quinta-feira, 3 de julho de 2014

Deu no Facebook...

Em menos de 03 dias o Amapá é novamente notícia no @bomdia_brasil, primeiro foi a precariedade no Hospital Mãe Luzia, onde duas grávidas são obrigadas a dividir o mesmo leito na maternidade.. hoje foi mostrado as condições da BR 156, um verdadeiro atoleiro se formou justamente aqui "Onde Começa o Brasil". E pra quem não assistiu o jornal, segue o link da matéria, uma vergonha !!! http://t.co/M4rgrYckUJ
A cidade de Oiapoque, no Amapá, extremo norte do Brasil, está isolada por terra. A principal...
T.CO

Coluna "Argumentos" - Cléber Barbosa

Rádio

O Luiz Melo realizou ontem uma didática entrevista com José Seixas, assessor jurídico do TRE-AP. Em pauta, o que ‘pode’ e o que ‘não pode’ nas eleições deste ano. E também os limites impostos pelas regras da eleição para a cobertura da imprensa aos políticos.

Pauta

O Tribunal de Justiça lançou ontem um balanço do 1° semestre deste ano, de 1.158 julgamentos. E já retomou os outros, deste segundo semestre, com sessão concorrida no plenário da Câmara Única.

Célere

Segundo o desembargador Carmo Antônio, que preside a Câmara Única do Tjap, a celeridade vai continuar no restante do ano. “Conto sempre com o prestimoso apoio de meus pares”, disse o magistrado.

Suspeito

Eis um caso que merece apuração. Agências de viagem estariam se dispondo a renunciar em 100% seu comissionamento só pra ganhar licitações de importantes órgãos públicos. E estão levando.

Tomara!

O governador já teria batido o martelo: Ninguém no GEA deve meter o bedelho na disputa Icomi x Ecometals. Quem tiver o direito é quem vai explorar o minério. A Justiça diz ser a Icomi.

Bronca
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O empresário Odilon Filho (foto) está de novo no olho do furacão, por suas turbulentas relações com o governo do estado. Sua empresa fornece refeições à Secretaria de Saúde, que lhe deve dez meses. Ele ameaça cortar alimentação de hospitais.

Apelo

Uma declaração de um político do Piauí gerou uma enorme repercussão em todo o país. Trata-se do deputado Robert Rios (PDT),  que usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí pra dizer:  “Trocaria os três senadores do meu estado para ter o Sarney do Amapá”.

Retaliação?

A Sesa admite os atrasos com o empresário, mas não que o fornecimento da alimentação seja reduzido. Ameaça chamar a segunda colocada na licitação, segundo diz Odilon, que teve o fornecimento de energia cortado ontem pela Companhia de Eletricidade (CEA). Adivinhe por quê? Por falta de pagamento de Odilon à estatal de energia.

Fique de olho...

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Deputado piauiense Roberto Rios: “trocaria os três senadores do Piauí pelo Sarney”

Segundo o jornal Capital Teresina, o deputado estadual Robert Rios (PDT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí para voltar a criticar a última visita da presidente da República, Dilma Rousseff, ao Estado. O deputado ressaltou ser amigo pessoal dos três senadores piauienses, João Vicente Claudino (PTB), Ciro Nogueira (PP) e Wellington Dias (PT), mas, segundo ele, por conta da falta de projetos para o Piauí, trocaria os três pelo ex-presidente da República e senador pelo Estado do Amapá, José Sarney (PMDB). Robert Rios alegou estar cansado de ouvir mentiras dos partidários da presidente Dilma Rousseff. “Foram tantas mentiras que o Piauí não aguenta mais. O Piauí está sofrendo uma crise energética, e a presidente vem aqui e não dá uma palavra sobre isso. Dias depois, estão dizendo que ela vai mandar R$ 500 milhões. Será que ela perderia a oportunidade de dizer isso diretamente para a população piauiense? Mas é melhor ouvir mentiras do que ser surdo. O Piauí não aguenta mais tanta mentira.” Continuou Robert Rios: “o Sarney levou porto para o Maranhão, levou estrada de ferro para o Maranhão, e o Piauí não tem nada". "Estamos é perdidos num mar de mentiras”, criticou. (...).

Leia a matéria completa, clicando aqui.
Saiba mais:

Governo José Sarney (1965-1970)

José Sarney, no tempo em que foi governador, foi apoiado por esquerdistas de então, como Glauber Rocha (que fez campanha para o Sarney) e a chamada “Bossa Nova da UDN. Com um estilo próprio de governo - popular, dinâmico e modernizador -, recebia em audiências diariamente dezenas de pessoas dos mais variados setores da população e provocou, segundo Veja (11/3/70), uma “revolução na administração”, chamada de "milagre maranhense". Os investimentos decuplicaram, aumentando em 2.000% o orçamento do estado, mudança que nunca mais viria a acontecer.  O novo governador sabia que era necessário compensar anos de atraso provocado pelo “vitorinismo”. Por isso, foi construída a usina hidrelétrica de Boa Esperança, na fronteira sul do Maranhão com o Piauí, pela Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança (Cohebe), que passou a fornecer energia a cerca de 40 cidades do interior dos dois estados e parte do Ceará. Ainda segundo Veja (4/2/1976), nos quatro anos da administração Sarney o Maranhão deu um salto: o estado pulou de zero para quinhentos quilômetros de estradas asfaltadas - e mais dois mil quilômetros de estradas de terra -. Criou-se, além disso, uma rede de telecomunicações cobrindo 85 municípios; elevou-se de um para 54 o número de ginásios estaduais e ampliaram-se de cem mil para 450 mil as matrículas escolares. No início de 1970, Sarney inaugurou, com uma assistência de cem mil pessoas, a ponte de São Francisco, sobre a foz do rio Anil, ligando a ilha de São Luís - onde fica a capital - ao continente. A construção da ponte já havia passado ao domínio da lenda, pois se estendera por vários governos. A construção do porto de Itaqui, a barragem do rio Bacanga e o planejamento da cidade industrial foram outras iniciativas. Por tudo isso, a oposição não se cansa de estrebuchar. Precisa sempre dos lobby´s preconceituosos da industria paulista para menosprezar o que é positivo para os povos do Norte e do Nordeste.

Por Said Barbosa Dib

Said Barbosa Dib: "Sarney, o estadista"


“O importante não é o que fazem do homem,
mas o que ele faz com que fizeram dele”.

Jean-Paul Sartre

Não se sabe se Sartre, filósofo, escritor, ateu, conheceu o também intelectual e político maranhense, José Sarney, católico fervoroso, místico assumido. Mas o francês bem poderia ter se inspirado no autor de “Marimbondos de Fogo” para criar o que definia em sua filosofia existencialista como “homens autênticos”, aqueles que sabem assumir posições, que conseguem dar sentido às suas ações, à suas existências, principalmente quando as adversidades da vida (“o que fazem dele”) assim o exigem. Sartre diferenciava esta espécie de homens daqueles que não tomam posição, não assumem responsabilidades, os “inautênticos”. Estes, segundo o pensador, diante dos vários caminhos que a vida proporciona, ao terem que enfrentar a “angústia inexorável da escolha”, ao experimentarem “o peso da liberdade”, se sentem no vazio e encolhem, aninhando-se no que chamava de “má fé”. Sarney se mostrou paradigma do primeiro tipo, os homens de “boa fé”, quando, diante da trágica morte de Tancredo, foi alçado à Presidência num contexto extremamente adverso e delicado de transição política, de profunda crise econômica e revanchismos de todos os lados. Mas, não se encolheu. Tornou posição, assumiu responsabilidades, cumprindo todos os compromissos da Aliança Democrática. A missão não foi nada fácil. Além dos profundos problemas políticos e econômicos que herdara, a imprensa, amordaçada por anos e se aproveitando da natural frustração das massas em decorrência da morte do presidente eleito, ao longo de toda a “Nova República” não deu tréguas. Constantemente tentou abstrair o papel de Sarney - junto com Tancredo, Marco Maciel, Aureliano, Montoro e outros - da complexa e delicada negociação com vistas à eleição do governador mineiro. Não havia qualquer clima favorável ou mesmo compreensão, por parte da mídia, para a necessidade, pelo menos, de se dar um tempo para se construir a governabilidade. Lastreado pela sua história de vida, o Presidente Sarney teve que conquistar esta condição, a despeito da mídia e dos que se diziam aliados, ou seja, só pôde contar consigo mesmo, com sua boa-fé e suas extraordinárias vontade política e capacidade de conciliação. O esforço vem sendo gradativamente reconhecido no Brasil e até no exterior.

José Sarney: “verdadeiro político cinco-estrelas”

Ronald M. Schneider, professor de Ciência Política do Centro de Pós-Graduação da Faculdade Queens, da City University of New York, realizou estudo comparativo dos líderes mundiais, em especial da América - Latina, onde apontou o senador José Sarney como o “melhor chefe de governo para uma transição democrática”. No estudo, realizado por décadas pela universidade, a avaliação teve como base a complexidade e variedade de desafios enfrentados por um líder de governo. A atuação de José Sarney em assegurar a transição democrática no Brasil, orientando o País em seu primeiro governo civil, depois de 21 anos de arbítrio militar, foi o destaque. Schneider destaca a participação do ex-presidente na convocação da Constituinte e na elaboração “da nova e moderna Constituição de 1988”. O documento menciona ainda José Sarney como recordista mundial em eleições vencidas para deputado, governador e senador. E como “melhor presidente com desempenho intelectual em obras literárias”.

Confira a seguir uma tradução livre da íntegra do documento, denominado Corporative Latin American Politics:

“1. Melhor executivo-chefe para a transição para a democracia

Este julgamento leva em conta a complexidade e variedade de desafios, tanto em assegurar a transição pós-1984, quanto guiar o país durante a jornada pedregosa que vai do primeiro dia de governo civil, passando pelas eleições de 1985, 1986 e 1989, bem como a elaboração e implementação de uma constituição moderna, nova; um programa econômico original e inovador, o pioneirismo em programas sociais; e os passos cruciais para a integração econômica regional.

2. O campeão mundial em eleições vencedoras (invicto em mais de cinco décadas)

Nenhum outro líder chega perto de seu recorde em longa e ininterruptas eleições vencedoras, como deputado federal, como governador, e vários mandatos para o Senado (Consulte coleção anexados de páginas manuscritas a este respeito)

3. Melhor performance presidencial por um intelectual notável

Como regra, os intelectuais proeminentes, autores literários particularmente, têm sido grande decepção como chefes de Estado ou de governo. Sua estatura em prosa e poesia, com tradução em várias e principais línguas estrangeiras, faz com que ele se destaque.

4. Campeão do mundo em manter um papel de liderança política

Ainda preside o Senado, cerca de 22 anos depois de deixar a Presidência da República, além de ser líder de ranking do partido que ainda é indiscutivelmente o maior do país (PMDB).

5. Único ex-presidente a se tornar posteriormente figura de liderança no Congresso do país

Essa conquista não conhece paralelo, envolvendo quatro mandatos de dois anos como presidente do Senado. Ainda continua, quando a maioria dos outros ex-presidentes têm sido reduzidos, na melhor das hipóteses, a respeitados estadistas mais velhos, notados em raras ocasiões cerimoniais ou reclusos em suas bibliotecas presidenciais. Essas conquistas e contribuições únicas e excepcionais fazem de José Sarney político cinco-estrelas, combinação de verdadeiro político e estadista.

Esta avaliação é baseada em várias décadas de intenso estudo comparativo de lideranças políticas em todas as regiões do mundo.

Com profundo respeito e estima, Ronald M. Schneider, professor de Ciência Política da Faculdade de Queens e Graduate Center, City University of New York.”

O estudo do professor Schneider tem fundamentação histórica diante da complexidade e dificuldade da tarefa empreendida por Sarney no processo de transição para a democracia no Brasil pós-Regime Militar. Sem voto, sem ter sido eleito para a tarefa, sem respaldo de seu próprio partido, coube a José Sarney assumir o comando da redemocratização. Como destaca o consultor do Senado, Pedro Costa, autor do livro “20 Anos de redemocratização”, as circunstâncias, seu temperamento e sua formação conduziram Sarney ao caminho de acelerar a abertura política. Trabalhou com os militares, não contra eles, como lhes disse, profissionalizando as Forças Armadas e levando-as de volta aos quartéis.

Abertura política

Imediatamente liberou a política partidária, com o ato simbólico de receber no Planalto Giocondo Dias e João Amazonas, os dois partidos comunistas e restabeleceu as eleições diretas nos antigos municípios de segurança nacional. Logo em seguida convocou a Assembléia Constituinte. Nos cinco anos de seu governo solidificaram-se as instituições. As eleições se sucederam em absoluta tranqüilidade. A imprensa nunca foi tão livre. A sociedade encontrou o caminho de uma democracia que não se esgota na eleição de seus representantes, mas se prolonga na consciência de cidadania. Pela primeira vez o brasileiro considerou-se cidadão, senhor de seus direitos, capaz de por eles se manifestar e exigir.

A preocupação com o social

A opção de “Tudo pelo Social” refletiu o empenho em voltar o Estado para os mais humildes. O Programa do Leite simboliza, em seus números, o gigantesco esforço que se fez: 1 bilhão e 300 milhões de litros distribuídos a 7,6 milhões de famílias. O vale-refeição tinha 18 milhões de beneficiados por dia; o vale-transporte, 26 milhões. Criou-se o seguro-desemprego. 58 milhões de crianças passaram a ser atendidas diariamente pela merenda escolar. A farmácia básica do CEME chegou a 50 milhões de pessoas. A reforma agrária, instituída em 1965, finalmente começou a ser realidade. A área irrigada aumentou em 1 milhão de hectares. A cultura tornou-se um desafio do governo. A pesquisa científica, recebendo apoio incondicional — foram dadas 133 mil bolsas de estudo, mais do que em todos os anos anteriores do CNPq juntos —, alcançou resultados importantes no enriquecimento do urânio e domínio da água pesada, com fibras óticas e de carbono, com lasers de alta potência. Foi criado o IBAMA e iniciada a defesa sistemática do meio ambiente. O Calha Norte marcou nossa soberania sobre a Amazônia. A conquista do Plano Cruzado foi ter transformado a economia do Brasil, aberto as portas sociais.

A transparência financeira e os resultados econômicos

Ter permitido a reforma do Estado, com a extinção da conta-movimento do Banco do Brasil, a unificação do orçamento da União, a criação do SIAFI, da Secretaria do Tesouro. Ao final do governo, Sarney tinha um resultado que, visto com os olhos de hoje, é surpreendente: crescimento e pleno emprego — o PIB per capita em dólares dobrou, chegando a US$ 2.923 (em 2004 estava em US$ 2.789), enquanto o desemprego era o menor de nossa História (2,36%). O país era a 7a potência industrial do mundo. Tivemos 67 bilhões de dólares de saldo comercial (contra um déficit de 8 bilhões de dólares no período de 1995/2002) O PIB passou de 189 para 415 bilhões de dólares, e a dívida externa caiu de 54% para 28% do PIB. A produção de petróleo passou de 2,7 para 8 bilhões de barris. A safra agrícola passou de 50 para 60 milhões de toneladas de grãos. No setor elétrico, a produção aumentou em 24,1%, o número de consumidores em 22,3%, foram investidos 29 bilhões de dólares. O déficit primário de 2,58% do PIB foi transformado em superávit de 0,8%. Em 1990, Sarney entregou a seu sucessor — eleito em eleição direta e completamente livre — um país renovado. Transformado nos planos econômico, social e político. Cumpriu-se, assim, o compromisso de Tancredo: o Brasil tornou-se uma grande democracia.

O reconhecimento nos dias de hoje

Trinta e nove senadores e 61 deputados foram apontados, há alguns dias, como os 100 "Cabeças do Congresso Nacional", na 19ª edição do prêmio promovido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Os senadores José Sarney (PMDB/AM) e Eduardo Suplicy PT/SP) são os únicos indicados como "formadores de opinião". O presidente Sarney, mesmo representando um estado nortista e ainda fraco política e economicamente, está na seleta lista de quatro parlamentares que participaram de absolutamente todas as edições dos “Cabeças do Congresso”. Os demais são representantes de estados economicamente fortes e politicamente poderosos: os senadores gaúchos Pedro Simon (PMDB) e Paulo Paim (PT) e o paulista Eduardo Suplicy (PT). Da lista do 100 “Cabeças do Congressos”, posteriormente, são escolhidos os “10 Mais” do Congresso. A elite da elite parlamentar em termos de liderança. Sarney, além de ter participado de todas as edições do 100 mais influentes,  é  o único que fez parte do seleto grupo dos “10 mais” do DIAP por onze vezes, nas edições de 1996 (2º lugar), 1997 (2º lugar), 2003 (2º lugar), 2004 (2º lugar), 2005 (6º lugar), 2006 (6º lugar), 2007 (4º lugar), 2008 (3º lugar), 2009 (5º lugar), 2010 (4º lugar) e 2011 (3º lugar). Agora, em 2012, o DIAP ainda não divulgou a lista, mas com certeza o ex-presidente estará nela.

Assim o DIAP define o perfil político do senador José Sarney

José Sarney – PMDB/AP – senador, 5º mandato, advogado, professor universitário, escritor, jornalista e empresário. Sexto ocupante da Cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras desde 1980. É, ainda, membro da Academia de Ciências de Lisboa. Um dos políticos mais influentes da República, tem mais de 50 anos, não só de vida pública, mas também de mandatos eletivos ininterruptos. Já passou pelos principais cargos que um homem público pode almejar, tendo sido, por diversas oportunidades, líder partidário e presidente de comissões importantes do Legislativo federal. Pelo Maranhão foi deputado federal em duas legislaturas (1958-1962 e 1962-1966), senador por dois mandatos sucessivos (1971-1978 e 1978-1985) e governador do estado (1965-1970). Vice-presidente e presidente da República  (1985-1990), conduziu o difícil processo de transição democrática depois de 21 anos de ditadura militar. Eleito e reeleito senador pelo Amapá, está no terceiro mandato pelo estado (1991-1998, 1999-2007 e 2007-2015). Neste período, presidiu por três vezes o Senado Federal (1995-1997, 2003-2005 e 2009-2011). Parlamentar de grande prestígio, influência e capacidade de articulação, foi defensor e um dos principais conselheiros do governo Lula no Congresso, mantendo a mesma postura agora com o governo Dilma Rousseff. É pai da governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB-MA) e do deputado federal Sarney Filho (PV-MA), que também está na lista. É o único que fez parte do seleto grupo dos “10 mais” do DIAP por 11 vezes, nas edições de 1996, 1997, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009,  2010 e 2011.

  • Said Barbosa Dib é analista político, historiador e assessor de imprensa do senador José Sarney

Fernando César Mesquita: "O papel de Sarney"


Se existe alguém com um rico histórico de contribuições à consolidação dos valores democráticos é o senador José Sarney. No registro de sua vida não há atos que o desabonem, e desafio que provem o contrário. Inverdades são publicadas e os esclarecimentos ignorados, como se a liberdade de imprensa valesse apenas para quem ataca e condena sem provas. Trabalhei em seu governo e continuo ao seu lado no Senado. Por desinformação, tentam manchar-lhe a honra e desqualificá-lo. Lembram as orquestrações nazistas, quando multidões erguiam o braço na saudação ao Führer que as concitava com palavras de ordem de morte aos judeus, aos ciganos e aos comunistas, embriagadas pelo fanatismo instrumentado por Goebbels. Assim acontece hoje com pessoas de boa-fé manipuladas por gente odienta que, em passeatas e shows de rock, repete slogans banais. Quem pesquisar a história do Brasil dos últimos 50 anos constatará que a vida de Sarney foi marcada pela preocupação com as liberdades públicas, a cidadania e a modernização do Estado. Foi um dos criadores da “Bossa Nova da UDN” – grupo de deputados inconformados com o conservadorismo do partido – e integrou a Frente Parlamentar Nacionalista. No Senado dos anos 70, foi precursor na defesa do meio ambiente e mais tarde se empenharia na realização da Rio 92. Em dezembro de 1978 relatou a Emenda Constitucional nº 11, que revogou todos os atos institucionais e complementares impostos pelos militares. Acompanhei-o na formação da Frente Liberal, que resultou na eleição de Tancredo Neves, cujos compromissos Sarney respeitou na montagem de seu governo. Legalizou todos os partidos políticos, assegurou a liberdade sindical, acabou com a censura prévia, foram realizadas as primeiras eleições diretas para prefeito das capitais em 20 anos. Na política externa,reaproximou o Brasil da China e da então URSS e reatou relações diplomáticas com Cuba.Estreitou o diálogo com a Argentina, criou o Mercosul e foi firme diante dos EUA na defesa do interesse nacional. Sarney convocou a Assembleia Nacional Constituinte, que produziu uma Carta garantindo amplos direitos sociais e incorporando os princípios de democracia direta. Seu governo inovou em todos os setores. Criou-se o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher; o Ministério da Reforma Agráriainstituiu-se o Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde, o SUDS, que universalizou o atendimento médico. A questão ambiental foi levada a sério com a criação do Ibamafoi dele a Lei de Incentivo à Cultura, atual Lei Rouanetinstituiu o vale-transporte que beneficia milhares de trabalhadores; fez o Programa do Leite, que atendia 7,6 milhões de crianças por dia; pela igualdade racial defendeu sanções contra a África do Sul ecriou a Fundação PalmaresFoi o primeiro parlamentar a propor uma política de cotas para negros. Na área econômica e financeira, surgiu a Secretaria do Tesouro Nacional; foi extinta a conta-movimento do Banco Central no Banco do Brasil, unificado o Orçamento Geral da União e criado o Siafi. Foi dele a ideia do seguro-desemprego e de proteção da moradia do trabalhador contra penhora. Também o projeto de lei que garantiu aos portadores de HIV acesso gratuito a medicamentosSarney abriu o Senado ao País com a rádio e TV Senado ao vivo. Toda a atividade parlamentar está on-line na internet, como também a administração da Casa. O senador convocou juristas para reformar os Códigos Civil, Penal, de Processo Civil e de Defesa do Consumidor, além das reformas política e eleitoral em tramitação no Congresso. Erros administrativos do Senado foram reparados por proposta de Sarney, que encomendou à FGV uma auditoria na Casa. Omissões e falhas de servidores foram apuradas, e os culpados, punidos. A reforma do funcionamento do Senado será concluída até o fim do ano. Sarney tem defeitos como todo ser humano, mas os serviços prestados ao País o fazem credor do respeito dos seus compatriotas. É injusto e imperdoável o linchamento moral que fazem de sua biografia.


Fernando César Mesquita é jornalista. Foi secretário de Comunicação Social do Senado. Foi, também, porta voz da Presidência da República no governo Sarney. Foi presidente do IBAMA e governador de Fernando de Noronha em 1987. Fernando César coordenou toda a implantação do sistema de comunicação do Senado, em destaque a TV Senado, veículo referência para a criação de outras tevês públicas. 

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