quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Opinião, Notícia e Humor


MANCHETES DO DIA

(Se você não teve tempo hoje de ler os principais jornais do País, leia-os agora)

O GLOBO
OBAMA SE DIZ HUMILHADO APÓS DERROTA

Abatido, presidente dos EUA faz meã-culpa com sinceridade desconcertante. Cabisbaixo e multo abatido, o presidente Barack Obama assumiu a responsabilidade pela frustração dos eleitores, que lhe impuseram uma devastadora derrota diante dos republicanos nas eleições legislativas. "Algumas noites de eleição são estimulantes, outras são humilhantes", disse Obama, com desconcertante sinceridade para um presidente que foi eleito embalado em ventos de mudança, com confortável maioria no Congresso. No que ele qualificou de surra, os democratas perderam ao menos 61 cadeiras na Câmara e mantiveram o Senado, mas com margem bem reduzida. (Págs. 1 e 29 a 33)

FOLHA DE S. PAULO
EUA INUNDARAM MERCADO COM US$600 BILHÕES

Ação pode ter reflexo negativo no Brasil, valorizando real e dificultando exportação. O Fed (banco central dos EUA) anunciou a compra de US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro americano. O valor corresponde a 4% do PIB daquele país e cerca de 31% de tudo o que Brasil deve produzir neste ano. A operação é uma forma de injetar dinheiro na economia dos EUA, reduzindo os juros de longo prazo e aquecendo o consumo. A medida foi recebida com cautela. Para economistas, não falta crédito barato: "inundar" o mercado com dólares pode fazer a inflação disparar adiante e provocar bolhas de ativos, sobretudo nos emergentes. Para o ex-diretor do BC Alkimar Moura, parte desse dinheiro virá para o Brasil, em forma de investimento, valorizando mais o real e dificultando as exportações. Em outra operação, de até US$ 300 bilhões, o Fed continuará a comprar títulos do Tesouro com papéis lastreados em hipotecas. (Págs. 1 e Mercado)

O ESTADO DE S. PAULO
LULA DIZ QUE TODO PODER É DE DILMA: “REI MORTO, REI POSTO”

Ao lado da sucessora, presidente afirma que o novo governo será formado por ela e descarta concorrer em 2014 . O presidente Lula afirmou, em entrevista coletiva junto com Dilma Rousseff, que o governo da presidente eleita "tem de ter a cara de Dilma". Ante as especulações sobre o real poder de sua sucessora, ele declarou que, a partir de 1º de janeiro, é “rei morto, rei posto". Para reforçar a disposição de que não vai interferir, Lula sinalizou também que não vai disputar a eleição de 2014: "Chegar ao final do mandato com o reconhecimento popular que tem o governo, voltar é uma temeridade porque a expectativa gerada é infinitamente maior". O presidente deixou claro que o objetivo da entrevista, convocada minutos antes de ser realizada, era passar um recado político. Em 15 oportunidades, Lula enfatizou que a formação do ministério é de inteira responsabilidade de Dilma. Apesar do discurso, Dilma e Lula vão aproveitar a longa viagem a Seul, na próxima semana, para discutir a aliança de sustentação do futuro governo e nomes para o ministério. (Págs. 1 e Nacional A4)



Presidente fala até em reeleição de Dilma. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que a oposição não faça uma política vingativa contra o governo de Dilma Rousseff a partir de 2011. Lula disse, que, se for bem, Dilma terá direito a postular reeleição. Na mesma coletiva, a presidente eleita afirmou que sua meta é estender o Bolsa Família a 100% dos necessitados. (Págs. 1 e País, 4)

Na primeira entrevista coletiva após a vitória nas urnas, a presidente eleita, Dilma Rousseff, sinalizou como pretende negociar com o Congresso e com os governadores um tema espinhoso no Planalto: as contas públicas. Ela prevê um salário mínimo de R$ 600, mas somente em 2012, diferentemente do que havia proposto José Serra durante a campanha. Dilma também está disposta a conversar com os governos estaduais sobre a volta da CPMF, mas não pretende apresentar projeto de lei para o retorno do tributo. Enquanto a petista detalha as intenções de governo, os aliados se esmeram em aumentar as receitas no Orçamento. Os recursos extras podem chegar a R$ 20 bilhões e permitiriam um reajuste maior do salário mínimo — a proposta inicial para 2011 é de R$ 538 — e até o aumento a servidores públicos. (Págs. 1, 2 e 3)

VALOR ECONÔMICO
DERROTA ELEITORAL DE OBAMA AMEAÇA RETOMADA GLOBAL

O governo do democrata Barack Obama sofreu uma derrota histórica nas eleições legislativas de terça-feira, a maior experimentada por um partido no comando do Executivo desde 1938. O Partido Democrata perdeu mais de 60 cadeiras e a maioria na Câmara para os republicanos, que concorreram com a bandeira do conservadorismo fiscal, do corte de gastos e da drástica redução da interferência do Estado. A derrota democrata coloca incertezas sobre a vacilante recuperação americana e, em consequência, sobre a rapidez da reativação da economia mundial. A receita republicana, fortalecida pelo avanço dos candidatos da direita radical do Tea Party, choca-se com a que Brasil, China e outros países emergentes pretendem que seja adotada, na próxima semana, na reunião de líderes do G-20, na Coreia do Sul - ampliação dos gastos públicos para estimular a economia, mais política fiscal e menos política monetária. (Págs. 1, A12, A13, C2 e C10)


Veja também

ARTIGOS

A 3ª revolução industrial ainda não está à vista (Valor Econômico)

A versão realista de desenvolvimento socioeconômico sustentável se orienta para uma era cuja economia, produção industrial e vida social sejam baseadas na baixa emissão de carbono. Fórmulas tecnológicas que reduzam o desperdício de energia obtida de carbono, modos de vida que reduzam o consumo de energia, busca de combustíveis renováveis como o etanol de cana de açúcar e o aproveitamento de outras formas de energia, a exemplo do vento e das marés. É previsível uma intensificação retórica sobre a necessidade de reduzir a emissão de carbono, seja pelo fantasma do aquecimento global, seja pela redução das reservas de combustíveis fósseis de carbono. A periferia dessa retórica, por exemplo, preconiza o automóvel elétrico e a redução de viagens urbanas diárias por habitante, principalmente na prestação de serviços onde é possível a divisão de trabalho mantendo-se o pessoal trabalhando, com os instrumentos de informática, em sua própria residência. Cadeias de serviços complexos podem ser "residencializados". O uso de rede de computadores permite a diminuição de movimentos, alterando a logística, de modo a reduzir o consumo de carbono na movimentação de pessoas e mercadorias.

A escolha (O Estado de S. Paulo)
Bis in idem (Correio Braziliense)
Dilma Dochefe (O Estado de S. Paulo)
Educação ou negócio? (O Globo)
Federalização e combate à impunidade (O Globo)
Luta desigual (Correio Braziliense)
O Brasil diferente (O Globo)
Pelo acesso democrático à saúde (Correio Braziliense)
Que a liberdade seja mesmo irrestrita (O Estado de S. Paulo)
Saúde mental: hora de avançar (O Globo)



COLUNAS

A oposição vai às urnas e esquece o programa (Valor Econômico - Política)

Uma das razões da derrota do candidato das oposições, José Serra (PSDB), foi a enorme dificuldade que teve de identificar quem eram seus eleitores. Um campanha sem debate de programa de governo favorece a situação - a administração já está lá e o eleitor identifica ideologias, intenções e opções de políticas públicas. Para um candidato de oposição, atirar a esmo na questão programática pode ser letal. A campanha deixa de ser debate político e passa a ser promessa. E promessa não conta para qualificar um candidato como representante de um setor social. O PSDB e José Serra terão de decidir, definitivamente, que corneta tocam. O partido caminha para a direita desde os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002), ocupou esse espaço no setor social correspondente, mas tem feito um suco ideológico na hora de ir para as urnas que não se mostra muito eficiente. O ex-presidente FHC tem razão numa coisa: o PSDB, de fato, tem que assumir sua real posição no cenário político, e essa posição tem a marca indelével de oito anos de seu governo, com todas as opções que fez de política econômica, monetária e de não-políticas públicas.

Ajuste necessário (O Globo - Panorama Econômico)
Dilma fala sobre tudo (Correio Braziliense - Ari Cunha - Visto, Lido e Ouvido)
Espírito olímpico (Correio Braziliense)
Fundo Social do pré-sal deve ser mudado (Valor Econômico - Brasil)
Interinos (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Interlocutor (Correio Braziliense - Brasília-DF)
Limpar o terreno (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Lula aos amigos (O Globo - Panorama Político)
No jogo para liderar a oposição (Jornal de Brasília - Do Alto da Torre)
Novo governo, é só não mudar (O Estado de S. Paulo - Alberto Tamer)
Petrobras leva índice de volta a maio de 2008 (Valor Econômico - De Olho na Bolsa)
Quantidade de estímulo nos EUA pode ser maior (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Sapo de fora (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)
Sem bolsa empresa (Correio Braziliense - Brasil S.A)

ECONOMIA

'O efeito na economia real será pequeno' (O Globo)

José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, vê com descrença as medidas anunciadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para estimular a economia. Para ele, o impacto na economia real deve ser pequeno, já que o problema nos Estados Unidos, segundo ele, não é de falta de liquidez.

O GLOBO: A medida do Fed deve ter impacto na economia americana?
JOSÉ MÁRCIO CAMARGO: Acho que o efeito na economia real será pequeno. O problema nos Estados Unidos é muito mais estrutural que de liquidez. As famílias estão endividadas, o governo tem um déficit elevado e a estrutura de oferta de trabalho é diferente da de demanda. O cenário exige mudanças grandes que só farão efeito a longo prazo.

Mas o senhor não acredita em aumento de empréstimos?

CAMARGO: Acho pouco provável. A taxa de juros já está muito baixa e os bancos estão com reservas de US$ 1 trilhão. As instituições não estão emprestando porque não têm demanda por crédito.

O que podemos esperar de efeito no Brasil?

CAMARGO: Há risco de bolha de ativos. A liquidez tende a gerar aumento no preço das ações e de commodities. Isso favorece os termos de troca (relação entre preço de exportações e importações). E também estimula a demanda interna, que tende a pressionar o preço de produtos não comercializáveis e serviços.

E o risco cambial?

CAMARGO: Um risco importante que não deve ser ignorado é que mais desvalorização do dólar acabe gerando uma guerra comercial.

A problemática dos juros para o novo governo (O Estado de S. Paulo)
Alta do IOF faz real se valorizar menos que outras moedas (O Estado de S. Paulo)
Ambev se prepara para melhor verão da história, mas já falta cerveja (Valor Econômico)
Aporte da ADM em Santa Catarina acelera incremento da oferta de biodiesel no país (Valor Econômico)
Auxílio extra de US$ 600 bi (Correio Braziliense)
Bovespa já "visitou" 600 mil pessoas (Valor Econômico)
Bovespa reage com moderação depois de anúncio do Fed (O Estado de S. Paulo)
Brasil ocupa 10ª posição em estabilidade financeira (Valor Econômico)
Brasil vai esperar resultado do G-20 para adotar medidas antidumping (O Globo)
Chances triplicadas (Jornal de Brasília)
China voltará a crescer 10% (Correio Braziliense)
Conab prevê produção de laranja mais magra em SP (Valor Econômico)
Contas de luz ficarão 1,93% mais caras no Rio (O Globo)
Dessa vez, o foco é área fiscal, e não BC (Valor Econômico)
Dilma já fala em CPMF e aliados buscam receita (Correio Braziliense)
Discórdia entre usinas no Madeira (Valor Econômico)
Em outubro, estrangeiro aplica R$ 1,59 bi na bolsa (Valor Econômico)
Empresa prevê alta de mais de 10% nas vendas (Valor Econômico)
Empresas vão à Justiça para encerrar atividades no país (Valor Econômico)
Estrangeiro terá 40% da produção de etanol no País (O Estado de S. Paulo)
Estímulo nos EUA é ameaça a emergentes (O Estado de S. Paulo)
Etanol nacional consegue 'vitória' nos Estados Unidos (O Estado de S. Paulo)
EUA lançam pacote de US$ 600 bi para tentar reanimar a economia (O Estado de S. Paulo)
Expansão econômica acelera concentração no setor de serviços (Valor Econômico)
Exportações crescem mais que as importações em outubro (O Estado de S. Paulo)
Fed vai injetar mais US$ 600 bi e parte vai para os emergentes (Valor Econômico)
Governo brasileiro vê nova medida com preocupação (O Globo)
Grupos estrangeiros terão 40% da produção brasileira de etanol até 2015 (O Estado de S. Paulo)
Itaú Unibanco lucra menos que esperado (Valor Econômico)
Lula e Dilma partem para a briga no G-20 (Correio Braziliense)
Mercado externo é difícil para software (Valor Econômico)
Novo governo vai rever investimentos da Copel (Valor Econômico)
O investidor na era Dilma (Valor Econômico)
OMC, OCDE e ONU querem ação do G-20 (O Estado de S. Paulo)
Para Bird, está mais difícil fazer negócios no Brasil (O Estado de S. Paulo)
Petrobras não confirma novas reservas de Tupi (O Globo)
Prato feito encarece 8,38% em 12 meses (Correio Braziliense)
R$ 3 milhões voltam à Geap (Correio Braziliense)
Real valorizado prejudica margens e ganho da Fras-le (Valor Econômico)
Redução do juro real para 2% é vista como meta distante (Valor Econômico)
Rothschild faz acordo de R$ 500 mil com CVM sobre compra de ações da GVT (Valor Econômico)
Sobrevivência acima de tudo (Correio Braziliense)
Subsídio do trem-bala será de até R$ 5 bi (O Estado de S. Paulo)


POLÍTICA

'O professor Carlos Fico não compareceu ao Arquivo Nacional (O Globo)
O presidente do Arquivo Nacional e coordenador do Centro de Referência Memórias Reveladas, Jaime Antunes da Silva, negou ontem, em nota sobre a crise aberta pela saída de Carlos Fico, que o órgão tivesse proibido o acesso de pesquisadores ao acervo do regime militar.
Ele garante que os dados solicitados ficaram à disposição do professor, na sede da Praça da República (RJ), mas Fico não teria aparecido para fazer as consultas.
Antunes disse que o acesso aos arquivos da ditadura podem ser feitos por pesquisadores e jornalistas, desde que a consulta seja previamente agendada. Segue a carta divulgada ontem pelo presidente: “O historiador Carlos Fico solicitou ao Arquivo Nacional, em 26 de outubro deste ano, acesso aos documentos da Comissão Geral de Inquérito Policial Militar (CGIPM).
Vale lembrar que tais documentos encontram-se em fase de digitalização e, uma vez finalizada esta etapa, os arquivos estarão disponibilizados para consulta. Para atender à demanda de Fico e facilitar o seu trabalho, a CoordenaçãoGeral do Arquivo Nacional em Brasília enviou à sede do Rio de Janeiro listagem dos documentos constantes do CGIPM para que no dia 29 de outubro de 2010, o professor pudesse selecionar os documentos para pesquisa.
O professor Carlos Fico, entretanto, não compareceu ao Arquivo Nacional”.
“O acesso aos dados e documentos contidos nos acervos dar-seaacute; por requerimento pessoal, de cônjuge, descendente ou ascendente, sendo necessário o preenchimento do formulário próprio e apresentação de documentos probatórios de identidade, de parentesco ou de procuração no caso de solicitação em nome de terceiros”.
“O acesso aos dados e documentos por parte de pesquisador, historiador, jornalista ou terceiro interessado dar-seaacute; mediante agendamento prévio e em ordem cronológica de solicitação.
Desta forma, o interessado terá acesso às listagens dos acervos podendo selecionar os documentos de interesse para a extração de cópias, que são encaminhadas posteriormente pelo Correio”.
“O acervo da ditadura militar do Arquivo Nacional encontrase disponível para consulta. São mais de 16 milhões de folhas de textos além de material fotográfico.
Entre 2006 e 2010, o Arquivo Nacional atendeu a 8.840 requerimentos e forneceu mais de 178.673 cópias desses documentos a cidadãos, pesquisadores e instituições interessadas”.

'Se cometemos erro ou não, a história dirá' (O Estado de S. Paulo)
'Somente ela é que pode dizer quem ela quer e não quer' (O Estado de S. Paulo)
AGU dá a Lula argumentos legais para não extraditar Cesare Battisti (O Globo)
Alckmin quer parceria federal em saúde, educação e segurança (Valor Econômico)
Alckmin vai se cercar de antigos aliados (O Estado de S. Paulo)
Aliados se mobilizam por nova CPMF (O Estado de S. Paulo)
Ambiente para negócios no Brasil piora em ranking do Banco Mundial (O Globo)
Apedrejamento é 'coisa bárbara', afirma Dilma (O Estado de S. Paulo)
Cabral pode indicar nomes de duas pastas (O Globo)
Campanha de Serra ainda precisa de R$ 10 milhões para fechar no azul (O Globo)
Centrais querem manter regra do salário mínimo (O Estado de S. Paulo)
Centrais querem manter regra do salário mínLu Aiko Otta, Edna Simãoimo (O Estado de S. Paulo)
Chamada às pressas, eleita estava de malas prontas para viagem (O Estado de S. Paulo)
Confirmado, sem data, reajuste do Bolsa-Família (O Estado de S. Paulo)
Conselho de Comunicação tramita no CE, BA, AL e PI (Valor Econômico)
Câmara e Senado vazios após eleição (O Globo)
Cálculo anteciparia aumento (O Estado de S. Paulo)
Depois da campanha, a bonança (O Globo)
Dilma admite discutir volta da CPMF a pedido de governadores (O Globo)
Dilma admite pressão de estados pela volta da CPMF (O Globo)
Dilma afirma que vai rever índice de produtividade rural (O Estado de S. Paulo)
Dilma diz que garante continuidade política, não de cargos (Valor Econômico)
Dilma estaria na Bahia (O Globo)
Dilma negocia com Estados recriação da CPMF (Valor Econômico)
Dirceu diz que presidente sairá de cena para dar autonomia a Dilma (O Estado de S. Paulo)
Diretor do 'Estado de Minas' nega ter pedido quebra de sigilo a Amaury (O Globo)
Enem será usado em seleção para 83 mil vagas (O Estado de S. Paulo)
Especialistas temem que petróleo controle economia nacional (O Estado de S. Paulo)
Estudante que ofendeu nordestinos será indiciada por crime de ódio e preconceito (O Estado de S. Paulo)
Estudante é demitida e vira alvo de ação da OAB (Correio Braziliense)
Ex-diretor de arquivo considera caso 'lamentável' (O Estado de S. Paulo)
Falha técnica teria provocado pane no Metrô de SP (O Globo)
Ganho social com risco inflacionário (O Globo)
Governador faz contato com colegas do Nordeste (O Estado de S. Paulo)
Governadores do PSB e do PT encampam CPMF; Alckmin resiste (Valor Econômico)
Governo 'tem de ser a cara e a semelhança de Dilma', diz Lula (O Estado de S. Paulo)
Governo vai tentar barrar ‘bombas fiscais’ (O Estado de S. Paulo)
Haddad não vê racismo em 'Caçadas de Pedrinho' (O Globo)
Historiador renuncia por falta de acesso ao Arquivo Nacional (O Estado de S. Paulo)
Jornal sofre ataque no interior de SP (O Globo)
Lula e Dilma: EUA e China fazem guerra cambial (O Globo)
Lula ensaia a troca da faixa presidencial (Correio Braziliense)
Lula promete 'brigar' com G-20 por valorização do real (O Estado de S. Paulo)
Lula: oposição não deve agir com raiva (O Globo)
Manutenção de Mantega na Fazenda é incerta, afirmam aliados de eleita (Valor Econômico)
Menos poder para o vice (O Globo)
Meta é reduzir dívida do setor público, diz Dilma (Valor Econômico)
Ministério Público quer aproximação com eleita (O Estado de S. Paulo)
Mínimo: centrais vão brigar por R$ 580 (O Globo)
No 2º turno, Serra conseguiu virar em apenas 3 Estados (O Estado de S. Paulo)
Nobel espera menos complacência com ditaduras (O Estado de S. Paulo)
Oposição aponta o rumo da resistência (Correio Braziliense)
Oposição vê ‘ingratidão’ e agora promete ser dura (O Estado de S. Paulo)
Oposição: presidente não desceu do palanque (O Globo)
Orçamento de SP em 2011 deve ser de R$ 140,6 bilhões (O Estado de S. Paulo)
Orçamento para 2011 terá reforço de R$ 17,7 bilhões (O Estado de S. Paulo)
Outro advogado-geral da União é favorito ao STF (Valor Econômico)
Para Jobim, processo de compra de caças pode durar mais um ano (Valor Econômico)
Pezão é citado, mas Cabral não liberaria (O Globo)
PMDB defende bancada como critério para ministérios (Valor Econômico)
Policiais civis da Força Nacional vão ajudar a esclarecer crimes em Alagoas (O Globo)
Ponto a ponto - Dilma Rousseff (Correio Braziliense)
Presidente do PV diz não descartar cargos no governo (O Globo)
PSB quer mais espaço no governo (O Globo)
PT e PMDB vão fatiar mandato na Câmara (O Estado de S. Paulo)
Receita para reforçar o o mínimo (Correio Braziliense)
Recriação da taxa tramita na Câmara desde 2008 (Valor Econômico)
Richa vai rever investimento feito pela Copel (Valor Econômico)
Salário de R$ 24 mil para Kassab (O Globo)
Senado pode ser o destino de Dutra (Correio Braziliense)

Sarney afirma que atividades do Senado voltarão à normalidade a partir da próxima semana

"Na próxima semana vamos retomar os trabalhos. É hora de limparmos as gavetas", afirmou o presidente do Senado Federal, José Sarney, pouco antes de chegar a seu gabinete na tarde desta quinta-feira (4). Ele disse que os senadores ainda têm muito o que fazer este ano e que as atividades da Casa devem voltar à normalidade a partir da próxima semana.
José Sarney também contou que a presidente eleita Dilma Rousseff lhe disse que se empenhará para o salário mínimo ter "um aumento substancial" em 2011.
- Evidentemente é preciso fazer as contas de maneira que mantenhamos o equilíbrio fiscal entre receita e despesa - ponderou o presidente do Senado.
Homenagem a 'avô da diplomacia'
José Sarney recebeu a visita do presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), o embaixador Jerônimo Moscardo. A Funag doou ao Senado Federal um busto do diplomata Alexandre de Gusmão, considerado o "avô da diplomacia brasileira". O busto será colocado na sala de reuniões da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Criada em 1971, com sede em Brasília, a Funag é uma fundação pública vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) encarregada de promover a pesquisa e a cooperação na área das relações internacionais.
Nascido na cidade de Santos (SP), em 1695, Alexandre de Gusmão foi um diplomata português que representou Portugal em vários países. De acordo com o embaixador Moscardo, Gusmão é considerado o "avô da diplomacia brasileira" por ter sido um dos artífices do Tratado de Madri, firmado por Espanha e Portugal para definir os limites de suas colônias sul-americanas. Foi a partir daí que os contornos atuais do território brasileiro passaram a ficar mais bem definidos, inclusive com a incorporação definitiva da Amazônia brasileira. O tratado praticamente triplicou o tamanho do território brasileiro na época.

México

Também nesta quinta-feira (4), José Sarney recebeu uma visita de cortesia do diplomata Marcos Raposo Lopes, indicado pela Presidência da República para ocupar o cargo de embaixador do Brasil no México. Sua indicação ainda tem de passar pela apreciação do Senado, após sabatina realizada pelos senadores. Raposo Lopes disse esperar que sua indicação seja aprovada pela Casa e afirmou que sua principal missão será estreitar ainda mais as relações entre México e Brasil.

Augusto Castro / Agência Senado

Centrais querem R$ 580 e relator diz que vai negociar mínimo com Dilma e Lula

O relator-geral da proposta de Orçamento da União para 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), informou que fará na próxima semana uma série de reuniões com autoridades do governo federal, inclusive com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a presidente eleita Dilma Rousseff, para definir o valor do salário mímino a partir de janeiro do próximo ano. Ele fez o anúncio depois de receber em seu gabinete, na manhã desta quinta-feira (4), representantes das centrais sindicais que reivindicam a fixação do piso nacional de salários em R$ 580. Gim Argello explicou aos sindicalistas as limitações para o reajuste: cada real que se acrescenta ao valor proposto pelo governo - R$ 538,15 - significa um acréscimo de R$ 286,4 milhões nas despesas orçamentárias. Gim disse que o arredondamento desse valor para R$ 540, como ele sugeriu, elevou em cerca de R$ 540 milhões os gastos previstos. O relatório de receitas do Orçamento de 2011, elaborado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) e aprovado na quarta-feira (3) pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), prevê um acréscimo de R$ 17,7 bilhões na arrecadação do governo federal para o próximo ano. Desse acréscimo de receitas, como explicou Gim Argello, devem ser retirados recursos para contemplar novas demandas, que surgiram após o fechamento do projeto do governo, entre elas um valor maior para o salário mínimo. Entretanto, acrescentou o relator, há 11 demandas ainda não equacionadas, que totalizam R$ 30 bilhões, entre as quais algumas resultantes de decisões judiciais. Em busca do fechamento dessa equação, conforme o parlamentar, consultores e técnicos das duas Casas do Congresso estão analisando os números. - Temos que encontrar uma solução dentro da realidade do país, com muita responsabilidade - disse, explicando que uma ideia em pauta é fazer uma negociação para o biênio 2011/2012.

"Voo de galinha"

O representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Lisboa, afirmou que os sindicalistas defendem o maior aumento atrelado à política de valorização do salário mínimo.

- Não queremos que se faça do aumento um 'voo de galinha' - acrescentou.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, disse acreditar no sucesso da negociação com o relator e observou que o acréscimo de receita de R$ 17,7 bilhões terá melhor destinação no Orçamento se for usado para recompor o mínimo.
Alguns sindicalistas, como José Roberto Santiago, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), observaram que o momento econômico é favorável a um valor para o salário mínimo superior aos R$ 538,15 propostos pelo governo.
Os sindicalistas observaram que, em função da recuperação econômica, várias categorias profissionais vêm recebendo aumentos maiores do que a inflação e, por isso, corrigir o mínimo apenas com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) seria manter o valor defasado.
O senador Paulo Paim (PT-RS), também presente à reunião, disse à Agência Senado que a reivindicação dos sindicalistas é justa e seu atendimento não causaria nenhuma ameaça à estabilidade das contas públicas.

Aposentadorias

Os representantes das centrais sindicais também reivindicaram um reajuste de 9,1% para os aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo. O relator do Orçamento concordou em incluir o pleito na pauta da negociação com o governo federal. Paulo Pereira da Silva explicou que a idéia é, tanto para o mínimo como para os benefícios previdenciários, aplicar o mesmo critério de reajuste: inflação e taxa de variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. A diferença é que nas aposentadorias e pensões com valor acima do mínimo se aplicariam apenas 80% da variação do PIB, acrescidos da inflação.

Da Redação / Agência Senado

Papaléo homenageia funcionalismo público


O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) homenageou nesta quinta (4) os servidores públicos registrando a passagem do Dia do Funcionário Público, comemorado no último dia 28 de outubro. Segundo ele, o atual quadro de servidores públicos reflete, "de forma bastante positiva", a própria construção da sociedade democrática moderna, "de caráter necessariamente inclusivo".
- Na história do nosso país, o Estado ganhou funções ainda mais complexas, visto que se tornou fio condutor de todo o processo de modernização de nossas estruturas econômicas, com impacto profundo nas respectivas estruturas sociais - afirmou.
Papaléo assinalou que o Estado brasileiro é constitucionalmente responsável pela saúde, educação, manutenção da ordem, segurança pública, justiça, regramento econômico e a garantia de padrões mínimos de sobrevivência aos cidadãos. Ele disse que isso resulta na necessidade de recrutamento de um amálgama cada vez maior de profissionais junto à sociedade, ampliando e diversificando o serviço público.
O senador também salientou que a Constituição de 1988 consagrou o princípio do concurso público para acesso às carreiras civis e garantiu a democratização dessas carreiras. Com isso, ele afirmou que praticamente todos os órgãos públicos contam, hoje, com profissionais de alto gabarito em seus quadros.
- O próprio Senado Federal deve muito de seu funcionamento aos excelentes profissionais de carreira que tem, servidores públicos que desempenham com desenvoltura admirável suas funções na Casa. É o esforço coletivo do corpo funcional do Senado que permite ao senador tranquilidade para o exercício do seu mandato - afirmou.
Papaléo ainda ressaltou a necessidade de manter os servidores permanentemente atualizados, especialmente em áreas onde a dinâmica do conhecimento é mais acelerada. Ele defendeu o investimento permanente na capacitação dos servidores, pois é uma das atividades que frequentemente sofrem cortes orçamentários.

Da Redação / Agência Senado

Governo trabalha para que orçamento e pré-sal sejam votados ainda este ano


É prioritário para o governo federal aprovar, ainda este ano, o marco regulatório do pré-sal e o orçamento da União no Congresso Nacional, afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (4/11) após reunião ministerial, em Brasília (DF). O Ministro disse que esses dois temas serão amplamente discutidos junto à base governista no Congresso para que as votações sejam concluídas ainda no governo Lula.
Ao destacar as principais pautas da reunião, Padilha disse que o Presidente deu orientação clara para que o processo de transição entre os governos seja feito de forma transparente e facilitada e que no mês de dezembro, sob coordenação da Casa Civil, todos os ministérios apresentarão um balanço dos oitos anos, registrado em cartório, para facilitar a transição e prestar contas à população.
O presidente Lula quer e vai entregar à presidente eleita, Dilma, um país ajustado, um país que vai continuar crescendo… Ele quer um modelo de transição republicano e transparente.
Em relação a medidas importantes que devem ser apresentadas ao Congresso Nacional, como o marco regulatório da mineração, por exemplo, Alexandre Padilha afirmou que tais medidas serão objetos de discussão entre o atual governo e a coordenação da comissão de transição para que se decida se os textos serão encaminhados ao Congresso ainda este ano ou se ficarão a cargo do próximo governo.
Sobre a pauta econômica, foram discutidos temas como a guerra cambial, que será fortemente criticada pelo Brasil na reunião do G-20, que ocorrerá na próxima semana na Coreia do Sul, e o fato de a economia brasileira manter o ritmo de crescimento, que neste ano deve ficar entre 7,5% e 8% – o melhor ano dos dois mandatos do presidente Lula e dos últimos 25 anos.

Fonte: Blog do Planalto

Fique de olho...


DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Quinta-feira, 04 de novembro de 2010


Destaques nacionais


Seleções e concursos


O Amapá no DOU

Senado Federal


Quinta-feira – 04/11/2010

15:30 - Cerimônia de doação de busto de Alexandre de Gusmão, pelo embaixador Jerônimo Moscardo, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão

Sala de Audiências

16:00 - Ordem do Dia

Plenário

Indústrias do Amapá podem receber benefícios fiscais

Bens de informática e automação industrializados na Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (AP) podem receber os mesmos incentivos fiscais oferecidos à Zona Franca de Manaus. É o que propõe o PLS 348/2005, projeto de autoria do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) que está na pauta da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Papaléo Paes propõe alterar o artigo 11 da Lei 8.387/1991, de forma a conceder isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os bens fabricados nos municípios amapaenses, além de sugerir a redução do Imposto de Importação sobre insumos empregados na fabricação desses produtos. O autor da proposta argumenta que o Amapá carece de medidas que estimulem odesenvolvimento econômico e criem oportunidades de emprego e renda paraa população. Ao justificar o projeto, o parlamentar informa que a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana gozou de intenso dinamismo comercial, nos primeiros anos de funcionamento, com a implantação de estabelecimentos especializados na venda de produtos importados, especialmente para viajantes, turistas e revendedores. Entretanto, na opinião do senador, esse dinamismo não se manteve. "Com a redução das alíquotas do Imposto de Importação, ao longo da década de 90, reduziu-se a vantagem oferecida pela isenção desse imposto, o que provocou o desaquecimento do comércio de importados nas áreas de livre comércio, especialmente a de Macapá e Santana", argumenta. Para Papaléo Paes, o modelo de área de livre comércio, centrado meramente em produtos importados, mostrou-se limitado quanto à capacidade de promover o desenvolvimento do Amapá. Assim, ele propõe incentivos para produtos industrializados na região. A matéria recebeu parecer favorável do relator, senador Antônio Carlos Junior (DEM-BA), e ainda será votada pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e, em caráter terminativo, pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

Da Redação / Agência Senado

Sarney diz que Senado não deixará de dar apoio ao governo Dilma


O presidente do Senado, José Sarney, acredita que o Congresso não deixará de dar o seu apoio ao governo de Dilma Rousseff.

Ouça a matéria de Toncá Burity na Rádio Senado. Notícias do Senado Federal



PMDB participará da formulação de políticas públicas do governo Dilma

José Sarney disse, ainda, que o PMDB terá participação efetiva no governo Dilma Rousseff, principalmente na formulação das políticas públicas. Por ter na chapa vencedora o deputado Michel Temer (SP) como vice-presidente eleito, o PMDB tem emitido declarações no sentido de que é co-responsável pelo governo que se iniciará em 1º de janeiro de 2011.

- O PMDB vai participar do governo e, sobretudo, das formulações das políticas públicas - assegurou o presidente do Senado, que garantiu todo o apoio da Casa à presidente eleita já no domingo (31).

Sarney disse ainda acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará "absoluta liberdade" para Dilma Rousseff constituir seu governo. Em entrevista na manhã desta quarta, Lula afirmou, ao lado da presidente eleita, que não interferirá na escolha de nomes para o futuro governo da presidente.

Da Redação / Agência Senado


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Senado Federal trabalhando...

Pauta do Plenário tem 69 projetos prontos para votação

Concluído o segundo turno das eleições, os senadores retomaram seus trabalhos e, já nesta quarta-feira (3), começaram a apreciar uma pauta com 69 projetos prontos para votação em Plenário. Por causa das eleições, o Senado realizou dois períodos de esforço concentrado para votações, o último no início de setembro. Desde então, foram realizadas sessões não-deliberativas, ou seja, destinadas apenas a discursos e comunicados. Com isso, os senadores puderam participar das campanhas eleitorais em seus estados. A pauta pronta do Plenário é composta por 31 projetos de senadores (PLS); 25 projetos oriundos da Câmara dos Deputados (PLC); quatro propostas de emenda à Constituição (PEC); cinco projetos de decreto legislativo (PDL); e quatro que substituem projetos aprovados pelos deputados. Tradicionalmente, após períodos eleitorais, os líderes dos partidos reúnem-se com o presidente do Senado para decidir que projetos terão prioridade de exame dentro da lista pronta para votação. Entre os projetos prontos, consta a PEC 33/09, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que exige o diploma do curso de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista. A proposta foi apresentada depois que o Supremo Tribunal Federal considerou a exigência inconstitucional, em junho do ano passado.


Projeto de Papaléo poderá ser votado

Também poderá ser votado um projeto (PLS 124/05) do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) que passa a considerar crime a venda ilegal de esteróides e anabolizantes - hoje, ela é considerada apenas infração sanitária. Se o projeto for aprovado no Senado e na Câmara e sancionado depois pelo presidente da República, quem for apanhado vendendo essas substâncias sem receita de médico ou de dentista poderá pegar de dois a cinco anos de cadeia. O projeto recebeu mudanças ao tramitar nas comissões do Senado, quando foi retirada uma parte que equiparava o tráfico de esteróides e anabolizantes ao tráfico de drogas. Se usadas sem acompanhamento médico, essas substâncias podem provocar sérios danos à saúde. Elas são muito apreciadas por quem quer conseguir massa muscular rapidamente em academias de ginástica. Outro projeto com chances de ser votado pelo Plenário do Senado logo após as eleições de segundo turno é o PLC 46/08, que revoga o artigo 508 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o qual permite a demissão, por justa causa, dos bancários que, de forma frequente, deixarem de pagar suas dívidas. O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e, se aprovado pelos senadores, será enviado à sanção do presidente da República. Consta ainda da pauta um projeto (PLC 07/08) que determina o regime de separação de bens a todos que casarem com idade superior a 70 anos. Atualmente, o Código Civil estabelece essa norma para pessoas com mais de 60 anos.

Da Redação / Agência Senado

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Opinião, Notícia e Humor


MANCHETES DO DIA

(Se você não teve tempo hoje de ler os principais jornais do País, leia-os agora)

O GLOBO
PMDB DESAFIA PT E DIZ QUE NÃO CEDERÁ “UM MILÍMETRO”

Após primeiro atrito, Temer é incluído na transição, mas sem função. O PMDB já apresentou ao PT a conta do apoio para a eleição de Dilma Rousseff: quer manter os atuais ministérios, mas aceita menos se ganhar pastas "com a porteira fechada", nomeando o segundo escalão. "O PMDB não terá a ousadia de avançar um milímetro em seus direitos. Mas não vai recuar um milímetro em seus deveres", disse o líder do partido, deputado Henrique Eduardo Alves. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, jantou ontem com o vice-presidente eleito, Michel Temer, presidente do PMDB, para tratar do assunto. Diante do atrito com o PMDB, excluído da primeira reunião da transição, Temer foi chamado para a equipe, sem tarefa definida, segundo Dutra. Em entrevistas às TVs Bandeirantes e SBT, Dilma disse que a briga entre partidos não chegou até ela, mas explicou que Temer entrou na transição em nome da campanha, e não do PMDB. Ela assegurou que os partidos que a apoiaram serão contemplados no governo, com critérios técnicos, mas também políticos. E admitiu que gostaria de criar mais um ministério: o das micro, pequenas e submédias empresas. (Págs. 1, 3 e Merval Pereira)

Presidente eleita estuda fórmula para antecipar para o ano que vem parte de aumento a ser concedido em 2012. A equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff vai negociar com as centrais sindicais uma nova fórmula para reajustar o salário mínimo a vigorar já em 2011, relata Valdo Cruz. Uma proposta prevê antecipar parte do aumento real a ser concedido em 2012. O modelo atual determina a correção pela inflação mais a variação do PIB de dois anos antes. Sem crescimento em 2009, o reajuste de 2011 só usaria a inflação. Como o PIB deve avançar 7% neste ano, Dilma "desarmaria a bomba" de um reajuste muito grande adiante.O aumento do salário mínimo para R$ 600, bandeira da campanha do PSDB, será agora prioridade da oposição no Congresso. (Págs. 1 e A4)

O ESTADO DE S. PAULO
MAL-ESTAR COM PMDB FAZ DILMA PÔR TEMER NA EQUIPE DE TRANSIÇÃO

Primeira reunião teve só petistas, o que irritou os aliados peemedebistas. A presidente eleita Dilma Rousseff designou ontem o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB) para integrar a "equipe de transição de governo. A decisão foi tomada depois do mal-estar causado pela exclusão do PMDB da primeira reunião da equipe, a qual compareceram somente petistas. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, tentou explicar como funcionará o comitê: “Eu vou conversar com os diversos partidos. O (Antonio) Palocci trabalhará a questão mais técnica. E o Temer, vamos conversar com ele”. Após insistência dos repórteres, Dutra disse que Temer vai “coordenar o processo". (Págs. 1 e Nacional A4)

JORNAL DO BRASIL
PLÍNIO PREVÊ MENSALÃO NO NOVO GOVERNO

Ex-candidato do PSOL critica bloco governista. Classificando a vitória do PT na eleição presidencial de “um horror”, o candidato derrotado à Presidência pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, afirmou que a bancada que vai apoiar o governo de Dilma Rousseff no Congresso é composta por “gente da pior espécie e haverá mensalão”. Pessimista em relação ao futuro, disse preferir a “repressão” que viria com José Serra à “cooptação” do governo Lula. (Págs. 1 e País, 2 e 3)

CORREIO BRAZILIENSE
PMDB JOGA DURO E DILMA ESCALA TEMER

Alijado das primeiras discussões na transição, futuro vice-presidente comandará as negociações políticas. Pressionada pelo principal partido aliado nestas eleições, a presidente eleita Dilma Rousseff divulgou ontem nota oficial anunciando que o deputado federal Michel Temer fará parte do comando de transição do governo. A partir de agora, ele será um dos articuladores com o Congresso e com as outras legendas que apoiaram a candidata vitoriosa. O anúncio tenta acabar com o mal-estar que se instalou no PMDB um dia após a eleição de domingo. Das primeiras reuniões para a equipe de transição, participaram apenas os petistas José Eduardo Dutra, José Eduardo Cardozo e Antônio Palocci. O peemedebista ficou fora das primeiras discussões e das listas de colaboradores. “O PMDB é um partido parceiro e o vice estará conosco permanentemente”, declarou Cardozo. À noite, Dutra e Temer começaram a discutir como será feita a distribuição de cargos. (Págs. 1, 2 e 3)

VALOR ECONÔMICO
PMDB JÁ INFLUENCIA AS DECISÕES DA TRANSIÇÃO

Passam pelo PMDB as decisões mais importantes a ser tomadas no curto prazo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com vistas à transição para o governo da presidente eleita Dilma Rousseff: a nomeação do 11º ministro do Supremo Tribunal Federal, dos dirigentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a compra de caças para a Força Aérea, a cargo do Ministério da Defesa, de Nelson Jobim (PMDB). O principal nome do partido no futuro governo, o vice-presidente Michel Temer, foi indicado ontem pela presidente Dilma para compor a coordenação política da equipe técnica de transição. Esse grupo será nomeado pelo presidente Lula e terá a participação do coordenador-geral da campanha, José Eduardo Dutra, e dos deputados federais do PT de São Paulo, Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo. (Págs. 1, A5, A10, A11, A12 e A13)


Veja também

ARTIGOS

A via-crúcis argentina (Correio Braziliense)

A morte prematura de Néstor Kirchner (não foi totalmente testado nas urnas o projeto continuista) resulta em oportunidade para um olhar mais profundo na vida da Argentina, país onde o voto é secreto desde 1910, caso único na América Latina. Isso abriu caminho para que eleitores urbanos, do Partido Radical, conseguissem derrubar, por meio do voto, em 1912, a oligarquia até então reinante. Instalou-se no país um quadro de hegemonia burguesa, outra novidade no continente. Era a Argentina dos anos 10 e 20, da rebelião universitária de Córdoba, origem de uma nova religião, a da autonomia universitária. O estadista francês Clemenceau visitou a Argentina nessa época e se encantou, entre outras coisas, com o metrô abaixo da linha do Equador. Daí o sonho de sustentar-se como uma Austrália sul-americana, um país de Primeiro Mundo em meio a um mar de pobreza. Mas o crack financeiro de 1929 bateu forte na que foi a quarta economia do mundo, e o presidente Yrigoyen, o herói da classe média, caiu golpeado. Os anos 1930 foram a década infame, de quarteladas e bochinchos, até o advento do populismo peronista. Os descamisados, os párias da industrialização, sobrepassaram politicamente a classe média. Mas o peronismo acabou ficando de caixa baixa e sem condições de manter a teatralidade da maior mobilização de massas da América Latina. Acabaram as reservas conseguidas com vendas de excedentes agrícolas no pós-Segunda Guerra.

Caminho de volta ao futuro (Valor Econômico)
Democratizar a mídia (O Estado de S. Paulo)
Especialmente os ateus (Correio Braziliense)
O Brasil nos trilhos (O Estado de S. Paulo)
O velho e o novo em Basileia 3 (Valor Econômico)
Sensaboria bem-vinda (Correio Braziliense)
Sobre as empresas estatais (O Estado de S. Paulo)
Somos todos passageiros (O Estado de S. Paulo)


COLUNAS

A cor do mapa (Correio Braziliense - Marcos Coimbra)

Enquanto proliferam explicações e opiniões a respeito da vitória de Dilma, é preciso estar atentos aos fatos. Sem eles, ficam somente as impressões e as versões. Algumas sequer nascem da interpretação de alguém, com a qual se pode concordar ou discordar. São as mais perigosas, pois não estão claramente marcadas com um sinal de autoria. Por não tê-lo, terminam parecendo verdades naturais, como se fossem apenas dados de realidade. Tome-se o modo como a mídia costuma apresentar os resultados da eleição, sempre através de mapas. Todos os veículos os usam, colorindo os estados onde Dilma ganhou de uma cor e aqueles onde Serra se saiu melhor de outra. Não por acaso, pintam os primeiros de vermelho e os outros de azul. Vistos sem maior reflexão, esses mapas mostram um retrato enganoso da eleição. Pior, podem induzir a uma impressão equivocada e a versões incorretas sobre a eleição que acabamos de fazer. O que vemos é um Brasil dividido quase ao meio, ao longo de uma linha que começa no Acre, passa pela divisa norte de Rondônia, Mato Grosso e Goiás, e vai até o Atlântico, na altura do Espírito Santo. Abaixo dela, tudo fica azul, salvo o Rio de Janeiro, Minas Gerais e o pequeno Distrito Federal.

Agora, aos fatos (Correio Braziliense - Brasil S.A)
Cotoveladas (O Globo - Merval Pereira)
Dois pesos (O Globo - Panorama Econômico)
Em nome das urnas (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)
Gilmar atirou no Congresso e no STF (O Globo - Élio Gaspari)
Lula não quer a antessala de Dilma (Valor Econômico)
Os compromissos de Dilma Rousseff (Valor Econômico - Brasil)
Parte do dinheiro (Correio Braziliense - Ari Cunha - Visto, Lido e Ouvido)
Quem precisa de carisma? (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Questão de força (O Estado de S. Paulo - Direto da Fonte)
Será que desta vez o Fomc consegue? (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Sinais exteriores (Correio Braziliense - Brasília-DF)
Um bloco auxiliar (O Globo - Panorama Político)

ECONOMIA

Anatel lança programa para proteger usuários (O Globo)

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, na última semana, um Plano de Ação Pró-Usuários com o objetivo de ampliar a proteção aos direitos do consumidor e aumentar a participação da sociedade no processo regulatório. A agência ainda não informou as ações que adotará para tanto, mas informou uma lista de objetivos que pretende alcançar com o plano. Entre eles, proporcionar às instituições que atuam na proteção e defesa do consumidor e aos cidadãos maior participação nos processos regulatórios; promover parcerias com os órgãos oficiais de defesa do consumidor, tais como Ministério Público, Ministério da Justiça, Procons e entidades representativas da sociedade organizada, bem como com os órgãos oficiais de defesa da concorrência; e intensificar a atuação da agência junto às empresas para melhorar a qualidade dos serviços de telecomunicações na visão do consumidor. Para Guilherme Varela, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), nos objetivos divulgados pela Anatel faltou um item primordial: a transparência. Esse anúncio é um indicativo de avanço. A primeira questão é a mudança de mentalidade, entender que a defesa do consumidor é sim competência da Anatel. É preciso que haja uma reestruturação da forma de trabalho da agência, que trata de forma segmentada área de telecomunicações, enquanto o setor já o faz de forma convergente. Construir uma agenda regulatória e padronizar os procedimentos de participação.

BB está perto de aquisição nos EUA (O Estado de S. Paulo)
BC autoriza BB a levar Patagônia (Valor Econômico)
Campos deve dar à Petrobras mais de 1 bilhão de barris (O Estado de S. Paulo)
Classe D chega à universidade (Correio Braziliense)
Compromissos inconciliáveis (Correio Braziliense)
Cresce dívida externa de curto prazo (Valor Econômico)
Dívida externa de curto prazo cresce mais (Valor Econômico)
Governo Lula deixa 'conta' para Dilma (O Estado de S. Paulo)
Investimento público no ensino chega a 5% do PIB (Valor Econômico)
Mais tempo para usuário migrar de plano (O Globo)
MP vai investigar site de empréstimo (Correio Braziliense)
Muito perto do colapso (Correio Braziliense)
Parceiros temem medidas comerciais restritivas (O Estado de S. Paulo)
Petrobras volta a integrar portfólio sugerido (Valor Econômico)
Pré-sal: reserva em Santos pode ser 34% maior (O Globo)
Santander e BNB captam US$ 650 mi (Valor Econômico)


POLÍTICA

Anatel e Antaq testarão promessa de Dilma (Valor Econômico)

A celeridade da tomada de decisão e a realidade em torno do fortalecimento das agências reguladoras - anunciado no discurso de vitória da presidente eleita Dilma Rousseff - poderão ser testadas no curto prazo. Pelo menos uma delas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), exige posicionamento ou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou, quem sabe, já receba influência da sua sucessora. A Anatel terá duas vagas em aberto, ainda nesta semana, a de presidente e a de vice. E importantes decisões previstas até o fim do ano não poderão ser formalizadas sem o preenchimento dos cargos. O governo Lula deu pouca atenção às agências. Uma cadeira continua vaga na diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sete meses depois de o presidente ter enviado, em abril, a mensagem ao Senado com a indicação do almirante Murillo Barbosa para o cargo. Barbosa foi sabatinado, em junho, pela Comissão de Serviços de Infraestrutura, e a aprovação passou a depender, desde então, da votação em plenário, que até agora não ocorreu. Já na Anatel, fontes informaram ontem que não receberam ainda nenhum comunicado oficial, mas na agência a expectativa é que o Planalto prorrogue até o fim do ano a Presidência de Ronaldo Sardenberg que deixa o cargo formalmente sexta-feira, mas tem mandato de conselheiro até novembro de 2011. Neste caso, não há necessidade de ser sabatinado no Congresso Nacional, o que tem que acontecer diante de uma nova indicação. O vice-presidente Antonio Bedran deixa a agência na quinta-feira e, segundo informou ao Valor na semana passada, em São Paulo, não tem expectativa de ser reconduzido.

Arcebispo do Rio diz que igreja saiu fortalecida das eleições (Valor Econômico)
Aumento dos royalties preocupa mineradoras (Valor Econômico)
Batalha também na Câmara (O Globo)
Cabo eleitoral de Teo Vilela foi campeão de votos em AL (Valor Econômico)
Campanha de eleita ajuda Crivella e Mercadante (O Estado de S. Paulo)
Carvalho, Bernardo e as metas de 100 dias (Correio Braziliense)
Cinturão agrícola reforça oposição ao PT (Valor Econômico)
Com rombo, campanha de Serra busca recursos (O Estado de S. Paulo)
Comando da Defesa Social deve mudar (O Estado de S. Paulo)
DEM recusa ideia de fusão com o PSDB (O Estado de S. Paulo)
Desafeto de Lula, Perillo sai fortalecido da eleição (O Estado de S. Paulo)
Dilma avalia criação de metas para gastos (O Globo)
Dilma discutirá com governadores medidas de saúde e segurança (Valor Econômico)
Dilma planeja reajustar valor do Bolsa-Família (O Estado de S. Paulo)
Dilma: discutir reeleição agora é 'botar carroça na frente dos bois' (O Globo)
Dissidente de Cuba espera sinal de Dilma (O Estado de S. Paulo)
Dutra chamará todos os aliados para discutir cargos (O Estado de S. Paulo)
Dutra recebe a missão de conter o PT no governo (Valor Econômico)
Economista acha que é hora de exigir mais de quem recebe (O Estado de S. Paulo)
Eleita fala em 'ganho real' para o Bolsa-Família (O Estado de S. Paulo)
Emissões por combustíveis fósseis aumentam 39% em 18 anos no Estado (O Estado de S. Paulo)
Empreiteiras de novo no topo de doadores (O Globo)
Estados de forte produção agrícola preferiram Serra (O Estado de S. Paulo)
Estudo mostra queda no impacto do programa sobre decisão de voto (O Estado de S. Paulo)
Exemplo de Dirceu afasta Palocci da Casa Civil (O Estado de S. Paulo)
Goiás quer garantir financiamento para a Celg (O Estado de S. Paulo)
Ibope comemora índice de acertos (O Estado de S. Paulo)
Jatinhos durante a campanha (Correio Braziliense)
Marina deu aval à empresa de seu vice (Correio Braziliense)
Marina e insatisfação levaram a virada de Serra no RS, ES e GO (Valor Econômico)
Mudanças na cúpula tucana ficam para o ano que vem (O Estado de S. Paulo)
No Acre, o melhor desempenho (O Estado de S. Paulo)
Novo governo pode ter metas para gastos e investimentos (O Globo)
O apetite voraz do PMDB (O Globo)
O Memórias Reveladas (O Globo)
OAB reage a ataque ao Nordeste no Twitter (O Globo)
Objetivo é comprovar se despesa pública tem qualidade e retorno (O Globo)
Para o Irã, vitória de petista fortalece bloco contra EUA (O Estado de S. Paulo)
Pauta imediata de Lula tem STF, Cade e agências (Valor Econômico)
PDT pretende 'avançar em outros espaços' (O Estado de S. Paulo)
Perplexidade, ceticismo, desespero (O Estado de S. Paulo)
Planalto reprova aparição de Dirceu na TV (O Globo)
Planos incluem viagens, palestras e reforma política (Valor Econômico)
Plínio bancou mais da metade do valor gasto pelo PSOL (O Estado de S. Paulo)
PMDB pressiona e Temer ganha espaço político (Valor Econômico)
Presidente eleita defende reajuste real para o salário mínimo em 2011 (O Globo)
Prioridades de Dilma são enormes abacaxis (O Estado de S. Paulo)
Professor se demite em protesto contra sigilo (O Globo)
PSB usará voz das urnas para pleitear mais espaço (O Estado de S. Paulo)
PSDB vai esperar por desempenho de Dilma para definir rumos (Valor Econômico)
PT cede e inclui Temer na transição (O Globo)
Recesso vai afetar análise de contas (O Estado de S. Paulo)
Ruralistas encontram Dilma para tratar de recuperação de renda (O Estado de S. Paulo)
Sem saco de maldades (Correio Braziliense)
Simão Jatene define comando da transição (O Estado de S. Paulo)
Sinal verde para o loteamento (Correio Braziliense)
Sucessão no Cade passa por definição na Justiça (Valor Econômico)
Um 'Café com a presidenta?' (O Estado de S. Paulo)
Um cantinho no GDF (Correio Braziliense)
Vice bancou quase metade dos gastos de Marina (Valor Econômico)
Vitória com dinheiro alheio (Correio Braziliense)
Voto antipetista em BH afeta planos do partido para 2012 (Valor Econômico)

Papaléo ressalta atuação de Tuma como servidor público

Romeu Tuma (PTB-SP) foi um servidor exemplar, afirmou nesta quarta-feira (3) o senador Papaléo Paes (PSDB-AP), durante pronunciamento em homenagem ao senador paulista, falecido na semana passada. A vida pública do ex-policial demonstra, na avaliação de Papaléo, que o serviço público não é um mero instrumento de ascensão social, mas "uma oportunidade que se oferece às pessoas de bem, para que sejam uteis aos seus semelhantes".

O parlamentar do Amapá fez um histórico da trajetória de Tuma, que muito jovem ingressou nos quadros da Polícia paulista. Para Papaléo, Tuma emprestou cordialidade à atividade política e sempre contou com a confiança de seus pares. Prova disso, lembrou, foi o fato de ter sido, até o momento, o único parlamentar a ocupar o cargo de corregedor do Senado.

- Tuma teve atuação destacada ao longo desses 16 anos. Por sua respeitabilidade conferimos a ele atribuições de extrema relevância. Nas mãos de Tuma colocamos, entre outras, as responsabilidades de promover amanutenção do decoro, da ordem e da disciplina no exercício de mandato- disse Papaléo Paes.

Da Redação / Agência Senado

Salário mínimo para 2011 entra em fase decisiva nesta semana

O valor do salário mínimo a partir de 1º de janeiro de 2011 depende de dois fatos importantes na agenda desta semana da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e do relator-geral da proposta orçamentária para o próximo ano, senador Gim Argello (PTB-DF).

Hoje, a CMO - que está reunida - deve votar relatório com a nova previsão da arrecadação para o próximo ano, elaborado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). Com base nesse documento, o relator-geral vai definir se o mínimo ficará em R$ 538,15, como propôs o governo no projeto enviado ao Congresso, ou se vai incorporar algum ganho real. Nesta quinta-feira (4), Gim Argello deve receber os dirigentes das centrais sindicais, que reivindicam um mínimo de R$ 575,80. A idéia dos sindicalistas é acrescentar à inflação estimada para 2010 (de 5,5%) a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 8%. Desde 2006, a fórmula de reajuste negociada entre as centrais sindicais e o governo era o índice de inflação do período somado ao percentual de crescimento do PIB de dois anos anteriores. Como a variação do PIB em 2009 foi negativa, o governo decidiu propor como critério de correção apenas a estimativa da inflação para 2010.

Reestimativa

Conforme o Resumo da Avaliação da Receita para 2011, divulgado pela Comissão Mista de Orçamento, a receita primária da União para o próximo ano poderá atingir R$ 985,3 bilhões, chegando a um acréscimo de R$ 17,68 bilhões (cerca de 1,8% a mais) em relação à estimativa anterior, que era de R$ 967,63 bilhões. Desse acréscimo, R$ 10,61 bilhões provêm de reestimativa da receita com impostos e contribuições federais, enquanto R$ 6,2 bilhões são provenientes das receitas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). O resumo da avaliação indica cinco fatores que contribuíram para a elevação da receita: alterações na legislação tributária posteriores ao encaminhamento do projeto de lei orçamentária; decisão judicial favorável ao Fisco federal; desvio metodológico na previsão das receitas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS); receitas com alienação de ativos; e subestimativa de elementos da receita não administrada, conforme o acolhimento de emendas de receita.

Da Redação / Agência Senado

Relatório de receita do Orçamento prevê mais R$ 17,68 bilhões

Aumento da alíquota do IOF sobre investimentos financeiros externos e CSLL das empresas exportadoras contribuem para o aumento da estimativa de arrecadação. Relatório pode ser votado nesta quarta (3).

A receita primária da União em 2011 poderá atingir R$ 985,3 bilhões, com um acréscimo de R$ 17,68 bilhões (cerca de 1,8% a mais) em relação à estimativa anterior, que era de R$ 967,63 bilhões. É o que prevê o Resumo da Avaliação da Receita para 2011, divulgado nesta segunda-feira pela Comissão Mista de Orçamento. Desse acréscimo, R$ 10,61 bilhões provêm de reestimativa da receita com impostos e contribuições federais, enquanto R$ 6,2 bilhões são provenientes das receitas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). O relator da área de receita, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), informou que a comissão poderá votar nesta quarta-feira (3) o relatório com a nova previsão de arrecadação.


Fatores

Segundo o resumo da avaliação, são cinco os fatores a contribuir para a elevação da receita: alterações na legislação tributária posteriores ao encaminhamento do projeto de lei orçamentária; decisão judicial favorável ao Fisco federal; desvio metodológico na previsão das receitas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS); receitas com alienação de ativos; e subestimativa de elementos da receita não administrada, conforme o acolhimento de emendas de receita. Em relação ao primeiro desses fatores – mudanças na lei tributária -, Bruno Araújo estima um aumento de cerca de R$ 3 bilhões na arrecadação do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF), em virtude do aumento da alíquota sobre investimentos financeiros externos. Quanto ao segundo fator, Bruno Araújo cita a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar efetivamente devida a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas exportadoras, o que deve render R$ 7,6 bilhões aos cofres públicos, segundo o relatório. "A União vai voltar a ter um fluxo em relação a esses recursos, o que vai gerar uma receita nova", explicou.

Emendas

O relator decidiu acatar três emendas parlamentares que envolvem renúncia de receita, todas de iniciativa do deputado João Dado (PDT-SP). São elas: isenção das cadeiras de rodas e aparelhos auditivos do Imposto de Importação (II); abatimento do Imposto de Renda da Pessoa Física de despesas com planos de saúde em benefício de terceiros não dependentes; e redução da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária cobrada de farmácias e drogarias enquadradas como microempresas ou empresas de pequeno porte.

Reportagem – Luiz Claudio Pinheiro e Sílvia Mugnatto
Edição – Marcos Rossi

Convênios do Amapá com a União

Mais de 1,5 milhão de reais liberados para o Amapá no último mês

O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa que, entre os dias 03/10/2010 e 02/11/2010, o total liberado pela União, em convênios para o Amapá, foi de R$ 1.569.333,68 (um milhão, quinhentos e sessenta e nove mil, trezentos e trinta e três reais e sessenta e oito centavos). Os recursos foram para Macapá e Oiapoque. Vieram de diversos ministérios para ações em áreas como sistema de abastecimento de água, de fiscalização do INMETRO e de estágio de estudantes. Detalhes podem ser conferidos ao se clicar no nome do município acima.

Transferências federais para o Amapá no exercício 2010 (até hoje, 03/11)


Total destinado ao Estado: R$1.496.755.203,55

Total destinado aos municípios do Estado: R$321.730.239,15

Para mais detalhes, clique aqui

Atenção!

Prezado amapaense, mais do que nunca, fiscalize. Acompanhe os recursos que são liberados pela União para o seu município. Clique na foto com a logomarca e o link para o "Portal da Transparência", na coluna direita no blog, para conferir as liberações de convênios no último mês. Disponibilizaremos, também, o total de transferências federais diretas para o estado. No exercício 2010, até hoje, foram quase R$1,5 bi para o Amapá. Estes serviços estarão sempre disponíveis e atualizados para você.

Sobre o "Portal da Transparência"

O Portal da Transparência do Governo Federal é uma iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU), lançada em novembro de 2004, para assegurar a boa e correta aplicação dos recursos públicos. O objetivo é aumentar a transparência da gestão pública, permitindo que o cidadão acompanhe como o dinheiro público está sendo utilizado e ajude a fiscalizar. O Governo brasileiro acredita que a transparência é o melhor antídoto contra corrupção, dado que ela é mais um mecanismo indutor de que os gestores públicos ajam com responsabilidade e permite que a sociedade, com informações, colabore com o controle das ações de seus governantes, no intuito de checar se os recursos públicos estão sendo usados como deveriam.

Fique de olho...


DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Quarta-feira, 03 de novembro de 2010


Destaques nacionais

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Anvisa fixa norma para renovação simplificada do registro de medicamentos

MRE
IRBr lança edital para o Programa Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia

MDIC
Prorrogadas as inscrições do Prêmio BNDES de Economia

MPOG
Criado o Comitê Supervisor do PROSIS

Mais destaques



Seleções e concursos

FNDE abre processo de inscrição e avaliação de obras para o PNLD

IFMA retifica edital de concurso para magistérios básico, técnico e tecnológico

Justiça convoca candidatos aprovados em concurso público

Mais concursos



O Amapá no DOU

Clique aqui para conferir tudo sobre o estado na edição de hoje...

José Sarney

Jogo não muito limpo

Nenhuma legislação foi tão sujeita a mudanças constantes quanto a eleitoral. Na história do Império e da República foram tantas as mudanças que, catalogadas, dão uma enciclopédia. Também há uma constante nessas mudanças: são todas elas casuísticas. É tão instável o processo eleitoral brasileiro que a lei prevê para cada eleição que o Tribunal Superior Eleitoral edite uma resolução regulando desde a propaganda até a contagem final dos votos. Ainda deve acrescentar-se uma anomalia que não se verifica na sistemática de nenhum outro tribunal: as consultas sobre como os juízes irão julgar determinada questão. E estas, uma vez respondidas, não têm efeito vinculante, e não raras vezes mudam de interpretação ou têm interpretação contraditória. Navegar nesse mar de incertezas resulta num processo que é danoso para a democracia: a judicialização da política. Nessas eleições, a experiência que fica não é a de que a Justiça Eleitoral fiscalizou a eleição, mas a de que ela própria fez a eleição. Basta ver o imbróglio que provocou a lei da Ficha Limpa para execução imediata, com os prazos correndo, o que fez com que muitos candidatos concorressem com uma espada sobre a cabeça, suas candidaturas pendentes de recursos. A Justiça Eleitoral passou a ser um terceiro turno, porque os outros dois ainda dependiam de decisões que os tribunais não tiveram tempo de tomar. A função principal da Justiça Eleitoral é assegurar a verdade eleitoral, e não substituir o processo político. Um candidato me disse que tinha mais advogados do que cabos eleitorais. Tudo isso, felizmente, foi salvo pelo avanço da urna eletrônica - que, depositária da decisão final, o voto, conquistou total confiança do povo, e nunca mais se discutiu fraude em apuração, como nos velhos tempos em que levávamos semanas para o resultado final - e pela integridade e nível jurídico e moral dos juízes, que dão total tranquilidade aos que demandam. A eleição atual, com as emoções e paixões que despertam a possibilidade de exercer o poder, decorreu até quase ao fim do primeiro turno no nível de uma democracia avançada. Depois as coisas mudaram, e já no segundo turno parece que desapareceram as menores regras do respeito que deve presidir uma eleição civilizada. As eleições a cacete do Império voltaram, com palavras e fatos manchando o processo democrático. Pela primeira vez, a religião entrou no debate e Deus passou a ser disputado, chegando um candidato a dizer que é do bem e o outro do mal. Uns condenados à salvação e outros ao inferno, além da baixaria correndo a solta, atingindo pessoas irresponsavelmente. Evidentemente, num clima desses, a cada ação responde-se com reação, e o resultado não é dos melhores. Lembro-me que Bush, em sua campanha, invocou o Império do Mal para despertar o sentimento dos fanáticos das seitas religiosas, e o que se viu foi o despertar do demônio do ódio a dividir a sociedade americana. Aqui não se chegou a tanto, mas o que tem sofrido dona Dilma não é para Tiririca dar risada.

José Sarney

foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa.

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