraordinário entre seus colegas e perante a política brasileira pelas suas qualidades pessoais, pela sua inteligência, pela sua capacidade de articulação - afirmou José Sarney, no encerramento da homenagem.
O presidente do Senado lembrou que Rui Palmeira era um político respeitado por ser "um grande formador de consensos", que ajudou a transpor dificuldades em momentos difíceis da história. Isso, disse Sarney, sem deixar de ter atitudes firmes quando necessário, "como aquela em que passou um telegrama contestando a proclamação do AI-5".
- Eu me recordo o quanto aquele gesto tocou a Nação brasileira - recordou.
Para Sarney, Rui Palmeira foi uma "figura extraordinária que por aqui passou, deixando o brilho da sua inteligência, deixando o rastro do seu espírito público". Um político a quem o Brasil muito deve, frisou.
- Quero hoje homenagear a família dele, que aqui está, principalmente na figura do Guilherme Palmeira, que mantém a tradição do seu pai. Ele, que também foi um homem que teve uma posição destacada durante a transição democrática brasileira e herdou do seu pai, sem dúvida alguma, essas qualidades de grande articulador político, de grande político - disse.
Sarney ressaltou ainda que Guilherme Palmeira, Jorge Bornhausen e ele próprio foram os primeiros a iniciar um movimento de separação dentro do PDS que levou à formação da Frente Liberal e que culminou por possibilitar "a transição democrática sem traumas".
Rui Palmeira faleceu em 1968 e deixou dois filhos na política: Guilherme Palmeira, ex-governador de Alagoas, ex-senador e ex-ministro do Tribunal de Contas da União; e Vladimir Palmeira, ex-líder estudantil e ex-deputado federal. A homenagem foi uma iniciativa dos senadores por Alagoas Fernando Collor (PTB), João Tenório (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB).
Da Redação / Agência Senado

Sarney garantiu dignidade ao trabalhador desempregado

Embora já previsto na Constituição de 1946, o Seguro Desemprego somente foi criado pelo então presidente da República, José Sarney, em 27 de fevereiro de 86, antes que se completasse um ano de seu governo. Inspirado em modelo europeu, o benefício garante uma renda mínima temporária para que o trabalhador desempregado possa manter-se dignamente enquanto procura um novo emprego. Quase cem mil trabalhadores já utilizaram esse seguro no momento difícil de desemprego.
“Era uma antiga e justa aspiração da classe trabalhadora”, relembra Sarney, para enfatizar que, se o benefício faz justiça aos desempregados, o governo não pode perder de vista que seu empenho maior deve ser o de evitar o desemprego e o de melhorar as condições salariais dos trabalhadores. “Para isso só há um remédio: o crescimento e a melhoria da produtividade”, reforça o ex-presidente.
Desde a sua criação e até o final do ano passado o seguro-desemprego beneficiou 98.578.709 brasileiros, que receberam em média um salário e meio mensal. O seguro atende aos trabalhadores demitidos sem justa causa, que tiveram emprego formal nos últimos seis meses antes da demissão. Tem duração máxima de cinco parcelas, mas pode ser ampliado em períodos de crises que causem desemprego em massa. O mais habitual é o pagamento de quatro parcelas.
Sarney defende que o desemprego deve ser uma excepcionalidade e a luta permanente dos governos deve ser para ampliar sempre a possibilidade do pleno emprego. “Com o desemprego não há transformações políticas importantes e todas as decisões ficam com o capital. Não é por acaso que a maior liberdade em favor de conquistas sociais no país corresponde à menor taxa de desemprego aberto de nossa História’, diz referindo-se ao seu período de governo, quando Executivo e Legislativo trabalharam para fortalecer a democracia, garantindo principalmente conquistas nos direitos dos trabalhadores. Nos cinco anos em que esteve no Palácio do Planalto, o Brasil teve os mais baixos índices de desemprego e as relações patrões e empregados mudaram. O seguro-desemprego, criado como programa de governo, foi depois garantido pela Constituição de 1988, que consagrou o direito de proteção social ao trabalhador em situação de desemprego involuntário. Também foram criados o vale-transporte e o vale-alimentação, foi garantida a impenhorabilidade da casa própria, houve a extensão da previdência social aos trabalhadores do campo e a universalização da saúde.
Em 1990 o benefício passou a integrar o Programa do Seguro-Desemprego, criado por meio da Lei n.º 7.998, que também instituiu o Fundo de Amparo ao Trabalhador como sua fonte de recursos. Com isso houve ampliação de sua cobertura e melhoria do benefício. O valor do seguro-desemprego depende do salário recebido enquanto empregado e tem um teto limite. Com o passar dos anos, emendas de diversos parlamentares possibilitaram que o seguro alcançasse inclusive situações particulares, como por exemplo os pescadores artesanais que tenham a pesca como única fonte de renda e que são obrigados a parar durante o período em que a pesca fica proibida – o defeso - para à procriação das espécies. Vale o mesmo para trabalhadores resgatados da condição análoga à de escravidão.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Proposta de Papaléo determina criação do TRT no Amapá

O Papaléo Paes (PSDB-AP) apresentou Proposta de Emenda à Constituição que estabelece a criação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no estado do Amapá bem como em outras unidades da Federação não atendidas por esse tribunal. Essa iniciativa facilitará aos trabalhadores amapaenses recorrer de seus dissídios trabalhistas com maior comodidade, celeridade e menores custos, pois o órgão estará próximo às suas demandas. A PEC nº 8, de 2010 foi apoiada por outros 43 senadores entre eles Marco Maciel, ex-vice-Presidente da República e Romero Jucá, líder do Governo no Senado. A proposta tem por objetivo trazer de volta a antiga redação do art. 112, alterada pela Emenda Constitucional nº 24 de 1999, que retirou de seu texto a previsão de criação de Tribunais Regionais do Trabalho em cada Estado. “A existência de um Tribunal para cada Estado trará maior benefícios à coletividade, pois fortalecerá a justiça trabalhista, objeto do maior número de demandas por parte dos cidadãos”, afirmou o parlamentar. Segundo o senador, a área trabalhista concentra o maior número de litígios sociais, e infelizmente a Justiça não se encontra equipada para responder a elevada quantidade de ações que a cada ano são impetradas. A PEC, caso seja aprovada, terá o mérito de descongestionar a Justiça do Trabalho, pois a existência de Tribunais em todos os Estados propiciará maior celeridade nas sentenças proferidas. “Entendo que a criação de Tribunais em cada Estado, e não mais por região, permitirá uma melhor organização da justiça trabalhista, com a conseqüente celeridade nos julgamentos dos processos e maior conforto para os cidadãos que precisarem apelar às cortes judiciais para o reconhecimento de seus direitos”, finalizou Papaléo.

Aprovado projeto que determina o Inventário Digital Florestal

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, do Senado Federal (CCY), aprovou Projeto de Lei que altera o Código Florestal Brasileiro. A proposta, da senadora Serys Slhessarenko(PT-MT), torna obrigatório o uso de marcadores eletrônicos em árvores plantadas em áreas de manejo florestal sustentável. Para o senador Papaléo Paes (PSDB-AP), relator da matéria, o PLS nº 203, de 2008, apresenta pontos favoráveis ao aumento do controle e fiscalização ambiental. "O inventário digital das árvores é um método de muito maior precisão e rapidez do que o sistema manual", declarou Papaléo. O Projeto segue agora para a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. Se aprovado, será enviado à Câmara dos Deputados.

Opinião, Notícia e Humor


MANCHETES DO DIA

(Se você não teve tempo hoje de ler os principais jornais do País, leia-os agora)

Dow Jones despenca até 9,2%. No Brasil, dólar sobe para R$ 1,85. Abalados pelo agravamento da crise da dívida europeia, os mercados globais viveram um dia de pânico provocado pela queda, durante o pregão, de 9,2% da Bolsa de Nova York, a maior desde 1987. No fim dos negócios, porém, o índice Dow Jones fechou em queda menor, de 3,2%. Os investidores atribuíram o tombo à recusa do Banco Central Europeu de comprar títulos da Grécia, além de outros paises em dificuldade, e a um possível erro nas negociações com ações da Procter&Gamble, que caíram repentinamente 36% em Wall Street, derrubando as bolsas dos EUA e desencadeando um efeito dominó. No Brasil, a Bovespa chegou a despencar 6,38%, fechando em queda de 2,31%. Em três dias seguidos no vermelho, a Bovespa acumula perda de R$ 121 bilhões. Já o dólar, depois de encostar em R$ 1,90, fechou a R$ 1,851, uma alta de 2,95%, a maior desde março de 2009. (págs. 1, 31 a 34, Flávia Oliveira e editorial "União Europeia tem antídotos para a crise")

FOLHA DE S. PAULO
CRISE GREGA ASSUSTA MERCADOS E FAZ DÓLAR DISPARAR NO BRASIL

Bolsa de NY chega a cair 9%; investidores temem que ajuda à Grécia não seja suficiente. A crise na Grécia provocou pânico nos mercados. A Bolsa de Nova York chegul a recuar 9%, mas encerrou o dia com perda de 3,2%; mais tarde, levantou-se a hipótese de falha técnica no pregão. A Bovespa caiu 2,31%. No Brasil, a cotação do dólar variou de R$ 1,79 a R$ 1,89 no momento de maior estresse. No final do dia, a moeda norte-americana fechou a R$ 1,849 - valorização de 2,83%, a maior registrada desde março de 2009. Para analistas, os mercados sinalizaram seu medo de que o pacote de ajuda acertado por União Europeia e Fundo Monetário Internacional, de € 110 bilhões, não baste para salvar a economia da Grécia. A dívida pública grega equivale a mais de duas vezes o valor do socorro, o que faz aumentar o temor de moratória. O Parlamento grego aprovou o plano de arrocho fiscal exigido para a concessão da ajuda. (págs. 1 e Dinheiro)

O ESTADO DE S. PAULO
CRISE EUROPEIA SE AGRAVA E ESTRANGEIROS DEIXAM BOVESPA

Nos dois primeiros dias úteis de maio, investidores retiraram da bolsa o equivalente a R$ 573 milhões. A aprovação pelo Parlamento grego das medidas de austeridade impostas pela União Europeia e pelo FMI não foi suficiente para acalmar os mercados financeiros, que voltaram a ter um dia de forte tensão. As bolsas de Frankfurt e Milão caíram, respectivamente, 0,84% e 4,27%. Paris, Madri e Portugal, 2,20%, 2,93% e 2,37%. Os investidores temem que eventual calote grego afete os bancos da região, que detêm quase US$ 190 bilhões em títulos da dívida do país. A crise na Europa também tem reflexos no Brasil. Nos dois primeiros dias úteis de maio, investidores estrangeiros retiraram o equivalente a R$ 573 milhões da Bovespa, deixando o saldo negativo, no ano, em R$ 1,86 bilhão. Ontem, a Bovespa chegou a cair mais de 6% e fechou em queda de 2,31%. (págs. 1 e Economia B1 a B6)

JORNAL DO BRASIL
NERVOSISMO EM ALTA

Grécia aprova pacote, mas violenta reação interna leva bolsas dos EUA a queda acentuada. O Parlamento da Grécia aprovou o pacote com aumento de impostos e redução de salários, exigido para que o país receba verbas do FMI. A decisão gerou revolta, e criou temor de que o governo grego vá recuar e decretar o calote. Com isso, as bolsas de todo o mundo tiveram mais um dia ruim: o índice Dow Jones chegou à queda recorde de 9%, fechando em baixa de 3,19%. A Bovespa também fechou em queda de 2,31%. Já o dólar teve alta de 2,84%, e bateu R$ 1,849, a maior cotação desde 12 de fevereiro. (págs. 1 e Economia A17)

CORREIO BRAZILIENSE
GRÉCIA E BRASIL PRESSIONAM DÓLAR, JUROS E INFLAÇÃO

Instabilidade nos mercados puxa cotação da moeda americana para R$ 1,89. Gastos do governo levam investidores a apostar na alta de preços, mesmo com o aumento da taxa Selic (págs. 1 e 10 a 12)
VALOR ECONÔMICO
CRISE EUROPEIA ASSOMBRA MERCADOS

O clima de pânico nos mercados lembrou, ontem, o caos financeiro de meados de 2008, quando o Lehman Brothers quebrou. No pior momento, a bolsa de valores de Nova York teve queda abrupta e em ritmo alucinante de 998,5 pontos, a maior de toda a sua história em pontos, e de 9% em termos percentuais. O dólar subiu quase 6% frente ao real. Foi um movimento de pânico, mas ainda restrito aos investidores, fundos e bancos. O mercado de crédito internacional, porém, esteve longe do que aconteceu em 2008. A liquidez se reduziu no mercado de bônus, mas o crédito interbancário continuou fluindo, embora com prêmios bem maiores. O risco-Brasil subiu 14,06%, ou 23,62 pontos básicos, para 152,10 pontos, muito abaixo do risco do Santander, que foi a 240,83 pontos. (págs. 1, C1, C2, C3, C5, D1 e D2)

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Sarney reitera sua posição favorável ao aumento dos aposentados e pensionistas

O presidente Sarney renovou hoje sua posição a favor do aumento das aposentadorias, manifestando que reiterava sua impressão de que a Casa tende a aprovar o que veio da câmara. Instado pela imprensa a comentar sobre o projeto que aumenta as aposentadorias superiores a um salário mínimo em 7,72%, ele esclareceu que considera esta posição predominante no Senado: "acho que é uma vontade geral, de todos nós, em votarmos a matéria dos aposentados e isso, naturalmente, irá sensibilizar as lideranças da Casa e o mais rapidamente possível nós vamos desobstruir a pauta e votar essa matéria", avaliou.

Mas Sarney ponderou que esta votação está atrelada às votações dos quatro projetos do Pré-sal, indicando que um já está com o prazo de urgência esgotado: "ainda temos outros três que estão tramitando com prazo de 45 dias. Quando eles chegarem, vão trancar a pauta também". Foi também questionado sobre a suposta existência de um relatório da Polícia Federal que colocaria Tuma Junior como uma pessoa que teria usado o cargo de secretário do Ministério da Justiça para beneficiar contrabandistas. O presidente do Senado foi taxativo: "Não vou me manifestar sobre isso e acho que essas coisas a gente, para opinar, deve esperar que sejam julgadas".

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

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Votar reajuste dos aposentados é "vontade geral", afirma Sarney

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DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Sexta-feira, 07 de maio de 2010

Destaques nacionais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
FNDE aprova os critérios para concessão de bolsas do Programa Formação pela Escola

APE
Governo promulga acordos com Paraguai

PR
CGU promove o 11º Sorteio do Programa de Fortalecimento da Gestão Pública

MAPA
Aprovado o zoneamento agrícola da cultura do girassol para cinco Unidades da Federação

MD
Equipe brasileira de paraquedismo militar participa de treinamento nos EUA

MEC
Capes reajusta os valores das bolsas concedidas por programas educacionais

MFZ
Confaz divulga tabela do preço médio dos combustíveis para consumidor final

Mais destaques


Seleções e concursos

UFMS e UFPEL realizam concurso público para diversas categorias

Universidade Federal Fluminense promove seleção pública para carreira do magistério

Embrapa divulga lista de classificados em concurso

Mais concursos


O Amapá no Diário Oficial da União

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José Sarney

Não à colombização

Em 1985, estive com o presidente Reagan. Tratou-me muito bem, mas não cedeu nada. Nossa conversa versava sobre dívida externa, para nós impagável, e relações comerciais, em que nos impuseram várias sanções.
Terminada a agenda bilateral, fiz uma pergunta fora de qualquer formato diplomático: "Presidente, como o senhor entende a escolha da Bolívia por Che Guevara para fazer a revolução sul-americana?". Ele não compreendeu a pergunta, e eu mesmo respondi: "Presidente, não foi por amor à Bolívia, mas por sua posição geopolítica. É um país pobre, sem condições de sustentabilidade. Na realidade, dois países: o do altiplano e o das zonas baixas.
Qualquer instabilidade ali se espalhará como fogo a todos os países da região. Precisamos ajudar a Bolívia fortemente, e o Brasil não se negará a participar desse esforço".
Não comovi o presidente dos Estados Unidos. Felizmente, depois de alguns tropeços sérios, a Bolívia está relativamente estável, embora as ameaças de divisão estejam latentes.
Lembro estes fatos para dizer que o Brasil, com sua grandeza, tem de pagar por ela e não pode deixar que se forme em seu entorno qualquer fonte de instabilidade e ameaça. É com estes olhos e com algum receio que vejo o que acontece no Paraguai. O começo de um processo que já aconteceu no Peru e na Colômbia.
O chamado Exército do Povo Paraguaio não pode se transformar numa Farc ou num Sendero. Com determinação e força, o Brasil deve ajudar o presidente Lugo a manter a ordem no seu país e não permitir jamais que nossas fronteiras sejam violadas, para evitar essa conjugação infame de guerrilha com narcotráfico.
O Brasil, graças a seu povo, manteve-se fora desse caldeirão. Aqui, os narcos não conseguiram se infiltrar nas Forças Armadas, na Justiça, no governo ou nas polícias. Mas no México era assim e, de repente, ele está a colombizar-se. Leio estarrecido uma entrevista de Samper, "scholar" e cientista político, ex-presidente da Colômbia, que faz esta profecia: "Nenhum país da América Latina pode sentir-se livre do narcotráfico. O Brasil, em poucos anos, será um grande consumidor, centro de tráfico e produtor de narcóticos". É de alarmar, mesmo que sejam palavras sem fatos.
Temos certo frenesi político em alguns países do continente. O Brasil não deve vacilar. Deve adverti-los de que não devem acirrar suas divergências abrindo espaço para misturar política e cocaína. Este problema será um dos que ameaçam a sobrevivência da humanidade, junto com as armas nucleares.
Como diziam os gregos, não devemos erguer estátuas a Adrasteia, a deusa da vingança. Tenhamos o mesmo cuidado com as drogas.

José Sarney foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa

jose-sarney@uol.com.br

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Ficha limpa"

Plenário rejeita destaques e preserva o Projeto


O texto ainda poderá ser mudado quando forem analisados os nove destaques pendentes, na próxima terça-feira.

Rodolfo Stuckert
A análise dos destaques ao projeto Ficha Limpa mobilizou o Plenário nesta quarta-feira.

O Plenário decidiu, nesta quarta-feira, manter pontos essenciais do texto do Projeto Ficha Limpa. Os deputados rejeitaram três destaques aosubstitutivo do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) aprovado na terça-feira (4). Um destaque do PTB pretendia retirar, do texto, a possibilidade de o candidato ficar inelegível com decisão judicial de colegiado em relação a crimes contra o patrimônio público e de lavagem de dinheiro e tráfico de entorpecentes, por exemplo. A análise dos nove destaques pendentes ficou para a terça-feira (11).

O destaque do PTB teve 377 votos contra e apenas 2 a favor, com 2 abstenções. "Se ele fosse aprovado, o Ficha Limpa estaria morto", disse José Eduardo Cardozo.

A inelegibilidade com decisão colegiada foi a solução encontrada pelo relator do grupo de trabalho que analisou o tema, deputado Indio da Costa (DEM-RJ), para ganhar mais apoio dentro do Congresso à proposta, originalmente apresentada pela sociedade civil com a coleta de mais de um milhão de assinaturas.

A redação original do Projeto de Lei Complementar (PLP) 518/09 previa a inelegibilidade depois de condenação em primeira instância.

O presidente Temer analisa as votações dos destaques que querem modificar o projeto Ficha Limpa. Clique aqui para ouvir a íntegra da entrevista concedida à Rádio Câmara.

O presidente da Câmara, Michel Temer, acredita que o texto aprovado no início da semana deverá ser mantido sem alterações.

Abuso de poder
Outro destaque rejeitado nesta quarta-feira foi do PMDB, por 362 votos a 41. O partido tinha o objetivo de retirar, do substitutivo, a parte que aplica a inelegibilidade à eleição em curso e às futuras nos oito anos seguintes para os casos de condenação por abuso de poder econômico ou político.

Com a rejeição, a inelegibilidade nessa situação foi mantida. Atualmente, ela já existe na Lei Complementar 64/90, que está sendo mudada pelo projeto, e é de três anos.

Ministério Público

O Plenário rejeitou ainda, por 207 votos a 175 e 1 abstenção, a emenda do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) que aumentava, de seis meses para um ano antes do pleito, o prazo de desligamento das funções como requisito para os integrantes do Ministério Público se candidatarem a eleições.

Essa foi a primeira votação do dia e mediu o quórum dos deputados realmente presentes na Casa. Inicialmente, havia o temor de que um quórum baixo não representasse a vontade da maioria, pois todas as mudanças de mérito em PLPs devem ser aprovadas por um mínimo de 257 votos.

Crimes ambientais

No momento em que os líderes decidiram deixar os outros destaques para a próxima semana, estava em análise um destaque do PP. O partido quer excluir, do texto, os crimes contra o meio ambiente e a saúde pública daqueles que poderão tornar a pessoa inelegível por oito anos após o cumprimento da pena, com base em decisão final ou de colegiado da Justiça.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – João Pitella Junior

Sarney presta solidariedade ao colega mexicano

Ao receber delegação de parlamentares mexicanos de todos os partidos na manhã de terça-feira (05), o presidente do Senado, José Sarney, manifestou solidariedade ao México contra a lei de criminalização de imigração aprovada no estado do Arizona (EUA). A lei foi citada, na reunião, pelo presidente do Senado do México Carlos Navarrete Ruiz que lidera a delegação. O parlamentar mexicano agradeceu a solidariedade já expressa pelo governo brasileiro.A delegação está no Brasil para participar da II Reunião Interparlamentar México-Brasil. O grupo é formado por 9 senadores e 10 deputados, entre os quais a deputada Beatriz Paredes Rangel, presidente do PRI (Partido Revolucionário Institucional). Entre os brasileiros, além do presidente Sarney, participaram da reunião o 1º secretário da Casa, senador Heráclito Fortes (DEM-PI); o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o senador Augusto Botelho (PT-RR).O encontro dá seqüência à primeira reunião realizada no México em fevereiro de 2004. Navarrete é filiado e fundador do Partido da Revolução Democrática (PRD), que faz oposição ao atual governo do México. Em seu discurso, Carlos Navarrete Ruiz convidou o presidente Sarney a participar dos festejos do bicentenário da Independência e o centenário da Revolução Mexicana que se iniciam em setembro. Durante as festividades, que se estenderão até novembro, será inaugurada a nova sede do Congresso Mexicano, lembrou o chefe da delegação.Por sua vez, no seu discurso, o presidente Sarney afirmou que o Brasil vive um período de crescimento econômico e avanço político. Ele destacou a tranqüilidade política do Brasil com a popularidade do presidente Lula em cerca de 90 por cento. "O Brasil passou os 100 anos da República com os barões do café no poder, depois os militares, depois as classes liberais e finalmente, depois de um século, com um operário no poder de um Governo no qual participam todas as classes sociais," observou José Sarney.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

Taro Aso vem ao Brasil com missão de fortalecer as relações nipo-brasileiras

Ex-primeiro-ministro do Japão, agora deputado e secretário-geral do PLD (Partido Liberal Democrata), além de presidente do Grupo Parlamentar Japão-Brasil, Taro Aso está no país cumprindo uma intensa agenda. Ontem esteve no Senado Federal com o presidente José Sarney quando, dentre outros assuntos, falou sobre a adoção do Brasil ao padrão nipo-brasileiro de TV digital e o interesse japonês na licitação da linha de trem-bala que vai ligar os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O dirigente japonês alegou que a experiência do Japão ao sediar as Olimpíadas de 1964 em Tóquio pode ser "útil ao Brasil tanto para a Copa do Mundo de 2014 quanto para as Olimpíadas do Rio em 2016". Para Aso há muita similaridade entre seu país e o Brasil: "Tóquio tem 32 milhões de habitantes e atende 72% desta população com transportes coletivos, principalmente trens de alta velocidade e metrôs. Já em Los Angeles somente 8% da população usa o transporte de massa", comparou, frisando que o modelo adotado pelo Japão é ambientalmente mais correto e sustentável, "tal qual tem sido a política adotada e planejada pelo Brasil". Sarney quis saber sobre o interesse japonês pelo trem-bala ligando o Rio a São Paulo. O embaixador do país no Brasil, Ken Shimanouchi, que acompanhou a comitiva de Taro Aso, ratificou o desejo japonês em participar do empreendimento registrando que já vieram ao Brasil onze missões "com o objetivo de discutir com o governo brasileiro a modelagem do projeto".Ao final do encontro, o presidente do Senado recordou que as relações nipo-brasileiras "sempre foram muito boas, apesar da crise econômica mundial ter afetado um pouco nossas trocas comerciais, constatamos animadoramente que neste ano estamos voltando aos índices encontrados no período pré-crise", explicou Sarney. Ele elogiou também o padrão nipo-brasileiro para TV digital, informando ao deputado japonês que o sistema de comunicação do senado já está fazendo uso da tecnologia. E, na mesma linha, considerou "excepcional a penetração desse padrão na América do Sul, sendo adotado pela maioria dos países do continentes".

O dirigente japonês

Taro Aso, que foi o 59º primeiro ministro japonês entre 2008 e 2009 – período agudo da crise econômica mundial -, morou em São Paulo por um ano ao final da década de 60, trabalhando com negócios da família. Sua última viagem ao Brasil foi em 2008 quando presidiu o Comitê do Ano Internacional da Imigração Japonesa no Brasil. Quando primeiro- ministro, apoiou os decasséguis – trabalhadores brasileiros que ficaram desempregados no Japão. Segundo o consulado do Japão em São Paulo, na sua gestão Aso providenciou o retorno ao Brasil de mais de 22 mil brasileiros, com os chefes de família recebendo uma ajuda de 300.000 ienes, equivalente a 3,700.00 dólares.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

Sarney quer que o forte São José de Macapá seja Patrimônio Mundial da Unesco

A embaixadora Maria Laura da Rocha, chefe de gabinete do chanceler Celso Amorim, indicada para chefiar a Delegação do Brasil na Unesco, em Paris, esteve esta manhã com o presidente do Senado José Sarney. Aguardando a convocação para ser sabatinada na comissão de Relações Exteriores, a embaixadora relatou os enormes desafios que o cargo impõe. Ressaltou que o Brasil esta à frente da proposta de transformar o português em língua oficial da Unesco. Revelou ainda que o país é tradicionalmente ativo em inscrever no Patrimônio Mundial não só seus bens móveis (cidades e monumentos, por exemplo), como seus bens imateriais – traços da cultura brasileira que devem ser preservados, e que esta política deve ser intensificada. Durante o encontro, Sarney e Maria Laura conversaram principalmente sobre as chances do Forte de Sâo José de Macapá (Amapá) de integrar a lista de bens brasileiros contemplados com o título de Patrimônio Mundial da Unesco.

Sarney recebe líder chinesa

Uyunqimg compara importância de Sarney para o Brasil com o papel de Deng Xiaoping para a China

Em visita de cortesia ao presidente Sarney, a vice-presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular Nacional da República Popular da China, Uyunqimg, afirmou que da mesma forma que Deng Xiaoping é conhecido por ter liderado a política de abertura na China, José Sarney "tem a mesma fama " por seu papel na História do Brasil. Sarney lembrou sua visita à China como presidente da República e o que ouviu de Deng Xiagoping sobre o papel desses dois países na política internacional "apertando juntos o mesmo botão" em votações nas instituições internacionais. A líder chinesa disse que Brasil e China trabalham juntos para "ampliar a voz" dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais.Uyunqimg afirmou: "Os líderes das nossas instituições legislativas atribuem grande importância estratégica as relações entre nossos países, os dois lados insistem no espírito de benefícios mútuos e no respeito à diversidade da civilização humana e a política que aproxima povos de diferentes culturas."


Para a parlamentar o Brasil deu exemplo ao enfrentar a crise financeira internacional mantendo o crescimento econômico sustentável e o desenvolvimento da justiça social. A chinesa mencionou também a vitória do Brasil ao conquistar para o Rio de Janeiro a sede das Olimpíadas de 2016. Sarney observou que a experiência chinesa nas Olimpíadas de Pequim será importante para o Brasil.

Associação dos Fiscais Federais procura senador Gilvam para acelerar andamento de processo em Brasília

Representantes da Associação dos Fiscais Federais estiveram ontem à noite reunidos com o senador Gilvam Borges (PMDB-AP). Eles querem que o parlamentar acompanhe em Brasília, o processo que pede o retorno deles para os quadros da União. Os servidores eram federais mas foram cedidos para o Estado e não conseguiram mais retornar para o quadro federal. Segundo a presidente Edir Pinheiro, em Roraima existe o mesmo problema, com uma diferença: lá, os servidores tiveram parecer favorável do Tribunal Regional Federal. Ainda segundo a presidente, a União recorre toda vez que os servidores têm um parecer favorável. O senador disse que vai tomar conhecimento do processo e fazer o que for preciso para dar andamento. “Vamos tomar conhecimento do processo e procurar dar celeridade ao andamento”, declarou. O caso se arrasta na Justiça desde 2006 sem qualquer definição.


Fonte: “O Tablóide”

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