quinta-feira, 3 de maio de 2012

Na posse de Brizola Neto, presidenta afirma que Brasil vive era de formalização do emprego


A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3) que o Brasil vive uma era de formalização, e não de precarização do emprego. Ao empossar o novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, a presidenta disse que o Brasil está na contramão da tendência de desemprego e precarização da legislação trabalhista vivida pelos países desenvolvidos por causa da crise econômica.
“Nós navegamos na contramão dessa tendência e desse quadro sombrio (…) O Brasil vive uma era de formalização do emprego e não de precarização. Ficou no passado aquela triste época em que milhões de brasileiros precisavam fazer bico para sobreviver. Uma situação de mais emprego, mais trabalhadores protegidos e com bons salários é a situação que nós vivemos hoje e perseguimos sistematicamente”.
De acordo com a presidenta, o Brasil tem três grandes problemas a solucionar. Segundo ela, o país necessita de taxas de juros compatíveis com aquelas praticadas no mercado internacional e de impostos mais baixos para assegurar a produtividade de seus produtos. Outro problema apontado por Dilma é a valorização do real causada por políticas monetárias expansionistas.
Dilma afirmou ainda que o Brasil mudou a forma de conceber o desenvolvimento, que hoje leva em conta a inclusão social. Ao ser empossado, Brizola Neto afirmou que o desenvolvimento sem justiça social é uma impossibilidade.
“Não temos apenas um ciclo de progresso econômico, mas experimentamos um avanço social que incorporou mais de 40 milhões de brasileiros à vida moderna, onde a conquista do consumo e de níveis básicos de conforto e sobretudo do desejo de continuar progredindo torna nosso país uma nação com um momento muito especial”, disse o novo ministro.

Veja também:


Convênios do Amapá com a União

Quase 64 milhões em um mês

O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa que, entre os dias 31/03 a 30/04/2012, o total liberado pela União, em convênios para o Amapá, foi de R$ 63.770.615,36 (sessenta e três milhões, setecentos e setenta mil, seiscentos e quinze reais e trinta e cinco centavos). Os recursos foram para os municípios de Calçoene , Itaubal , Macapá , Mazagão , Oiapoque , Porto Grande , Pracuúba , Santana e Tartarugalzinho. Vieram de diversos ministérios para as mais variadas áreas, como:


  • elaboração de plano municipal de saneamento básico em Calçoene;
  • aquisição de veículos escolares, no âmbito do Programa Caminho da Escola, para Itaubal;
  • estruturação da Promotoria de Defesa da Mulher do município de Macapá;
  • ampliação do sistema de abastecimento de água no município de Macapá;

  • execução dos serviços de manutenção (conservação/recuperação) da rodovia BR-156/AP, trecho “Cachoeira Santo Antônio – Oiapoque” e sub-trecho “Laranjal do Jari – Oiapoque”;
  • ampliação e reforma do Hospital das Clinicas Dr. Alberto Lima; e
  • capacitação para 30 “Grupos Econômicos Solidários “(em média 05 pessoas por grupo) no município de Macapá.

Detalhes podem ser conferidos ao se clicar nos nomes dos municípios acima.



Atenção!

Prezado amapaense, mais do que nunca, fiscalize. Acompanhe os recursos que são liberados pela União para o seu município. Clique na foto com a logomarca e o link para o "Portal da Transparência", na coluna direita no blog, para conferir as liberações de convênios no último mês. Disponibilizaremos, também, o total de transferências federais diretas para o estado.

Sobre o "Portal da Transparência"

O Portal da Transparência do Governo Federal é uma iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU), lançada em novembro de 2004, para assegurar a boa e correta aplicação dos recursos públicos. O objetivo é aumentar a transparência da gestão pública, permitindo que o cidadão acompanhe como o dinheiro público está sendo utilizado e ajude a fiscalizar. O Governo brasileiro acredita que a transparência é o melhor antídoto contra corrupção, dado que ela é mais um mecanismo indutor de que os gestores públicos ajam com responsabilidade e permite que a sociedade, com informações, colabore com o controle das ações de seus governantes, no intuito de checar se os recursos públicos estão sendo usados como deveriam.
O que você encontra no Portal






Randolfe: processo contra Demóstenes não tem como retroceder

Encerrada a reunião em que o Conselho de Ética do Senado conheceu o parecer do relator Humberto Costa (PT-PB), favorável à abertura de processo contra Demóstenes Torres (sem partido-GO), o líder do partido que apresentou a ação, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), disse, em entrevista, que não vê mais como o processo possa retroceder.
- Nós, do Direito, dizemos que, quando uma causa está perdida, assiste ao advogado o mais sagrado dos direitos – o jus sperniandi, ou seja, o direito de espernear. O advogado do senador Demóstenes pode agora usufruir desse direito – afirmou.
Randolfe explicou que, “diante dos notórios indícios que incriminam Demóstenes”, o relator não poderia assinar um parecer que não fosse favorável à abertura de processo destinado à cassação.
- Foi um parecer fundamentado e que, no final, ataca o ponto central – o envolvimento de Demóstenes Torres com uma organização criminosa. O senador mentiu e mentir nesta Casa significa ferir o decoro parlamentar. Além do mais, a mentira dele é até um crime tangencial diante da gravidade do crime principal, que é seu envolvimento com uma organização criminosa – afirmou ainda Randolfe.
O parlamentar disse que os argumentos do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, defensor de Demóstenes, que alega conter o parecer acusações não elencadas na peça inicial protocolada pelo PSOL, não invalida o relatório.
- Não vejo como isso pode invalidar. O parecer de Humberto Costa sustenta o eixo da acusação, que é a quebra do decoro. A Constituição Federal é clara em exigir do parlamentar um comportamento mais exemplar do que o exigido de qualquer outro servidor público. E está bem claro para todos que ali houve quebra de decoro parlamentar – acrescentou Randolfe Rodrigues.
Agência Senado/Teresa Cardoso

Grupo de deputados verifica condições de trabalho em Belo Monte

Um grupo de deputados da Comissão de Trabalho da Câmara visita, nesta quinta-feira, as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, no Pará. Eles querem verificar as condições de trabalho no local que vêm motivando greves dos 7 mil trabalhadores da usina. A última greve, iniciada em abril, busca aumentar o valor do tíquete-refeição e reduzir o intervalo de tempo para que o trabalhador possa visitar a família. A greve foi julgada ilegal pela Justiça. Deputado Bala Rocha (PDT-AP), presidente da comissão, comenta o assunto. Confira na Rádio Câmara.

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quinta-feira, 03 de maio de 2012

Destaques nacionais

MINISTÉRIO DA SAÚDE

MINC

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MJ

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MS


Concursos e seleções





O Amapá no Diário Oficial da União

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Homenagem ao Dia do Trabalhador

Jogo Beneficente Parlamentares x Diplomatas


Parlamentares e Diplomatas da União Europeia disputam, no próximo dia 10, um Jogo de Futebol Beneficente. O propósito é celebrar os laços fraternos que unem europeus e brasileiros, além de arrecadar alimentos e distribuir para instituições de caridades. Periodicamente, os congressistas realizam partidas desta natureza em vários estados do Brasil, atraindo um público significativo. A estimativa para este jogo é de 10 mil pessoas. Os Deputados Federais Romário (PSB/RJ), Tiririca (PR/SP) e Popó (PRB/BA) foram convidados e devem jogar. Organizam o evento a Secretaria de Estado de Esporte do Governo do Distrito Federal, a Delegação da União Europeia e o Grupo Parlamentar Brasil-União Europeia. O Deputado Federal Bala Rocha (PDT/AP), presidente deste grupo, acredita que o amistoso é fundamental na aproximação entre europeus e brasileiros. “O programa Ciências sem Fronteiras é a prova de que nossas relações estão em uma crescente. Firmar bons relacionamentos com os embaixadores é primordial na abertura de novas oportunidades para os estudantes”, afirma o deputado, em referência ao programa do Governo Federal que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia.

A Semana da Europa

De 5 a 20 de maio, Brasília recebe uma extensa programação cultural, esportiva e gastronômica.  Este ano acontece a VIII Semana da Europa com mostras de cinema, disputas esportivas, palestras, seminários, concertos, recitais, o tradicional bazar e até uma homenagem a Vaclav Havel, escritor e ex-presidente da República Tcheca. As comemorações se estenderão ao Rio de Janeiro, que acolherá, pela primeira vez, o Festival de Cinema Europeu. O tema que irá permear todas as atividades da semana é “Por Um Mundo Sustentável”. A programação completa pode ser acessada no site www.semanadaeuropa.org.br.  

Serviço

Jogo de Futebol Beneficente
Data: 10/05Horário: 19hLocal: Estádio Walmir Campelo Bezerra (Bezerrão), Gama-DF   

PS 1: Para a retirada do ingresso, será cobrado 1kg de alimento não perecível, que será destinado para instituições beneficentes. A imprensa está dispensada da doação, mediante identificação.

PS 2: Após a partida, será oferecido um coquetel. Para ter acesso, levar, impreterivelmente, impresso o convite em anexo.

Fonte: Gabinete do Deputado Federal Bala Rocha (PDT/AP)
Tel: 55 61 3215-5608 Fax: 55 61 3215-2608Portal
www.balarocha.com.br
Redes Sociais
orkut: bala rocha (perfil e comunidade)
facebook: sebastião bala rocha

Vídeos

Fórum Senado Brasil 2012 discute "analfabetismo científico" em seu primeiro debate e lança cordel sobre físico brasileiro


O cientista amazonense Alberto Santoro – e que lidera equipe brasileira na fronteira franco-suíssa em um dos maiores projetos científicos de vanguarda do mundo atualmente – será cantado em cordel. A iniciativa integra as realizações do Fórum Senado Brasil 2012, projeto do presidente José Sarney que busca envolver o legislativo e a sociedade brasileira, numa avaliação da primeira década do século XXI, como forma de se pensar o futuro. A publicação será distribuída em 29 de maio próximo no debate inaugural do fórum – com a presença do cientista-palestrante Santoro – cujo tema "Desafios Científicos do século XXI" tem como ponto de partida "o analfabetismo científico" no Brasil. Popularizar a ciência é sem dúvida o desafio primeiro, na avaliação dos idealizadores do evento. "A força do exemplo de Santoro é referência fundamental para a juventude brasileira", qualificou o presidente José Sarney sobre a trajetória do cientista, cuja biografia está encomendada ao cordelista potiguar Crispiniano Neto, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, autor de 12 livros e 150 folhetos de literatura de cordel nordestina publicados. Pós-graduado em Língua Portuguesa - Leitura e Produção de Textos, Crispiano é representante do Fórum dos Secretários de Cultura dos Estados do Brasil, na Câmara Setorial do Livro e Leitura. É também um dos escritores participantes de projeto de espírito similar, da Fundação Alexandre de Gusmão (do Ministério das Relações Exteriores) e que contou a vida de célebres diplomatas nacionais, em linguagem de cordel. Crispiano foi autor dos folhetos sobre a vida do "pai" e do "avô" da diplomacia brasileira, o Barão do Rio Branco e Alexandre de Gusmão respectivamente, e ainda de diplomatas como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Gilberto Amado.

Física de Partículas na vida

"Em geral, os heróis são eleitos entre os que usam da espada ou do canhão para vencer batalhas. É preciso conhecer ícones da nossa história que buscaram soluções através da conciliação, pelo caminho da paz", aplaudiu Crispiano Neto, a respeito da feitura da biografia em versos do amazonense Santoro e que poderá ser a gênese de uma série sobre cientistas brasileiros neste formato. O físico lidera a equipe de brasileiros no LHC, Large Hadron Collider (foto), ou em português o Grande Colisor de Hádrons, da Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern). Lançado no final de 2008, trata-se do maior acelerador de partículas e o de maior energia existente no mundo. Os aceleradores de partículas possibilitam a concentração de alta energia em pequeno volume e em posições arbitradas e controladas de forma precisa. Um dos principais objetivos do LHC é tentar explicar a origem da massa das partículas elementares e encontrar outras dimensões do espaço. Os benefícios para a humanidade já existem desde que o mundo começou a fazer Física de Partículas e Aceleradores, segundo o próprio cientista amazonense Alberto Santoro, em entrevista ao blog "Big Bang em prosa": "Uma vasta gama de tipos de câncer já é tratado com muita eficiência com aceleradores, especificamente construídos para isto. Você desfruta de uma instrumentação médica que melhora muito as condições de vida e com ela descobrem-se doenças, como por exemplo, com as ressonâncias magnéticas. A evolução de toda a indústria eletrônica e computacional usa instrumentação inicialmente inventada para a Física de Partículas. As pessoas se espantam quando dizemos que ao tomar um líquido para fazer certas radiografias, que elas passam a ser bombardeadas por pósitrons e não sabem que isto é antimatéria. Não terminaríamos hoje de escrever sobre invenções vindas desse universo de instrumentação que usamos na Física de Partículas."
A Física de Partículas, estudada pela Mecânica Quântica (parte da Física Moderna), busca o fundamental, o nível mais básico da matéria e da natureza. Todo o nosso mundo visível se fundamenta nesse nível invisível das partículas elementares. A partícula elementar, por sua vez, é uma partícula da qual outras maiores são compostas. Por exemplo, átomos são feitos de partículas menores conhecidas como elétrons, prótons e nêutrons. Os prótons e nêutrons, por sua vez, são compostos de partículas mais elementares conhecidas como quarks. Um dos mais notáveis objetivos da física de partículas é encontrar as mais elementares (ou as co-denominadas partículas fundamentais), as quais constroem todas as outras partículas encontradas na natureza, e não são elas mesmas compostas de partículas menores.


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Evandro Milhomen

Dia do Trabalhador

No dia do trabalhador, participei de uma entrevista no programa O Estado é Notícia, com os jornalistas que admiro muito Reginaldo Borges, Silvio Sousa e Patrick Almeida.  Falamos sobre os direitos e as conquistas que ainda precisamos alcançar para o trabalhador. Nós do PCdoB, como um partido de esquerda, estimulamos essa data como um dia de protesto das condições de trabalho dentro do sistema capitalista. O trabalhador precisa ter tempo para lazer, para estudar, para ficar com a família! Durante a entrevistam comentamos o caso dos servidores do Plano Collor, expliquei que a bancada está trabalhando intensamente por eles e que dia 8 de maio temos uma audiência com o ministro Ayres Britto, na qual vamos pedir para que ele coloque em pauta novamente esse caso. Quanto aos servidores do ex-território a novidade é que a ministra Miriam Belchior já indicou uma pessoa do gabinete dela para tratar conosco sobre esses servidores, então estamos mais tranqüilos pois teremos um contato direto para resolver essa questão.

Evandro Milhomen é sociólogo e deputado federal pelo Estado do Amapá; atualmente lidera a bancada federal do estado no Congresso

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Aberto prazo para recursos contra resultados de provas discursivas do concurso do Senado

Começa à meia-noite desta quarta-feira (2) o prazo para a interposição de recursos contra os resultados preliminares das provas discursivas para os cargos de analista, técnico e policial legislativo. Os candidatos que discordarem de suas notas têm até as 23h59 de amanhã, quinta-feira (3), para recorrer. O formulário está disponível na página www.fgv.br/fgvprojetos/concursos/senado11/. Após a análise dos recursos, haverá a perícia médica dos candidatos que concorrem às vagas destinadas a pessoas com deficiência e a homologação dos resultados. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela realização do concurso público do Senado, divulgou o resultado provisório das provas discursivas para cargos de analista, técnico e policial legislativos na última segunda-feira (30).  Os resultados das provas para analista nas áreas de Análise de Sistemas, Suporte de Análise de Sistemas e Enfermagem, que tiveram as provas canceladas e aplicadas novamente, devem ser divulgados no próximo dia 18. Já os candidatos a consultor legislativo realizaram a prova discursiva nesse fim de semana, como outra etapa do concurso, e a previsão é de que o resultado seja divulgado no dia 28. No total, 157.939 candidatos se inscreveram no concurso, que oferece 246 vagas.  As oportunidades são para nível médio e superior, com remuneração de R$ 13.833,64 (técnico e policial), R$ 18.440,64 (analista) e R$ 23.826,57 (consultor). 

José Sarney

Décio, mártir da imprensa

Dor e revolta foram os sentimentos com que recebi a notícia brutal do assassinato do grande jornalista maranhense Décio Sá. Ele era uma das mais fortes afirmações do talento, da coragem, do destemor e do brilhantismo do jornalismo de nossa terra. Impressionava-nos a dedicação, quase devoção, com que exercia sua profissão. Num momento de transformação dos instrumentos de comunicação, foi um pioneiro. Logo vislumbrou as potencialidades da internet e os instrumentos que ela oferecia para levar a notícia diretamente ao leitor e com ele estabelecer uma cumplicidade na avaliação dos fatos.
Logo se tornou um sucesso, e seu blog não só era um dos mais acessados do Maranhão, mas do Brasil. Fenômeno tão admirado que trouxe ao Maranhão experts da área com a finalidade de examinar os motivos de tamanho êxito. Por sua independência e competência, os blogueiros que iniciaram no portal Imirante.com passaram a ser conhecidos em todo o Brasil, e à frente deles estava Decio Sá.
Era uma personalidade afável, que vivia o mundo do jornalismo numa possessão de toda hora e de todos os minutos. No dia de sua morte, eu no hospital recebi um telefonema seu querendo saber de minha saúde e também atrás de notícias. Gostava de seu jeito inteligente e arguto, de sua energia que jamais anunciava que sua vida seria tão breve.
Esse é um crime que revoltou o país inteiro e teve repercussão mundial. É uma brutalidade, uma selvageria que não pode deixar de ser desvendada para punir esses hediondos criminosos e dessa maneira desestimular o banditismo. Está em jogo a liberdade de imprensa, a democracia e nossos valores morais.
O nosso jornal está ferido e menor com sua morte. Perdemos um companheiro brilhante, que honrava nossos quadros e cujo nome ficará na história do jornalismo maranhense como um mártir da imprensa, do direito de informar e da independência com que exerceu sua profissão, sua paixão pelo trabalho e sua vontade de servir a democracia.
A polícia do Maranhão tem um grande desafio e o está exercendo com determinação, inclusive em parceria com a Polícia Federal e todo o sistema de combate ao crime no país.
É uma exigência da sociedade e uma satisfação a todos nós, amigos e admiradores de Décio, a quem uma vez mais rendemos a nossa homenagem. Sua família pode ficar certa de nossa solidariedade nesse momento de dor que também é nossa a certeza de que sua morte levou um grande homem, jornalista, lutador e defensor da liberdade fundamental da democracia, a liberdade de imprensa.


José Sarney foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa.
jose-sarney@uol.com.br







 
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"Brasilianista" norte-americano comete gafe sobre governo Sarney

Em entrevista a Alex Ribeiro, do Valor Econômico, publicada hoje, 02/05, o professor americano Riordan Roett, da Universidade John Hopkins, de Washington, um dos mais conhecidos "brasilianistas", mostra que precisa atualizar suas informações acerca do Brasil. Na defesa da entrega do Pré-Sal às transnacionais, prega: “o Brasil deverá buscar um balanço certo na exigência de conteúdo local para, ao mesmo tempo, criar empregos locais e atrair a tecnologia estrangeira que precisa. "Não acho que a exigência de conteúdo local em 65% faça algum sentido". "Algo como 20% ou 25%, sim." Provavelmente desejando agradar a atual presidente Dilma, querendo convencê-la de idéias antinacionais deletérias, Riordan Roett mostrou que desconsidera o complexo e difícil processo histórico brasileiro dos últimos trinta anos. Afirmou que o "Brasil tem sido sortudo com presidentes", mas que a atual situação de estabilidade e reconhecimento do País se deve apenas aos governos FHC, Lula e Dilma: "Os brasileiros estavam fartos de inflação e de presidentes incompetentes, de Collor, Sarney e Itamar". Puro reducionismo histórico que, além de negar a importante abertura econômica no governo Collor, a corajosa estabilização monetária do governo Itamar, é injusto com as ações inovadoras do governo Sarney, que foram precursoras da atual estabilidade econômica e social.

Estabilidade político-institucional e a preocupação com o social

Como demonstra o consultor do Senado, Pedro Costa, no livro “Vinte Anos de Democracia, “coube a José Sarney assumir com competência o comando da redemocratização, liberou a política partidária das amarras do entulho autoritário e convocou a Assembléia Constituinte. Nos cinco anos de seu governo solidificaram-se as instituições, condição fundamental para a estabilidade econômica e social. As eleições se sucederam em absoluta tranqüilidade. A imprensa nunca foi tão livre. Pela primeira vez o brasileiro considerou-se cidadão, senhor de seus direitos. A opção de Tudo pelo Social refletiu o empenho em voltar o Estado para os mais humildes, como a universalização da saúde, antecipando as políticas sociais que hoje fazem sucesso nos governos Lula e Dilma. O Programa do Leite simboliza, em seus números, o gigantesco esforço que se fez: 1 bilhão e 300 milhões de litros distribuídos a 7,6 milhões de famílias. O vale-refeição tinha 18 milhões de beneficiados por dia; o vale-transporte, 26 milhões. Criou-se o seguro-desemprego. 58 milhões de crianças passaram a ser atendidas diariamente pela merenda escolar. A farmácia básica do CEME chegou a 50 milhões de pessoas. A reforma agrária, instituída em 1965, finalmente começou a ser realidade. A área irrigada aumentou em 1 milhão de hectares. A cultura tornou-se um desafio do governo. A pesquisa científica, recebendo apoio incondicional — foram dadas 133 mil bolsas de estudo, mais do que em todos os anos anteriores do CNPq juntos —, alcançou resultados importantes no enriquecimento do urânio e domínio da água pesada, com fibras óticas e de carbono, com lasers de alta potência. Foi criado o IBAMA e iniciada a defesa sistemática do meio ambiente. O Calha Norte marcou nossa soberania sobre a Amazônia. 

A herança da Dívida e as ações empreendidas com soberania

Sarney foi obrigado, também, a negociar a “moratória” em termos sempre soberanos, diante de uma herança explosiva gerada pelas estripulias financeiras que vinham desde JK e que foram maximizadas pelo regime militar. Fato que, estranhamente, não obteve apoio das esquerdas de então, nem muito menos, como se sabe, da mídia. Mas, mesmo tendo que administrar a questão da crise da dívida externa - que não era um fenômeno brasileiro, pois afetava vários países e tinha origens nos juros aumentados aleatória e unilateralmente pelos EUA desde 1971 - o que o professor Riordan Roett parece não saber é que, de 1985 até 1990, o Brasil não tinha déficit no balanço de pagamentos. Nessa época tínhamos importante indústria naval, exportávamos navios, praticamente não pagávamos fretes; o controle cambial, mecanismo que nenhum país desenvolvido abre mão, era um importante elemento de contensão das perdas de divisas; e não havia, também, nenhuma subserviência do Governo Federal para com entidades multilaterais, como o FMI, que nos impusesse absurdos, como a exigência de superávit fiscal e o envio automático dos nossos tributos e contribuições para se pagar dívidas fictícias. Por tudo isso, as dívidas interna e externa, no governo Sarney, não aumentaram. As principais empresas estatais, durante a “Nova República”, não estavam deficitárias e nem proibidas de investir em nossa infra-estrutura. Nos cinco anos do governo Sarney não houve déficit no balanço de pagamentos. O governo brasileiro precisou nos seus cinco anos apenas de 12 bilhões de dólares. Quer dizer: Sarney em 5 anos quase não usou recursos externos, não aumentou a “dívida”. Pelo contrário, economizou.

A transparência e o controle dos gastos públicos: novos invetimentos

Sarney deu transparência e controle às contas públicas. Para isso, criou a Secretaria do Tesouro e o SIAFI -  vigente até hoje, uma das mais importantes ferramentas no controle e acompanhamento de gastos públicos.  Assim, extinguiu-se a conta-movimento do Banco do Brasil, que permitia aos governos estaduais retiradas na boca do caixa, e foi unificado o orçamento da União. Por outro lado, quanto aos investimentos, se compararmos os dias de hoje com o que foi feito durante a “Nova República”, verificaremos que, também neste aspecto, o período do governo Sarney, mesmo com as imensas dificuldades políticas, foi bastante bem. Os números levados pelo Tesouro Nacional ao debate no Senado sobre as Parcerias Público-Privadas, mostra a série sobre investimentos do Tesouro e atualiza os gastos do governo federal desde 1980. Não são considerados os gastos das estatais. O Tesouro atualiza os valores pelo IGP-DI (índice de inflação que capta com mais rapidez variação de preços atrelados ao dólar). O resultado do levantamento mostra que, em 2004, ocorreu o menor gasto com investimentos públicos desde 1984. Foram R$ 6,9 bilhões no primeiro ano de Lula, contra R$ 6,1 bilhões no último ano completo de mandato do general João Figueiredo. A série mostra que o melhor ano em investimentos públicos foi 1987, em pleno governo Sarney - R$ 21,7 bilhões em valores já atualizados. Por isso, o último grande investimento na recuperação das rodovias, por exemplo, foi feito no governo Sarney, com a restauração de mais de 5 mil km, enquanto os governos seguintes deram prioridade à construção de novos trechos sem injetar dinheiro na manutenção do patrimônio existente.

Crescimento e pleno emprego

Por tudo isso, diferente do que aconteceu no governo tucano, por exemplo, o PIB, na época de Sarney, cresceu em média 4,4% ao ano. Em termos absolutos, atingiu 5.3%. Pelos dados do BACEN e da FCV, per capta, ou seja, dividindo o PIB absoluto pela população, de 1985 a 1989, houve um crescimento de 81,41% reais, diferente do que ocorreria com os governos Collor/Itamar, com 22.06%; e principalmente com os seis primeiros anos de FHC, míseros 1,18%. Houve, ainda, crescimento e pleno emprego — o PIB per capita em dólares dobrou, chegando a US$ 2.923 (em 2004 estava em US$ 2.789), enquanto o desemprego era o menor de nossa História (2,36%). O país era a 7ª potência industrial do mundo. Tivemos 67 bilhões de dólares de saldo comercial (contra um déficit de 8 bilhões de dólares no período de 1995/2002). O PIB passou de 189 para 415 bilhões de dólares, e a dívida externa caiu de 54% para 28% do PIB. A produção de petróleo passou de 2,7 para 8 bilhões de barris. A safra agrícola passou de 50 para 60 milhões de toneladas de grãos. No setor elétrico, a produção aumentou em 24,1%, o número de consumidores em 22,3%, foram investidos 29 bilhões de dólares. O déficit primário de 2,58% do PIB foi transformado em superávit de 0,8%. Como não poderia deixar de ser, o desemprego médio do Período Sarney, de 1985 a 1989, foi de apenas 3,95%, tendo chegado a 3,5% em 1989. Nos governos Collor/Itamar (1990 a 1994) a média foi de 5,05%; no de Fernando Henrique, somente até o ano 2000, atingiu a média de 5,59%. Depois disso, o índice ficou descontrolado, atingindo, desde 2001, a casa dos dois dígitos.

Assessoria de Imprensa do senador José Sarney

CPMI do Cachoeira pode definir hoje as primeiras audiências

Já foram apresentados 167 requerimentos. Além de Carlinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres, os parlamentares querem ouvir os governadores Marconi Perillo (GO) e Agnelo Queiroz (DF), cujos nomes foram citados em gravações telefônicas.
Arquivo/ Saulo Cruz
CPI/ CPMI - CPMI do Cachoeira - Reunião da CPMI do Cachoeira
CPMI do Cachoeira, instalada na quarta-feira: 167 requerimentos em dois dias.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira se reúne hoje, às 14h30, e pode definir suas primeiras audiências. O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), vai apresentar um plano de trabalho para as próximas semanas. Os parlamentares também devem eleger o vice-presidente da comissão. Até sexta-feira (27), já haviam sido apresentados 167 requerimentos com pedidos de documentos sigilosos, de convocação de depoentes e de quebra de sigilos bancário e fiscal de suspeitos.

Acesse a relação completa dos 167 requerimentos apresentados.
Entre os depoimentos solicitados pelos parlamentares estão o do próprio Carlinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Também estão na lista o sócio majoritário da Delta Construções, Fernando Cavendish; o engenheiro Cláudio Abreu, ex-diretor regional da Delta; o contador Geovani Pereira da Silva, apontado como tesoureiro do esquema de Cachoeira; os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT); o procurador-geral da República, Roberto Gurgel; e até o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. São muitos também os pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal. Estão no alvo dos parlamentares, além de nomes indicados pela Polícia Federal (PF) com algum tipo de ligação com Cachoeira, a Delta Construções e a Alberto & Pantoja Construções e Transportes Ltda, considerada pela polícia uma empresa de fachada, criada exclusivamente para receber dinheiro “sujo” da Delta. Até agora, a CPMI aprovou apenas um requerimento, em sua primeira reunião, na terça-feira (24), com pedido de informações ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Ministério Público Federal e à PF sobre as operações Vegas e Monte Carlo. O STF decidiu, nesta sexta-feira (27), compartilhar os dados do inquérito com a CPMI.

Arquivo/ Leonardo Prado
Marco Maia
Marco Maia afirma que a não existência de sub-relatorias vai facilitar trabalho de relator.

Sub-relatorias
O presidente da Câmara, Marco Maia, disse na semana passada que considera correta a ideia de a CPMI não ter sub-relatorias. Segundo ele, a existência de sub-elatorias dilui o trabalho e há perda de foco. “Não ter sub-relatorias melhora o trabalho do próprio relator.” Marco Maia, que relatou a CPI da Crise Aérea, acha que o relator deve tratar de todos os assuntos da comissão. Questionado sobre a legitimidade do relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), por ser do PT, Marco Maia respondeu que o partido tem maioria na casa, mas que o relator não representa um partido e que, portanto, é legítimo. “A composição da Câmara se dá pela representatividade, e o mesmo acontece para cada comissão do Congresso.” O presidente completou que a CPMI não pode existir apenas para o debate e deve produzir o que a sociedade almeja, o esclarecimento do fato. “A CPMI tem que ter foco e necessita de análise técnica, de uma linha condutora nas investigações.”
Da Redação/DC
Com informações da Agência Senado

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segunda-feira, 02 de maio de 2012

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