terça-feira, 30 de agosto de 2011

Terceira audiência pública sobre regras das Eleições 2012 acontece nesta quarta (31)


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta quarta-feira (31) a terceira audiência pública para tratar das regras que nortearão as Eleições 2012. No encontro, que acontecerá no auditório do edifício-sede da Corte, em Brasília-DF, a partir das 15h, deverão ser debatidas com representantes dos partidos políticos as resoluções que dispõem sobre atos preparatórios do pleito municipal, propaganda eleitoral e condutas vedadas. A Corte já realizou duas audiências públicas para discutir as regras do pleito de 2012, todas presididas pelo ministro Arnaldo Versiani, relator das instruções e conduzidas pelo secretário-geral da presidência Manoel Carlos de Almeida Neto. Foram recebidas sugestões para as resoluções acerca de representações, assinatura digital do sistema, cédulas de contingência, formulários e lacres para as urnas eletrônicas, pesquisas eleitorais, apuração dos crimes eleitorais e escolha e registro de candidatos. Depois de ouvir os delegados ou representantes dos partidos políticos nas audiências públicas, o TSE pode, até o dia 5 de março do ano da eleição – atendendo ao caráter regulamentar e sem restringir direitos ou estabelecer sanções distintas das previstas na Lei nº 9.504/1997 –, expedir todas as instruções necessárias para a fiel execução do pleito. No entanto, a intenção do presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, é aprovar até o final deste ano todas as resoluções para as Eleições 2012. As minutas das resoluções já estão disponíveis no site do TSE (clique aqui).

Temas

A primeira resolução que será debatida nesta quarta-feira trata dos “atos preparatórios das eleições de 2012, a recepção de votos, as garantias eleitorais, a justificativa eleitoral, a totalização e a proclamação dos resultados, e a diplomação”. A segunda resolução dispõe sobre “a propaganda eleitoral e as condutas vedadas em campanha eleitoral”. A última audiência pública promovida pelo TSE, marcada para o dia 14, debaterá a resolução que trata da “arrecadação, inclusive por meio de cartão de crédito, e os gastos de recursos por partidos políticos, candidatos e comitês financeiros e, ainda, sobre a prestação de contas nas eleições de 2012”.

LC, MB/LF

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Randolfe critica absolvição de Jaqueline Roriz

O senador Ranfolfe Rodrigues (PSOL-AP), em discurso nesta terça-feira (30), lamentou a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) pela Câmara dos Deputados, ocorrida no início da noite. Randolfe destacou que houve apenas um discurso na tribuna em favor da deputada e cinco contrários, números bem diversos do resultado final da votação: 265 votos a favor da manutenção do mandato e 166 pela cassação.
- Essa decisão é lamentável e vai na contramão dos movimentos que nós temos feito aqui, no plenário do Senado, para apoiar medidas do governo de combate à corrupção e para constituir uma frente política de combate à corrupção que junte todas as pessoas de bem deste país - disse.
O placar, segundo o senador, foi estimulado pelo fato de ainda haver voto secreto nas casas legislativas. Como forma de evitar a repetição da situação, Randolfe pediu a aprovação da PEC 50/2006, do senador Paulo Paim (PT-RS), que propõe o fim dessa modalidade de voto.
Jaqueline Roriz foi filmada recebendo um pacote de dinheiro do delator do "mensalão" do Distrito Federal, Durval Barbosa. A descoberta do esquema chegou a levar à prisão o então governador José Roberto Arruda. A defesa da deputada alegou que, como o episódio ocorreu em 2006, antes do início de seu mandato, não se configuraria quebra de decoro parlamentar.
Randolfe afirmou que o Parlamento precisa dar o exemplo se quer exigir o fim da corrupção no Brasil.
- Ela, como candidata, dizia ter uma conduta ilibada e as fotos e as imagens retratam que não tinha. É importante ressuscitar o latim. A palavra candidato vem do latim: aquele que é cândido, aquele que é limpo. Para ser candidato, tem de ter uma postura ilibada, tem de ser cândido, como no latim, tem de ser limpo, tem de ser puro.

Da Redação / Agência Senado

Randolfe e "grupo ambientalista" traçam ações para votação do Código Florestal na CCJ do Senado

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e um grupo de senadores interessados no tema, se reuniram nesta terça-feira (30) e traçaram estratégias para a votação do relatório do Código Florestal na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.  O relator do projeto é o senador Luis Henrique (PMDB-SC). O relatório  está na pauta de votações desta quarta-feira (31). Randolfe e Pedro Taques (PDT-MT), membros titulares da CCJ, apresentararão requerimento de adiamento da discussão, pedindo mais tempo para a análise do relatório. Outro requerimento de autoria dos dois senadores solicitará que a CCJ participe de audiência pública conjunta das comissões de Ciência e Tecnologia (CCT), Meio Ambiente (CMA) e Agricultura (CRA), marcada para o dia 13 de setembro.  A audiência contará com a presença de diversos juristas que irão debater o tema no Senado. “Precisamos ter tempo para a análise desse relatório e é fundamental que ele seja votado depois de ouvirmos a opinião dos juristas sobre o tema. Assim poderemos debater essa matéria na CCJ, avaliando os verdadeiros riscos ao meio ambiente com respaldo também jurídico. Essa é a oportunidade de consolidarmos um debate sério sobre o novo código florestal que queremos para o Brasil. Temos que ter uma preocupação na CCJ para aprovarmos uma lei que represente os anseios da sociedade”, disse Randolfe. Com essas ações, a expectativa do senador é de que eles tenham aproximadamente 15 dias para analisar o relatório antes de sua votação na CCJ. Para Marina Silva esse é o momento de expor para a sociedade os problemas  existentes no texto e fortalecer o debate nas comissões do Senado. Participaram da reunião a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), os senadores Aníbal Diniz(PT-AC), Jorge Viana (PT-AC), Eduardo Suplicy (PT-SP), Pedro Taques (PDT-MT), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Cristovam Buarque (PDT-DF), além de representantes de diversos movimentos sociais e organizações não–governamentais.

Presidência do Senado

Quarta-Feira – 31/08/2011



11:00 - Deputada Dalva Figueiredo (PT-AP), acompanhada do juiz federal João Bosco - Sala de Audiências

11:30 - Cerimônia de entrega do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) relativa ao exercício de 2012 , pela ministra Miriam Belchior, do Planejamento, Orçamento e Gestão - Sala de Audiências

12:00 - Governador André Puccinelli, do Mato Grosso do Sul, acompanhado do senador Delcídio do Amaral - Sala de Audiências

16:00 - Ordem do Dia - Plenário

Entrevista do Diário do Amapá com Davi Alcolumbre

Davi: "Em 2008 apoiamos o PDT, agora é a vez do DEM"

 

Antes uma jovem revelação da política local, agora deputado maduro e aspirante a prefeito


Quando foi eleito o mais votado candidato a vereador de Macapá no ano 2000, Davi Alcolumbre passou a ser considerado uma das maiores revelações jovens da política amapaense. Mas agora que já cumpre seu terceiro mandato como deputado federal, militando nas trincheiras da oposição no Congresso Nacional. Já é tido como uma grande liderança da política tucuju, onde buscou seu lugar com muita simpatia e simplicidade, mas com forte articulação nos bastidores, galgando posições e postos de destaque, como o de titular da Secretaria Municipal de Obras de Macapá, no início avassalador da gestão do maior aliado, o prefeito Roberto Góes (PDT). A forma com que sempre tratou e defendeu a gestão de Góes o credencia agora a reivindicar o direito de encabeçar uma chapa para sucedê-lo no ano que vem. Falando abertamente, Davi diz nesta entrevista que já recuou uma vez para apoiar o amigo e agora espera receber o mesmo tratamento.

Por Cleber Barbosa

Diário do Amapá - Deputado, o senhor participou da última reunião com o ministro da Aviação Civil em que o problema do bairro Alvorada foi discutido. Qual a avaliação desse encontro?

Davi Alcolumbre - Minha visão após ter participado dessa reunião, pelo que disseram na própria Infraero, o secretário nacional da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, os técnicos da AGU [Advocacia Geral da União], além da efetiva participação da bancada [Federal do Amapá] e a presença do prefeito Roberto [Góes], que veio prestar solidariedade, sem contar a presença do procurador-geral do estado, representando o Governo do Amapá nessa audiência, fortalece e deixa claro para o Governo Federal que tanto a Prefeitura de Macapá quanto o Governo do Estado estão unidos com as bancadas do Estado na Câmara e no Senado em torno de se resolver o problema desses moradores que estão ali a mais de trinta, quarenta anos.

Diário - O que mais incomoda nesse impasse todo entre a Infraero e os moradores, deputado?

Davi - A forma arbitrária com que a União os trata. Ela não pode chegar agora e dizer que é dona das terras, pois a Prefeitura de Macapá tem um documento no Cartório dizendo ser possuidora da gleba. Além disso, os moradores vivem a muitos anos ali, como falei anteriormente, fizeram os benefícios, pagam água, pagam energia, pagam o IPTU, já têm o registro do título e alguns moradores já tem o título definitivo do seu terreno.

Diário - Mas em termos de encaminhamentos para uma solução o senhor acredita que possam ser realmente tirados?

Davi - Eu não tenho nenhuma dúvida que aquela reunião foi uma preparatória, pois a Câmara de Conciliação que foi determinada pelo ministro Adamis, da AGU vai ser criada, e dentro dessa Câmara haverá a participação de uma pessoa que conhece o Amapá, que é o doutor Orlando Muniz, sabe da questão fundiária do Estado, conhece o problema do Alvorada e com certeza nós deixamos claro que não iremos aceitar a imposição da União para retomar essa área que é do povo do Amapá, que é da Prefeitura de Macapá.

Diário - Deputado, agora falando de política partidária, para um parlamentar de oposição como o senhor como está vendo essas sucessivas exonerações de ministros acusados de improbidade e as estratégias do Governo, ora blindando os envolvidos e impedindo as CPI's, ora demitindo sumariamente?

Davi - Não foi pedido de demissão, mas sim um argumento que o Governo está usando para tentar de certa forma interromper o processo de investigação que o Congresso tem feito em cima desse governo. Um governo que com oito meses de gestão, que é o governo da Presidente Dilma, com todas as denúncias de corrupção, com quatro ministros da República substituídos, sendo que três sob acusações de desvios de recursos nos seus ministérios e apenas o ministro Jobim que também saiu, mas por um problema pessoal dele com a Pre-sidente Dilma.

Diário - A oposição então não desiste apenas com a troca dos ministros?

Davi - Nós estamos tentando fazer o nosso papel no Congresso, que é de fiscalizar. Lançamos na semana passada, os partidos de oposição, um site onde a gente vai mostrar para a opinião pública, para a sociedade brasileira quem são os deputados federais e senadores que apóiam as investigações no Brasil. A notícia boa que a gente pode passar para a população é que já em menos de 48 horas do lançamento dessa Frente buscando a constituição de uma CPI Mista da Corrupção, pela Câmara e pelo Senado, a gente juntou mais de 100 assinaturas entre os deputados e mais 20 entre os senadores. A gente precisa de 171 assinaturas na Câmara e de 29 no Senado e com certeza a pressão da sociedade sobre os seus parlamentares vai fazer com que certamente a gente vá ter esse instrumento eficaz, que é a CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito], que pode quebrar sigilo bancário de ministro, de assessor de ministro, de secretário, enfim, é um instrumento que vai poder quebrar sigilo telefônico, um poder de investigação que o povo nos deu para representá-lo aqui na Câmara dos Deputados, de fiscalizar e de fazer as leis. É isso o que nós temos feito, infelizmente com o governo barrando a fiscalização, pois quando ele manda um de-putado seu não assinar a CPI alguma coisa está escondendo e não quer que seja descoberto, mas a gente vai fazer o esforço necessário para a gente poder viabilizar a instalação dessa CPI e passar esse governo a limpo.

Diário - Pelo calendário das eleições de 2012 tem uma série de providência que precisam ser tomadas um ano antes do pleito então como o partido que o senhor dirige no Estado está se organizando para as eleições municipais?

Davi - Olha, a gente está conseguindo organizar o partido de maneira a constituir o partido em todos os municípios, viabilizando a construção dos diretórios municipais. Já fizemos as convenções visando as eleições municipais do ano que vem em todo o Estado e está sendo construído em todos os municípios do Amapá a viabilidade para que o partido possa colocar nomes à disposição do pleito municipal, tanto candidatos a vereador como candidatos a prefeito, vice-prefeito, enfim, não tenho dúvidas de que assim que encerrar o prazo de filiações partidárias que é o primeiro passo que a le-gislação dá para quem pretende disputar uma eleição, um ano antes do pleito, a gente vai conseguir fechar todos os dezesseis municípios a partir daí fazer um diagnóstico de onde nós teremos candidatura própria, onde nós vamos fa-zer composição e onde vamos ter alianças proporcionais para vereador.

Diário - E como isso é feito, digamos em termos de critérios?

Davi - Identificando as lideranças em todos os municípios, lideranças que estão de filiando hoje para disputarem o pleito como pré-candidatos a vereador, pois ainda não houve a convenção, mas com a perspectiva de participar efetivamente da eleição, colocando seu nome à disposição, como candidatos a prefeito consolidados, podendo compor e indicar o vice em alianças com outros partidos e o desejo de fazer o maior número de vereadores possível, com uma meta estipulada de pelo menos o dobro da quantidade de municípios, pois hoje nós temos quatorze vereadores e queremos chagar ao dobro disso.

Diário - Então para o Democratas a ordem é crescer também nas Câmaras Municipais?

Davi - Exatamente, queremos avançar na questão proporcional, mas também na questão majoritária, portanto onde tiver condições, for viável para nosso candidato do Demo-cratas, nós teremos candidatura própria, pode ter certeza.

Diário - O senhor é pré-candidato a prefeito de Macapá?

Davi - Nós estamos trabalhando, como disse anteriormente, em todos os municípios e Macapá, além de ser a Ca-pital, é onde estão 55% dos leitores do Estado do Amapá, então é natural que almejemos também fazer o prefeito da principal cidade. Hoje temos uma aliança com o prefeito da Capital, Roberto Góes, onde nós temos a vice-prefeita Helena Guerra, que é do Democratas. Mas agora é uma nova eleição, a direção nacional do Democratas orientou que tenhamos candidaturas próprias em todas as Capitais, então diante dessa situação e do fato de nós já termos retirado uma candidatura a prefeito de Macapá em 2008 para apoiar a candidatura do PDT agora esperamos que o PDT tenha a mesma deferência.

Diário - Obrigado pela entrevista deputado.

Davi - Eu é que agradeço a oportunidade de estar falando à população sobre o que se passa em Brasília, do que acontece por aqui, afinal o reflexo das decisões de Brasília, com certeza impactam na qualidade de vida da população do nosso Estado e para mim é uma honra mais uma vez estar aqui em Brasília representando o povo do Amapá com o voto legítimo do cidadão e é isso o que tenho buscado fa-zer durante esses três mandatos como deputado federal, melhorar a vida do povo amapaense e dizer que nós estamos trabalhando firme para buscar recursos necessários para melhorar ainda mais a qualidade de vida da nossa gente.

Perfil

O amapaense David Samuel Alcolumbre Tobelem, filho de Samuel Jose Tobelem e Julia Peres Alcolumbre, é empresário, membro da Associação Comercial e Industrial do Amapá (ACIA), foi vereador por Macapá no período de 2001 a 2003, quando elegeu-se De-putado Federal (2003-2007), pelo PDT. Foi reeleito para o segundo mandato (2007-2011), e no ano passado conquistou o terceitro mandado para a Câmara dos Deputados (2011-2015). Também atuou como Secretário Municipal de Obras de Macapá, entre 2009 e 2010. Presidente do Diretório Regional dos Democratas no Amapá; Membro da Comissão Executiva Nacional dos Democratas; Membro do Conselho Político de Comissão Executiva Nacional da Juventude Democratas. É membro titular da Comissão de Minas e Energia e membro suplente da Comissão Financeira e de Controle da Câmara dos Deputados.

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O governador Sérgio Cabral publicou decretos no Diário Oficial de ontem prorrogando, por mais 90 dias, o estado de calamidade pública em sete municípios da Região Serrana, que foram castigados pelas fortes chuvas de12 de janeiro. As cidades contempladas com a medida são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro; São José do Vale do Rio Preto; Areal; e Bom Jardim. Na prática, as prefeituras e o próprio estado ficam autorizados a contratar empresas para a reconstrução dos municípios sem licitação até o dia 26 de novembro. O texto que justifica todos os decretos afirma que "mesmo com todas as ações declaradas, inclusive com o apoio do governo estadual, ainda não foi possível o total restabelecimento da normalidade".


O governo decidiu economizar uma parcela maior de suas receitas para pagar os juros da dívida pública, aproveitando o expressivo aumento de arrecadação que obteve nos últimos meses para arrumar suas contas em vez de criar novas despesas. A aposta do governo é que isso ajudará o país a se preparar melhor para a possibilidade de uma nova recessão nos EUA e na Europa, e abrirá espaço para o Banco Central reduzir em breve a taxa básica de juros da economia. O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC se reúne hoje e amanhã para analisar o cenário econômico e decidir o que fazer com os juros. A maioria dos analistas do mercado acredita que ele irá interromper a série de sucessivos aumentos dos juros iniciada em janeiro para conter a inflação, que neste ano deverá ultrapassar a meta fixada pelo governo. A taxa básica de juros definida pelo BC está em 12,50% ao ano. Alguns economistas acreditam que o BC terá condições de reduzir os juros na próxima reunião do Copom, marcada para outubro. Ao expor a estratégia do governo ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que os gastos programados para este ano serão mantidos, mas o governo irá segurar novas despesas.


Promessa de economia adicional de R$ 10 bi leva investidores do mercado financeiro a elevarem aposta em redução da Selic pelo BC. Às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que define a taxa de juros básica do País, o governo anunciou ontem que vai economizar R$ 10 bilhões acima do previsto, elevando a meta de resultado das contas públicas deste ano para R$ 127,9 bilhões. O esforço será concentrado na União, que perseguirá um saldo positivo de R$ 91,8 bilhões, em vez dos R$ 81,8 bilhões fixados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).  A medida abre espaço para cortar os juros, segundo informou a presidente Dilma Rousseff em reuniões separadas com sindicalistas e com o Conselho Político, logo pela manhã. Se a redução virá já, porém, é outra história. Ao poupar mais, o governo, que é um grande comprador, diminui a pressão sobre os preços dos produtos, facilitando o combate à inflação. Com preços mais baixos, o Banco Central pode reduzir os juros.



O ministro Guido Mantega voltou à ofensiva na queda de braço que trava com o Banco Central (BC) pela redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, hoje em 12,5% ao ano. Ele, que vive sendo cobrado pelo BC para cortar gastos, anunciou ontem que o governo vai apertar o cinto, sim: fará uma economia de R$ 10 bilhões ainda este ano e usará o dinheiro para pagar os juros da dívida do país, que em 2011 vai aumentar de R$ 117,8 bilhões para R$ 127,8 bilhões. A medida abre espaço para que o BC comece a reduzir a taxa de juros, a mais alta do mundo, já na reunião de amanhã do Comitê de Política Monetária. Combinados, o corte na Selic e o freio na gastança pública poderão deixar o Brasil menos vulnerável que em 2008 ao agravamento da crise internacional. Naquele ano, para evitar o pior, o governo se viu obrigado a injetar uma montanha de dinheiro na economia como forma de estimular o crédito, a produção e o consumo.


Os primeiros sinais de desaquecimento da economia, como resultado da crise internacional, começam a ser percebidos pelas empresas de diversos setores, de forma mais marcante entre os grandes exportadores. Além da preocupação com a redução da demanda, é generalizada a apreensão quanto à intensidade e à duração da crise em si - e, portanto, com os danos que ela poderá causar à economia brasileira. Esse cenário pôde ser constatado em conversas com executivos que comandam as melhores entre as maiores empresas do país - premiadas ontem na solenidade do anuário "Valor 1000". "Nos últimos meses, a desaceleração é evidente na indústria de embalagens", informou Antônio Maciel Neto, presidente da Suzano Papel e Celulose. Ele lembra que o setor é um indicador importante do nível de atividade industrial. Para o executivo, os efeitos da crise sobre o Brasil vão depender se a correção dos problemas na Europa irá ocorrer de forma organizada ou não.

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ARTIGOS

A caminho do retrocesso? (O Estado de S. Paulo)

O confronto de ideologias quanto à participação do capital privado no desenvolvimento da infraestrutura vem aos poucos sendo superado no Brasil. O País foi capaz de incorporar o pensamento de que essas disputas são, na verdade, barreiras ao crescimento e que os recursos públicos e a própria lógica que regula as operações estatais são insuficientes para atender às demandas da população. Apesar de, cada vez mais, a sociedade cobrar mais investimentos no setor, entraves e indefinições, especialmente no âmbito jurídico, ameaçam romper a conquista de um marco regulatório debatido ao longo de duas décadas numa área especialmente sensível - o saneamento básico. Um perigoso retrocesso se insinua, com o risco de pôr tudo a perder. Dois exemplos desse retrocesso vêm do sul do País. No Paraná, uma emenda à Constituição estadual determina que o saneamento fique a cargo exclusivamente de empresas estatais ou de capital misto. Cria-se, assim, uma espécie de "reserva de mercado estatal", a despeito da comprovada dificuldade de investimento do setor público em garantir, sozinho, a universalização dos serviços. Uma ação direta de inconstitucionalidade questionando essa medida levou o tema para o Supremo Tribunal Federal, que vai avaliar se ela fere a Constituição federal. O Rio Grande do Sul segue pelo mesmo caminho, com uma proposta de emenda à Constituição semelhante à do Paraná, atualmente em discussão na Assembleia Legislativa local.

A economia da felicidade (Valor Econômico)
Bolha de crédito no Brasil? (Valor Econômico)
Frase do dia (Valor Econômico)

COLUNAS

A jabuticaba explicada (O Globo - Merval Pereira)

Na coluna de domingo chamei de "jabuticaba" a proposta do deputado petista Henrique Fontana de um duplo voto proporcional, o de lista fechada e o de lista aberta, e critiquei também o fato de seu relatório admitir o financiamento privado das campanhas políticas, tanto de empresas quanto de pessoas físicas, quando a base da proposta de mudança é o elogio ao financiamento público. Continuo com minhas dúvidas, considerando o duplo voto proporcional uma confusão inexplicável, mas acolho as explicações do relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados. Ele defende o duplo voto proporcional porque "o sistema inova ao proporcionar a valorização do seu voto sob uma perspectiva programática e partidária, sem retirar sua prerrogativa de votar nos candidatos de sua preferência". Ele esclarece que sua proposta exclui a possibilidade de financiamento privado diretamente a partidos e candidatos, permitindo apenas doações para o Fundo de Financiamento das Campanhas Eleitorais que será gerido pela Justiça Eleitoral com base no financiamento público das campanhas.

A praça era nossa (Jornal de Brasília - Cláudio Humberto)
Algemas x abraços (O Globo - Luiz Garcia)
Boa promessa (O Globo - Panorama Econômico)
De olho nos juros (Correio Braziliense - Brasil S.A)
Endurecer o jogo (O Globo - Panorama Político)
Escola Bauhaus (Correio Braziliense - Ari Cunha - Visto, Lido e Ouvido)
Expectativa (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Ilegal legitimado (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)
Nem BC, nem Fazenda, quem manda é a Dilma (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Sem resposta (Jornal de Brasília - Do Alto da Torre)
Sinal dos tempos (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Troca de guarda (Correio Braziliense - Brasília-DF - Luiz Carlos Azedo)
É o emprego (Valor Econômico)
É o novo mix (O Estado de S. Paulo - Celso Ming)

ECONOMIA


Para Baroin, nenhum país, que tem ambição para seu povo, pode agir na economia baseado em reflexão interna. A "cruzada" lançada pela presidente Dilma Rousseff para defender a indústria brasileira e evitar a inundação do mercado interno de produtos estrangeiros encontrou na França sua primeira reação negativa. "As medidas protecionistas podem trazer uma resposta nacional de curto prazo, mas não podem ser uma resposta em um concerto internacional", afirmou o ministro de Finanças francês, François Baroin, em entrevista exclusiva ao Estado. O ministro esteve reunido ontem com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir "ações" que pretende apresentar na próxima cúpula do G-20, em novembro. Dividindo com a Alemanha a tarefa de tentar definir uma estratégia que evite uma recessão das economias europeias, Baroin sabe qual é o caminho a ser tomado: reduzir o endividamento dos Estados sem comprometer o crescimento. "É difícil, mas o caminho existe". A seguir, principais trechos da entrevista.

Anbima certifica 240 mil (Valor Econômico)
Anuidade da OAB (Valor Econômico)
Centrais criticam superavit (Correio Braziliense)
Curta (Valor Econômico)
Dilma cobra apoio de aliados (Correio Braziliense)
Domésticas sofrem veto (Correio Braziliense)
Governo é contraditório (Correio Braziliense)
Indenização de R$ 100 mi (Correio Braziliense)
Mercado já vê queda (Correio Braziliense)
MPF quer barrar obra em Cumbica (O Estado de S. Paulo)
Professores têm reajuste (Jornal de Brasília)
R$ 108,9 bi de lucro (Correio Braziliense)
Real desbanca os Correios (Valor Econômico)
Regulador cerca YPF (Valor Econômico)
Rombo de R$ 57 bilhões (Correio Braziliense)
Servidores insatisfeitos (Correio Braziliense)
TCU vai selecionar 70 (Correio Braziliense)

POLÍTICA


Jornalista, que lançou livro sobre o ex-presidente, diz que ele recusou proposta de Golbery de apoiar volta dos exilados. Observador privilegiado da ascensão do ex-presidente Lula, desde os tempos de líder sindical, o jornalista e escritor José Nêumanne Pinto defende em seu livro "O que sei de Lula", lançado na semana passada, a desmistificação do petista como revolucionário e representante da esquerda. Considera Lula o maior político da História do país, mas diz que, na essência, ele é um "conservadoraço". Nêumanne acompanhou, como repórter, a rotina de Lula no tempo das greves no ABC paulista. Os dois foram amigos, mas, com a eleição de Lula, a relação acabou.
- Sempre me rebelei com a imagem feita ao longo do tempo e pensei: tenho o privilégio de conhecer bem o assunto, a origem, a saga dele e o fato de ele nunca ter sido revolucionário de esquerda.

Conversa com aliados (Correio Braziliense)
Curtas (Valor Econômico)
FHC apoia faxina e pede CPI (Correio Braziliense)
No olho do furacão (Correio Braziliense)
Novo ministério no verão (Correio Braziliense)
PSPB pede registro (Correio Braziliense)
Restrição a banco de DNA (Correio Braziliense)

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