sexta-feira, 20 de junho de 2008

Em defesa dos estados e municípios...


Geovani Borges anuncia emendas ao projeto que altera regras de precatórios

O senador Geovani Borges (PMDB-AP) declarou nesta sexta-feira (20) que apresentará emendas à proposição que altera as regras de pagamento dos precatórios em atraso. Essa matéria - um substitutivo elaborado a partir de sete propostas de emenda à Constituição (PECs) - recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na última quarta-feira (18) e foi encaminhada ao Plenário.
Ao ressaltar que discorda do parecer oferecido pela CCJ, Geovani Borges lembrou que o Regimento Interno do Senado permite que novas emendas - ou seja, novas alterações - sejam apresentadas ao texto durante sua tramitação em Plenário. Ele disse ainda que sua posição é a mesma do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto - ambos contrários ao substitutivo.
O senador avaliou que "estados e municípios, naturalmente, são os principais interessados na mudança do sistema de pagamento, pois concentram a maior parte das dívidas atrasadas". Ele também observou que, segundo algumas estimativas, os precatórios atrasados de estados e municípios somariam R$ 70 bilhões.
Geovani Borges destacou algumas das medidas sugeridas pelo substitutivo apresentado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), como a criação de um regime especial no qual os estados e o Distrito Federal teriam de reservar, anualmente, entre 0,6% e 2% de suas respectivas receitas correntes líquidas para o pagamento das dívidas em atraso, enquanto os municípios reservariam entre 0,6% e 1,5%, a cada ano, com o mesmo objetivo.
Os valores assim reservados seriam utilizados para o pagamento sob duas modalidades: por meio de leilão de deságio e por ordem de valor (em que os precatórios menores seriam os primeiros a serem pagos). Mas o senador frisou que uma emenda apresentada ainda na CCJ acrescentou uma terceira modalidade ao regime especial: o pagamento por ordem cronológica, em que os precatórios mais antigos seriam os primeiros a serem pagos.
Geovani Borges recordou ainda que o presidente da OAB, ao visitar o presidente do Senado, Garibaldi Alves, afirmou que essa matéria "estabelece um calote da dívida dos estados com o cidadão e (...) permite que o não-pagamento da dívida seja um instrumento político de chantagem".
- O assunto é polêmico, delicado e se arrasta há alguns anos. A matéria não é consensual - declarou Geovani Borges, referindo-se ao fato de que há os que são contra o substitutivo, como ele próprio, enquanto outros senadores apóiam a mudança das regras.


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Um erro na Providência


O conceito e a idéia das Forças Armadas estão ligados indissoluvelmente à existência do Estado. As próprias finalidades deste último legitimam a manutenção de forças organizadas com o propósito de tornar efetiva a soberania e de enfrentar conflitos. Para isso, elas terão de ser capazes de garantir a própria existência do país e de enfrentar ameaças externas. Daí a necessidade de serem modernas, profissionalizadas, com salários dignos e recursos humanos bem preparados. A nossa Constituição diz, em seu artigo 142, que elas "destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constituídos e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem". Na parte relativa à segurança pública e ao combate ao crime, a mesma Constituição detalha quais os órgãos responsáveis: Artigo 144: "I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V -polícias militares e corpos de bombeiros militares". Assim, está bem definido o que devem fazer as Forças Armadas e os órgãos policiais. Mas há uma cultura nacional de colocar as Forças Armadas, principalmente sua força terrestre, o Exército, em missões outras que não lhe competem. Da mesma maneira que já atravessamos a fase do militarismo, isto é, agregar poder político aos militares, o que determinou as famosas missões salvacionistas, devemos também ultrapassar esta, de colocar as Forças Armadas como polícia, função para a qual não estão adestradas nem é sua missão. Alguns países, sentindo a necessidade de órgãos mais especializados no combate ao crime, criaram uma força militar de segurança, com organização especial para distúrbios, desordens e situações críticas de segurança interna. São os Carabineiros na Itália, a Gendarmerie na França e muitos outros. A recém-criada Força Nacional pode ser o embrião desse caminho. O Exército Brasileiro tem uma função específica. É força de dissuasão para emprego externo, segurança nacional e situações internas de perigo institucional. Transformá-lo do dia para a noite em panacéia que tudo resolve é comprometê-lo. Como no passado, na luta pela Abolição, ele recusou-se a ser capitão-do-mato, prendendo escravos fugidos, agora não pode ser guarda-costas de empreiteiros cercados por traficantes de drogas. Esse foi o grande erro no morro da Providência, em que um tenente, servido de um temperamento problemático, provocou essa tragédia. Fique o exemplo, a punição dos culpados e resguarde-se o Exército para a nobre e grande missão que tem.

José Sarney é ex-Presidente da República, senador do Amapá e acadêmico da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa
mailto:Jjose-sarney@uol.com.br

Conselho da SUFRAMA


Bala Rocha participou da reunião

Depois da vitória de conseguir 10% para o Amapá no orçamento da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), o deputado federal Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) prestigiou mais uma reunião do Conselho de Administração da instituição, nesta quinta-feira (19). Mas desta vez, o evento aconteceu no Teatro das Bacabeiras, em Macapá. O parlamentar aproveitou a presença da cúpula da SUFRAMA em Macapá para pedir a liberação de pelo menos R$ 8 milhões para a construção da ponte do rio Vila Nova. As obras estão orçadas em R$ 29 milhões. Bala Rocha disse que a SUFRAMA é um dos principais instrumentos para promoção do desenvolvimento sustentável da Amazônia Ocidental, mas que é preciso observar que a Amazônia Oriental também necessita de recursos. “Investimentos são fundamentais para o crescimento regional. Esperamos, em breve, concretizar convênios.” disse.

Leia a matéria completa no site do deputado

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No rastro dos inelegíveis...

Davi Alcolumbre quer moralizar legislação eleitoral

Uma forte polêmica sobre a candidatura de políticos com a chamada “ficha suja” vem pautando as discussões dos Tribunais Regionais Eleitorais em vários estados e promete esquentar as disputas já nas próximas eleições. A controvérsia fica por conta do Tribunal Superior Eleitoral entender a possibilidade de impugnar candidatos que possuam processos criminais tramitando, ainda, nas primeiras instâncias. De acordo com a Lei Complementar das Inelegibilidades, a inscrição de um candidato só pode ser vetada se ele responder a um processo judicial já transitado em julgado, ou seja, sem a possibilidade de caber recursos. Seguindo a linha do TSE, o deputado Davi Alcolumbre (DEM-AP) está trabalhando para solucionar a questão. Ele defende o único projeto de Lei Complementar, atualmente tramitando na Câmara dos Deputados, que trata sobre o assunto. Sob o número 35 de 2003, o texto explica que os aspirantes ao cargo público ficam impossibilitados de se candidatar caso conste prescrição de penas criminais, num prazo de cinco anos; impedimento pelo órgão profissional de exercer a profissão, não contestada judicialmente; divórcios para evitar caracterização de inelegibilidade; e condenação pelo ato de improbidade administrativa.“Precisamos de leis que tenham como base a moralidade. Não podemos jogar a responsabilidade no colo da sociedade e esperar o resultado”, disse. “A inelegibilidade não é pena, é uma limitação temporária de direito”, concluiu o deputado. De acordo com o parlamentar, a intenção não é barrar alguém que tenha passado um cheque sem fundos na praça mas, se o candidato passou centenas de cheques sem fundo, sendo ele um notório estelionatário, sua vida pregressa atenta contra o princípio da moralidade pública. “Se em qualquer outro posto público é preciso ter a vida ilibada, por que não na política?”, questionou.

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Meio Ambiente


Dalva se reúne com Carlos Minc e parlamentares petistas da Região Norte

A Bancada petista da região Norte teve audiência na tarde desta quinta-feira (19) com o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Contribuir com as políticas públicas para o meio ambiente, em especial para a região amazônica, foi o motivo do encontro dos parlamentares com Minc. Segundo a deputada Dalva Figueiredo (PT), é importante haver uma agenda de debates para a Amazônia, pois "discutir políticas para a região, com uma ação integrada entre os ministérios, é fundamental", afirmou. Carlos Minc informou aos parlamentares que dará continuidade a todos os projetos do ministério iniciados por Marina Silva, sua antecessora. Ele ressaltou que um dos pontos mais debatidos sobre sua nomeação para a pasta, as licenças ambientais, deverão ser liberadas mais rápido, no entanto, com mais compensação social e ambiental para o País.

Conselho da SUFRAMA aprova plano de trabalho do Distrito Industrial de Macapá e Santana

Reunião em Macapá aprovou 37 projetos
Por Paulo Silva


Durou pouco mais de uma hora a reunião de número 233 do Conselho de Administração da Superintendencia da Zona Franca de Manaus (CAS/Suframa), realizada ontem à tarde no Teatro das Bacabeiras, em Macapá. Foram votados e aprovados 37 projetos industriais e de serviços, que somam investimento total da ordem de US$ 919,2 milhões e US$ 70 milhões em investimento fixo e exportações da ordem de US$ 23 milhões a partir do primeiro ano de implantação. A reunião foi presidida pela superintendente da Suframa, Flávia Grosso, e não teve a participação de nenhum governador dos Estados de abrangência da superintendência. O governador Waldez Góes (PDT) estava até ontem em Brasília, e o Amapá foi representado pelo vice-governador Pedro Paulo Dias (PP), governador em exercício. Da bancada federal do Amapá participaram da reunião apenas os deputados Jurandil Juarez (PMDB) e Sebastião Bala Rocha (PDT). Os projetos aprovados em Macapá são voltados para os setores de eletroeletrônicos, informática e duas rodas, beneficiando principalmente a Zona Franca de Manaus e o Estado de Rondônia. O Amapá aprovou o projeto de criação da infra-estrutura do Distrito Industrial de Macapá e Santana. O conselho aprovou o plano de trabalho, o que permitirá preparar o plano de obras. É algo em torno de R$ 5 milhões, com contrapartida de R$ 1 milhão do governo do Estado. O projeto do IEPA, de estudo sobre espécies frutíferas da Amazônia, não entrou na pauta. A próxima reunião do Conselho de Administração da Suframa está marcada para agosto, em Porto Velho Rondônia.

Amapá espera inclusão no CAS

O Amapá continua sem direito de voto no Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 375, de 16 de agosto de 2006, que propõe a inclusão de assento do governo do Amapá e da prefeitura da capital, Macapá, no CAS tramita na Câmara dos Deputados e aguarda apenas a votação do plenário. O projeto, de autoria do Poder Executivo, já foi aprovado, sem qualquer emenda, em todas as comissões pelas quais passou: Trabalho, Administração e Serviço Público; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Além de incluir representantes dos governos estadual e municipal do Amapá, a proposta prevê que o CAS será presidido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o que já funciona na prática. A Lei Complementar 68, de 13 de junho de 1991, que dispõe sobre a composição do conselho, determina que a presidência fique a cargo da extinta Secretaria de Desenvolvimento Regional da Presidência da República. Após ser aprovado no plenário da Câmara, o projeto de lei será apreciado pelo Senado Federal para, então, ser sancionado pelo presidente da República. Segundo a superintendente da Suframa, Flávia Grosso, a inclusão dos representantes do Amapá no CAS corrobora com a política da autarquia de tornar mais efetiva a participação dos Estados de sua área de atuação nas discussões sobre projetos de desenvolvimento para a região.

Esta é uma matéria do Jornal do Dia

ORÇAMENTO


Congresso deverá votar LDO 2009 em 2 de julho, diz Roseana Sarney

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2009 deverá ser votado no Congresso Nacional no dia 2 de julho, uma quarta-feira. A informação foi dada à imprensa, nesta quinta-feira (19), pela líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA).
- Estamos conversando com os líderes dos partidos e evidentemente que a LDO não passa sem acordo, e nós vamos fazer os acordos. Não vejo nenhum empecilho para que se possa votar a LDO no dia 2 de julho - afirmou a senadora.
O projeto da LDO 2009 foi entregue na quarta-feira (18), pela relatora Serys Slhessarenko (PT-MT), à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), que deverá apreciar a matéria na próxima semana.
No documento, cerca de 95% dos deputados e senadores tiveram, pelo menos, uma emenda atendida. Com relação às emendas coletivas todas obtiveram parecer favorável.
A relatora acolheu ainda iniciativas individuais de maior freqüência como ações coletivas de oito estados - Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul - que não apresentaram o primeiro tipo de emendas. O objetivo de tal medida, segundo Serys, foi "evitar que sofressem prejuízo em relação aos demais estados".
Dando prioridade a temas de relevância social, o relatório de Serys não reduziu os recursos das propostas constantes do projeto original encaminhado pelo governo ao Congressorelacionadas às áreas de saúde, assistência social, meio ambiente, criança e adolescente, mulheres, idosos e índios.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Dalva destina emenda de R$ 15 milhões para energia em bairros de Macapá


Em reunião no Palácio do Setentrião, na última segunda-feira (16), a deputada federal Dalva Figueiredo (PT); o coordenador do Programa Luz para Todos, Paulo Silva; os diretores da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) Jaime Penante, Josimar Peixoto e Luiz Eugênio: e a assessora de comunicação da empresa estatal, Kátia Tork, foram recebidos pelo governador do Estado, Waldez Góes, e o secretário especial do governo do Estado, Odval Monterrozo. O encontro foi para decidir sobre a aplicação da emenda de bancada da deputada Dalva Figueiredo, no valor de 15 milhões de reais, que serão investidos em Macapá para melhorar o setor energético de alguns bairros da capital, como Vale Verde, Perpétuo Socorro, Nova Esperança e outros. Técnicos da Companhia de Eletricidade do Amapá estão elaborando o projeto que definirá outros bairros que serão contemplados pelo programa.
Esta matéria está no Diário do Amapá

Excesso de Medidas Provisórias



Na discussão sobre a MP que destina mais recursos ao BNDES, Papaléo Paes advertiu sobre a inconstitucionalidade de se aprovar crédito extraordinário através de MPs.

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (18) o mérito da Medida Provisória (MP) 420/2008, que abre crédito extraordinário no valor de R$ 12,5 bilhões a serem alocados pela União no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos serão destinados a financiamentos para pequenas e médias empresas e a investimentos no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os defensores da MP, como o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), ressaltaram a importância de se aumentar os recursos necessários à ampliação do parque produtivo e dos serviços de infra-estrutura. Conforme o parlamentar paulista, desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o BNDES elevou em 176% o volume colocado à disposição das empresas.
A votação da MP, no entanto, foi mais uma vez objeto de questionamentos por parte de senadores da oposição, e até da base do governo, assim como se dera na votação dos requisitos constitucionais, na noite de terça-feira (17), quando a relevância e a urgência da matéria acabaram recebendo a chancela do Senado em votação simbólica.
O senador Papaléo Paes (PSDB-AP), por exemplo, criticou a disposição do Senado para aprovar uma MP que abre crédito extraordinário passando por cima da Constituição e de recente pronunciamento sobre o assunto por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seu artigo 62, o texto constitucional admite a edição de medida provisória pelo Presidente da República "em caso de relevância e urgência". E no parágrafo 5º desse mesmo artigo estabelece que "a deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais [de urgência e relevância]".
A abertura do crédito extraordinário só é permitida pela Constituição, conforme o que determina o parágrafo 3º do artigo 167, "para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública".
No entender dos oposicionistas, ainda que relevante, o crédito extraordinário para o BNDES não é urgente, uma vez que o dinheiro não será usado para despesas imprevisíveis e inadiáveis, como o atendimento a vítimas de catástrofes, calamidades ou situações semelhantes. Assim, a ampliação do crédito poderia ser encaminhada ao Congresso por meio de projeto de lei, evitando que o presidente legislasse no lugar do Senado e da Câmara dos Deputados.
- Digo serenamente que sou contra a aprovação dessa MP por ser inconstitucional. Como podemos em sã consciência votar uma matéria sobre créditos extraordinários quando o Supremo já se pronunciou contrariamente a isso? - protestou o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC).
Mercadante contestou esse ponto de vista, ao afirmar que o STF não declarou um princípio válido para todas as MPs, mas apenas pronunciou-se sobre a MP 405/2008, no que se refere à abertura dos créditos suplementares.
Prevista para ser encaminhada igualmente de maneira simbólica, a votação do mérito da MP 420 acabou sendo realizada por meio de voto eletrônico, com placar de 40 a 14, porque houve pedido de verificação de quórum da parte de Papaléo e dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Geraldo Mesquita Júnior e Mão Santa (PMDB-PI). A votação simbólica havia sido objeto de acordo em reunião de líderes realizada pela manhã.
A "quebra de acordo" pelos quatro senadores foi criticada pelos governistas. Os líderes da oposição confirmaram o acordo, embora declarando seu voto contrário à MP. O líder do DEM, José Agripino (RN), e o vice-líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), voltaram a dizer que era importante liberar a pauta para a votação do projeto de lei que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras ( CPMF ) com o nome de Contribuição Social para a Saúde ( CSS ).
Nelson Oliveira / Agência Senado

Senado Federal


Geovani Borges defende investimentos em saneamento básico

O senador Geovani Borges (PMDB-AP) protestou nesta quinta-feira (19) contra as condições sub humanas em que vivem 34,5 milhões de brasileiros que não dispõem de serviço de esgoto, de acordo com recente levantamento feito pelos Institutos de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o senador, esse dado revela "o lado perverso" da insuficiência de investimentos na qualidade de vida dos brasileiros.
- Todos nós sabemos que os serviços de saneamento são de vital importância para proteger a saúde da população, minimizar as conseqüências da pobreza e proteger o meio ambiente. No entanto, os investimentos neste setor ainda são escassos. Nos envergonha admitir que o nosso país tenha ingressado no terceiro milênio com patologias do início do século 20. É simplesmente vexatório - disse.
Geovani Borges assinalou que os números do levantamento revelam até mesmo um perfil étnico, uma vez que o percentual de negros e pardos que vivem em condições insalubres nas cidades brasileiras é quase o dobro do percentual de brancos na mesma situação. Ele cobrou do ministro das Cidades, Márcio Fortes, promessa de atendimento a pedido de investimentos que fez para a sua cidade, Santana, no Amapá, na área de saneamento básico e pavimentação.
- Esse sentimento de confiança, tratei de passar ao meu povo. Espero muito que essas esperanças que levei não sejam em vão. Já que, de novo e para nosso constrangimento, é a Região Norte que conta com os piores indicadores nessas áreas - disse.
O senador mencionou expectativa do governo brasileiro de disponibilizar saneamento básico para 83% da população até 2015, conforme meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, disse o senador, os técnicos do Ipea sinalizam que esse objetivo só será alcançado em 30 anos. Ele observou que é preciso acreditar que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) melhorem realmente a qualidade de vida do povo brasileiro.
Ricardo Icassatti / Agência Senado


Leia o pronunciamento completo, acessando: http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Plenario/sessao/disc/getTexto.asp?s=109.2.53.O&disc=2/1/S

Ouça o discurso:

Educação

Fátima Pelaes encaminha reconhecimento de faculdade do Amapá pelo MEC

A deputada Fátima Pelaes (PMDB) disponibilizou sua assessoria ministerial em Brasília para o acompanhamento e viabilização do processo de regulamentação Faculdade de Teologia e Ciências Humanas (Fatech) junto ao Ministério da Educação (MEC). Atualmente, a Fatech ministra o único curso de bacharelado em Teologia existente no Estado para seis turmas nos horários diurno e noturno. A Faculdade é uma instituição privada de ensino superior, sem fins lucrativos, mantida pela Assembléia de Deus, Igreja do Avivamento. "A regulamentação é uma necessidade imediata que vai legalizar os formandos para trabalharem no ensino religioso fundamental", lembraa deputada. Assessoradas por Ricardo Padovan, das relações institucionais do gabinete da parlamentar, a diretora administrativa da Fatech, Edna Pasini, e a diretora acadêmica, Rose Laura, estiveram esta semana na Secretaria de Ensino Superior e no Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa do MEC para dar entrada ao processo regulamentará o curso de Teologia. A Fatech pretende ainda, num prazo de 2 anos, implementar os cursos de Filosofia e Pedagogia e a pós-graduação em Ensino Religioso e Ciência e Religião. "Nosso quadro acadêmico é formado por 50% de professores titulados (mestres), aptos a ministrarem um curso de alto nível", garantiu Rose Laura. A mantenedora da Faculdade, a Igreja do Avivamento, é dirigida pelo Rev. Ezer Belo das Chagas, um dos grandes incentivadores do reconhecimento do curso, juntamente com Fátima Pelaes. A Fatech deverá agora que seguir os procedimentos burocráticos exigidos pelo MEC. Primeiramente, deverá formalizar o processo de reconhecimento do curso através do E-Mec, sistema disponibilizado no site do Ministério da Educação, com o pagamento das devidas taxas. Depois de cumpridas as formalidade iniciais e feitas as primeiras análises, uma comissão do Ministério deverá visitar in loco a Fatech em Macapá, para o julgamento das instalações, quadro acadêmico e grade curricular com o conteúdo formal das matérias. 'Meu gabinete em Brasília vai acompanhar com o máximo interesse a tramitação do processo regulador. Nosso interesse é acelerar ao máximo o encaminhamento para garantir aos alunos o reconhecimento do curso. Se necessário, vamos acionar o próprio Ministro Hadadd," afirmou a deputada, que mantém uma estreita parceria com a educação desde o início de sua vida pública.

Sebastião Bala Rocha fala sobre Segurança Pública



O deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) fez pronunciamento, quarta-feira, dia 18, sobra a questão da segurança pública. Ele afirmou no Plenário da Câmara dos Deputados que o Brasil pede socorro e que a tragédia envolvendo militares do Exército, e que levou a morte de três jovens, mostra sobretudo não o fato de que o Exército não pode atuar, ou não está preparado para atuar, na segurança pública, e sim que a força do crime organizado no país. Declara que há uma rendição do poder público com relação ao domínio do tráfico.
Esta matéria encontra-se em: http://www.parlatube.com.br/
Outras Matérias:

O deputado federal Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) está muito satisfeito com o início dos cursos do Projeto Juventude Cidadã, nos municípios de Macapá e Santana, pois a verba de cerca de R$ 1 milhão para a implementação do Projeto foi liberada pelo Ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Lupi, mediante emenda e a pedido do próprio deputado. “Dar a oportunidade de qualificar os jovens amapaenses que nunca tiveram a carteira assinada é devolver a esperança a milhões.” comemorou, o parlamentar.
Leia Mais

Deputado pede recursos para ponte do Rio Vila Nova
04-06-2008

O deputado federal Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) esteve no Palácio do Planalto, na última quarta-feira (04). O motivo da visita foi uma solicitação ao ministro da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, José Múcio Monteiro, para liberação de recursos da obra da ponte do Rio Vila Nova, Mazagão, Amapá.

Sobre o deputado, veja também:

Deputada consciente do papel e da importância do Exército para a segurança e o bem-estar social da Região Amazônica

Fátima Pelaes exige aumento do Pelotão de Fronteira

A deputada Fátima Pelaes (PMDB), ingressou ontem em Brasília na Câmara Federal, com uma Indicação ao Ministério da Defesa solicitando a implantação de um Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro na região de Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari. A deputada lembrou que o pedido do aumento do efetivo militar vem acompanhada com a indispensável solicitação de ampliação da infra-estrutura logística dos batalhões de fronteira existentes, uma necessidade reconhecida pelas próprias autoridades militares, "até porque uma é depende da outra para o funcionamento adequado da máquina militar". Hoje, o Comando de Fronteira do Amapá fica a cargo do 34º bis Batalhão de Infantaria de Selva – e também com uma Companhia no Oiapoque e um destacamento em Vila Brasil, que deverá se tornar em Pelotão de Fronteira em 2009. Conforme o que já está previsto no Projeto Calha Norte, do Ministério da Defesa. A idéia da deputada é contribuir para o aumento da presença verde-oliva no Estado, em particular na fronteira, através da instalação de 2 pelotões pioneiros. Na estrutura militar, o pelotão é considerado um efetivo intermediário entre o destacamento (unidade provisória, muitas vezes móvel) e a companhia. "O importante é garantir a presença do Exército, sinônimo de presença do Estado, fundamental numa área de fronteira estratégica como o Amapá", garantiu a parlamentar. Na exposição de motivos, a deputada ressaltou ainda o trabalho essencial realizado pelo Exército da Amazônia na garantia da soberania brasileira, além de prestar uma série de serviços sociais absolutamente indispensáveis á população, sobretudo a mais carente. Ela se referiu à tradição das Forças Armadas na Amazônia na realização de uma assistência social de qualidade, "seja na educação, saúde ou ainda na promoção da cidadania, com serviços reconhecidos por toda a população ribeirinha e do interior". Por fim, destacou a necessidade imprescindível da presença do Exército na vigilância, controle e fiscalização de fronteiras, "para evitar problemas sérios como o narcotráfico, contrabando e migração ilegal numa área sensível e de grande atrativo por sua posição geográfica estratégica como o Amapá".
Sobre a deputada, veja também:
Educação: Fátima Pelaes quer reforçar escolas da Família no Amapá
Artigo: Alerta verde/ Fátima Pelaes quer conjugar meio ambiente com progresso
Mulher na Política: Deputada Fátima Pelaes pede maior participação
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Lei Geral da Micro e Peguena Empresa: Fátima Pelaes defende maiores incentivos às micros e médias empresas
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Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia: Sudam precisa ser melhor reequipada, diz Fátima Pelaes
Lei Geral do Turismo: Fátima Pelaes trabalha pela aprovação
Plano Nacional de Viação (PNV): Fátima Pelaes quer incluír portos do Amapá no PNV
Comissão de Transportes da Câmara recebe Alfredo Nascimento: Fátima Pelaes quer reforço orçamentário para rodovias federais do Amapá e pede informações sobre obras da ponte do Oiapoque

Deputado ensina como defender, efetivamente, as fronteiras setentrionais do Brasil


Davi Alcolumbre pede maior intervenção das Forças Armadas nas fronteiras

O deputado federal Davi Alcolumbre (DEM-AP) apresentou indicação nº 2498/08, ao Ministério da Defesa, sugerindo que seja construído um campo de pouso para aeronaves na sede do Pelotão Especial de Fronteira, localizado na Vila Brasil, há cerca de 90 quilômetros de Oiapoque, no Amapá. Segundo o parlamentar, vigiar o extremo norte do País é um desafio. As três unidades instaladas na fronteira - uma companhia e dois pelotões (incluindo o da Vila Brasil) - não dispõem de um único avião ou helicóptero. Como não há estradas, o patrulhamento é feito a pé ou de barco, quase sempre por rios encachoeirados. Para isso a companhia conta com cinco ubás, barcos de tronco único feitos por índios, e nove voadeiras motorizadas. Entretanto, em alguns pontos do rio Oiapoque, os soldados precisam desembarcar e arrastar pelas rochas os ubás, que pesam cerca de quatro toneladas cada. “ As voadeiras não suportam o atrito com as pedras e a navegação se torna um problema para a agilidade desses homens” disse Alcolumbre.


Novas instalações


O Deputado também apresentou indicação nº 2501/08 que propõe a instalação, no noroeste do Estado do Amapá, de um Pelotão Especial de Fronteira, entre os municípios de Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari. Completamente desamparado pelas Forças Armadas, essa região é porta de entrada para o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque. “É preciso vigiar a região contra a biopirataria e a exploração ilegal de minérios”, comentou. Na mesma linha, Davi Alcolumbre sugeriu, ainda, a criação e instalação de mais de três unidades do Exército Brasileiro, Pelotões de Fronteiras, para proteger o território entre o Brasil e a Guiana Francesa. De acordo com a indicação nº 2500/08, o contingente é muito pequeno e a distância entre os dois pelotões existentes ultrapassa os 400 quilômetros, isso sem ligação por terra. “São apenas 240 homens vigiando dois mil quilômetros de fronteira”, comentou. A decisão dos lugares para a instalação desses novos pontos de fiscalização ficará a cargo do Exército. As três indicações do parlamentar foram acatadas de sugestão do deputado estadual Manoel Brasil (PMN/AP) e acatada pela Assembléia Legislativa do Estado do Amapá. O deputado Davi Alcolumbre possui, ainda, tramitando na Câmara dos Deputados, indicação nº 2356/08, que sugere ao Poder Executivo, através da Polícia Federal, a fiscalização integral, intensiva e rotineira nos cerca de 587 municípios localizados na faixa de fronteira brasileiras. “Hoje a sensação que temos é de desamparo e com a percepção de que o Governo Federal não terá como defender o país em caso de intervenção”, explicou.

Veja também:

Novas regras para os Parques de Diversão
Acordo com ex-servidores
Caminhada Luminosa
Reembolso aéreo
Taxas bancárias na mira

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mais R$85 milhões para infra-estrutura sanitária no Amapá

Macapá recebe melhoria na infra-estrutura sanitária e Santana ganha serviço de radiodifusão


O gabinete do senador Sarney (PMDB – AP) informa que a Prefeitura Municipal de Macapá publicou, no Diário Oficial de hoje, aviso de homologação para serviço, operação e implantação do aterro sanitário na região no valor de R$ 85.514.400,00 (Oitenta e cinco milhões quinhentos e quatorze mil e quatrocentos Reais). Foi publicada também no Diário Oficial de hoje, pelo Presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, a permissão para que a "Fundação Semeador" possa executar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, com fins exclusivamente educativos, na cidade de Santana.


Para maiores informações acesse
o Diário Oficial da União

55 anos de imigração japonesa no Amapá

Shinya, construí família no Amapá e já me considero um brasileiro


No ano de 1953, a bordo do navio África-Karu, 29 famílias japonesas chegaram ao Amapá, todos saíram de Fukushima-kem – Japão, com único objetivo em busca do Eldorado do Brasil. Dessas, 24 famílias ficaram na colônia do Matapi e cinco ficaram em Fazendinha.Em 1954 mais 16 famílias japonesas chegaram ao Estado, todas se deslocaram para a colônia do Matapi. No ano de 1957, cerca de sete famílias chegaram ao município de Mazagão. Todas as 52 famílias japonesas que aportaram no Amapá trabalharam no ramo da agricultura pelo menos durante cinco anos.


Um mundo novo


Shinya Ogata – 64 anos, que estava a bordo do navio que desembarcou em 1953, lembra que na época quando as famílias saíram do Japão, o país estava arrasado após ter perdido a 2ª Guerra Mundial, faltava emprego, escolas, moradia, a saúde estava precária e enfim, a população estava sem expectativa de dias melhores, a solução para melhorar de vida seria imigrar para outro país. Segundo ele, na época foi dada a opção de imigrar para Argentina, Canadá e Brasil, porém a escolha de muitos foi pelo Brasil. “Nós não conhecíamos o país, a única coisa que sabíamos que aqui tinha o maior rio do mundo e as maiores florestas”, disse Shinya.


Solo amazônico


Mas os japoneses enfrentaram problemas principalmente em relação ao que a agricultura, por conta que a maioria das famílias tentaram plantar no solo amapaense – seringueira, porém não houve êxito, por conta de que todas as árvores de seringas existentes no Amapá, serem nativas, não há nenhuma plantada. Passado cinco anos sem vingar o seringal, os japoneses iniciaram no ramo da agricultura, mas muitos não conseguiram novamente êxito, a partir daí muitas famílias migraram para outros Estados – São Paulo, Pará e Brasília, e pouca permaneceram no Amapá. “Quando me dei conta que a plantação não iria vingar, fui para o Amapá tentar emprego na construção da Usina Hidrelétrica Coracy Nunes, e fui aceito”, recorda o imigrante, ressaltando que no começo foi muito difícil a comunicação com os demais brasileiros, devidos não saber falar português, a única forma de se comunicar era através de gestos.


Sol poente no Equador


A realidade difícil e o país estranho levaram os primeiros japoneses a se juntarem em comunidades, onde mantinham antigas tradições. A língua falada era o japonês, porque todos esperavam voltar para a pátria de origem. Shinya, quando chegou ao Amapá, havia iniciado a faculdade de Engenharia Civil, após ter conseguindo o emprego na Eletronorte, viajou para São Paulo, onde conclui o curso. Além do Amapá o japonês já morou na Região Nordeste e Sul e já retornou ao Japão onde morou mais seis anos. “Eu amo o Brasil”, declarou-se. Shinya já se considera um brasileiro de coração, construiu até família no Amapá. Seus pais morreram no Paraná. “Eu não pretendo sair do Amapá, pra mim aqui é o fim”, conclui o japonês.


Matéria do A Gazeta

Convênios do Amapá com a União

Quase um milhão e meio de reais para o Amapá no início de junho

O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa que o Amapá recebeu recursos provenientes de convênios com a União, no período de 07/06/2008 a 13/06/2008, no valor total de R$1.398.032,35 (Um milhão, trezentos e noventa e oito mil, trinta e dois reais e trinta e cinco centavos. )



* Para a drenagem e pavimentação das ruas do município de Santana (Parte I) o Ministério das Cidades pagou, dia 12, R$767.676,02(Setecentos e sessenta e sete mil, seiscentos e setenta e seis reais e dois centavos), de um total previsto de R$1.365.000,00 (Um milhão, trezentos e sessenta e cinco mil reais).

* Também para a drenagem e pavimentação das ruas do município de Santana (Parte II) o Ministério das Cidades pagou, também dia 12, R$532.252,50 (Quinhentos e trinta e dois mil duzentos e cinqüenta e dois reais e cinqüenta centavos), de um total previsto para a obra de R$975.000,00 (Novecentos e setenta e cinco mil reais).

* O Comando da Marinha, através do Órgão Gestor de mão-de-obra do trabalho portuário avulso, liberou, dia 10, R$13.103,83 (treze mil cento e três reais e oitenta e três centavos) de um total previsto no valor de R$34.765,00 (Trinta e quatro mil setecentos e sessenta e cinco reais). Os recursos são para treinamento de mão-de-obra através do seguintes cursos:

1- CURSO BASICO DE ARRUMACAO E ESTIVAGEM TECNICA - CBAET-
02 - CURSO DE PEACAO E DESAPEACAO DE CARGA - CPDC-
03 - CURSO DE OPERACOES COM CARGAS PERIGOSAS NO TRAB. PORTUARIO - COCP

* O Ministério do Desenvolvimento Agrário também liberou, dia 12, para Serra do Navio, R$85.000,00 (Oitenta e cinco mil reais) para o apoio à agregação de valores na agro-industrialização e na piscicultura. Os recursos totais previstos são de R$170.000,00 (Cento e setenta mil reais).




O que é o Portal da Transparência?


O Portal da Transparência, lançado em novembro de 2004, é um canal pelo qual o cidadão pode acompanhar a execução financeira dos programas de governo, em âmbito federal. Estão disponíveis informações sobre os recursos públicos federais transferidos pelo Governo Federal a estados, municípios e Distrito Federal – para a realização descentralizada das ações do governo – e diretamente ao cidadão, bem como dados sobre os gastos realizados pelo próprio Governo Federal em compras ou contratação de obras e serviços, por exemplo. Ao acessar informações como essas, o cidadão fica sabendo como o dinheiro público está sendo utilizado e passa a ser um fiscal da correta aplicação do mesmo. O cidadão pode acompanhar, sobretudo, de que forma os recursos públicos estão sendo usados no município onde mora, ampliando as condições de controle desse dinheiro, que, por sua vez, é gerado pelo pagamento de impostos. O Portal da Transparência é uma iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU) para assegurar a boa e correta aplicação dos recursos públicos. Sem exigir senha de acesso, o objetivo é aumentar a transparência da gestão pública e o combate à corrupção no Brasil.


O que você encontra no Portal

· Como consultar

· Iniciativa inédita

· Origem dos dados


Dalva acompanha governador em visita ao Oiapoque




A deputada Dalva Figueiredo (PT) acompanhou este fim de semana o governador Waldez Góes durante a inauguração do Terminal Rodoviário no município do Oiapoque. A obra foi desenvolvida pela prefeitura municipal, com contrapartida do governo do estado de R$ 552 mil e do governo federal, que liberou R$ 459 mil. O empreendimento irá oferecer diversos serviços relacionados ao atendimento do transporte intermunicipal no Oiapoque.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Senado Federal


Geovani Borges homenageia "Constituição Cidadã"

O senador Geovani Borges (PMDB-AP) recordou, nesta quinta-feira (12), a jornada histórica de que participou, há 20 anos, na condição de deputado constituinte. Agora, como naquele momento, o parlamentar amapaense considera que a Constituição promulgada em 1988 representou para o país "um importante passo na caminhada que deixava para trás a ditadura militar e rumava na direção de um Estado democrático". O senador pelo PMDB diz que agora, passadas duas décadas, pode até ser fácil "e não de todo injusto" apontarem erros e equívocos no texto constitucional. Geovani Borges entende, porém, que a "Constituição Cidadã", como foi batizada pelo presidente da Assembléia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, inaugurou um novo arcabouço jurídico-constitucional, ampliando as liberdades civis e assegurando direitos e garantias fundamentais para os cidadãos brasileiros.
O parlamentar pelo Amapá disse ter certeza que, da promulgação até os dias de hoje, muitos passos acertados aproximaram a sociedade brasileira do destino traçado pelos constituintes de 1988. Para Geovani Borges, é preciso ter em mente que, após 21 anos de regime militar (1964/1985) e da campanha das Diretas Já (1984), a Nação clamava por uma Carta Magna que promovesse a transição para a democracia, com eleições diretas em todos os níveis.
- Recebo como um presente do destino a feliz coincidência de, na qualidade de ex-deputado constituinte e atual senador, subir a esta tribuna e poder falar a respeito da Constituição Cidadã 20 anos depois - disse o parlamentar.
Nelson Oliveira / Agência Senado

Para ler o pronunciamento completo, acesse:
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Plenario/sessao/disc/getTexto.asp?s=102.2.53.O&disc=20/1/S

Para ouvir, clique abaixo:
http://www.senado.gov.br/secs_inter/noticias/radio/arquivos/audio/0612gb.mp3

Senado Federal


Papaléo cobra mais atenção do governo federal para o Amapá

O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) defendeu em Plenário, nesta segunda-feira (16), o aumento dos investimentos do governo federal em seu estado, visando impulsionar o crescimento econômico e garantir a exploração racional das riquezas da região. Na avaliação do parlamentar, um dos setores a exigir mais atenção seria o de infra-estrutura de transportes. Ele afirmou que a falta de estradas e de ligação rodoviária com o restante do país é um grande freio ao desenvolvimento econômico do Amapá, sendo responsável pelo sua situação atual de isolamento.
- Por conta dessa realidade [de falta de rodovias], suas relações [do Amapá] são muito mais intensas com a Guiana Francesado que com o restante do Brasil- disse.
Outros projetos importantes que deveriam ser implementados pelo governo federal no Amapá são, de acordo com Papaléo, a definição de um zoneamento agroflorestal e socioeconômico rigoroso, com o objetivo de aperfeiçoar as atividades relacionadas com o extrativismo e o manejo da floresta; a intensificação da criação de búfalos e bovinos; o aumento dos gastos em pesquisa agropecuária; e o aumento dos investimentos na infra-estrutura dos municípios amapaenses.


Guiana Francesa


Em seu discurso, Papaléo protestou ainda contra o tratamento "excessivamente rigoroso", em sua opinião, dispensado por autoridades da Guiana Francesa contra trabalhadores brasileiros ilegais em seu território. Ele informou que nos próximos dias será realizada audiência pública conjunta das Comissões de Direitos Humanos e de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado para discutir o problema.
Laércio Franzon / Agência Senado


Para ler o pronunciamento completo, acesse:
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Plenario/sessao/disc/getTexto.asp?s=104.2.53.O&disc=39/3/S

Para ouvir, clique abaixo:
http://www.senado.gov.br/secs_inter/noticias/radio/arquivos/audio/0616pp.mp3

ANEEL aprova Programa de Pesquisa e Desenvolvimento

Companhia de Eletricidade do Amapá recebe recursos para melhorias

O gabinete do senador Sarney (PMDB – AP) informa que a Agência Nacional de Energia Elétrica publicou no Diário Oficial de hoje a aprovação do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) no valor de R$ 411.374,90 (quatrocentos e onze mil, trezentos e setenta e quatro reais e noventa centavos) no ciclo 2006/2007; o acréscimo de R$169.487,50 (cento e sessenta e nove mil, quatrocentos e oitenta e sete reais e cinqüenta centavos) no ciclo 2007/2008 e a determinação de que o P&D seja iniciado até o dia 1º de agosto de 2008 e concluído até o dia 31 de julho de 2009.
Para maiores informações acesse O Amapá no Diário Oficial da União

Bolsa Família: municípios do Amapá devem ficar atentos

Janete Capiberibe adverte sobre a necessidade de prestação de contas dos municípios inscritos no Bolsa Família



Em pronunciamento no Plenário da Câmara, a deputada Janete Capiberibe (PSB) registrou preocupação com as famílias de baixa renda inscritas no Programa Bolsa Família, especialmente no estado de Amapá. Diz que há menos de vinte dias para o encerramento de prazo para a prestação de contas das condicionalidades das famílias enquadradas no critério de saúde do Bolsa Família. Segundo ela, dez dos dezesseis municípios do Amapá não apresentaram ou só entregaram parte dos relatórios ao Ministério da Saúde. Afirma que juntos esses municípios podem deixar de receber até 66 mil reais mensais do chamado Índice de Gestão Descentralizada (IDG).


Este vídeo está em http://parlatube.com.br/

domingo, 15 de junho de 2008

Pesquisas no Amapá recebem promessas de desenvolvimento


A posse do pesquisador ocorreu dia 12, no anfiteatro da Universidade Estadual do Amapá.

Por Isabelle Braña


O novo chefe da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Amapá foi empossado pela manhã de ontem. Após um processo criterioso de seleção, o pesquisador Silas Mouchiutti foi escolhido como o representante. Para chegar ao posto de chefe, ele passou por uma seleção pública, onde teve que apresentar todas as suas propostas de trabalho.
Para formalizar o processo, uma posse foi promovida pela manhã de ontem no anfiteatro da Universidade Federal do Amapá (Unifap). A solenidade contou com a participação do governador Waldez Góes, pesquisadores, chefe da Embrapa (nacional), Silvio Crestana, e várias autoridades locais. Durante seu discurso, Silas Mouchiutti afirmou que agora que está oficialmente à frente da Empresa no Amapá, irá trabalhar em prol de todas as pesquisas desenvolvidas pela mesma dentro do Estado. Entre os trabalhos propostos pelo chefe estão os clones e sistemas de produção para o cupuaçu, graviola, coco, pupunha e outras arvores frutíferas. " Quero trabalhar muito pelo Amapá e apresentar a sociedade os resultados positivos das atividades de pesquisa que a Embrapa promove" , diz.Serviço. O prédio da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Amapá fica localizada na Rodovia Juscelino Kubitschek, km 05, bairro Universidade, s/n. (Isabelle Braña)

Entrevista com Alberto Góes no "Diário do Amapá"

Depois de ter chefiado a delegação amapaense que foi à Caiena, na Guiana Francesa, participar de reunião da Comissão Mista Transfronteiriça que há seis anos não se encontrava, o secretário especial do Desenvolvimento da Governadoria do Amapã, Alberto Góes, recebeu o Diário do Amapá em seu gabinete, sexta-feira, ocasião em que fez um balanço da viagem considerada histórica. Disse que como manda a diplomacia, só existe cooperação quando as duas nações ganham com ela e acredita que o Amapá vai lucrar muito, especialmente com a possibilidade da interligação da internet banda larga, cujo cabeamento por fibra õtica já chegou a São Jorge e poderá se estender até Macapá. Acompanhe.



"Governar é ter a capacidade de gerenciar conflitos de interesses, tendo maturidade para trabalhar esses interesses conflitantes, fazendo com que pelo menos a metade deles de coloque na mesma direção"



Diário do Amapá - De zero a dez, que nota o senhor dá para o resultado da missão brasileira em Caiena esta semana?


Alberto Góes - Eu diria que entre sete e meio a oito. Confesso que o resultado foi além do que eu esperava. Tenho certa experiência em participar e acompanhar missões em relações internacionais, afinal trabalhei com isso durante muito tempo no Ministério do Meio Ambiente e admito que fiquei surpreso com a praticidade de nossa reunião em Caiena e com a objetividade que foi imposta, muito por conta da atuação do lado brasileiro que está cobrando respostas, quer tratar dos assuntos, mas também me surpreendi com a velocidade das respostas que os franceses apresentaram a temas não somente de cooperação propriamente dita, mas temas até de certa forma desconfortáveis de ter que ser tratado em reuniões dessa natureza.





Diário - Essa reunião acontece depois de seis anos sem haver um encontro como esse. Ficou definida uma espécie de calendário para que a Comissão Transfronteiriça se reúna?


Alberto - Já houve um pré-entendimento de que possamos ter uma segunda reunião antes do final do primeiro semestre do ano que vem. A nossa expectativa é de que essa reunião possa acontecer no Brasil, tanto que propusemos ao embaixador Oto Agripino Maia, que estava chefiando a nossa delegação, assim como à embaixadora Edileusa Fontenele Reis, diretora do Departamento da Europa, que poderíamos abrigar em Macapá a próxima reunião da Cooperação Fronteiriça. O próprio governador Waldez Góes, depois de tomar conhecimento dos fatos, me deu autorização para confirmar essa possibilidade de basearmos essa reunião junto ao Ministério das Relações Exteriores.



Diário - Não existe uma data confirmada para a reunião?


Alberto - Não tem data definida ainda porque logicamente isso vai muito em função do andamento dos assuntos que foram tratados nessa reunião, onde alguns grupos de trabalho foram definidos e algumas reuniões específicas já foram agendadas. Então temos certeza de que andarmos com a celeridade que esperamos que tenha o tratamento dos assuntos, esperamos ter essa reunião aqui no Amapá ainda no primeiro semestre do ano que vem.



Diário - Foi um tempo muito grande sem encontro dessa comissão que se for somado aos avanços nas relações entre o Brasil e a França certamente resultou no acúmulo de assuntos e na formação de uma agenda gigante de demandas. Como foi possível otimizar o tempo das discussões para tirar respostas objetivas?


Alberto - Sem dúvida. Temos consciência de que o fato de não ter havido reunião da cooperação fronteiriça nos últimos seis anos atrapalhou sobremaneira a relação entre o Amapá e a Guiana. Mas não tem atrapalhado, a gente sabe disso, a relação direta entre o governo central brasileiro e o governo central francês, mas na relação de proximidade Amapá e Guiana significou um entrave para nós e para os guianenses também. Então realmente tivemos uma pauta muito grande agora em Caiena, desde a questão da infra-estrutura, da segurança, do controle aduaneiro, do controle sanitário na zona de fronteira, questões de saúde humana, um tema muito forte, a educação também foi muito debatida e com encaminhamentos importantes, tanto da educação no nível médio, a educação tecnológica, a questão científica e tecnológica no nível superior e de pós-graduação, além do problema da mosca da carambola, que é um problema que o Amapá teve a infelicidade de receber esse problema, advindo da Guiana Francesa e que temos a responsabilidade de não deixar que esse problema extrapole as fronteiras do Estado do Amapá, chegando ao resto do Brasil, para isso o Amapá não poderá fazer isso se não contar com a cooperação da Guiana.



Diário - É, portanto, uma cooperação muito ampla, de fato, mas no seu entendimento quem tem mais a ganhar com ela, o Brasil ou a França?


Alberto - Na questão da diplomacia, parece coisa de mineiro, mas não é, pois é o entendimento que se tem nas relações internacionais, o bom trabalho de aproximação e de cooperação entre dois países é a chamada relação ganha ganha, ou seja, quando os dois países saem ganhando a cooperação foi um sucesso. Quando um dos dois países sai perdendo a cooperação não foi um sucesso, não houve cooperação, mas um processo de espoliação de um pelo outro, então temos a plena consciência de que os dois lados saem ganhando quando a cooperação se instala, para uma agenda positiva, para encontrar soluções para pontos considerados negativos ou também para fazer prevenção, prevenir situações negativas. Não podemos esquecer que o Amapá e a Guiana são fronteira viva entre o Brasil e a França. O termo fronteira viva nas relações internacionais diz muito, pois significa a presença humana, onde há circulação de seres, portanto há grande possibilidade de ter conflito. Se há seres humanos transitando, a possibilidade de conflito é muito maior. Se não há seres humanos a possibilidade de conflito é quase zero, a não ser que se esteja disputando riquezas naturais de valor estratégico.



Diário - Esse deve ter sido um dos temas polêmicos que o senhor se referiu antes e que foram tratados abertamente. Como resultado disso, com os franceses endurecendo sobre a lei penal deles, os brasileiros clandestinos na Guiana Francesa serão de fato convidados a se retirar de lá?


Alberto - É esse é um fator que além de polêmico é extremamente sensível. Foi proposta pelo lado brasileiro a implantação de um sistema que chamamos câmara de amortecimento de conflitos, na verdade um canal de comunicação direto e permanente entre os governos regionais e os governos centrais, ou seja, entre o governo da Guiana e o governo do Amapá, assim como entre o governo francês e o governo brasileiro para que possamos juntos, a oito mãos, vamos dizer assim, administrar situações que se apresentam como possibilidade de conflito, fazendo a antecipação, o esclarecimento. Muito difícil vai ser deter o fluxo de seres humanos entre o Amapá e a Guiana e vice-versa. É difícil de impedir, mas é possível ter o controle sobre esse fluxo e que isso aconteça no sentido de construir ações positivas. É lógico e perfeitamente compreensível que aja reação por parte dos franceses quando brasileiros atravessam ilegalmente e ainda assim desenvolvem atividades ilegais. Isso caracteriza duplo crime, como nós não gostaríamos de ter do nosso lado, como o Brasil não gosta de ter nas suas zonas de fronteira com o Paraguai, com a Bolívia, com o Peru, com a Venezuela ou com outros países.



Diário - Mas a grita maior é pelo tratamento dispensado pelos policiais franceses aos brasileiros clandestinos...


Alberto - Nós temos que ter a sensibilidade para compreender essa situação, entretanto o que nós não podemos aceitar é que ainda que um brasileiro atravesse a fronteira de modo ilegal e desenvolva atividades ilegais, ele seja tratado de forma desumana. É compreensível que esse brasileiro seja, de uma forma respeitosa, detido pela força policial francesa e se for o caso deportado, mas que ele seja tratado como ser humano, que aja respeito aos seus direitos como ser humano, que ele não seja tratado com violência ou discriminação, mas sim dentro das regras de convivência internacional.



Diário - Ficou acertado na reunião de Caiena que o Brasil deverá ajudar na difusão da lei penal francesa, fazer com os brasileiros tomem conhecimento dela. Como vai ser isso?


Alberto - Nós devemos ter reuniões com o Ministério das Relações Exteriores sobre isso, pois a relação internacional se dá sob a tutela dos governos centrais, então todos os passos que dermos em seqüência dessa reunião, serão dados com pleno conhecimento do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Deveremos ter então orientações dele sobre como proceder nesse trabalho, até porque em nosso entendimento o Ministério tem que participar ativamente dessas questões, tem que conhecer a realidade amapaense, especialmente porque o Amapá é o local onde há essa fronteira viva com a França.



Diário - Houve avanço na questão da França flexibilizar as barreiras e permitir a entrada de produtos brasileiros na Guiana Francesa?


Alberto - Esse foi um ponto colocado na pauta sim, o chamado controle aduaneiro, para o qual propusemos um acordo que está sendo estudado. O nosso representante nesse assunto foi o doutor Artur Sotão (adjunto do Gabinete Civil do GEA) e também com participação de representantes da Receita Federal brasileira assim como da Aduana francesa. A minuta do acordo está sendo estudada e deve ser discutida nos próximos dias e se houver a concordância com os termos, será sinalizado através de nota diplomática pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil ao governo francês. Após isso nós poderemos divulgar a composição desse acordo.



Diário - O que há de concreto sobre a possibilidade dos franceses ajudarem o Amapá a ter acesso à internet banda larga?


Alberto - Ficou muito caracterizada a posição tanto dos franceses como da nossa delegação de que os dois governos centrais darão todo o apoio institucional para que o Amapá possa receber brevemente cabeamento ótico oriundo da Guiana Francesa, tendo então o Amapá acesso a serviços de comunicação rápida através da internet banda larga. Esse é um trabalho que exige logicamente a proteção institucional da Agência Nacional de Telecomunicação e da própria Presidência da República. Já tive contato com pessoas da presidência do Brasil, já tratando desse assunto e deveremos ter reuniões na próxima quarta-feira em Brasília para tratar do aprofundamento da questão, pois existe uma pré-disposição tanto do governo central francês como do governo local da Guiana Francesa de que esse serviço seja disponibilizado para o Amapá, considerando que do lado francês tem a proteção institucional mas é um serviço privado, administrado pela Câmara de Comércio da Guiana, que também se colocaram inteiramente favoráveis a estabelecer essa parceria com o Amapá.



Diário - O senhor é considerado um super-secretário do governo por também saber aliar o lado técnico com o político. Qual a diferença básica entre governadoria e governabilidade? O que é mais difícil de fazer?


Alberto - Exercer a governadoria na verdade é fazer o trabalho para que haja governabilidade, que é a situação criada e que se favorece que se tenha o controle das coisas dentro do limite do que é controlável. Sempre digo que governar é ter a capacidade de gerenciar conflitos de interesses, tendo maturidade para trabalhar esses interesses conflitantes, fazendo com que pelo menos a metade deles de coloque na mesma direção e não em conflito. Fazendo com que sejam convergentes, você adquire a condição de governabilidade, ou seja, passa a ter um domínio sobre a situação, só que para chegar lá é preciso fazer um trabalho que é a governadoria, que consiste em construir relações, de respeitar divergências, mas ao mesmo tempo fazer com elas não sejam impeditivos para as parcerias, ao contrário, que acabem se somando para que haja convergência, então a governadoria é o exercício e a governabilidade é a condição para que se tenha governo.



Diário - Como essa governabilidade pode influenciar o processo de negociação para as eleições municipais desse ano?


Alberto - O fato de termos normalidade nas relações institucionais no Amapá, tanto entre os poderes constituídos, como entre as lideranças políticas, entre os partidos políticos, é um retrato da condição da governabilidade interna do Estado do Amapá. Esta situação favorece que tenhamos uma eleição tranqüila, logicamente disputada, e é justo que o seja, assim como é justo que grupos políticos, partidos políticos ou lideranças políticas busquem ocupar os seus espaços na cena política. Costumamos dizer no futebol que time que não joga não perde, mas também não ganha; e se não joga não vai adquirir torcedor, não vai formar torcida. Então é legítimo que lideranças políticas se ponham para jogar na cena política para adquirir eleitores, admiradores e assim adquirir parceiros. Você pode fazer isso formando pequenas seleções e assim formar grandes frentes de parceiros e com isso as chances de você ter sucesso nas disputas eleitorais crescem. Esse é um cenário que me parece começa a se desenhar nas eleições municipais.



Diário - Essa metáfora que o senhor usa lembra muito o discurso do pré-candidato do PDT, o deputado Roberto Góes, para a eleição deste ano, que coincidentemente preside a Federação Amapaense de Futebol. É só coincidência?


Alberto - É só uma coincidência. Eu também gosto de futebol, apesar de ser um péssimo jogador (risos).



Diário - Mas o senhor tem participado dessas discussões em torno das composições para a eleição municipal?


Alberto - Tenho um papel de assessoramento ao governador, então meu papel tem uma limitação, que vai até a minha esfera de competência e o respeito ao espaço que me é destinado como membro do governo. A coordenação desse processo que você citou, fica com o próprio deputado Roberto (Góes), nas suas articulações dentro do partido, onde ele é uma das lideranças, que é o partido que o governador também é vinculado. Então essas lideranças, entre elas o governador, o deputado Keka, o deputado Eider, contribuem fortemente para esse trabalho. Além disso, o deputado Roberto possui uma parceria consolidada e de muito tempo com o deputado Jorge Amanajás, presidente da Assembléia, que também é aliado do governador, portanto também participa ativamente desse processo. Essa cena política é mais um retrato da condição de governabilidade que falamos anteriormente, em função da facilidade de entendimento.
Esta entrevista está no Diário do Amapá

sábado, 14 de junho de 2008


O perigo do telefone

Quando da mudança da capital do Rio para Brasília, a reação foi ultra-enlouquecida, atingindo todos os aspectos. Gustavo Corção, quando viu o projeto de Lúcio Costa, denunciou: "está errado, esse lago não vai encher". E outro fanático vaticinou: as "comunicações não vão funcionar, as ondas de rádio não atravessam o cerrado". O lago do Paranoá encheu, mas as comunicações eram péssimas. Os telefones falavam mal. As ligações não eram completadas e, quando aconteciam, caíam em outros números e se ouviam sempre conversas cruzadas, dando margem à circulação de fofocas e mexericos. Adauto Cardoso -não falo dele sem lembrar o homem admirável que foi- definiu logo: "em Brasília não se fala ao telefone, fala-se num simpósio". Tudo isso são curiosidades artesanais, a considerar as revelações da CPI dos grampos. Hoje, só a PF tem até maio 5.813 telefones grampeados com autorização judicial. Se colocarmos as polícias estaduais, detetives particulares, maridos e mulheres ciumentos, espionagem industrial e outras coisas mais, chegaremos a mais de 1 milhão de pessoas escutadas. Nos Estados a coisa é mais primária. Várias unidades da federação criaram Abins, inclusive o Maranhão, todas têm o famoso Guardião, o software com capacidade para fazer mais de 600 interceptações simultâneas, e já está no mercado uma nova versão ultramoderna, para gravar, além de conversas, e-mails, mensagens de MSN, VoIP, Skype, texto de celular, Nextel e toda essa parafernália da internet e de comunicação via satélite. O grande jornalista Janio de Freitas, com sua insuspeita autoridade, desconfiou nesse boom do grampo de "influência eleitoral", uma espécie de polícia política sofisticada. Um executivo da TIM Celular, Delmar Nicoleti, confessa que o "crescimento dos grampos é assustador". O doutor Antônio Bigonha, da Associação Nacional dos Procuradores da República, pede "cautela com esse procedimento". Hoje, no mundo inteiro, sabe-se que os direitos individuais estão destruídos e a privacidade é zero. A cidadania caminha para a ficção. O ministro Thomaz Bastos, no seu tempo, viu o problema com bastante lucidez e preparou uma legislação de prudência e salvaguardas. Não conseguiu. Mas o pior está para chegar. Com a velocidade das descobertas científicas, vem aí um software de ler pensamentos. Então, o homem terá de ser mudo e burro. Não falar, não ouvir e não pensar, pois tudo estará grampeado. Como chamar esses tempos? Grampocracia.


*José Sarney é ex-Presidente da República, senador do Amapá e acadêmico da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa

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