terça-feira, 11 de maio de 2010

O que está por trás dos ataques ao Papa

Editorial da revista do Movimento de Solidariedade Ibero-americana

A farta e frequentemente insidiosa exposição midiática global dos casos de pedofilia envolvendo integrantes da Igreja Católica tem muito menos a ver com pautas jornalísticas que com a agenda político-estratégica do Establishment oligárquico anglo-americano, que se encontra ostensivamente mobilizado para neutralizar ou reduzir a influência do Vaticano e, principalmente, do Papa Bento XVI, nos desdobramentos da crise civilizatória em curso. Em especial, como temos relatado nestas páginas, os estrategistas do Establishment estão incomodados pela atuação direta do Papa em três áreas cruciais:

1) as discussões sobre os princípios que devem nortear uma nova economia mundial (ver nota);

2) a reaproximação com a Igreja Ortodoxa Russa;

e 3) a abertura e integração na Igreja Católica de um grande número de anglicanos que estão abandonando a confissão (especialmente na África, à qual o Papa tem dedicado grande atenção e propõe que seja considerado um "pulmão espiritual do mundo", como ressaltou em sua visita ao continente e no Sínodo dos Bispos para a África, em 2009).

Evidentemente, não se trata de uma "conspiração" coordenada a partir de um centro, mas de um processo que, uma vez colocado em marcha, adquire rapidamente uma dinâmica própria e agrega outros interesses, como a patética tentativa do biólogo inglês Richard Dawkins e do escritor Christopher Hitchens de abrir um processo contra Bento XVI, uma maldisfarçada maneira de promover os seus livros sobre ateísmo.
De fato, é um insulto à inteligência de qualquer pessoa minimamente informada sugerir que os mais virulentos ataques a um pontífice ocorridos desde Lutero e o advento do Iluminismo estejam ligados às práticas condenáveis de prelados corrompidos, alguns velhos de décadas, que, ademais de não constituírem novidades, não diferem em proporção dos ocorridos nos demais setores da sociedade, inclusive, dentro de outras confissões religiosas - que, não obstante, jamais causaram semelhante impacto midiático.
Já em 1996, no livro Pedophiles and Priests: Anatomy of a Contemporary Crisis (Pedófilos e sacerdotes: anatomia de uma crise contemporânea, Oxford University Press), o historiador Philip Jenkins discutia em profundidade o problema dos abusos sexuais contra menores nas instituições religiosas, constatando que ele ocorria em todas elas - mas, curiosamente, envolvendo um menor número de católicos que os não-celibatários de outras confissões.
Nos EUA, como as igrejas geralmente pagam compensações financeiras às vítimas comprovadas dos abusos, todas fazem vultosos seguros para garanti-las. Em 2007, as três seguradoras que atuam com a maioria das igrejas protestantes estadunidenses afirmavam receber em média mais de 260 casos de abusos sexuais contra menores de 18 anos praticados por integrantes daquelas igrejas. A reportagem do Chicago Sun-Times (15/06/2007) sobre o assunto afirma também que desde 1950 houve 13 mil denúncias críveis de casos semelhantes contra clérigos católicos, uma média de 228 por ano.
Na comunidade judaica estadunidense, uma breve visita ao sítio do The Awareness Center: The International Jewish Coalition Against Sexual Abuse/Assault, sediado em Baltimore, proporciona uma boa idéia da dimensão e gravidade do problema.
Um revelador artigo publicado em 1°. de abril último no sítio russo Pravda.ru ("Quando se confunde a árvore com a floresta"), de autoria do escritor não-católico português Artur Rosa Teixeira, não apenas denota o atento interesse que o assunto vem despertando na Rússia, como também vai direto ao ponto. Em suas palavras:
De fato, as recentes notícias de pedofilia, que envolvem sacerdotes católicos, têm contornos de uma campanha de ataque à hierarquia católica, muito para além da objectividade informativa que a deontologia jornalística impõe, independentemente da sua gravidade moral. Tais notícias suscitam desconfiança sobre a sua "bondade" até entre os não católicos como nós. Embora discordando da doutrina da ICAR [Igreja Católica Apostólica Romana], em alguns aspectos, reconhecemos no entanto a importância capital do seu papel na nossa História, na defesa dos valores éticos que enformam a nossa cultura judaico-cristã e a sua acção social meritória em prol daqueles que têm sido vítimas da usura e da ganância da oligarquia internacional, que é afinal a mais interessada em destruir o catolicismo e a religião em geral, já que constituem um obstáculo sério à consecução do seu objectivo final, que é o de reduzir a Humanidade à condição de escravos robotizados. (...)
Um dos aspectos que nos leva a desconfiar da "boa vontade" destas notícias é o facto de focalizarem em exclusivo os casos de Pedofilia de clérigos católicos, quando se sabe que este vício é transversal à sociedade. Encontramo-lo em todos estratos sociais e até nas famílias. O pedófilo é em princípio muito próximo da vítima e da sua confiança, ou seja, não é um estranho… podendo ser até um pai, um tio, etc. Quando se argumenta que os padres devido ao celibato a que estão obrigados são mais propensos à pederastia, como insistentemente se procura justificar a tentação dos abusos sexuais, esquece-se que o pederasta nem sempre é solteiro e muitas vezes é tido como "bom" chefe de família, portanto uma pessoa aparentemente normal. (...)
E compreende-se. O actual Sumo Pontífice, coerente com os princípios da Igreja Católica, tem desenvolvido uma tenaz resistência contra as propostas contra-natura e fracturantes, veiculadas por organizações laicas apostadas em impor uma visão sexista e hedonista da Sociedade, reduzindo o homem à sua condição animal para negar a sua dimensão espiritual. Tais organizações não surgiram obviamente por "geração espontânea", nem vivem do ar… Foram criadas e são apoiadas à sorrelfa por fundações ditas filantrópicas como a da família Rockfeller. Os interesses financeiros das mesmas estão ligados a um vasto leque de sectores económicos, que vão desde a banca, o petróleo, a indústria farmacêutica, a indústria militar, etc, aos meios áudio visuais, incluindo a "mídia", a qual evidentemente cumpre uma agenda ditada pela Elite Global à qual pertencem. (...)
A superação da presente crise civilizatória global só será possível com uma reordenação da economia mundial com novos critérios que reorientem as políticas econômicas e financeiras de cada país para os reais interesses da grande maioria de suas populações, o que exigirá a retirada do controle do sistema financeiro das mãos da alta finança internacional. Nesse contexto, torna-se imperativa a integração físico-econômica da Eurásia, que só será possível com um verdadeiro diálogo de civilizações - de fato, o eixo eurasiático representa um corte transversal de todas as civilizações do planeta. Este processo é igualmente fundamental para o estabelecimento de uma base socioeconômica para a estabilização política da região centroasiática, atualmente engolfada pelos conflitos no Afeganistão e Paquistão.
Em todos esses processos, o Vaticano de Bento XVI tem atuado com empenho, embora sem receber sequer uma fração ínfima da atenção atribuída aos escândalos sexuais. Os estrategistas do Establishment oligárquico têm pleno entendimento disso e, em consequência, deflagraram a ofensiva contra a única instituição global que tem se oposto decididamente à ordem mundial malthusiana e exclusivista que lutam por preservar.

Carlos Nascimento entrevista o presidente Lula no "SBT Brasil"

Carlos Nascimento viajou nesta terça-feira (11/5) para Brasília. O jornalista tem a missão de entrevistar o presidente Lula. O encontro acontece na manhã desta quarta-feira (12/5) e a conversa vai ser exibida no "SBT Brasil", que a emissora transmite às 19h15.Durante a entrevista, Lula vai falar sobre a eleição de 2010, seu futuro na política e também sobre a convocação da seleção brasileira. Esta será a primeira vez, este ano, que o presidente fala para um telejornal.

Do Blog da Dilma

Papaléo quer compensações por Amapá abrigar áreas protegidas

O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) disse nesta terça-feira (11) que é necessário compensar estados e municípios que tiveram parte considerável dos seus territórios destinados à preservação ambiental e reservas indígenas. Ele observou que o estado do Amapá é um dos casos mais evidentes, pois abriga diversas reservas indígenas e unidades de conservação, inclusive o maior parque de floresta tropical do mundo, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque.
- Esse parque, que se estende por 38.800 km², área bem maior que a da Bélgica ou que a do estado de Alagoas, foi criado por decreto presidencial em agosto de 2002. Somando a área do Parque do Tumucumaque aos 4,4 milhões de hectares destinados a reservas indígenas, outros parques, reservas biológicas e estações ecológicas, temos 58% do território como área protegida - assinalou.
Papaléo disse ter debatido o problema com o então governador Waldez Góes e com outras autoridades do governo estadual sobre as medidas com as quais o governo federal poderia compensar "os entraves postos, ainda que pela boa causa da preservação ambiental, ao processo de desenvolvimento do Amapá". O senador entende que, como compensação, o governo federal deveria ceder terras de propriedade da União para o estado.
Com isso, Papaléo acredita que o governo estadual seria possível organizar, junto com as prefeituras de vários municípios, a ocupação e a exploração, em bases sustentáveis, dessas áreas cedidas pela União, para aliviar a situação de sufoco econômico desses municípios. Outra medida sugerida pelo senador é o asfaltamento total das rodovias federais BR-156 e BR-210 e recursos para a construção das pontes sobre os rios Matapi, Vila Nova e Oiapoque.
O senador listou ainda, como medidas compensatórias, a implementação da infraestrutura de saneamento básico; o estudo de viabilização do porto de Calçoene; a revitalização da sede do município de Serra do Navio; a recuperação da ferrovia Santana-Serra do Navio; a criação de um fundo permanente para o desenvolvimento do estado e municípios com área abrangida pelo Parque Nacional do Tumucumaque; o apoio à rede de educação profissional e ao ensino superior; e o fortalecimento do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA).
Da Redação / Agência Senado

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DO DIA

(Se você não teve tempo hoje de ler os principais jornais do País, leia-os agora a noite)

Tucano diz que política de juros está errada e que PT aparelhou Estado. Após um mês de críticas e elogios ao governo Lula, o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, adotou ontem discurso abertamente oposicionista. Em entrevista à rádio CBN, criticou o Banco Central e disse que o órgão errou quando não baixou os juros. Atacou a usina de Belo Monte, o Mercosul e a Telebrás. Disse que o PT aparelhou o Estado. Mas que Lula reduziu o clima de terrorismo ao afirmar que nada anormal acontecerá, independentemente do eleito. Depois, contemporizou e disse que é preciso diálogo entre o Planalto e o BC. E que não dá para ter bom humor às 8h, quando ocorreu a entrevista. (págs. 1, 3 e 4 e Merval Pereira)

FOLHA DE S. PAULO
OBRA DE ENERGIA ATRASA E EXPÕE SP A MINIAPAGÕES

Subestação não sai do papel por falta de licença ambiental do município. A demora na construção de uma subestação de energia elétrica coloca sob risco crescente de apagão 21 bairros de São Paulo - entre eles Moema (zona sul) e Morumbi (zona oeste) -, relata José Ernesto Credendio. Cortes temporários de luz são frequentes e atingem até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Com a subestação, a meta é aliviar a sobrecarga de unidades próximas. Em 2008, 2,5 milhões de pessoas ficaram sem energia devido a problemas na estação Bandeirantes, perto da marginal Pinheiros. O contrato previa a obra pronta em 2010, mas a licença ainda está sob análise do conselho ambiental do município de São Paulo. A Eletropaulo nega a ligação do atraso com as falhas. Para a CTEEP, responsável pela obra, a subestação vai minimizar riscos. (págs. 1, C1 e C3)

O ESTADO DE S. PAULO
PACOTE CONTRA CRISE NA EUROPA PROVOCA EUFORIA NOS MERCADOS

Sinal de força fez bolsas europeias subirem até 14,44%; em SP, alta foi de 4,50%. A criação pela União Europeia de um fundo anticrise de até € 750 bilhões espalhou euforia, ontem, nos mercados financeiros. Depois de semanas de especulações sobre o estado de insolvência da Grécia e sobre a saúde financeira de Portugal e da Espanha, o recado de unidade e força transmitido por Bruxelas na madrugada de segunda-feira foi bem recebido pelos investidores. Houve alta acentuada nas bolsas de Madri (14,44%), Milão (11,28%), Lisboa (10,73%), Frankfurt (5,3%) e Paris (9,66%). Em São Paulo, o Ibovespa subiu 4,50%, o melhor resultado desde outubro de 2009. Além do pacote da UE, contribuiu para o bom desempenho a informação de que o Banco Central Europeu iniciará a recompra de títulos de dívida pública dos países do bloco - algo inédito nos dez anos do euro. Para o articulista Gilles Lapouge, porém, os especuladores já estão preparando novos ataques. (págs. 1 e Economia B1 e B3)

JORNAL DO BRASIL
ALÍVIO TEMPORÁRIO

Ajuda de US$ 1 trilhão ergue as bolsas, mas desconfiança vai continuar. O pacote de US$ 1 trilhão aprovado pelos países europeus para conter a crise que ameaçava o euro levou euforia às bolsas de todo o mundo. A Bovespa fechou com a maior alta desde outubro (4,11 %). Mas o próprio FMI, que coordenou a ajuda, a considera temporária. Há crença de que a Grécia entrará em recessão e, a longo prazo, não pagará a dívida, o que fará com que seus papéis voltem a perder valor. (págs. 1 e Economia A13)

CORREIO BRAZILIENSE
EM CLIMA DE COPA, CÂMARA ESCALA SELEÇÃO DE GAZETEIROS

O líder do governo, Cândido Vacarezza (PT-SP), está preocupado com o time de Dunga. Ele vai propor aos partidos que a Casa decrete recesso parlamentar a partir de 10 de junho, véspera do início do Mundial de futebol. Para garantir a folga durante os jogos na África do Sul, os deputados estão dispostos a antecipar a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. “Temos a Copa do Mundo. Ninguém vai fazer com que os deputados venham aqui”, justifica Vacarezza. (pág. 1 e 4)


VALOR ECONÔMICO
MEGAPACOTE EUROPEU TEM FORTE IMPACTO NO MERCADO

O megapacote de socorro financeiro de US$ 955 bilhões lançado pelos governos da zona do euro trouxe de volta fortes altas nos mercados acionários e de commodities. Ele interrompeu movimentos de instabilidade no mercado cambial brasileiro e do custo de captação para o governo e empresas do país. Em apenas uma semana o real se desvalorizou em 6,5% e a oscilação cambial trouxe de volta a demanda por proteção (hedge) de receita dos exportadores. As companhias aproveitaram que o dólar para daqui a um ano ultrapassou os R$ 2 para vender moeda no mercado futuro. Os bancos mais atuantes perceberam volumes de negócios na quinta-feira duas a três vezes acima do normal. O movimento dos exportadores ajudou a derrubar o dólar, que depois da alta da semana passada registrou ontem a maior queda percentual diária desde o fim de 2008: 3,99%, a R$ 1,777 na venda. (págs. 1, C1, C2, C3, C8 e D2)


Fique de olho...


DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Terça-feira, 11 de maio de 2010

Destaques nacionais

MINISTÉRIO DAS CIDADES
Regulamentado o Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana

PR
Mensagem comunica à Câmara e ao Senado viagem presidencial

MEC
Novo curso superior de tecnologia é incluído em catálogo nacional

MFZ
BC divulga os bancos relacionados para recolhimento compulsório

MIN
Município paulista vai receber recursos para ações emergenciais

MS
Saúde habilita novas Unidades de Pronto Atendimento em Minas e no Ceará

Mais destaques


Seleções e concursos

CEITEC S.A abre inscrições de processo seletivo com 15 vagas

Aneel fixa data, horário e locais de provas de concurso público

TRE/BA divulga o resultado final de prova discursiva

Mais concursos


O Amapá no Diário Oficial da União

Clique aqui para conferir tudo sobre o estado na edição de hoje...

Como desdobramento do "Fundo Pró-Leitura", criado por Sarney, governo incrementa "Mais Livro, Mais Leitura"


Começou ontem uma série de encontros estaduais e municipais para a discussão de planos de livro e leitura, assim como o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL). Criado em 2006, o programa compõe as diretrizes de uma política para o setor. O projeto Mais Livro, Mais Leitura nos estados e municípios ocorre em Pinhão (PR), de 10 a 12 de maio, e segue para outras oito cidades brasileiras até o fim de junho. As reuniões são o início de um processo de discussão para a elaboração dos planos, que são políticas de Estado. A partir dos fóruns, a sociedade civil e governos começam uma articulação para a instituição do Plano Municipal de Livro e Leitura (PMLL) e do Plano Estadual de Livro e Leitura (PELL). A meta do Ministério da Cultura é que, até o fim do ano, 100 municípios tenham implantados seus PMLLs e 10 estados seus PELLs. O Ministério da Cultura pretende também atender a todas as regiões brasileiras com a realização de fóruns.

"Fundo Pró-Leitura", uma iniciativa de Sarney

Tais iniciativas são o desdobramento natural dos esforços do governo Lula em incentivar a leitura nacional, desde que se instituiu Fundo Pró-Leitura, uma proposta do senador José Sarney para financiar, por exemplo, a formação de bibliotecários, professores e voluntários que atuam como agentes de multiplicação da leitura nos municípios brasileiros. Ou, ainda, feiras de livros no interior, uma maior aproximação entre autores e seus leitores, maior presença do livro e dos escritores brasileiros no Exterior, assim como estudos e indicadores para profissionalizar mais essa atividade econômica de importância estratégia para a cultura e o desenvolvimento nacional.
Embora mantido com recursos privados, esse fundo tem um caráter público na medida em que o uso do dinheiro é definido por um conselho constituído por representantes do Estado, de organizações não-governamentais e de organismos internacionais, como a Unesco, além da própria cadeia do livro. Para efetivar seus objetivos são apoiadas ações que constem do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). O fundo é uma resposta do setor privado à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de acabar, desde 2004, com a cobrança de taxas e impostos sobre o livro no Brasil. Por iniciativa do senador Sarney, o Fundo Pró-Leitura integra a agenda macropolítica do Ministério da Cultura desde 2005, quando se comemorou o Ano Ibero-americano da Leitura, o Vivaleitura, que reuniu 100 mil parceiros no País. Outras medidas do governo Lula foram a Câmara Setorial do Livro e Leitura, o Fundo Nacional de Leitura - que tramita no Congresso a partir de projeto do senador José Sarney, autor da Lei do Livro - para institucionalizar o aporte de recursos da União para o financiamento de políticas públicas da área e, ainda, o anúncio das Diretrizes Básicas da Política Nacional do Livro, Leitura e Bibliotecas.

Clique aqui e acesse o sítio Plano Nacional do Livro e Leitura e seu Mapa de Ações.

PNLL – ESTADO E SOCIEDADE: ATUANDO PELO DESENVOLVIMENTO DA LEITURA NO BRASIL

44º-FORROZÃO DA TIA LUCINHA - CONVOCAÇÃO!!!


“Tia Lucinha” convoca brincantes da Quadra Junina 2010

Por Ruthi Madalena

Aos 85 anos de Idade “Tia Lucinha” convoca todos os brincantes da Quadrilha Junina “Flor do Campo” para que participem dos ensaios. Já se iniciam nesta sexta-feira (14/05), àss 19h00, na Av. Henrique Galucio, esquina com Odilardo Silva-Centro. Os preparativos são para a realização do “44º-Forrozão da Tia Lucinha”, evento que já atravessou décadas, sendo hoje a mais tradicional e antiga festividade dos folguedos juninos do Amapá.

Fonte: a própria Tia Lucinha
Contatos: 3222-1413

Governador anuncia investimentos de R$43 milhões no Amapá

Foto: Sal Lima
Recursos correspondem a quatro projetos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento. Três deles em Macapá
Por Emerson Renon

O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho, anunciou no fim da noite dessa segunda-feira, 10, em Brasília, a liberação de R$ 43 milhões para obras de saneamento e urbanização de Macapá e Santana. Os recursos estão incluídos no pacote de obras ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O anúncio foi feito depois do aceno positivo dado ao governador pelo Ministro das Cidades, Márcio Fortes, após a reunião no ministério. O valor corresponde a quatro projetos, três em Macapá e um no município de Santana. O dinheiro deve ser repassado ao Estado na próxima semana, durante a visita do ministro Márcio Fortes a Macapá, que fará o lançamento da ordem de serviço. Pedro Paulo desembarcou na capital às 19 horas de segunda-feira. No aeroporto, o governador foi recepcionado pelo secretário de articulação do Estado em Brasília, Orlando Muniz. De lá, seguiu direto para o Ministério das Cidades, onde participou de uma reunião com Ministro Márcio Fortes, o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski e articulador institucional do Ministério das Cidades, Josué Longo. No encontro, o governador apresentou ao ministro a situação de quatro obras relacionadas ao PAC, que dependem apenas da liberação de recursos para serem executadas. Segundo Francisco Orlando, todos os projetos estão aptos a receber a ordem de serviço. “Eles já foram licitados, tramitaram na Caixa Econômica Federal, foram homologados, falta apenas receber a expedição da ordem de serviço”, explicou Orlando. Do montante a ser liberado pelo ministério, Macapá vai ficar com o maior volume de recursos. Três dos quatro projetos apresentados são para a capital. Dois deles destinados a melhoria do abastecimento de água potável, incluindo também a construção de elevatórios, adutoras, distribuição. Para isso, serão investidos R$ 30 milhões. O outro é referente à construção do muro de arrimo no bairro do Aturiá, no valor de aproximadamente R$ 3,5 milhões. A obra vai possibilitar ao Estado suporte para a construção dos prédios habitacionais, previstos para aquela região. O quarto projeto é para o município de Santana, no valor de R$ 10 milhões. O recurso será aplicado para melhorar o fornecimento de água na cidade, e também, investir na construção de adutoras e elevatórios e melhorar a distribuição. Pedro Paulo pontuou dois fatores para a liberação desses recursos. O primeiro referente à nova organização da equipe de Governo, que adotou prazos para resolver as pendências. O outro foi priorizar algumas obras. “Eu tenho interesse que essas obras aconteçam, o governo federal também. Nós vamos dar prioridade a algumas e destacar técnicos para cuidar das obras do PAC. Nós estamos nomeando pessoas para gerenciar os projetos, e assim ter um acompanhamento mais próximo para evitar os problemas”, destacou o governador. O governador afirmou que as obras vão ter impactos positivos no Estado. “Vamos proporcionar melhor qualidade de vida a população. Vamos melhorar o acesso à água potável, tanto em volume como na distribuição onde todos possam ter água tratada em suas torneiras, além de gerar emprego e renda”, afirmou Pedro Paulo.

Homenagem do "TRT-15º Região" ao presidente José Sarney

Uma honraria às pessoas que contribuem para mitigar os reflexos da injustiça social

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, coordenou cerimônia na Sala de Audiência do Gabinete da Presidência do Senado, quando entregou ao presidente José Sarney a comenda o Grande Colar da Ordem do Mérito Judiciário da Justiça do Trabalho da 15º Região. A honraria é concedida por decisão do Tribunal Pleno, a partir de propostas formuladas pelos desembargadores do TRT dessa Região. Instituída em 1992, a homenagem representa o reconhecimento do tribunal ao mérito e aos relevantes serviços prestados à cultura jurídica, à sociedade ou à Justiça do Trabalho por personalidades, autoridades, pessoas jurídicas e instituições nacionais ou estrangeiras.Neste ano já foram homenageados, com comendas neste mesmo grau, o ministro do STF, Ricardo Lewandowsk; os ministros do TST, Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira e Walmir Oliveira da Costa; o conselheiro do CNJ, Felipe Locke Cavalcanti; o procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos e o desembargador Paulo Roberto Sifuentes Costa, ex-presidente do TRT da 3ª Região (MG).

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

Sarney apela aos líderes e à oposição para acelerar votações: “o tempo é curto e já foi consumido o bastante”

Ao chegar na manhã desta terça-feira ao Senado, o presidente da Casa, José Sarney, apelou aos líderes e à oposição para que encontrem logo uma saída para votar os projetos do pré-sal, o reajuste dos aposentados e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ainda que se retire o pedido de urgência para os quatro projetos do novo marco regulatório do petróleo.
- O tempo é curto e já foi consumido o bastante. O pré-sal não é um problema político e nem partidário, é uma questão do país. Precisamos aprovar o Fundo Social, precisamos capitalizar a Petrobras, o tempo está passando e estamos meio imobilizados - disse Sarney.
Os líderes do Democratas e do PSDB anunciaram que vão obstruir as votações até que o governo negocie a retirada da urgência para os projetos do pré-sal. A uma pergunta sobre a proposta do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), de que se antecipe o recesso parlamentar do meio do ano e que se vote a LDO até 10 de junho em razão da Copa do Mundo e da campanha eleitoral, o presidente José Sarney disse que ninguém vai tirar férias.
- O conceito de férias se aplica de forma diferente aos parlamentares. Nós não temos férias, temos atividades legislativas e políticas durante todo ano - disse.
Sarney informou que ouviu recentemente de parlamentares chineses que, na China, o parlamento se reúne durante cinco dias, a cada cinco anos.
- Isso não significa que não estão trabalhando. Estão, sim, em atividade legislativa e política, o que é permanente - disse.
Cezar Motta / Agência Senado

Papaléo lamenta situação do saneamento básico no Brasil

O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) lamentou as deficiências brasileiras no saneamento de esgoto e no acesso à água potável. Lamentou também que o Amapá seja o estado com o maior déficit de saneamento, que atinge menos de 3% de sua população.
O parlamentar lembrou que o Brasil participou da Cúpula do Milênio, realizada em Nova York, no ano 2000, quando 191 países se comprometeram com metas para um mundo mais justo. Mas o país não cumprir a que prevê a redução, pela metade, até 2015, do número de pessoas sem acesso permanente a água potável e a esgotamento sanitário.
Entre 1992 e 2008, explicou Papaléo, a proporção de pessoas que não contavam com os serviços de saneamento na área rural caiu de 89,7% para 76,9%.
- Como seria possível derrubar essa porcentagem para 44,85% até 2015? - perguntou o senador, citando reportagem do jornal Correio Braziliense segundo a qual o índice de acesso a esgoto sanitário por parte da população das zonas rurais é semelhante ao de países miseráveis e nações em guerra: 23,1%, contra 25% na Nigéria e no Afeganistão, ou 32% no Timor Leste.
O senador citou pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a qual apenas 6,5% dos 30 milhões de brasileiros que ainda vivem no campo têm acesso à rede coletora de esgotamento sanitário. Já a página na internet do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indica que, nos centros urbanos, a parcela da população sem acesso à rede geral de esgotos ou a fossa séptica diminuiu de 33,9%, em 1992, para 19,5%, em 2008. Mesmo assim, o percentual é inferior ao dos territórios palestinos ocupados, de 84%; da Jamaica, que está em 82%; e das Filipinas, hoje com 81%.
O senador lamentou que os recursos para a área de saneamento não sejam aplicados. Informou que, dos R$ 12,2 bilhões disponíveis para 2008, foram aplicados apenas R$ 5,66 bilhões (46%). Em 2007, dos R$ 11,72 bilhões, foram utilizados R$ 4,04 bilhões; dos R$ 2,1 bilhões previstos em 2005, foram aplicados R$ 1,68 bilhão. Apenas em 2006 a execução, de R$ 3,8 bilhões, esteve próxima dos R$ 3,9 bilhões disponíveis.
Da Redação / Agência Senado

Leia o pronunciamento na íntegra...

Ou confira trechos do discurso no vídeo a seguir...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Diário do Amapá entrevista Fátima Pelaes


“A força das mães para superar os obstáculos vem de Deus”

A emoção de contar seu drama pessoal cunhou mandatos com vocação para o lado social

Dona de um invejável currículo de quatro mandatos como deputada federal, Fátima Pelaes foi recentemente homenageada por uma revista de circulação nacional por ter conseguido a sanção do presidente da República para um projeto de sua autoria que prevê espaço para a convivência entre mães detentas e seus filhos, exatamente o cenário do maior drama da vida pessoal da parlamentar, que nasceu fruto da violência sexual contra sua própria mãe, que cumpria pena em uma penitenciária feminina. A história ganhou grande repercussão pelo país, mesmo sem ser do domínio público no Amapá. O fato é que essa e outras superações marcaram a trajetória de Fátima, que decidiu falar deste e de outros assuntos importantes em sua trajetória de vida pública. Ela se diz vocacionada para o trabalho social e diz que só as mulheres são capazes da jornada múltipla de ser empreendedora, mãe, esposa e dona de casa. Saiba mais sobre como pensa a deputada federal nessa entrevista franca concedida ao Diário do Amapá.

Diário do Amapá -
Datas como o dia das mães suscitam reflexões, é claro, então nesse sentido, o seu filho Iuri tem hoje 21 anos de idade, coincidentemente o mesmo tempo de vida pública da senhora. Como foi essa relação de ser mãe e política ao mesmo tempo?

Fátima Pelaes - Ah sim, eu tenho certeza disso. Quando vejo hoje meu filho já adulto conversando comigo sobre política, mostra que sabe da importância da política na vida das pessoas, pois através dela você pode transformar a realidade. Então vejo que consegui dar conta do meu papel de mãe e ser política e, ao mesmo tempo, ser dona de casa, esposa, enfim. Fui superintendente da LBA (Legião Brasileira de Assistência) em 1985, quando engravidei. Então pensei em me recolher e cuidar mais da minha vida pessoal, quando na verdade foi quando começou mesmo a minha vida pública.

Diário - Como assim, recorde um pouco essa história?

Fátima - Digo sempre que Deus tem um plano na vida da gente. Esperava cuidar um pouco de mim, fazer meu mestrado, cuidar da minha família, mas veio esse projeto político. Foi feita uma pesquisa e viram que meu nome estava muito bem posicionado, então me convidaram para ser candidata à deputada federal. Extamente quando passei um período ruim, ao ter saído da LBA em plena licença maternidade; mesmo assim me tiraram do cargo, quando ganhei o apoio de todos os movimentos de mulheres. Então quando saí do hospital foi praticamente para ser candidata.

Diário - Saiu nos braços daqueles que defendiam sua candidatura?

Fátima - Na verdade foi a minha primeira campanha e quando entrei na convenção fui carregada mesmo. Foi um movimento popular muito grande, mesmo porque eu fazia um trabalho social grande e com a participação de todos, de forma democrática, participativa, uma prática que trago até hoje em todos os meus mandatos. Fui eleita a primeira vez em 1991 e continuo trabalhando pelo Amapá e pelo Brasil com o mesmo entusiasmo, compromisso com a mi-nha terra, com a minha gente, com o meu país.

Diário - Voltando ao seu relacionamento com seu fi-lho, ele participa ativamente da sua atividade política?

Fátima -
Sim, ele participa também. Sempre está em reuniões partidárias. Na verdade desde muito menino mesmo ele convivia, ajudava na entrega dos panfletos também e hoje discute muito sobre política em si, sua importância. Isso nos fortalece. Você tendo uma base familiar, uma estrutura com filho e esposo, você se sente muito mais forte para trabalhar o outro. A idéia é observar o problema do ou-tro como se fosse seu.

"Acho que o grande presente que eu posso dar não só para a memória da minha mãe, mas para todas as famílias pobres, que passam dificuldades. Foi a homenagem que fez a matéria da revista Cláudia."

Diário - Para fechar essa questão do seu filho, ele chega a participar na sua vida pública a ponto de fazer sugestões de proposições parlamentares, claro dentro da ótica dele, como jovem?

Fátima -
Sim, também. Porque para você ter esse olhar também da sociedade de uma forma diferenciada, em todas as gerações, então a gente conversa muito, sobretudo porque a política está muito desacreditada perante a juventude. Então a gente precisa ter formas de fazer com que o jovem possa participar da política, de todos, pois é através da política que podemos mudar uma sociedade. Sem ela não se faz as leis do nosso Estado, municípios e até do nosso país. Agora mesmo acabamos de votar dois projetos importantes, como a recomposição salarial dos aposentados e o projeto Ficha Limpa.

Diário - Então a senhoria diria que essa sintonia com jovens como seu filho e os setores da sociedade colaboram para a produção legislativa?

Fátima -
Exatamente. Agora mesmo implantamos um projeto denominado Macapá Digital e que nós conversamos muito sobre isso. O projeto está sendo realizado em parceria com a Prefeitura de Macapá e também com a Suframa. Ele atende pessoas que nunca tiveramacesso à internet. Elas podem acessar e também pessoas que já conhecem e que podem fazer cursos on line. O jovem hoje está muito antenado, mas a tecnologia ao mesmo tempo em que se aproxima ela afasta, para quem não tem acesso a ela. Mudou a forma até de se relacionar das pessoas, pois hoje tem o twitter, o Orkut, o Messenger, então sem acesso à internet você fica de certa forma esvaziado, sem contar a questão do mercado de trabalho, que exige conhecimento mínimo da informática.




    Diário - Esse projeto de inclusão social é mais um então em sua carreira marcada por projetos para o campo social. A senhora diria que sua história pessoal de ter nascido praticamente dentro de uma penitenciária onde sua mãe estava presa pesou para imprimir uma identidade social a seus mandatos?

    Fátima -
    Quando fui candidata pela primeira vez, em 1990, dizia que iria para Brasília regulamentar os artigos 203 e 204 da nossa Constituição Federal, ou seja, a questão da seguridade social e a previdência. A assistência social estava no tripé da seguridade: saúde, previdência e assistência. E nós conseguimos. Lembro que quando re-gulamentamos esses artigos através da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) fui a relatora, reescrevi todo o projeto, discutimos no Brasil todo. A missão foi cumprida, mas tinha muito mais.

    Diário - O que, por exemplo, deputada?

    Fátima -
    Procuro sempre trabalhar com a inclusão social, pois é preciso incluir a todos, por isso meus projetos sempre têm esse viés da inclusão social. Para que você possa ter a inclusão é preciso ter o mercado de trabalho preparado para receber as pessoas. A minha história de vida me for-talece. Vim de uma mulher muito pobre, que lutou com todas as dificuldades, que passou por uma vida muito difícil, chegando a ser encarcerada, cumpriu uma pena quando engravidou de mim e eu consegui sobrevi-ver, apesar de todas as dificuldades. Poderia ser uma menina que não se pudesse dizer que não poderia ser nada na vida, pela forma como estávamos vivendo ali.

    Diário - E superou mesmo, não é, afinal chegou onde chegou hoje?

    Fátima -
    Conseguimos superar. Acho que o grande presente que eu posso dar não só para a memória da mi-nha mãe, mas para todas as famílias pobres, que passam dificuldades, foi o que fez a matéria da revista Cláudia, de circulação nacional, publicada quando a revista completa aniversário, quando fizeram páginas com mulheres de superação e fui homenageada depois de ter sido aprovada a lei que prevê espaços para convivência de mães e fi-lhos nas penitenciárias.

    Diário - O seu projeto foi sancionado pelo presidente Lula em grande estilo, não é mesmo?

    Fátima -
    Isso mesmo, em uma bela cerimônia com a presença do presidente da República, a ministra Dilma (Rous-seff) e a bancada feminina toda ali prestigiando aquele momento. A lei garante às mulheres detentas que elas possam conviver em melhores condições com seus filhos. Ninguém tem direito de tirar uma criança da sua mãe, pois se hoje o Estado garante para uma mulher o direito a uma visita íntima na prisão, então com a possibilidade de gerar uma criança. Vivemos em pleno século 21 vendo crianças convivendo em celas minúsculas com mais de dez, quinze detentas porque não tem espaço.

    Diário - Como esse problema poderá ser resolvido então?

    Fátima -
    A partir dessa lei, o presidente Lula determinou que o PAC da Segurança (Programa de Aceleração do Crescimento) ele já prevê espaços diferenciados para essas crianças até o momento que suas mães puderam colocá-las com outras pessoas de suas famílias, mas que ela tenha o mínimo de convivência, afinal o amor de uma mãe faz a diferença. Nada substitui o amor de uma mãe, então a gente tem procurado ter esse olhar materno, o olhar de uma mãe, convivendo com a minha experiência, que a gente sabe o quanto foi difícil para uma mulher que criou praticamente sozinha suas filhas, eu era a sexta. Se ela conseguiu supe-rar, através da educação, sempre nos dando o ensinamento de que quando a gente pensa que está tudo acabado está começando um novo tempo na vida da gente, basta apenas você perceber como é que este tempo vem.

    Diário - Ainda sob esse olhar de mãe que a senhor se referiu, foi que surgiu outro projeto importante, o da licença maternidade para as mães adotivas?

    Fátima -
    Isso mesmo, esta é uma lei que o Brasil todo se beneficia, pois é uma forma de estimular para que as mulheres que queiram adotar uma criança possam ter um momento com ela. Então se a mãe biológica tem, então porque a mãe adotiva também não? Defendo acima de tudo a vida, sou uma mulher hoje que tem muito mais clareza disso, que a gente deve procurar de todas as formas garantir a vida e através de uma criança você pode fazer a diferença. Se você pode tirar uma criança de uma situação difícil, faça mesmo.

    Diário - Depois do período que a senhora ficou sem mandato de deputada, para concorrer ao Governo do Estado tornou-se depois a primeira secretária de Turismo do Amapá. Como foi essa experiência para quem defende o social?

    Fátima -
    Foi um desafio, mas gosto de desafios. Ali era o começo então o nosso papel foi sensibilizar, fazer com que nós aqui do Amapá pudéssemos entender que temos um potencial turístico e que temos de caminhar nessa direção. A Amazônia é hoje conhecida no mundo todo, o segundo nome mais conhecido, e nós temos a responsabilidade de preservá-la, esse é outro grande desafio. Como a gente vai dar qualidade de vida para nossa gente e ao mesmo tempo preservar a Amazônia? O turismo é sem dúvida alguma essa grande oportunidade para fazer a inclusão social, dar esse desenvolvimento para a Amazônia. Pensei sempre no turismo como inclusão social, para garantir emprego e renda para as pessoas. Fizemos uma administração com a participação de todos, daí a estratégia do Festival Internacional de Turismo, uma estratégia de trabalho, para que todos entendessem que turismo se faz com as nossas coisas, com a nossa gente, pois é isso o que o turista quer ver, como a gente vive, o que é que nós temos, nossas história, nossas belezas naturais. Foi muito bom.

    Diário - Depois disso a senhora retornou ao Congresso Nacional. A bandeira do turismo continua sendo empunhada?

    Fátima -
    Tenho trabalhado muito intensamente isso, buscando identificar o nosso potencial, através de estudos, pesquisas e a capacitação também, mas também a parte de infraestrutura, além da promoção e o marke-ting. Posso citar dois grande projetos na área da infraestrutura, o píer do Santa Inês, que já iniciou o processo licitatório, e o parque o Meio do Mundo, porque nós temos um diferencial de estarmos no meio do mundo esquina com o Rio Amazonas. Isso é um ponto forte, podemos di-zer que até um ponto turístico a ser trabalhado intensamente. Estive com o governador Pedro Paulo esta se-mana e ele nos garantiu que vai até julho providenciar todos os trâmites legais para iniciar essa obra.

    Diário - Para fecharmos essa entrevista com a reflexão que o Dia das Mães sugere, o que dizer nos dias atuais onde as dificuldades ainda existem, como a violência doméstica, a gravidez precoce, enfim, olhando para trás o que lhe move a continuar?

    Fátima -
    Para mim o Dia das Mães hoje vem com muito mais intensidade. A palavra mãe surge com muito mais força, mas essa força de mãe está presente no dia a dia, tiramos força de onde não temos, na esperança e no amor. Esse amor vem de Deus, que nos conduz, para superar qualquer obstáculo... (pausa), pois Deus de capacita. Quando olho para trás... (lágrimas) fico pensando na minha história, em minha mãe, em como pode nos criar, fazendo com que hoje nós pudéssemos ajudar o Brasil. Quero só agradecer ao povo do Amapá, porque a gente conseguiu e consegue fazer de um limão uma limonada e isso uma mãe sabe o que é. Então força, coragem que a gente consegue vencer.


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