quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Plano Collor é prioridade dos processos de repercussão geral, afirma Gilmar Mendes


Nesta quarta-feira (30), a Bancada Federal do Amapá esteve novamente no Supremo Tribunal Federal, para tratar com o Ministro Gilmar Mendes sobre o Plano Collor. A ação conjunta da Bancada do Amapá e representantes do Sindicato dos Professores do Amapá (SINSEPEAP) foi em busca de uma resposta quanto à previsão de votação do processo que envolve os servidores do Estado do Ceará e que, consequentemente, se aplicará ao Amapá. O Ministro informou que o Plano Collor está na lista de prioridade de julgamento dos processos de repercussão geral, mas que não pode afirmar que entrará em pauta ainda em 2013, devido o grande número de processos e o reduzido número de sessões que antecedem o final de ano. O deputado Milhomen lamentou a possibilidade de não ser votado ainda este ano, mas satisfeito de estar como prioridade na lista dos processos de repercussão geral. Estiveram presentes o coordenador da Bancada Federal, deputado Evandro Milhomen (PCdoB), as deputadas Fátima Pelaes (PMDB), Janete capiberibe, Dalva Figueiredo (PT), o deputado Bala Rocha (PDT), o senador Randolfe Rodrigues (PSOL) e os professores Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap, Leslie Gantuss, vice-presidente e o Dr. Caxias, advogado do sindicato.

Mulheres de Macapá e Ferreira Gomes se tornam voluntárias na campanha de prevenção ao câncer de mama


No último fim de semana, mulheres de Macapá e Ferreira Gomes se tornaram voluntárias da campanha de prevenção do câncer de mama que foi encampada pela deputada Fátima Pelaes. A iniciativa teve a adesão de trezentas mulheres dos dois municípios que participaram da capacitação orientada pela enfermeira com larga experiência em cuidados de pessoas com câncer, Marly Malcher. Além das orientações, as voluntárias receberam um kit com material informativo para enriquecer mais o trabalho que será feito por elas. Em Macapá foram dois grupos trabalhados, o de mulheres indicadas pela sua liderança e comprometimento, e as que participavam do Congresso Estadual de Mulheres Evangélicas. Elas participaram da preparação para atuar junto a outras mulheres cuja dinâmica foi trabalhada em cima de palestras, motivação e orientação na prática sobre o toque nos seios, que deve ser feito periodicamente. “O importante é que estas mulheres ensinem a fazer o toque, sensibilizem e passem a informação correta”, disse Marly Malcher. Em Ferreira Gomes participaram mulheres da sede do município e de quatro comunidades. A funcionária pública aposentada, Marineuta Cardoso, que se curou de câncer nos seios, participou da reunião e deu um importante depoimento que mostrou a verdade sobre a falta de cuidados que é comum entre as mulheres com a saúde, e a dificuldade do tratamento, que pode ser evitado com a prevenção. “Elas têm que se conscientizar que é uma doença que traz sofrimento para quem a tem e para família e amigos. Eu tive sorte, minha família sempre esteve ao meu lado, recebi o atendimento correto em Belém, e muita fé na minha cura”, disse Marineuta. O prefeito de Ferreira Gomes, Elcias Borges, que foi parceiro da capacitação, colocou a Prefeitura à disposição das mulheres. Esta semana, um ônibus será disponibilizado para trazer as mulheres que tenham suspeitas da doença até Macapá. É o caso da agricultora Raimunda Oliveira dos Santos, de 60 anos, que durante a dinâmica que ensinou a fazer o toque, descobriu um caroço no seio. “Vou aproveitar e fazer exames mais detalhados pra saber o que é isso. É a primeira vez que faço o auto-exame”, disse a trabalhadora.

Conselho de Ética da Câmara rejeita pedido de abertura de processo contra Bolsonaro


Relator apresentou parecer favorável ao processo, mas voltou atrás após manifestação dos integrantes do Conselho de Ética

PSOL acusou Bolsonaro por quebra de decoro após suposta agressão ao senador Randolfe Rodrigues em visita à antiga sede do DOI-Codi no Rio

Evandro Éboli/O Globo

Depois apresentar parecer favorável à abertura de processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) no Conselho de Ética de Câmara, o relator Sérgio Moraes (PTB-RS) voltou atrás após manifestação unânime dos deputados do colegiado contra o parecer. Por onze votos a zero, Bolsonaro se livrou do processo no conselho em votação nesta quarta-feira. O PSOL é autor da representação contra Bolsonaro, acusado de quebrar o decoro parlamentar ao supostamente agredir o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), durante visita na antiga sede do DOI-Codi no Rio de Janeiro, no mês passado. Na sessão, votaram a favor de Bolsonaro: Wladimir Costa (SDD-PA), Izalci (PSDB-DF), José Carlos Araújo (PSD-BA), Renzo Braz (PP-MG), Sérgio Moraes (PTB-RS), Édio Lopes (PMDB-RR), Lázaro Botelho (PP-TO), Davi Alves Silva Júnior (PR-MA), Julio Delgado (PSB-MG), Marcos Rogério (PDT-RO) e Fábio Trad (PMDB-MS).


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Governo diz que Amapá é dono de apenas 3,7% do próprio território

Restante das terras seria de propriedade da União, aponta governo.

Repasse necessita de regulamentação por um decreto do governo federal.

Abinoan Santiago/ Do G1 AP

Apenas 3,7% de uma área de 143.453 quilômetros quadrados do território do Amapá estão registrados em nome do estado. O restante permanece com a União, mesmo após a transformação do Ex-Território Federal do Amapá em estado, em 1988. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pelo coordenador da Unidade Gestora do Programa Amapá Terra Legal, George Tork. Tork afirmou que uma lei sancionada em 2009 pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que pretendia transferir as terras da União aos estados que anteriormente eram territórios federais, ainda necessita ser regulamentada por um decreto. Amapá Terra Legal George Tork. "Essa mesma lei diz que para o repasse ser efetivado, é necessário um decreto regulamentador, que ainda não foi assinado", disse Tork, durante o 2º Encontro Estadual de Acompanhamento e Controle Social de Regularização Fundiária, realizado em Macapá. Segundo o coordenador, para o decreto ser criado, o Amapá foi dividido em 37 porções de terras chamadas "glebas". Dessas, 23 são federais e 14 estaduais, o que não chega a 4% de todo o território do Amapá de posse do estado. (...)


Leia a matéria completa no G1, clicando aqui.

Comissão aprova voto aberto para perda de mandato de parlamentares

Presidente da Câmara diz que proposta poderá ser analisada pelo Plenário na semana que vem. Bancada do PT defende ampliação do voto aberto para todas as deliberações.
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Sessão Extraordinaria - Dep. Vanderlei Macris (PSDB-SP)
Relator da proposta, Macris optou por manter o texto que veio do Senado.
A proposta de emenda à Constituição (PEC 196/12, do Senado) que prevê o voto aberto nos casos de perda de mandato dos parlamentares foi aprovada, nesta quarta-feira (30), pela comissão especial que analisou a matéria. Um acordo entre os integrantes do colegiado possibilitou a derrubada da emenda do PT que ampliava o voto aberto para todas as votações. Como o texto aprovado foi o que veio do Senado, conforme defendeu o relator, deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), a PEC está pronta para ser analisada em Plenário, em dois turnos. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, afirmou que a proposta pode ser votada pelo Plenário da Casa na próxima semana. Segundo ele, a PEC 349/01, já aprovada pelos deputados e que estabelece o voto aberto em todas as deliberações, ainda não tem consenso para ser apreciada pelo Plenário do Senado. "Indaguei o presidente [do Senado] Renan Calheiros a PEC do voto aberto para tudo e ele disse que ainda haverá um grande debate. Não assegurou, digamos assim, uma votação a curtíssimo prazo, o que nos libera para votar - se a Casa assim entender - na próxima semana a proposta aprovada na comissão especial", declarou.
Lúcio Bernardo Júnior
Dep. Alessandro Molon
Molon: o eleitor tem o direito de saber como vota seu parlamentar em todos os assuntos.
A proposta aprovada hoje prevê o fim do voto secreto em processos de perda de mandato de deputados e senadores nos casos de condenação criminal em sentença transitada em julgado; quando o parlamentar tiver comportamento incompatível com o decoro parlamentar; se firmar contrato com estatal ou órgão público ou assumir um cargos nessas instituições após a expedição do diploma de deputado ou senador. Valerá também o voto aberto se o parlamentar for titular de mais de um mandato eletivo; se for proprietário ou diretor de empresa contratada por órgão público; se ocupar um cargo nesse tipo de instituição ou patrocinar uma causa dessa espécie de empresa. Nessas hipóteses, a proibição é desde a posse.
PT

Diversos deputados do PT, entretanto, reiteraram a defesa do fim do secreto em todas as votações, não só nas perdas de mandato. Na opinião de Alessandro Molon (PT-RJ), se a PEC 196/12 for promulgada antes, a proposta que tramita no Senado será engavetada para sempre. "O voto do parlamentar não pertence a ele, mas, sim, ao seu eleitor, que tem o direito de saber como vota o seu representante em todas as questões e não apenas em algumas”, sustentou. “Precisamos avançar mais e garantir que o Senado aprove aquilo que a Câmara já aprovou por unanimidade: o fim do voto secreto no Parlamento", completou.

Relator

Macris disse que optou por manter o texto da PEC 196/12 que veio do Senado para acelerar sua tramitação. “Mantive a proposta original para que a matéria possa ser votada na Câmara e, depois, seguir para promulgação", comentou. O presidente da comissão especial, deputado Sibá Machado (PT-AC), também sustentou que era melhor votar a proposta da forma que havia sido enviada pelos senadores, sem prejuízo para a apresentação de emendas posteriormente. Ele ressaltou que a emenda que ampliava o voto aberto para todas as votações poderá ser reapresentada durante a análise da matéria no Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Karla Alessandra
Edição - Marcelo Oliveira

Senadores divergem sobre o que é e o que não é trabalho escravo


Kátia Abreu, com Jucá: extensão da jornada não define trabalho escravo
O Senado está enfrentando a complexa tarefa de votar uma legislação que permita ao Estado expropriar terras de pessoas físicas ou empresas condenadas em última instância pela prática de trabalho escravo. Esse novo conjunto de normas resultará de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e de um Projeto de Lei do Senado que regulamentará a emenda, no momento em que esta estiver promulgada.
Sobre a justeza da expropriação não há divergência. O que mobiliza os senadores no momento é a abrangência do conceito de trabalho escravo - mais especificamente da criminalização do trabalho "exaustivo ou degradante". Na opinião da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), por exemplo, o fato de trabalhadores rurais serem submetidos a uma jornada extensa pode não ser saudável nem legal, mas não é, necessariamente, escravidão. Tampouco seria escravidão a eventual falta de vínculo trabalhista formal ou o oferecimento de moradias precárias.
- Não apoiamos ilegalidade. A confederação Nacional da Agricultura não representa os produtores que tratam mal os seus empregados. Temos feito campanhas para que todos cumpram as normas, mas não podemos confundir aqueles que, de fato, escravizam seus trabalhadores, e que devem ser punidos, com pessoas de boa-fé, que trabalham noite e dia pelo campo brasileiro, mas são tratadas com preconceito e ideologia - argumentou a senadora
Kátia Abreu fez essas considerações durante a primeira sessão de discussão do (PLS) 432/2013, que regula a expropriação de propriedades urbanas e rurais na quais fique comprovada a exploração de trabalho escravo.
Para Kátia Abreu, o texto do projeto, relatado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), traz segurança jurídica para o campo, ao definir claramente trabalho escravo como sendo aquele que se realiza de modo forçado ou com restrição à liberdade de locomoção do trabalhador, seja por meio de dívidas contraídas com o empregador, seja pelo recusa de transporte.
O artigo 149 do Código Penal estabelece que trabalho degradante e jornada exaustiva também são formas de escravidão, mas, segundo Kátia Abreu, a Polícia Federal usualmente não encontra meios de provar isso em suas diligências.
Na avaliação da senadora Ana Rita, a proposta precisa ser melhor debatida em razão de "flexibilizar" o conceito de trabalho escravo. A parlamentar teme que não venha a se tratar de forma especial o trabalhador em "situação análoga à de escravo", não só no no meio rural, mas também nas cidades.
— É necessário que façamos um debate com quem atua nessa área. Não dá apenas para a comissão especial apresentar um relatório de consenso, mas que não é consenso neste plenário e que a gente precisa debater — protestou Ana Rita.
A busca do consenso foi anunciada logo ao início da sessão por Jucá. O texto aprovado na Comissão especial de regulamentação de dispositivos constitucionais, fruto de um série de consultas, ainda será submetido "aos setores organizados que já se manifestaram". Sugestões do governo também estão sendo aproveitadas.
A promessa de Jucá é de apresentar um "texto definitivo" na próxima terça-feira (5).
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) foi outro a pedir a ampliação dos debates sobre o tema e alertou para o risco de se tornar sem efeito expropriação determinada pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 57-A/1999, caso o conceito de trabalho escravo seja restringido na regulamentação. De autoria do ex-senador Ademir Andrade, a PEC 57 acrescenta ao artigo 243 da Carta Magna o trabalho escravo como motivo para a expropriação de terras. Atualmente, o Estado só pode tomar a terra de quem faz cultivo ilegal de drogas.
Devido ao fato de a proposta de emenda não ter sido pautada para a ordem do dia desta quarta-feira (30), vários senadores questionaram a apreciação do PLS 432 antes do exame da PEC, rito defendido por Jucá. Observaram que se trataria de uma inversão de ordem.
Ao final da discussão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) anunciou que a PEC 57 deverá ser  pautada para a sessão deliberativa da quinta-feira (31). E garantiu que o PLS 432 somente será votado após a apreciação daquela proposta. Por sua vez, Jucá anunciou calendário especial para a tramitação da PEC, de modo a ser votada em um único dia. Normalmente, uma PEC tem de ser aprovada com intervalo de cinco dias entre os dois turnos de votação.
No caso do PLS, por se tratar de uma proposta da Comissão Mista Especial para Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição, a tramitação é especial e obedece ao rito definido no Regimento Comum do Congresso Nacional. Assim, são necessárias duas sessões de discussão para que o projeto seja votado em primeiro turno e, em segundo, após intervalo de 48 horas. Apesar da tramitação especial, o quorum para que seja aprovado é maioria simples.
Agência Senado

Randolfe diz que autonomia do BC prejudicaria distribuição de renda e crescimento econômico


O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que ele e seu partido acreditam que a aprovação do projeto de lei que dá autonomia ao Banco Central prejudicaria de maneira acentuada o crescimento econômico e a distribuição de renda. Randolfe explicou que o PLS 102/2007 prevê mandato fixo de seis anos ao presidente e diretores do Banco Central, com uma possível recondução. A demissão do presidente ou dos diretores da autarquia terá que ser justificada e previamente aprovada pelo Senado, como já é feito com as nomeações. Entretanto, na visão de Randolfe, caso essas normas sejam aprovadas, o Banco Central ficaria preocupado apenas com a manutenção de juros elevados para combater a inflação. O senador frisou que o Brasil já vem praticando as maiores taxas de juros do mundo nos últimos 20 anos, o que vem "atravancando" o crescimento econômico e a distribuição de renda.

- Estabilidade por si só não pode ser uma ditadura em detrimento do crescimento econômico, em detrimento da distribuição de renda. Essa pretensa proposta de autonomia serve para que o Banco Central fique submetido apenas ao mercado – disse.
Randolfe afirmou que as taxas de juro altas para o combate da inflação deveriam ser substituídas por incentivo à agricultura familiar, reforma agrária, tributação das exportações e controle dos preços da energia, combustíveis, telecomunicações e planos de saúde.
Agência Senado

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Diário Oficial da União
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Destaques nacionais

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Destaques Especiais



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

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A Comissão de Legislação Participativa - CLP - acabou de instalar a Subcomissão Especial para Tratar da Política Indigenista. A proposta que apresentei para garantir um espaço aos índios dentro da Câmara dos Deputados foi aprovada no Relatório do Grupo de Trabalho Questão das Terras Indígenas e em requerimento posterior. Vou presidir a Subcomissão, tendo como vice o deputado Chico Alencar e como relator o deputado Padre Ton. Também são membros os deputados Professora Dorinha e Isaías Silvestre (titulares) e Paulão, Celso Jacob, Luíza Erundina, Arnaldo Jorndy e Sarney Filho (suplentes). Uma vitória dos povos indígenas brasileiros neste embate com o poder econômico, a mineração, a grilagem, o latifúndio!

Bala Rocha cobra justiça em favor dos garimpeiros

Milhares de garimpeiros prestigiaram a comitiva de deputados que foram à Serra Pelada, no Pará. O deputado federal Bala Rocha (SDD/AP), que fez parte da delegação, classificou a visita como “oportuna e necessária”. “Precisamos fazer justiça com esses trabalhadores”, asseverou. O Ministério Público Estadual determinou intervenção na Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp). O interventor deverá, nos próximos seis meses, apurar fraudes e verificar o uso de cerca de R$ 54 milhões - advindos de repasses feitos pela Colossus Mineração desde 2007. Cerca de 35 mil garimpeiros atuam na cooperativa e têm problemas para receber desde 2007. O MP afirma que a Colossus Mineração, ao que tudo indica, é cúmplice, pois cooptou a cooperativa e teve a entidade fazendo o que a empresa queria. Junto com os deputados Arnaldo Jordy (PPS/PA) e Domingos Dutra (SDD/AP), bala Rocha defende a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), formada por deputados e senadores, para trazer maior clareza aos negócios da mineradora.


FonteAssessoria de Comunicação

Ao homenagear servidores, Bala Rocha cobra PEC 111


O Dia do Servidor Público, celebrado no dia 28 de outubro, foi objeto de discurso do deputado federal Bala Rocha (SDD/AP), realizado nesta terça, 29, na Câmara dos Deputados. O parlamentar afirmou que a classe é discriminada. “Esses servidores, durante todo o processo de organização do nosso País, de reestruturação do Brasil, foram excluídos de vários direitos”, afirmou. Pela valorização da carreira, especificamente dos servidores de Amapá e Roraima, Bala Rocha, mais uma vez, cobrou a votação da PEC 111. Aprovada em 1º turno, a Proposta enquadra os servidores públicos federais e municipais dos ex-territórios em planos de carreira, cargos e salários específicos, mesmo constituindo quadro em extinção da administração federal. “O meu partido, o Solidariedade, comprometeu-se a favor dessa causa. Nós vamos reivindicar, juntamente com outros Deputados desses estados que essa PEC, de uma vez por todas, seja votada”, asseverou.


Fonte: Assessoria de Comunicação

Brasileiros reconhecem importância da Constituição Cidadã


No ano em que a Constituição Federal de 1988 completa 25 anos, o DataSenado realizou pesquisa nacional para verificar o que pensam os brasileiros sobre a Carta Magna e sobre sua aplicação. Os dados foram coletados pelo Alô Senado, por meio de entrevistas telefônicas, entre os dias 18 e 30 de setembro de 2013, com uma amostragem aleatória de 811 pessoas distribuídas em todas as unidades da Federação. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Os entrevistados foram perguntados sobre qual norma introduzida ou ampliada pela Constituição consideravam a mais importante. Mais de um terço (34,3%) escolheu saúde como direito de todos. Em seguida, veio educação como direito de todos (27,8%) e liberdade de expressão (13,1%). Os resultados da pesquisa demonstraram também que direitos, deveres e normas constitucionais precisam de mais divulgação entre os brasileiros. Isso porque pouco mais da metade dos entrevistados (50,8%) avalia ter conhecimento médio da Constituição, outros 35,1% afirmam ter baixo conhecimento, enquanto 7,8% julgam não ter conhecimento algum. Apenas 5,3% dos participantes declararam possuir elevado nível de conhecimento sobre o texto constitucional. A pesquisa avaliou ainda se a população considera que o Brasil melhorou ou piorou após a promulgação e se ela acha que a Constituição é respeitada. Entre os entrevistados que declararam ter algum conhecimento da Constituição, 46,2% acham que o Brasil melhorou por causa dela. Apesar desta avaliação positiva, ampla maioria (84,1%) acredita que a Constituição não é plenamente respeitada no país.

Outras Informações:
Secretaria de Transparência
Coordenação de Pesquisa e Opinião - DataSenado

(061) 3303 1211
datasenado@senado.leg.br
www.senado.leg.br/datasenado

Senado começa a examinar nesta quarta expropriação de terras por trabalho escravo

Nelson Oliveira

Resgate na Fazenda Tabuleiro, no Ceará
Um dia após celebrar os 25 anos da Constituição, o Senado começa a analisar nesta quarta-feira (30) o PLS 432/2013, que regula a expropriação de propriedades urbanas e rurais nas quais fique comprovada a exploração de trabalho escravo. A matéria foi aprovada no último dia 17 pela Comissão Mista Especial para Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição. 
- O Brasil está sendo muito cobrado internacionalmente para votar rapidamente essa questão do trabalho escravo - afirmou o presidente do Senado, Renan Calheiros, ao anunciar a inclusão do projeto na pauta do Plenário.
De acordo com a Agência Brasil, o relatório Índice de Escravidão Global 2013, divulgado pelaFundação Walk Free, recomenda que o Brasil mude a Constituição para coibir o trabalho escravo; aumente as sanções, a pena e a multa para o uso de mão de obra forçada; fortaleça a Lista Suja do Trabalho Escravo; e pressione ainda mais as empresas que produzem ou que usem produtos provenientes de trabalho análogo à escravidão. Segundo o texto do PLS 432, elaborado pela própria comissão mista, mas que começa a tramitar como Projeto de Lei do Senado, a expropriação alcançará apenas os imóveis, urbanos ou rurais, nos quais tenha ficado comprovada a exploração do trabalho escravo diretamente pelo proprietário. Isso exclui a expropriação de imóveis onde o trabalho escravo for explorado por locatários, meeiros ou outros que não forem donos da propriedade. Também condicionou a expropriação a sentenças condenatórias transitadas em julgado, ou seja, para as quais não seja possível interpor recursos judiciais. A inclusão dessas duas condicionantes no texto, afirmou o relator, foi feita por ele em desacordo com a posição do governo, que queria retirá-las do texto. A proposta define como trabalho escravo, entre outras coisas, “a submissão ao trabalho forçado, exigido sob ameaça de punição, com uso de coação”; e a retenção do trabalhador no local de trabalho, seja por meio de dívidas forçadas, impedimento de acesso a meios de locomoção ou vigilância ostensiva. O texto ressalva que “o mero descumprimento da legislação trabalhista” não se enquadra nas definições de trabalho escravo.
- A proposta é muito cuidadosa, pois o interesse da comissão é delimitar o assunto, sem, contudo, ser inconsequente - explicou o  relator da comissão, senador Romero Jucá (PMDB-RR).
De acordo com a justificação da matéria, o projeto foi imaginado para se casar com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 57-A/1999, de autoria do ex-senador Ademir Andrade, que altera o artigo 243 da Lei Maior: além do cultivo ilegal de drogas, a proposta estabelece o trabalho escravo como motivo para a expropriação de terras. A Constituição tem outros artigos que tratam de desapropriação, mas que não são objeto das mudanças ora em debate: o 184 diz que "compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social (...). O artigo 186, em seu item III, diz que a função social é cumprida quando a propriedade observa as disposições que regulam as relações de trabalho.
Agência Senado

CCJ aprova emendas de Plenário a PEC do Orçamento Impositivo

Simone Franco

Eduardo Braga (E) acolheu duas emendas à Pec do Orçamento Impositivo
A proposta de emenda à Constituição (PEC 22A/2000) que torna obrigatória a execução de emendas parlamentares ao Orçamento da União e cria uma fonte de financiamento estável para a saúde pública está pronta para votação em primeiro turno no Plenário do Senado. Nesta quarta-feira (30), a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou parecer do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) sobre as nove emendas apresentadas à matéria em Plenário, com o voto contrário do senador Pedro Taques (PDT-MT). Braga acolheu duas dessas emendas, sendo uma de autoria do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e outra do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). A emenda formulada pelo peemedebista, segundo explicou o relator, foi objeto de um amplo entendimento com líderes partidários do Senado e da Câmara dos Deputados, intermediado pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. De acordo com Braga, a emenda de Eunício promove três alterações no substitutivo à PEC 22A/2000, aprovado pela CCJ em outubro passado. Além de ampliar o limite de aprovação e execução obrigatória das emendas parlamentares de 1% para 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) da União, retira a referência a "caso fortuito" e "força maior" do rol de impedimentos técnicos à execução das emendas parlamentares e vincula ao art. 166 da Constituição Federal, e não mais ao art. 35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), os dispositivos reunidos no substitutivo. "Esta proposta [emenda de Eunício] amplia o percentual de emendas cuja execução financeira e orçamentária será obrigatória, além de, por conseguinte, ampliar a parcela de investimentos destinados a ações e serviços de saúde (de 0,5% para 0,6%). Ademais, resolve definitivamente a questão das regras sobre o procedimento a ser adotado em caso de inexecução das emendas em virtude de impedimentos técnicos – que passará a integrar o texto constitucional, em vez de ser matéria remetida a uma lei complementar futura", esclareceu Braga no parecer.
Subemenda
Quanto à emenda de Valadares, foi acatada integralmente como subemenda do relator. Ela exclui a exigência de adimplência de estados, do Distrito Federal e de municípios na hipótese de serem destinatários de transferência obrigatória da União para execução de emendas parlamentares. Estabelece ainda que este repasse não integrará a base de cálculo da RCL para fins de aplicação dos limites de despesa com pessoal ativo e inativo fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). As demais emendas de Plenário à PEC 22A/2000 foram rejeitadas por Braga. Depois de aprovado em primeiro turno no Plenário, o substitutivo da CCJ - reformulado nesta quarta-feira (30) - será submetido a mais três sessões de discussão e a votação em segundo turno. Nesta última etapa de tramitação não cabe mais a apresentação de emendas.
Agência Senado

Câmara aprova PEC do Estatuto do Servidor do Judiciário em 2º turno

Deputados aprovaram emenda de redação que pretende evitar pedidos de equiparação salarial entre carreiras do Judiciário nas diferentes esferas de governo.
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 190/07, que estabelece prazo de 360 dias para o Supremo Tribunal Federal (STF) enviar ao Congresso projeto de lei complementar que institua o Estatuto dos Servidores do Judiciário
Plenário aprovou proposta que exige do STF a formulação de diretrizes para as carreiras técnicas do Judiciário.
O Plenário aprovou nesta terça-feira (29), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 190/07, que concede 360 dias para o Supremo Tribunal Federal (STF) apresentar ao Congresso um projeto de lei complementar estabelecendo o Estatuto do Servidor do Judiciário. A matéria, aprovada por 400 votos a 4 e 3 abstenções, será enviada ao Senado, onde também precisa ser votada em dois turnos. A diferença em relação ao texto do primeiro turno, aprovado por 355 votos contra 47, é a inclusão de emenda de redação do deputado Sibá Machado (PT-AC). Ela determina à lei complementar observar a proibição constitucional de vinculação ou equiparação de remuneração para o pessoal do serviço público.
A emenda também determina à futura lei observar que compete privativamente ao Supremo, aos tribunais superiores e aos tribunais de Justiça propor ao Legislativo respectivo a criação e a extinção de cargos, assim como a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos vinculados, além de propor a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes, inclusive dos tribunais inferiores. Essa redação procura evitar que o texto da futura lei deixe brechas para pedidos de equiparação salarial entre carreiras do Judiciário nas diferentes esferas de governo.

Autonomia garantida

Foi no substitutivo do relator, deputado Manoel Junior (PMDB-PB), que se fixou o prazo de 360 dias para a apresentação do projeto, contado da promulgação da futura emenda constitucional. O estabelecimento de um prazo não constava da redação original e foi proposto pelo deputado Major Fábio (Pros-PB), que defendia um período de 180 dias e a determinação de que o projeto contemplasse a isonomia salarial entre os servidores do Judiciário.

Gustavo Lima/Câmara
Votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 190/07, que estabelece prazo de 360 dias para o Supremo Tribunal Federal (STF) enviar ao Congresso projeto de lei complementar que institua o Estatuto dos Servidores do Judiciário. Dep. Alice Portugal (PCdoB-BA)
Alice Portugal: a proposta não fere a autonomia dos estados.
Para a autora da PEC, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a proposta não é inconstitucional e mantém a autonomia dos estados da Federação. “Os estados continuarão com suas constituições. A PEC permite ao Supremo enviar projeto para organizar e regular as ações dos servidores do Judiciário”, explicou. Segundo Alice Portugal, a Justiça não pode ser considerada estadual ou federal, e seus servidores devem receber o mesmo tratamento em todo o País. "[A PEC] é apenas uma abertura constitucional para que o Supremo uniformize nomenclatura, funções e até piso, se achar justo e amadurecer para esse ponto. Isso não seria anômalo e não seria invasivo à saúde financeira dos estados", afirmou. Alguns parlamentares, no entanto, criticaram a proposta. Para o deputado Guilherme Campos (PSD-SP), a medida poderá engessar os orçamentos estaduais. “Estamos mais uma vez legislando sobre o que acontece na vida dos estados”, disse.

Efetivo nacional

Segundo dados da Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados (Fenajud), o Judiciário brasileiro possuía em 2010 cerca de 313 mil servidores, dos quais 15.750 togados (juízes) e 296.500 não togados. Desses últimos, que serão afetados pela PEC, aproximadamente 200 mil são servidores efetivos, concursados. O total de efetivos está dividido da seguinte maneira: 23 mil (11,5%) na Justiça Federal; 34 mil (17%) na Justiça do Trabalho; e 142 mil (71%) na Justiça dos estados.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan e Paula Bittar
Edição – Pierre Triboli

PEC do Voto Aberto é aprovada por comissão especial

Texto, que veio do Senado, determina o fim do voto secreto em processos de perda de mandato de parlamentar nos casos de falta de decoro e condenação criminal transitada em julgado. Proposta seguirá para o Plenário.
Luis Alves
Vanderlei Macris
Macris optou por manter o texto que veio do Senado.
A proposta de emenda à Constituição (PEC 196/12) que prevê o voto aberto nos casos de perda de mandato dos parlamentares foi aprovada, nesta quarta-feira (30), pela comissão especial que analisa a matéria. Após acordo entre os integrantes do colegiado, a emenda do PT que determinava o voto aberto em todas as votações foi rejeitada pelo relator, deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP). A proposta aprovada prevê o fim do voto secreto em processos de perda de mandato de deputados e senadores nos casos de condenação criminal em sentença transitada em julgado; quando o parlamentar tiver comportamento incompatível com o decoro parlamentar; se tiver contrato com estatal ou órgão público; ou caso seja detentor de mais de um cargo de mandato público eletivo. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) lembrou que o Senado está analisando a proposta que saiu da Câmara e prevê o voto aberto em todas as votações (PEC 349/01). "Aprovar pelo menos para a cassação de mandato já é um ganho, mas o ideal é aprovar o voto aberto para todas as votações", disse.


Plenário

O presidente da comissão especial, deputado Sibá Machado (PT-AC), afirmou que era melhor votar a matéria como foi enviada pelo Senado, sem prejuizo para que outras emendas possam ser apresentadas em Plenário. Vanderlei Macris acredita que a proposta deve ter sua discussão ampliada quando chegar ao Plenário. "Optei por aprovar o texto como veio do Senado para que a matéria possa ser votada na Câmara e, depois, seguir para promulgação", afirmou Macris. O texto aprovado hoje ainda precisa passar por dois turnos de votação no Plenário da Câmara.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Karla Alessandra
Edição - Marcelo Oliveira

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