Ao falar em sessão especial para celebrar o centenário de nascimento do ex-senador alagoano Rui Palmeira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AL), afirmou que a Casa "está homenageando uma das figuras mais importantes da política brasileira do século passado, que transpôs os umbrais do século presente". Líder udenista, o homenageado, depois da Revolução de 30, marcou a história de Alagoas na defesa da redemocratização do Brasil.
- Tive a felicidade, bem jovem, como parlamentar, de acompanhar a atividade do senador Rui Palmeira nesta Casa. Ele era, sem dúvida alguma, um grande líder, um grande articulador, e tinha um prestígio extraordinário entre seus colegas e perante a política brasileira pelas suas qualidades pessoais, pela sua inteligência, pela sua capacidade de articulação - afirmou José Sarney, no encerramento da homenagem.
O presidente do Senado lembrou que Rui Palmeira era um político respeitado por ser "um grande formador de consensos", que ajudou a transpor dificuldades em momentos difíceis da história. Isso, disse Sarney, sem deixar de ter atitudes firmes quando necessário, "como aquela em que passou um telegrama contestando a proclamação do AI-5".
- Eu me recordo o quanto aquele gesto tocou a Nação brasileira - recordou.
Para Sarney, Rui Palmeira foi uma "figura extraordinária que por aqui passou, deixando o brilho da sua inteligência, deixando o rastro do seu espírito público". Um político a quem o Brasil muito deve, frisou.
- Quero hoje homenagear a família dele, que aqui está, principalmente na figura do Guilherme Palmeira, que mantém a tradição do seu pai. Ele, que também foi um homem que teve uma posição destacada durante a transição democrática brasileira e herdou do seu pai, sem dúvida alguma, essas qualidades de grande articulador político, de grande político - disse.
Sarney ressaltou ainda que Guilherme Palmeira, Jorge Bornhausen e ele próprio foram os primeiros a iniciar um movimento de separação dentro do PDS que levou à formação da Frente Liberal e que culminou por possibilitar "a transição democrática sem traumas".
Rui Palmeira faleceu em 1968 e deixou dois filhos na política: Guilherme Palmeira, ex-governador de Alagoas, ex-senador e ex-ministro do Tribunal de Contas da União; e Vladimir Palmeira, ex-líder estudantil e ex-deputado federal. A homenagem foi uma iniciativa dos senadores por Alagoas Fernando Collor (PTB), João Tenório (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB).
Da Redação / Agência Senado
sábado, 8 de maio de 2010
Sarney homenageia Rui Palmeira e lembra a habilidade na articulação política e a inteligência do parlamentar alagoano
Sarney garantiu dignidade ao trabalhador desempregado
Embora já previsto na Constituição de 1946, o Seguro Desemprego somente foi criado pelo então presidente da República, José Sarney, em 27 de fevereiro de 86, antes que se completasse um ano de seu governo. Inspirado em modelo europeu, o benefício garante uma renda mínima temporária para que o trabalhador desempregado possa manter-se dignamente enquanto procura um novo emprego. Quase cem mil trabalhadores já utilizaram esse seguro no momento difícil de desemprego.
“Era uma antiga e justa aspiração da classe trabalhadora”, relembra Sarney, para enfatizar que, se o benefício faz justiça aos desempregados, o governo não pode perder de vista que seu empenho maior deve ser o de evitar o desemprego e o de melhorar as condições salariais dos trabalhadores. “Para isso só há um remédio: o crescimento e a melhoria da produtividade”, reforça o ex-presidente.
Desde a sua criação e até o final do ano passado o seguro-desemprego beneficiou 98.578.709 brasileiros, que receberam em média um salário e meio mensal. O seguro atende aos trabalhadores demitidos sem justa causa, que tiveram emprego formal nos últimos seis meses antes da demissão. Tem duração máxima de cinco parcelas, mas pode ser ampliado em períodos de crises que causem desemprego em massa. O mais habitual é o pagamento de quatro parcelas.
Sarney defende que o desemprego deve ser uma excepcionalidade e a luta permanente dos governos deve ser para ampliar sempre a possibilidade do pleno emprego. “Com o desemprego não há transformações políticas importantes e todas as decisões ficam com o capital. Não é por acaso que a maior liberdade em favor de conquistas sociais no país corresponde à menor taxa de desemprego aberto de nossa História’, diz referindo-se ao seu período de governo, quando Executivo e Legislativo trabalharam para fortalecer a democracia, garantindo principalmente conquistas nos direitos dos trabalhadores.
Nos cinco anos em que esteve no Palácio do Planalto, o Brasil teve os mais baixos índices de desemprego e as relações patrões e empregados mudaram. O seguro-desemprego, criado como programa de governo, foi depois garantido pela Constituição de 1988, que consagrou o direito de proteção social ao trabalhador em situação de desemprego involuntário. Também foram criados o vale-transporte e o vale-alimentação, foi garantida a impenhorabilidade da casa própria, houve a extensão da previdência social aos trabalhadores do campo e a universalização da saúde.
Em 1990 o benefício passou a integrar o Programa do Seguro-Desemprego, criado por meio da Lei n.º 7.998, que também instituiu o Fundo de Amparo ao Trabalhador como sua fonte de recursos. Com isso houve ampliação de sua cobertura e melhoria do benefício. O valor do seguro-desemprego depende do salário recebido enquanto empregado e tem um teto limite. Com o passar dos anos, emendas de diversos parlamentares possibilitaram que o seguro alcançasse inclusive situações particulares, como por exemplo os pescadores artesanais que tenham a pesca como única fonte de renda e que são obrigados a parar durante o período em que a pesca fica proibida – o defeso - para à procriação das espécies. Vale o mesmo para trabalhadores resgatados da condição análoga à de escravidão.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Proposta de Papaléo determina criação do TRT no Amapá
O Papaléo Paes (PSDB-AP) apresentou Proposta de Emenda à Constituição que estabelece a criação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no estado do Amapá bem como em outras unidades da Federação não atendidas por esse tribunal. Essa iniciativa facilitará aos trabalhadores amapaenses recorrer de seus dissídios trabalhistas com maior comodidade, celeridade e menores custos, pois o órgão estará próximo às suas demandas. A PEC nº 8, de 2010 foi apoiada por outros 43 senadores entre eles Marco Maciel, ex-vice-Presidente da República e Romero Jucá, líder do Governo no Senado. A proposta tem por objetivo trazer de volta a antiga redação do art. 112, alterada pela Emenda Constitucional nº 24 de 1999, que retirou de seu texto a previsão de criação de Tribunais Regionais do Trabalho em cada Estado. “A existência de um Tribunal para cada Estado trará maior benefícios à coletividade, pois fortalecerá a justiça trabalhista, objeto do maior número de demandas por parte dos cidadãos”, afirmou o parlamentar. Segundo o senador, a área trabalhista concentra o maior número de litígios sociais, e infelizmente a Justiça não se encontra equipada para responder a elevada quantidade de ações que a cada ano são impetradas. A PEC, caso seja aprovada, terá o mérito de descongestionar a Justiça do Trabalho, pois a existência de Tribunais em todos os Estados propiciará maior celeridade nas sentenças proferidas. “Entendo que a criação de Tribunais em cada Estado, e não mais por região, permitirá uma melhor organização da justiça trabalhista, com a conseqüente celeridade nos julgamentos dos processos e maior conforto para os cidadãos que precisarem apelar às cortes judiciais para o reconhecimento de seus direitos”, finalizou Papaléo.Aprovado projeto que determina o Inventário Digital Florestal
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, do Senado Federal (CCY), aprovou Projeto de Lei que altera o Código Florestal Brasileiro. A proposta, da senadora Serys Slhessarenko(PT-MT), torna obrigatório o uso de marcadores eletrônicos em árvores plantadas em áreas de manejo florestal sustentável. Para o senador Papaléo Paes (PSDB-AP), relator da matéria, o PLS nº 203, de 2008, apresenta pontos favoráveis ao aumento do controle e fiscalização ambiental. "O inventário digital das árvores é um método de muito maior precisão e rapidez do que o sistema manual", declarou Papaléo. O Projeto segue agora para a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. Se aprovado, será enviado à Câmara dos Deputados.
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Dow Jones despenca até 9,2%. No Brasil, dólar sobe para R$ 1,85. Abalados pelo agravamento da crise da dívida europeia, os mercados globais viveram um dia de pânico provocado pela queda, durante o pregão, de 9,2% da Bolsa de Nova York, a maior desde 1987. No fim dos negócios, porém, o índice Dow Jones fechou em queda menor, de 3,2%. Os investidores atribuíram o tombo à recusa do Banco Central Europeu de comprar títulos da Grécia, além de outros paises em dificuldade, e a um possível erro nas negociações com ações da Procter&Gamble, que caíram repentinamente 36% em Wall Street, derrubando as bolsas dos EUA e desencadeando um efeito dominó. No Brasil, a Bovespa chegou a despencar 6,38%, fechando em queda de 2,31%. Em três dias seguidos no vermelho, a Bovespa acumula perda de R$ 121 bilhões. Já o dólar, depois de encostar em R$ 1,90, fechou a R$ 1,851, uma alta de 2,95%, a maior desde março de 2009. (págs. 1, 31 a 34, Flávia Oliveira e editorial "União Europeia tem antídotos para a crise")
FOLHA DE S. PAULO
CRISE GREGA ASSUSTA MERCADOS E FAZ DÓLAR DISPARAR NO BRASIL
Bolsa de NY chega a cair 9%; investidores temem que ajuda à Grécia não seja suficiente. A crise na Grécia provocou pânico nos mercados. A Bolsa de Nova York chegul a recuar 9%, mas encerrou o dia com perda de 3,2%; mais tarde, levantou-se a hipótese de falha técnica no pregão. A Bovespa caiu 2,31%. No Brasil, a cotação do dólar variou de R$ 1,79 a R$ 1,89 no momento de maior estresse. No final do dia, a moeda norte-americana fechou a R$ 1,849 - valorização de 2,83%, a maior registrada desde março de 2009. Para analistas, os mercados sinalizaram seu medo de que o pacote de ajuda acertado por União Europeia e Fundo Monetário Internacional, de € 110 bilhões, não baste para salvar a economia da Grécia. A dívida pública grega equivale a mais de duas vezes o valor do socorro, o que faz aumentar o temor de moratória. O Parlamento grego aprovou o plano de arrocho fiscal exigido para a concessão da ajuda. (págs. 1 e Dinheiro)
O ESTADO DE S. PAULO
CRISE EUROPEIA SE AGRAVA E ESTRANGEIROS DEIXAM BOVESPA
Nos dois primeiros dias úteis de maio, investidores retiraram da bolsa o equivalente a R$ 573 milhões. A aprovação pelo Parlamento grego das medidas de austeridade impostas pela União Europeia e pelo FMI não foi suficiente para acalmar os mercados financeiros, que voltaram a ter um dia de forte tensão. As bolsas de Frankfurt e Milão caíram, respectivamente, 0,84% e 4,27%. Paris, Madri e Portugal, 2,20%, 2,93% e 2,37%. Os investidores temem que eventual calote grego afete os bancos da região, que detêm quase US$ 190 bilhões em títulos da dívida do país. A crise na Europa também tem reflexos no Brasil. Nos dois primeiros dias úteis de maio, investidores estrangeiros retiraram o equivalente a R$ 573 milhões da Bovespa, deixando o saldo negativo, no ano, em R$ 1,86 bilhão. Ontem, a Bovespa chegou a cair mais de 6% e fechou em queda de 2,31%. (págs. 1 e Economia B1 a B6)
JORNAL DO BRASIL NERVOSISMO EM ALTA
Grécia aprova pacote, mas violenta reação interna leva bolsas dos EUA a queda acentuada. O Parlamento da Grécia aprovou o pacote com aumento de impostos e redução de salários, exigido para que o país receba verbas do FMI. A decisão gerou revolta, e criou temor de que o governo grego vá recuar e decretar o calote. Com isso, as bolsas de todo o mundo tiveram mais um dia ruim: o índice Dow Jones chegou à queda recorde de 9%, fechando em baixa de 3,19%. A Bovespa também fechou em queda de 2,31%. Já o dólar teve alta de 2,84%, e bateu R$ 1,849, a maior cotação desde 12 de fevereiro. (págs. 1 e Economia A17)
CORREIO BRAZILIENSE
GRÉCIA E BRASIL PRESSIONAM DÓLAR, JUROS E INFLAÇÃO
Instabilidade nos mercados puxa cotação da moeda americana para R$ 1,89. Gastos do governo levam investidores a apostar na alta de preços, mesmo com o aumento da taxa Selic (págs. 1 e 10 a 12)
VALOR ECONÔMICO CRISE EUROPEIA ASSOMBRA MERCADOS
O clima de pânico nos mercados lembrou, ontem, o caos financeiro de meados de 2008, quando o Lehman Brothers quebrou. No pior momento, a bolsa de valores de Nova York teve queda abrupta e em ritmo alucinante de 998,5 pontos, a maior de toda a sua história em pontos, e de 9% em termos percentuais. O dólar subiu quase 6% frente ao real. Foi um movimento de pânico, mas ainda restrito aos investidores, fundos e bancos. O mercado de crédito internacional, porém, esteve longe do que aconteceu em 2008. A liquidez se reduziu no mercado de bônus, mas o crédito interbancário continuou fluindo, embora com prêmios bem maiores. O risco-Brasil subiu 14,06%, ou 23,62 pontos básicos, para 152,10 pontos, muito abaixo do risco do Santander, que foi a 240,83 pontos. (págs. 1, C1, C2, C3, C5, D1 e D2)
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ARTIGO
A macroeconomia de 2011 (Valor Econômico)
Na ata do Copom de março, o Banco Central indicou que não mais mirava a inflação de 2010, optando por manter a taxa Selic constante, apesar de suas projeções indicarem que nesse cenário a inflação do ano ficaria "sensivelmente acima do valor central de 4,5% para a meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional CMN". Reconhecia, assim, que o custo para trazer a inflação para o centro da meta este ano seria alto demais e que melhor seria fazer um ajuste mais gradual, voltado para garantir essa convergência em 2011. Desde então, a expectativa de mercado para a alta de preços este ano subiu 0,4 ponto percentual (p.p.), no caso do IPCA, e 1,9 p.p., no do IGP-M. É bem possível que essas projeções subam mais nos próximos meses e não se pode descartar o risco de que a inflação supere o teto da banda.
A onça-pintada e os rojões (O Estado de S. Paulo)
Visita de onça-pintada, em parque nacional, é coisa de se receber com foguete. Mas a circular número 125, disparada esta semana no Iguaçu, dá nova interpretação ao estrondo de festa junina. Seu texto ensina os moradores e funcionários da unidade de conservação a lidar com o bicho, se ele vier com excessos de intimidade para junto das pessoas. Lembra que as crianças não devem zanzar lá dentro sozinhas. Recomenda acompanhá-las "aos pontos de embarque do transporte escolar". Andar sempre em grupo, mesmo de dia. Manter as luzes acesas fora de casa à noite. E dormir sob o mesmo teto com os animais domésticos, para evitar que eles sirvam de isca à onçada. Tudo isso sem esquecer "que o parque é o ambiente natural das onças e nós devemos buscar uma convivência pacífica com elas", como já avisava, em ofício do ano passado, o chefe de conservação e manejo Apolônio Rodrigues.
Analfabetos tributários (O Globo)
Bom-dia, Belo Monte (Correio Braziliense)
Cadê os culturalistas? (Correio Braziliense)
Como vai dona Dilma (O Estado de S. Paulo)
Erro de compra fez mercado desabar (O Estado de S. Paulo)
Europa - ascensão e queda (Valor Econômico)
Família virtual (Correio Braziliense)
Fichas sujas (O Globo)
Fórmula simples da qualidade do ensino (Folha de S. Paulo)
Licença para roubar (O Globo)
Lições do caldeirão europeu (O Estado de S. Paulo)
Não à colombização (Jornal do Brasil)
Não à colombização (Folha de S. Paulo)
O prazo para propor a ação civil pública (Valor Econômico)
O que devemos preservar na economia (Folha de S. Paulo)
O respeito à diferença (O Globo)
O risco do tempo (O Globo)
O terrorismo prefere ações mais simples (O Estado de S. Paulo)
Os EUA não gostam de quem balança o barco (O Estado de S. Paulo)
Por onde andará nossa simpatia? (O Estado de S. Paulo)
Torpedos para as campanhas (O Estado de S. Paulo)
Transferência de votos (Folha de S. Paulo)
Uma agenda necessária para as exportações (Valor Econômico)
É preciso dizer adeus ao sonho americano (O Estado de S. Paulo)
COLUNAS
15 minutos (Folha de S. Paulo - Nelson de Sá)
Por "Wall Street Journal", "Financial Times", "New York Times", as manchetes on-line recorreram quase sempre ao mesmo verbo, no meio da tarde, "plunge". Wall Street "mergulha". Fim do dia e, sob enunciados na linha "mergulha e se recupera", os sites de jornais passaram a mencionar a "possibilidade" de um erro, como noticiado pela CNBC _e já destacado então por Huffington Post, Drudge Report e pelo influente agregador Real Clear Politics. Huffington Post, "NYT" e outros relataram depois como foi a cobertura no momento de maior queda, a partir de 15h30 no Brasil. Sites de Bloomberg e outras sofreram com o tráfego maior. Fox Business e outros canais misturavam cenas de violência na Grécia aos números. Com os primeiros sinais de estabilização, uma das âncoras da CNBC comentou terem sido os "15 minutos mais excitantes da história" da emissora.
A conta do PSB (Correio Braziliense - Brasília-DF)
Foi dura a conversa do presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), com a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata do PT, na reunião de cúpula das duas legendas na quarta-feira. Com cacife de quem participou da operação de remoção da candidatura de Ciro Gomes, o líder socialista cobrou do PT uma atitude mais firme em relação ao PMDB, que ainda faz muitas exigências nos estados, mas cuja cúpula nada fez para evitar que alguns de seus caciques desembarquem com armas e bagagem na candidatura do tucano José Serra. Campos fez carga principalmente contra o ex-governador Orestes Quércia, candidato ao Senado na chapa do candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. Criticou o fato de o presidente do PMDB, Michel Temer (PMDB-SP), indicado para vice de Dilma, não mover uma palha para impedir que a seção peemedebista de seu estado apoie Serra. Dilma ouviu calada. Por trás das críticas a Michel Temer está o desconforto de Campos com o lançamento da candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) a governador de Pernambuco, com o claro propósito de montar uma cabeça de ponte para a campanha de Serra no Nordeste. O presidente do PSB não fez carga aberta contra isso, pois sempre foi adversário de Jarbas, mas é óbvio que não está nem um pouco preocupado com os votos de Quércia.
Abaixo o Minhocão! (Folha de S. Paulo - Fernando de Barros e Silva)
Ainda maior (Folha de S. Paulo - Vaivém das Commodities)
BNDES será só o financiador em novo negócio de celulose da JBS (Folha de S. Paulo - Mercado Aberto)
Dia tem de tudo, de erro a alerta de terrorismo (Valor Econômico - De Olho na Bolsa)
Doce lar? (O Estado de S. Paulo - Direto da Fonte)
Dois prisioneiros (Folha de S. Paulo - Jânio de Freitas)
Em horas mortas (Folha de S. Paulo - Ruy Castro)
Estrela da noite (Folha de S. Paulo - Monica Bérgamo)
Flutuação administrada para o câmbio (Valor Econômico - Brasil)
Homem do caixa (Folha de S. Paulo - Painel)
Lula é recordista em medidas provisórias (Jornal de Brasília - Cláudio Humberto)
Mais que o vento batendo às suas costas (Valor Econômico - Política)
Mercado relembra turbulências de 2008 (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Ministro recebe representantes do Sindsep-DF e do Sindprev (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
O mercado não para de dar vexame (Folha de S. Paulo)
O PMDB do PT é carioca (Jornal do Brasil - Informe JB)
O risco de parecer velho (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Os desafios da liberdade (Jornal do Brasil - Coisas da Política)
Para pichar, só maior de idade (Jornal de Brasília - Do Alto da Torre)
Perfidia de tu amor (O Estado de S. Paulo - Celso Ming)
Poesia eleitoral (Correio Braziliense - Brasil S.A)
Portaria Saúde Mental (O Dia - Coluna do Servidor)
Sonho de matar (Correio Braziliense - Ari Cunha - Visto, Lido e Ouvido)
Tabelinha (Folha de S. Paulo - Eliane Cantanhede)
Virada de opinião (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)

ECONOMIA
Acordo de pirataria, liderado por EUA, preocupa governo (O Globo)
O governo brasileiro vê com preocupação as negociações capitaneadas por Estados Unidos, Japão e União Europeia sobre acordo comercial antipirataria (Acta, sigla em inglês). Segundo o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, as regras seriam criadas à margem da Organização Mundial do Comércio (OMC). Especialistas, contudo, acreditam que o acordo não vai prosperar.— Estamos acompanhando e nos parece que ainda é cedo para uma avaliação. Desde já achamos preocupante um grupo de países criar regras que interessam a todos e, ao mesmo tempo, vão além do que está na OMC — disse Cozendey ao GLOBO.Numa análise preliminar, o governo teme problemas na distribuição de medicamentos genéricos e a ampliação de fóruns de arbitragem envolvendo propriedade intelectual, já que existe a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi).O acordo não é visto com bons olhos pela diplomacia brasileira.
Alta de juros será “incisiva” (Correio Braziliense)
O aperto monetário, com elevação de juros para domar a inflação, vai continuar e o ritmo já está dado: pelo menos mais 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para 8 e 9 de junho. Segundo economistas ouvidos pelo Correio, isso ficou claro na ata da reunião da semana passada, em que os membros do Copom decidiram, por unanimidade, “agir de forma incisiva” para combater a escalada de preços na economia. O resultado do encontro foi a alta da taxa básica (Selic) de 8,75% ao ano para 9,50%. “A despeito da reversão de parcela substancial dos estímulos introduzidos durante a recente crise financeira internacional, desde a última reunião, aumentaram os riscos à concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória das metas(1). À luz desse quadro, prevaleceu o entendimento entre os membros do comitê de que competiria à política monetária agir de forma incisiva para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos”, afirmou o Copom na ata.
AOC planeja instalar fábrica de LCD e componentes em Manaus (Valor Econômico)
Atlântico Sul enfrenta desafio de reduzir custo de produção (Valor Econômico)
Aumenta suspense sobre sucesso de novatas na bolsa (Valor Econômico)
BB e Rodobens (Valor Econômico)
BC indica que manterá o ritmo de alta dos juros (Folha de S. Paulo)
BC japonês fará injeção de us$ 22 bi para tentar recuperar bolsa (Folha de S. Paulo)
Belgas buscam parceiros para expandir negócios (Valor Econômico)
Bovespa mostra queda de volume e negócios (Valor Econômico)
Caderneta atrai R$ 1,7 bi no melhor abril desde 2007 (Valor Econômico)
Cai fluxo de países europeus (Valor Econômico)
Consumidores mantêm otimismo com economia (Valor Econômico)
Contexto (Valor Econômico)
Contracheque mais gordo (Jornal de Brasília)
Contágio põe aperto monetário em xeque (Valor Econômico)
Copom agiu de forma ''incisiva'', diz relatório (O Estado de S. Paulo)
Copom reforça alerta sobre risco de inflação (Valor Econômico)
Crise atrapalha captações externas (Valor Econômico)
Crise europeia não deve causar explosão do dólar (O Globo)
Crise global pode deter alta de juro no Brasil (O Estado de S. Paulo)
Crise na Europa derruba Dow Jones; investidor busca títulos americanos (Valor Econômico)
Econômicas (Jornal do Brasil)
Eletronuclear indicará local para usina no NE (O Estado de S. Paulo)
Em meio à tensão, dólar encosta em R$ 1,90 (O Globo)
Emenda prevê auditoria no Fed e limite para bancos (O Estado de S. Paulo)
Empresários brasileiros dizem temer acordo antipirataria (Folha de S. Paulo)
Energia concentra desembolso do bndes (Folha de S. Paulo)
Estrangeiro tira R$ 1,9 bi da Bovespa (O Estado de S. Paulo)
Europa quer liberação de voos com Brasil (Folha de S. Paulo)
Exportadores criticam ritmo de devolução de créditos (O Globo)
Fed via risco de derrapagem brasileira em 2004 (Valor Econômico)
Funcef compra 5% da fatia da Camargo Corrêa em Jirau (Valor Econômico)
Gerdau eleva preços para compensar alta de matérias-primas (Valor Econômico)
Gerdau vai aumentar o preço do aço no país e no exterior (Folha de S. Paulo)
GM inaugura central de distribuição no Nordeste (Folha de S. Paulo)
Governo vai fatiar a capitalização da Telebrás (O Estado de S. Paulo)
Grupo prepara plano adicional de investimentos (Valor Econômico)
Hidrelétricas do Pará inundarão uma S.Paulo (O Estado de S. Paulo)
Impacto do pacote é nulo, dizem exportadores (O Estado de S. Paulo)
Importação de carro pode aumentar, diz Anfavea (Folha de S. Paulo)
Incerteza sobre Europa pesa no preço de metais e petróleo (Valor Econômico)
Instabilidade na Bolsa continua ao longo do ano, dizem analistas (Folha de S. Paulo)
Investidor aposta na inflação (Correio Braziliense)
Investimento da Vale na Guiné chega a US$ 5 bi (O Estado de S. Paulo)
Investimento externo na indústria mostra desaceleração no 1º tri (Valor Econômico)
Juros recuam com aposta de ajuste mais brando na Selic (O Estado de S. Paulo)
Mercado em choque (Valor Econômico)
Mercado financeiro costuma antecipar economia real (O Estado de S. Paulo)
Monopólio do BB no consignado (Correio Braziliense)
Montadoras e autopeças em lados opostos (O Estado de S. Paulo)
No Brasil, rico não é rico e pobre não é pobre (Valor Econômico)
Para analistas, ajuda à Grécia vai mudar quadro (O Estado de S. Paulo)
Para governo, turbulência moderada no Brasil (O Globo)
Parlamento grego aprova plano de arrocho fiscal (Folha de S. Paulo)
País dá generosos subsídios para atrair empresas (Valor Econômico)
Plano de banda larga gera dúvidas em empresários e críticas políticas (O Globo)
Poupança fecha abril com captação positiva e resultado no ano é recorde (O Globo)
Preços do atacado e construção puxam IGP-DI de abril (Valor Econômico)
Problema não é só dívida pública (Folha de S. Paulo)
Produção de veículos cai 14,6% em abril (Correio Braziliense)
Projetos do PAC no BNDES já somam R$ 300 bi (Valor Econômico)
Recursos para a poupança voltam a crescer (Folha de S. Paulo)
Salário sobe 30% entre 2003 e 2008 (Correio Braziliense)
Sindicato das empresas aéreas critica proposta (Folha de S. Paulo)
Teles pedem mais incentivo e menos intervenção (O Estado de S. Paulo)
Teles vão reagir (O Dia)
Transpetro lança ao mar primeiro navio do Promef (Jornal do Brasil)
Três regiões e uma crise sem fim (Valor Econômico)
Turbulência pressiona títulos públicos (Valor Econômico)
Uso da Telebrás requer nova lei, diz advogado (Folha de S. Paulo)
POLÍTICA
"Sair da presidência não me tira da vida política", diz petista (Folha de S. Paulo)
O presidente afirmou ontem que, quando deixar o cargo, continuará "viajando o Brasil" e ajudando seus "companheiros". "O fato de eu deixar a Presidência não vai me tirar da vida política." Em evento no interior do Pará, disse que sabe que não fez "tudo": "A gente não consegue consertar em oito o que foi feito em 500 anos". Ele disse ter "certeza que quem vier [em seu lugar] vai fazer muito mais". Após a frase, a plateia, formada por políticos e servidores estaduais, gritou o nome de Dilma.
Aliança deve dar a Alckmin metade do tempo de TV (Valor Econômico)
O PSDB lança amanhã a pré-candidatura de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo com uma ampla aliança reunindo DEM, PMDB, PPS, PSC e PHS, que deverá render aos tucanos a metade do tempo de televisão no horário eleitoral gratuito. Alckmin inicia a disputa buscando reverter a desunião que marcou suas duas últimas campanhas, à Presidência e à Prefeitura de São Paulo, nas quais não teve apoio unânime nem mesmo dentro do PSDB. O lançamento deve ser feito com a presença do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O ex-governador Alckmin terá em sua chapa os serristas Guilherme Afif Domingos (DEM) como vice, e Aloysio Nunes Ferreira, candidato ao Senado. Na outra vaga para senador concorrerá Orestes Quércia (PMDB). O PTB apoiará o PSDB, mas não entrará na aliança, para apoiar Romeu Tuma à reeleição no Senado.
Anac: Lula indica filho de ministro do TCU (O Globo)
Arruda aparece, mas é para falar do painel (Correio Braziliense)
Arruda depõe sobre violação do painel do Senado (Valor Econômico)
Band abre ciclo de debates entre presidenciáveis (Folha de S. Paulo)
Bico tucano nas alianças petistas (Correio Braziliense)
Campanha de Dilma pode sofrer a primeira baixa (O Globo)
Candidatos querem reforma tributária, mas divergem sobre divisão da receita (O Estado de S. Paulo)
Depois de gafe, PT suspende "Fala Dilma" (Folha de S. Paulo)
Dilma fala em ''ministério das pequenas empresas'' (O Estado de S. Paulo)
Dilma surpreende em ato religioso (O Globo)
Do lado de fora, confusão (O Globo)
Em jogo, o futuro do Ficha Limpa (Correio Braziliense)
Em jornal, PT vê risco de novo golpe militar (Folha de S. Paulo)
Em MG, Serra chama PT para eventual governo (Folha de S. Paulo)
Evento discute limitações em ano eleitoral (Folha de S. Paulo)
Falta na Câmara não dói no bolso (Correio Braziliense)
Gurgel diz que MP é odiado no Legilastivo (Jornal do Brasil)
Jarbas anuncia que será candidato em PE (Folha de S. Paulo)
Jarbas diz que disputará governo de Pernambuco contra sua vontade (Valor Econômico)
Jarbas se lança e abre palanque para Serra (O Globo)
Jarbas é candidato de Serra em Pernambuco (O Estado de S. Paulo)
Lula admite dificuldades em estados (O Globo)
Lula diz não ver problema em palanques duplos (O Estado de S. Paulo)
Lula é pressionado a aceitar reajuste de 7,7% (O Globo)
Líder do DEM reconhece erro e devolve dinheiro (Folha de S. Paulo)
Líder do governo defende que mídia tenha conselho autorregulamentador (O Globo)
Mercadante: Netinho será um ''mano senador'' (O Estado de S. Paulo)
MP terá 180 dias para contestar doações de empresas (Valor Econômico)
Não haverá retaliação a aliados que votaram pelo fim do fator (Gazeta do Povo)
Oposição ataca PT com estrutura da Câmara (Folha de S. Paulo)
Para líder do governo, Lula vetará as medidas (O Globo)
Para não errar, todos evitam confronto (Folha de S. Paulo)
Para petistas, "é conversa de candidato" (Folha de S. Paulo)
Para Vacarezza, base do governo errou (Jornal do Brasil)
Pelo Brasil (Jornal do Brasil)
Planalto turbina programa Farmácia Popular (O Estado de S. Paulo)
PMDB gaúcho deverá fechar com o tucano (O Globo)
Processo contra políticos divide STF (Valor Econômico)
Procuradores aumentam vigilância sobre ficha suja (Valor Econômico)
Programas foram mudados por Serra (Valor Econômico)
Promessa de ações renovadas no Senado (Correio Braziliense)
PT conta com PSB para dividir eleitores no RS e SP (Valor Econômico)
PT defende que Congresso debata autorregulamentação da mídia (Folha de S. Paulo)
PT reage com ironia a 'convite' de Serra (O Globo)
Sem retaliações (Valor Econômico)
Serra afirma que quer PT e PV no governo (O Globo)
Serra cancela e depois confirma entrevista a rádio (O Globo)
Serra e Marina fazem dupla; Dilma mostra nervosismo (O Globo)
Serra, Dilma e Marina fazem 1º debate (Valor Econômico)
Thomaz Bastos vai defender Lula na Justiça Eleitoral (Folha de S. Paulo)
TRE julgará Roriz por antecipar propaganda (Correio Braziliense)
Tucano combina apoios no Nordeste (O Globo)
Tucano entra no encontro sob escolta (Valor Econômico)
Tucano recebe ajuda para não ser agredido (Folha de S. Paulo)
Sarney reitera sua posição favorável ao aumento dos aposentados e pensionistas
O presidente Sarney renovou hoje sua posição a favor do aumento das aposentadorias, manifestando que reiterava sua impressão de que a Casa tende a aprovar o que veio da câmara. Instado pela imprensa a comentar sobre o projeto que aumenta as aposentadorias superiores a um salário mínimo em 7,72%, ele esclareceu que considera esta posição predominante no Senado: "acho que é uma vontade geral, de todos nós, em votarmos a matéria dos aposentados e isso, naturalmente, irá sensibilizar as lideranças da Casa e o mais rapidamente possível nós vamos desobstruir a pauta e votar essa matéria", avaliou.
Mas Sarney ponderou que esta votação está atrelada às votações dos quatro projetos do Pré-sal, indicando que um já está com o prazo de urgência esgotado: "ainda temos outros três que estão tramitando com prazo de 45 dias. Quando eles chegarem, vão trancar a pauta também". Foi também questionado sobre a suposta existência de um relatório da Polícia Federal que colocaria Tuma Junior como uma pessoa que teria usado o cargo de secretário do Ministério da Justiça para beneficiar contrabandistas. O presidente do Senado foi taxativo: "Não vou me manifestar sobre isso e acho que essas coisas a gente, para opinar, deve esperar que sejam julgadas".
Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado
Veja também:
Votar reajuste dos aposentados é "vontade geral", afirma Sarney
Sarney: finanças públicas suportam aumento de 7,7% para aposentados
Sarney a sindicalistas: votação rápida do reajuste dos aposentados
Fique de olho...

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Sexta-feira, 07 de maio de 2010
Destaques nacionais
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
FNDE aprova os critérios para concessão de bolsas do Programa Formação pela Escola
APE
Governo promulga acordos com Paraguai
PR
CGU promove o 11º Sorteio do Programa de Fortalecimento da Gestão Pública
MAPA
Aprovado o zoneamento agrícola da cultura do girassol para cinco Unidades da Federação
MD
Equipe brasileira de paraquedismo militar participa de treinamento nos EUA
MEC
Capes reajusta os valores das bolsas concedidas por programas educacionais
MFZ
Confaz divulga tabela do preço médio dos combustíveis para consumidor final
Seleções e concursos
UFMS e UFPEL realizam concurso público para diversas categorias
Universidade Federal Fluminense promove seleção pública para carreira do magistério
Embrapa divulga lista de classificados em concurso
O Amapá no Diário Oficial da União
Clique aqui para conferir tudo sobre o estado na edição de hoje...
José Sarney
Em 1985, estive com o presidente Reagan. Tratou-me muito bem, mas não cedeu nada. Nossa conversa versava sobre dívida externa, para nós impagável, e relações comerciais, em que nos impuseram várias sanções.Terminada a agenda bilateral, fiz uma pergunta fora de qualquer formato diplomático: "Presidente, como o senhor entende a escolha da Bolívia por Che Guevara para fazer a revolução sul-americana?". Ele não compreendeu a pergunta, e eu mesmo respondi: "Presidente, não foi por amor à Bolívia, mas por sua posição geopolítica. É um país pobre, sem condições de sustentabilidade. Na realidade, dois países: o do altiplano e o das zonas baixas.
Qualquer instabilidade ali se espalhará como fogo a todos os países da região. Precisamos ajudar a Bolívia fortemente, e o Brasil não se negará a participar desse esforço".
Não comovi o presidente dos Estados Unidos. Felizmente, depois de alguns tropeços sérios, a Bolívia está relativamente estável, embora as ameaças de divisão estejam latentes.
Lembro estes fatos para dizer que o Brasil, com sua grandeza, tem de pagar por ela e não pode deixar que se forme em seu entorno qualquer fonte de instabilidade e ameaça. É com estes olhos e com algum receio que vejo o que acontece no Paraguai. O começo de um processo que já aconteceu no Peru e na Colômbia.
O chamado Exército do Povo Paraguaio não pode se transformar numa Farc ou num Sendero. Com determinação e força, o Brasil deve ajudar o presidente Lugo a manter a ordem no seu país e não permitir jamais que nossas fronteiras sejam violadas, para evitar essa conjugação infame de guerrilha com narcotráfico.
O Brasil, graças a seu povo, manteve-se fora desse caldeirão. Aqui, os narcos não conseguiram se infiltrar nas Forças Armadas, na Justiça, no governo ou nas polícias. Mas no México era assim e, de repente, ele está a colombizar-se. Leio estarrecido uma entrevista de Samper, "scholar" e cientista político, ex-presidente da Colômbia, que faz esta profecia: "Nenhum país da América Latina pode sentir-se livre do narcotráfico. O Brasil, em poucos anos, será um grande consumidor, centro de tráfico e produtor de narcóticos". É de alarmar, mesmo que sejam palavras sem fatos.
Temos certo frenesi político em alguns países do continente. O Brasil não deve vacilar. Deve adverti-los de que não devem acirrar suas divergências abrindo espaço para misturar política e cocaína. Este problema será um dos que ameaçam a sobrevivência da humanidade, junto com as armas nucleares.
Como diziam os gregos, não devemos erguer estátuas a Adrasteia, a deusa da vingança. Tenhamos o mesmo cuidado com as drogas.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
"Ficha limpa"
Plenário rejeita destaques e preserva o Projeto
O texto ainda poderá ser mudado quando forem analisados os nove destaques pendentes, na próxima terça-feira.
O Plenário decidiu, nesta quarta-feira, manter pontos essenciais do texto do Projeto Ficha Limpa. Os deputados rejeitaram três destaques aosubstitutivo do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) aprovado na terça-feira (4). Um destaque do PTB pretendia retirar, do texto, a possibilidade de o candidato ficar inelegível com decisão judicial de colegiado em relação a crimes contra o patrimônio público e de lavagem de dinheiro e tráfico de entorpecentes, por exemplo. A análise dos nove destaques pendentes ficou para a terça-feira (11).
O destaque do PTB teve 377 votos contra e apenas 2 a favor, com 2 abstenções. "Se ele fosse aprovado, o Ficha Limpa estaria morto", disse José Eduardo Cardozo.
A inelegibilidade com decisão colegiada foi a solução encontrada pelo relator do grupo de trabalho que analisou o tema, deputado Indio da Costa (DEM-RJ), para ganhar mais apoio dentro do Congresso à proposta, originalmente apresentada pela sociedade civil com a coleta de mais de um milhão de assinaturas.
A redação original do Projeto de Lei Complementar (PLP) 518/09 previa a inelegibilidade depois de condenação em primeira instância.
O presidente da Câmara, Michel Temer, acredita que o texto aprovado no início da semana deverá ser mantido sem alterações.
Abuso de poder
Outro destaque rejeitado nesta quarta-feira foi do PMDB, por 362 votos a 41. O partido tinha o objetivo de retirar, do substitutivo, a parte que aplica a inelegibilidade à eleição em curso e às futuras nos oito anos seguintes para os casos de condenação por abuso de poder econômico ou político.
Com a rejeição, a inelegibilidade nessa situação foi mantida. Atualmente, ela já existe na Lei Complementar 64/90, que está sendo mudada pelo projeto, e é de três anos.
Ministério Público
O Plenário rejeitou ainda, por 207 votos a 175 e 1 abstenção, a emenda do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) que aumentava, de seis meses para um ano antes do pleito, o prazo de desligamento das funções como requisito para os integrantes do Ministério Público se candidatarem a eleições.
Essa foi a primeira votação do dia e mediu o quórum dos deputados realmente presentes na Casa. Inicialmente, havia o temor de que um quórum baixo não representasse a vontade da maioria, pois todas as mudanças de mérito em PLPs devem ser aprovadas por um mínimo de 257 votos.
Crimes ambientais
No momento em que os líderes decidiram deixar os outros destaques para a próxima semana, estava em análise um destaque do PP. O partido quer excluir, do texto, os crimes contra o meio ambiente e a saúde pública daqueles que poderão tornar a pessoa inelegível por oito anos após o cumprimento da pena, com base em decisão final ou de colegiado da Justiça.
Íntegra da proposta:
Edição – João Pitella Junior
Sarney presta solidariedade ao colega mexicano
Ao receber delegação de parlamentares mexicanos de todos os partidos na manhã de terça-feira (05), o presidente do Senado, José Sarney, manifestou solidariedade ao México contra a lei de criminalização de imigração aprovada no estado do Arizona (EUA). A lei foi citada, na reunião, pelo presidente do Senado do México Carlos Navarrete Ruiz que lidera a delegação. O parlamentar mexicano agradeceu a solidariedade já expressa pelo governo brasileiro.A delegação está no Brasil para participar da II Reunião Interparlamentar México-Brasil. O grupo é formado por 9 senadores e 10 deputados, entre os quais a deputada Beatriz Paredes Rangel, presidente do PRI (Partido Revolucionário Institucional). Entre os brasileiros, além do presidente Sarney, participaram da reunião o 1º secretário da Casa, senador Heráclito Fortes (DEM-PI); o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o senador Augusto Botelho (PT-RR).O encontro dá seqüência à primeira reunião realizada no México em fevereiro de 2004. Navarrete é filiado e fundador do Partido da Revolução Democrática (PRD), que faz oposição ao atual governo do México. Em seu discurso, Carlos Navarrete Ruiz convidou o presidente Sarney a participar dos festejos do bicentenário da Independência e o centenário da Revolução Mexicana que se iniciam em setembro. Durante as festividades, que se estenderão até novembro, será inaugurada a nova sede do Congresso Mexicano, lembrou o chefe da delegação.Por sua vez, no seu discurso, o presidente Sarney afirmou que o Brasil vive um período de crescimento econômico e avanço político. Ele destacou a tranqüilidade política do Brasil com a popularidade do presidente Lula em cerca de 90 por cento. "O Brasil passou os 100 anos da República com os barões do café no poder, depois os militares, depois as classes liberais e finalmente, depois de um século, com um operário no poder de um Governo no qual participam todas as classes sociais," observou José Sarney.Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado
Taro Aso vem ao Brasil com missão de fortalecer as relações nipo-brasileiras
Ex-primeiro-ministro do Japão, agora deputado e secretário-geral do PLD (Partido Liberal Democrata), além de presidente do Grupo Parlamentar Japão-Brasil, Taro Aso está no país cumprindo uma intensa agenda. Ontem esteve no Senado Federal com o presidente José Sarney quando, dentre outros assuntos, falou sobre a adoção do Brasil ao padrão nipo-brasileiro de TV digital e o interesse japonês na licitação da linha de trem-bala que vai ligar os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O dirigente japonês alegou que a experiência do Japão ao sediar as Olimpíadas de 1964 em Tóquio pode ser "útil ao Brasil tanto para a Copa do Mundo de 2014 quanto para as Olimpíadas do Rio em 2016". Para Aso há muita similaridade entre seu país e o Brasil: "Tóquio tem 32 milhões de habitantes e atende 72% desta população com transportes coletivos, principalmente trens de alta velocidade e metrôs. Já em Los Angeles somente 8% da população usa o transporte de massa", comparou, frisando que o modelo adotado pelo Japão é ambientalmente mais correto e sustentável, "tal qual tem sido a política adotada e planejada pelo Brasil". Sarney quis saber sobre o interesse japonês pelo trem-bala ligando o Rio a São Paulo. O embaixador do país no Brasil, Ken Shimanouchi, que acompanhou a comitiva de Taro Aso, ratificou o desejo japonês em participar do empreendimento registrando que já vieram ao Brasil onze missões "com o objetivo de discutir com o governo brasileiro a modelagem do projeto".Ao final do encontro, o presidente do Senado recordou que as relações nipo-brasileiras "sempre foram muito boas, apesar da crise econômica mundial ter afetado um pouco nossas trocas comerciais, constatamos animadoramente que neste ano estamos voltando aos índices encontrados no período pré-crise", explicou Sarney. Ele elogiou também o padrão nipo-brasileiro para TV digital, informando ao deputado japonês que o sistema de comunicação do senado já está fazendo uso da tecnologia. E, na mesma linha, considerou "excepcional a penetração desse padrão na América do Sul, sendo adotado pela maioria dos países do continentes".O dirigente japonês
Taro Aso, que foi o 59º primeiro ministro japonês entre 2008 e 2009 – período agudo da crise econômica mundial -, morou em São Paulo por um ano ao final da década de 60, trabalhando com negócios da família. Sua última viagem ao Brasil foi em 2008 quando presidiu o Comitê do Ano Internacional da Imigração Japonesa no Brasil. Quando primeiro- ministro, apoiou os decasséguis – trabalhadores brasileiros que ficaram desempregados no Japão. Segundo o consulado do Japão em São Paulo, na sua gestão Aso providenciou o retorno ao Brasil de mais de 22 mil brasileiros, com os chefes de família recebendo uma ajuda de 300.000 ienes, equivalente a 3,700.00 dólares.
Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado
Sarney quer que o forte São José de Macapá seja Patrimônio Mundial da Unesco
A embaixadora Maria Laura da Rocha, chefe de gabinete do chanceler Celso Amorim, indicada para chefiar a Delegação do Brasil na Unesco, em Paris, esteve esta manhã com o presidente do Senado José Sarney. Aguardando a convocação para ser sabatinada na comissão de Relações Exteriores, a embaixadora relatou os enormes desafios que o cargo impõe. Ressaltou que o Brasil esta à frente da proposta de transformar o português em língua oficial da Unesco. Revelou ainda que o país é tradicionalmente ativo em inscrever no Patrimônio Mundial não só seus bens móveis (cidades e monumentos, por exemplo), como seus bens imateriais – traços da cultura brasileira que devem ser preservados, e que esta política deve ser intensificada. Durante o encontro, Sarney e Maria Laura conversaram principalmente sobre as chances do Forte de Sâo José de Macapá (Amapá) de integrar a lista de bens brasileiros contemplados com o título de Patrimônio Mundial da Unesco. Sarney recebe líder chinesa
Uyunqimg compara importância de Sarney para o Brasil com o papel de Deng Xiaoping para a ChinaEm visita de cortesia ao presidente Sarney, a vice-presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular Nacional da República Popular da China, Uyunqimg, afirmou que da mesma forma que Deng Xiaoping é conhecido por ter liderado a política de abertura na China, José Sarney "tem a mesma fama " por seu papel na História do Brasil. Sarney lembrou sua visita à China como presidente da República e o que ouviu de Deng Xiagoping sobre o papel desses dois países na política internacional "apertando juntos o mesmo botão" em votações nas instituições internacionais. A líder chinesa disse que Brasil e China trabalham juntos para "ampliar a voz" dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais.Uyunqimg afirmou: "Os líderes das nossas instituições legislativas atribuem grande importância estratégica as relações entre nossos países, os dois lados insistem no espírito de benefícios mútuos e no respeito à diversidade da civilização humana e a política que aproxima povos de diferentes culturas."

Para a parlamentar o Brasil deu exemplo ao enfrentar a crise financeira internacional mantendo o crescimento econômico sustentável e o desenvolvimento da justiça social. A chinesa mencionou também a vitória do Brasil ao conquistar para o Rio de Janeiro a sede das Olimpíadas de 2016. Sarney observou que a experiência chinesa nas Olimpíadas de Pequim será importante para o Brasil.
Associação dos Fiscais Federais procura senador Gilvam para acelerar andamento de processo em Brasília
Representantes da Associação dos Fiscais Federais estiveram ontem à noite reunidos com o senador Gilvam Borges (PMDB-AP). Eles querem que o parlamentar acompanhe em Brasília, o processo que pede o retorno deles para os quadros da União. Os servidores eram federais mas foram cedidos para o Estado e não conseguiram mais retornar para o quadro federal. Segundo a presidente Edir Pinheiro, em Roraima existe o mesmo problema, com uma diferença: lá, os servidores tiveram parecer favorável do Tribunal Regional Federal. Ainda segundo a presidente, a União recorre toda vez que os servidores têm um parecer favorável. O senador disse que vai tomar conhecimento do processo e fazer o que for preciso para dar andamento. “Vamos tomar conhecimento do processo e procurar dar celeridade ao andamento”, declarou. O caso se arrasta na Justiça desde 2006 sem qualquer definição.
Fonte: “O Tablóide”