terça-feira, 5 de agosto de 2014

Plenário pode votar projeto que suspende regulamentação dos conselhos populares

Câmara terá esforço concentrado nesta semana para votar diversas propostas, como a flexibilização de horário da Voz do Brasil e a regulamentação da jornada de trabalho dos enfermeiros. Líderes se reúnem na terça, às 14h30, para definir votações.
TV Câmara
PESPEC PLENARIO3009
Deputados poderão votar projeto que susta decreto sobre a Política Nacional de Participação Social.
Um dos itens mais polêmicos da pauta do esforço concentrado da Câmara dos Deputados nesta semana é o projeto que suspende a regulamentação dos conselhos populares (PDC1491/14). O tema terá disputa acirrada em Plenário, já que divide até mesmo a base governista. O projeto em análise suspende o decreto (8.243/14) da presidente Dilma Rousseff que criou a Política Nacional de Participação Social e regulamentou a criação dos conselhos populares que vão influenciar as políticas governamentais. O autor do projeto é o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE). Ele argumenta que o decreto é autoritário e interfere nas competências do Congresso Nacional. "Não é possível que a presidente da República não tenha a sensibilidade de ler os editoriais dos principais jornais do Brasil, de ouvir os reclamos da sociedade civil e de verificar que a sociedade brasileira não aceita este decreto autoritário e bolivariano", afirmou. O vice-líder do PSDB deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP) também quer suspender o decreto por acreditar que ele transforma em deliberativo o caráter consultivo dos conselhos sociais. "Os conselhos e as conferências não estão funcionando bem ou o governo quer comandar as ONGs e essas instituições? Quer mandar nelas a partir de agora", disse Mendes Thame. Já o líder do PSB, deputado Beto Albuquerque (RS), questionou principalmente o fato de o governo tratar do tema por meio de decreto. "Somos favoráveis à participação popular. No entanto, nos surpreende o momento em que, por meio de um decreto monocrático do Poder Executivo, baixa-se uma medida sem, sequer, dizer de que forma será a escolha desses representantes."

Democracia direta

Os governistas rebatem os argumentos de autoritarismo ou de redução das prerrogativas do Parlamento. O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), garante que pouco será mudado nas atuais sistemáticas de conselhos nacionais, como os de saúde e de assistência social. "O decreto regulamenta um conjunto de leis que, inclusive, partiram do Parlamento. Ouvi outro dia de um líder do Democratas ou do PSDB que a presidenta fez o decreto porque ela quer nomear os 'companheiros' para os conselhos. Isso é um delírio. Todos os conselhos têm sistemas já preconcebidos de como serão eleitos os seus membros", disse Fontana. A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), argumenta que o decreto de Dilma fortalece os instrumentos de democracia direta. "Ele sistematiza e estrutura os fóruns que já existem: conselhos, conferências e audiências públicas, todos votados por este Parlamento." No entanto, o líder do governista PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse ser contra o instrumento legal usado pelo Executivo para tratar do tema. "O PMDB entende que a melhor maneira de se tratar esse tema não seria por um decreto do Poder Executivo e sim por um projeto de lei", declarou.


Outros temas

Além dessa matéria polêmica, o esforço concentrado da Câmara poderá apreciar os seguintes temas:

  • a reformulação do futebol brasileiro (PL 5201/13 - antigo Proforte);
  • a jornada de trabalho dos caminhoneiros (PL 4246/12);
  • a flexibilização do horário de transmissão do programa A Voz do Brasil (MP 648/14);
  • a carga horária máxima de 30 horas semanais de trabalho para os enfermeiros (PL2295/00);
  • a regulamentação do direito de resposta nos meios de comunicação (PL 6446/13);
  • a previsão de proventos integrais para o servidor que se aposentar por invalidez (PEC170/12);
  • o orçamento impositivo das emendas parlamentares (PEC 358/13):
  • a criação de gratificação por exercício cumulativo de ofício dos membros do Ministério Público da União (PL 2201/11);
  • a criação da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais dos Estados e do Distrito Federal (PL 5741/13);
  • a criação de mecanismos de barreira para o acesso de recursos especiais ao Superior Tribunal de Justiça – STJ (PEC 209/12).

O Plenário da Câmara terá sessões de votação na terça (5) e na quarta-feira (6). Na terça-feira, também está prevista uma sessão do Congresso Nacional (que reúne deputados e senadores) para a votação de 33 vetos presidenciais.
Confira a pauta completa do Plenário da Câmara.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Pierre Triboli

Congresso tem sessão na terça-feira para votar vetos presidenciais


Sessão do Congresso no último dia 20 de maio
O Congresso Nacional reúne-se na terça-feira (5) para o exame de vetos da presidente Dilma Rousseff, parciais ou totais, a projetos aprovados pelos parlamentares e enviados para sanção. Hoje, são 30 vetos na pauta. Para derrubar um veto e fazer valer o texto do Congresso, é preciso o apoio da maioria absoluta dos membros da Câmara dos Deputados (257 dos 513 deputados) e do Senado (41 dos 81 senadores).
A sessão do Congresso para análise dos vetos será às 19h no auditório Nereu Ramos, no Anexo 2 da Câmara dos Deputados. No mesmo dia, o Congresso também realiza sessão, ao meio dia, para promulgar emenda constitucional que prorroga os benefícios tributários da Zona Franca de Manaus.
Um dos projetos que mais exigiram negociação entre os 21 que serão avaliados na sessão do Congresso foi o que estabelece novas regras para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. Elaborado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o PLS 98/2002 - Complementar foi integralmente vetado por Dilma sob o argumento de que elevaria significativamente as despesas públicas. O Executivo apresentou uma proposta alternativa, o PLS 104/2014, já aprovado pelo Senado, que voltará a analisá-lo por ter sido alterado pela Câmara.
Entre os textos vetados totalmente também está o projeto que prevê a implantação de faixas, passarelas ou passagens subterrâneas para travessia de pedestres perto de escolas (PLC 31/2012) e o que regulamenta a atividade dos condutores de veículos de emergência (PLC 105/2012).
A presidente também vetou a autorização para a criação de conselhos regionais e federal de zootecnia (PLC 323/2009) e a obrigação de rodovias manterem estações de apoio a motoristas (PLC 48/2012) quando administradas por concessionárias. Há ainda um veto total ao Projeto de Lei do Senado 348/2007, que inclui a carne suína na política de garantia de preços mínimos. Já no caso do PLC 57/2013 o veto impede que as máquinas agrícolas sejam liberadas do registro e licenciamento anual, como queriam os parlamentares.
Parciais
Outros projetos voltam ao Congresso para análise de vetos parciais. Alguns deles são relativos a medidas provisórias que sofreram alterações no Legislativo. O veto parcial 8/2014, por exemplo, tornou sem efeito três artigos do projeto que modificou a medida provisória que garantiu recursos adicionais para o BNDES (MP 628/2013).
Já o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 22/2003, que regulamenta as atividades das agências de turismo, foi vetado no que diz respeito à previsão de comércio de moeda estrangeira – a pedido do Banco Central.
A presidente sancionou com cinco vetos parciais projeto que diminui os custos das campanhas eleitorais e garante condições de igualdade entre os candidatos (PLS 441/2012). Caiu a proibição de pintura ou faixas em casas, muros e outros bens particulares. O argumento da presidente é que o eleitor deve ser livre para manifestar sua preferência política em seus próprios bens. Da mesma forma, ela não aceitou abrandar penas para partidos com prestação de contas rejeitada pela Justiça.
Agência Senado

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Coluna "Argumentos" - Cléber Barbosa

São duas

O sindicalista Roberto Parentins, do PR, desistiu da candidatura a deputado estadual, mas não da política. Ele protocolou a renúncia no partido e hoje fará o mesmo na Justiça Eleitoral. Alegou motivos de foro íntimo e diz que seu sonho foi só adiado. Homem da PEC 111.

Governo

Nas redes sociais, Parentins – que é policial civil – declarou apoio a Bruno Mineiro (PTdoB) na briga pela sucessão estadual. Disse que ele representa uma esperança de renovação na política amapaense. Tomara.

Vai subir

Os hotéis da categoria “econômico”, como o Ibis BudGet, em Belém, praticam tarifas a partir de R$ 95 (R$ 110 no balcão), se a reserva for pela internet. Mas pro Círio já avisa que o preço vai subir para R$ 169.

Opções

Por falar em hotéis, o Nordeste ferveu em julho. Em São Luís, por exemplo, você encontra bons meios de hospegadem a preço baixo. E bem localizado, como na Ponta D’Areia, a R$ 110.

Jogo duro
Agora vida dura mesmo teve quem precisou remarcar as passagens nessas férias. Além da pouca oferta de vagas, quem achou teve que desembolsar cinco vezes mais que o valor da tarifa normal.

Registro
argumentos FOTO MAIOR
Quem vai à Serra do Navio não pode deixar de tirar uma foto no Mirante da Torre. O turista acordou bem cedo só pra clicar a presença da serração (ou neblina) que dá um visual incrível para as fotos. Diga se não valeu a pena?
Minha terrinha...

Talentos

As musas da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica são amapaenses. Janaína e Jéssica Silveira são filhas do amigo Alfredo, conterrâneo de Serra do Navio e que mora há anos em Vitória (ES), como funcionário da Petrobras. Elas já se apresentaram no Amapá e planejam voltar em breve.

Dureza

Os principais candidatos nas eleições deste ano ganham as ruas, os interiores e as baixadas. Tem uns que são muito bem recebidos, afinal são useiros e vezeiros nessas caminhadas, no contato com os cidadãos. Mas outros são verdadeiros “estranhos” que só não são expulsos a vassouradas pela educação do nosso povo. Mas que passam vergonha, passam.

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Presidente nacional da Funasa anuncia investimentos em municípios do Amapá


O presidente nacional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Henrique Pires, anunciou ontem, 31, em reunião com o consultor parlamentar Elpídio Amanajás, que vai direcionar investimentos para vários municípios amapaenses, principalmente Pracuúba, na área de saneamento. “A Funasa já vem fomentado ações na área de saneamento em diversos municípios do Amapá. Esses investimentos vão ser ainda maiores. Recebi várias outras demandas de Pracuúba e dentro do que for necessário, vamos ajudar aquele município”, prometeu o presidente da Funasa. Segundo ele, a instituição na área de Engenharia de Saúde Pública detém a mais antiga e contínua experiência em ações de saneamento no país e atua com base em indicadores sanitários, epidemiológicos e sociais. A Funasa é o órgão responsável em promover a inclusão social por meio de ações de saneamento para prevenção e controle de doenças e também por formular e implementar ações de promoção e proteção à saúde relacionadas com as ações estabelecidas pelo Subsistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental.


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Sancionado projeto que cria regras para convênios entre poder público e ONGs


O projeto de lei que cria um novo marco legal para as organizações não governamentais (ONGs) foi sancionado nesta quinta-feira (31) pela presidente Dilma Rousseff (saiu hoje no Diário Oficial da União. Confira aqui). A proposta teve origem no Senado e foi aprovada na Câmara dos Deputados no início do mês (PL 7168/14). A nova lei define regras para a relação de ONGs com os governos federal, estaduais e municipais. De acordo com o texto, as ONGs terão de participar de processo seletivo (chamada pública) e cumprir uma série de exigências para celebrar parcerias com os governos. Entre os requisitos estão, por exemplo, a comprovada experiência no serviço a ser prestado, a "ficha limpa" e, pelo menos, três anos de criação. As regras pretendem evitar o favorecimento de grupos específicos e a escolha de entidades sem preparo técnico ou estrutura para o cumprimento dos projetos. Ao sancionar a nova lei, Dilma Rousseff ressaltou o papel das ONGs como "parceiras fundamentais” do Estado na implementação de políticas públicas. "Esta sanção representa um grande avanço para a democracia no Brasil e passa a tratar, de forma institucional, as organizações da sociedade civil como entes legítimos que se relacionam com o Estado brasileiro", afirmou.

Participação da sociedade

A lei, que só entrará em vigor em novembro (90 dias), também amplia as formas de participação da sociedade por meio do Procedimento de Manifestação de Interesse Social. Será um instrumento para qualquer cidadão ou movimento social organizado apresentar diagnósticos e propostas de ações ao poder público. A diretora da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Vera Masagão, ressaltou o aspecto suprapartidário da lei e o desafio, agora, de regulamentá-la, sobretudo junto aos estados e municípios. "Uma grande vitória foi a gente ter conseguido uma aliança forte de vários partidos, o que traduz um consenso bastante amplo. Apesar de todos os reveses e criminalizações, as organizações e os movimentos sociais no Brasil nunca deixaram de estar presentes nestes 20 anos, ganhando espaço e construindo políticas inovadoras e conquistando novos direitos nos mais diferentes terrenos", disse a diretora da Abong. O marco regulatório surgiu de uma proposta do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Foi aprovado na Câmara mediante consenso entre todos os partidos, como destacou, na ocasião, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves.


Combate à corrupção

Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), a lei pode inibir a corrupção e tornar mais transparente a relação entre ONGs e governos. "As organizações não governamentais só ajudam o País continuando nesta condição. O texto tem o mérito de regulamentar as relações da administração pública com essas organizações, que devem manter a sua autonomia, o seu sentido social, a sua independência e o seu compromisso com a população. Assim, o Brasil avançará", disse. De acordo com a nova lei, o monitoramento das ações previstas nas parcerias com ONGs caberá à administração pública, que poderá contar com o apoio de sistemas de controle interno e de outros órgãos próximos ao local de aplicação dos recursos.


Vetos

A Casa Civil da Presidência da República não informou se houve vetos ao texto, que será publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Pierre Triboli
Com informações da Agência Brasil

Incentivos fiscais são um dos principais pontos de divergências entre os estados



Luiz Henrique (D) é o relator do projeto que altera regras dos incentivos fiscais
Na votação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 99/2013, que altera as regras de indexação das dívidas dos estados e municípios, a Câmara dos Deputados excluiu a parte que previa a convalidação dos incentivos fiscais concedidos pelos estados para atrair investidores privados sem a aprovação por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado que reúne os 27 secretários estaduais de Fazenda do país.
Esses incentivos foram considerados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal e há a possibilidade de a Corte editar uma súmula vinculante consolidando o entendimento quanto à inconstitucionalidade dos instrumentos da guerra fiscal. Proposta nesse sentido já foi feita pelo ministro Gilmar Mendes.
A previsão é que a crise dos estados se agrave com uma eventual declaração de inconstitucionalidade de todas as leis estaduais que amparam a guerra fiscal, o que aconteceria com a súmula vinculante. Diante do clima de insegurança jurídica, empresas estariam cancelando investimentos programados nesses estados, como relatou o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Lindbergh Farias (PT-RJ).
Tais riscos poderiam conduzir a um entendimento em torno da questão que divide os estados. É que a aprovação da convalidação dos incentivos fiscais foi condicionada pelo governo federal a uma reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O objetivo é reduzir, nos estados, a margem para a prática da guerra fiscal, com a unificação das alíquotas interestaduais. A proposta do governo (PRS 1/2013) foi encaminhada ao Congresso Nacional no início de 2013. O projeto foi aprovado pela CAE e ainda não foi incluído na ordem do dia do Plenário em razão da resistência de parte dos estados a um novo arranjo das alíquotas interestaduais, medida acolhida pela comissão como alternativa à simples unificação.
Atualmente, as alíquotas interestaduais são de 7% nas Regiões Sul e Sudeste e de 12% nas demais. A reforma inicialmente proposta busca a unificação gradual, com a redução de um ponto por ano, até chegar a 4%, com exceção dos produtos da Zona Franca de Manaus e do gás natural, que continuariam em 12%.
Entretanto, o substitutivo aprovado pela CAE modificou o projeto original do Executivo, instituindo na prática três alíquotas. São elas: 12% para gás proveniente das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e produtos da Zona Franca e de áreas de livre comércio; 4% para mercadorias que saem do Sul e Sudeste com destino a outras regiões (a partir de 2016); e 7% para produtos das demais regiões quando destinadas ao Sul e Sudeste (a partir de 2018).
Nas transações entre estados de uma mesma região, conforme o substitutivo da CAE, vale a regra geral que unifica as alíquotas interestaduais em 4% a partir de 1º de janeiro de 2021. Mas todas as reduções de alíquotas seriam feitas de maneira gradual, de um ponto percentual por ano.
Compensação
As perdas de arrecadação que os estados viessem a ter em decorrência da redução das alíquotas prevista no PRS 1/2013 deveriam ser compensadas com a criação do Fundo de Desenvolvimento Regional e do Fundo de Compensação de Receitas, estipulada na Medida Provisória 599/2012. Na época da edição da MP, houve muitas críticas de parlamentares quanto ao uso de um instrumento provisório para disciplinar um assunto com impacto pelos próximos 20 anos, tempo estimado para os reflexos da reforma do ICMS prevista no PRS 1/2013. Devido às divergências, a medida provisória não foi votada e perdeu eficácia no primeiro semestre de 2013.
O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) apresentou então um projeto (PLS 106/2013 — Complementar) que reproduz os termos da MP 599/2013. A proposta foi aprovada no fim de 2013 pela CAE por um placar apertado — 12 votos contra 8 — e gerou polêmica quanto à sua constitucionalidade, uma vez que a competência para criação de fundos é do Poder Executivo. Os questionamentos sobre os aspectos constitucionais também despertaram o temor de que a proposta causasse a mesma insegurança jurídica produzida pela Lei Kandir.
Até 2003 a Lei Kandir garantiu aos estados o repasse de valores para compensar as perdas decorrentes da isenção de ICMS. Mas, a partir de 2004, a Lei Complementar 115 alterou essa legislação e manteve o direito de repasse, embora não fixasse o valor. Com isso, os governadores precisam negociar a cada ano com o Executivo o montante a ser repassado, mediante recursos alocados no Orçamento da União.
Convalidação
Quanto à convalidação dos incentivos fiscais, os senadores continuam procurando um entendimento, desta vez em torno da discussão de projeto de lei complementar (PLS 130/2014) de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO).  O risco de o STF aprovar uma súmula vinculante declarando inconstitucionais todos os incentivos fiscais concedidos sem aval do Confaz é cada vez mais iminente. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já se manifestou a favor da proposta de súmula vinculante apresentada pelo ministro Gilmar Mendes e relatada pelo então presidente do STF, Joaquim Barbosa. O próprio Janot esclarece a consequência prática da aprovação dessa súmula: os estados eventualmente prejudicados na guerra fiscal poderão reclamar diretamente no Supremo, alegando o descumprimento do enunciado, o que será “um caminho célere” para derrubar o incentivo inconstitucionalmente concedido.
O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) apresentou em 14 de julho substitutivo ao PLS 130/2014 com o objetivo de afastar o risco de inconstitucionalidade da proposta original. A fórmula encontrada pelo relator da proposta de Lúcia Vânia transfere a decisão para os estados e reduz o quórum para deliberação do Confaz, hoje dependente da unanimidade dos 27 secretários estaduais de Fazenda. O convênio para a convalidação, de acordo com o texto, pode ser assinado com votos favoráveis de dois terços das unidades federadas e um representante do Sul, outro do Sudeste e um do Centro-Oeste, mais dois do Norte e três do Nordeste. A redução vale apenas para a convalidação de incentivos fiscais, a remissão (perdão) dos créditos tributários decorrentes da “guerra” entre os estados e a eventual reinstituição dos benefícios.
Comércio eletrônico
No âmbito das discussões sobre a reforma do ICMS, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) defendeu a inclusão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 197/2012. O texto já foi aprovado pelo Senado e tramita na Câmara dos Deputados. A PEC determina mudança no sistema de cobrança do imposto sobre operações de comércio eletrônico. A ideia é que o ICMS incidente sobre comércio eletrônico seja distribuído entre o estado remetente e o de destino das mercadorias, independentemente de o comprador ser ou não pessoa física.
Atualmente, de acordo com a Constituição, caso o comprador de mercadorias pelo comércio a distância seja pessoa física (não contribuinte do ICMS), toda a arrecadação permanece no estado de origem da transação. A repartição ocorre somente quando o destinatário dos produtos contribui com o ICMS, ou seja, é pessoa jurídica.
Em março, o ministro do STF Luiz Fux concedeu liminar determinando que a arrecadação do imposto deve ficar com o estado de origem da mercadoria, inclusive no chamado comércio não presencial, que inclui as transações feitas pela internet. Fux afirma que os estados não podem, diante de um cenário que lhes seja desfavorável, simplesmente instituir novas regras de cobrança de ICMS, desconsiderando a repartição estabelecida pelo texto constitucional.
Agência Senado

Coluna "Argumentos" - Cléber Barbosa

Rindo

Em Belém, ontem, casal entra no elevador com um garotinho de aproximadamente 4 anos. Com o movimento de descida ele vira para o pai e indaga: – Pai o senhor também sente uma cócega no pinto? Eles ficaram constrangidos.

Inocente

Ainda sobre a nota acima, eu disse a eles que também tinha uma filha pequena que vira e mexe solta essas pérolas. E completei: – A pureza das crianças é maravilhosa. Normal!

Alaga

Por falar na capital paraense peguei uma chuva daquelas ontem e pude constatar que apesar das boas soluções para o trânsito, como viadutos e elevados, a drenagem deixa a desejar.

Nuances

Ainda em São Luís, deu pra ver que apenas o candidato Lobão Filho (PMDB) pôs o bloco na rua, por assim dizer. Flávio Dino (PCdoB) anda com um visual tímido na campanha.

Na rede

Por falar no principal concorrente de Lobão, ele protagonizou um vídeo que caiu na rede por lá. O comunista inveterado aparece num suposto batismo católico. Bombou lá.

Ilustre
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No Maranhão, eu e minha família fomos recebidos em grande estilo por um dos mais ilustres filhos daquela terra maravilhosa, o senador José Sarney. Foto tirada no Palácio dos Leões e ao fundo a Baía de São Marcos.

Bochicho

Por aqui, no Amapá, onde a coluna desembarca de volta no domingo, há verdadeira guerra de bastidores, seja nas redes sociais, nos comitês ou na Justiça Eleitoral. Um corre-corre de advogados, petições e cópias de entrevistas no rádio e tv.

Uma gota

Segundo dados divulgados pela Justiça Eleitoral, o Amapá representa 0,31% do eleitorado brasileiro, um dos menores colégios eleitorais do país na disputa pela Presidência da República. Aí fico pensando, imagine a gente agora sem Sarney.

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