terça-feira, 3 de julho de 2012

Helton Adverse fala hoje sobre governabilidade na democracia

A relação democracia liberal e "governamentalidade" será destrinchada hoje pelo filósofo Helton Adverse, na penúltima conferência do ciclo de debates "Democracia em tempos de mutações" que acontece no Senado Federal, desde o último dia 20. O filósofo lembra que nos fundamentos da moderna concepção liberal de democracia estão as noções de direitos humanos, soberania popular e liberdade individual. Contudo, ressalva, uma investigação sobre a gênese do Estado moderno permite compreender que a democracia está intimamente associada à idéia de governo e, mais especificamente, de governamentalidade. Para compreender tal noção é preciso recorrer, segundo Adverse, ao trabalho investigativo realizado pelo pensador francês Michel Foucault, na segunda metade da década de 1970. Para o filósofo francês, "a democracia liberal não pode ser devidamente compreendida se desconsiderarmos a natureza das relações de poder que a condicionam, e, ao mesmo tempo, são por ela condicionadas. Essas relações se cristalizam naquilo que ele denominou de governamentalidade", explica Adverse.

Perfil

Helton Adverse, doutor em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é atualmente professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da mesma universidade. Tem diversos trabalhos publicados na área de filosofia política, notadamente o livro Maquiavel, Política e Retórica (BH- Editora UFMG, 2009) e a organização, apresentação e tradução de Maquiavel, Linguagem e Poder (BH - Editora UFMG, 2010). Recentemente publicou artigos sobre Michel Foucault, Hannah Arendt e Maquiavel, em diversos periódicos especializados.  Realizado no auditório do Interlegis, sempre a partir das 18h30, o ciclo de debates contará com a palestra de Adverse nesta terça-feira e conferência única de encerramento em 7 de agosto próximo - "A palavra livre e infeliz", pelo professor de política e estética da Universidade de São Paulo, Renato Janine Ribeiro. A entrada é livre, basta que o interessado se inscreva pelo site do Fórum. Perguntas serão abertas ao público ou podem ser realizadas através do twitter@senadofederal. Confira a programação e outras informações a respeito.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

No centenário, Santos Futebol Clube presta tributo ao Congresso


Eles se encontraram pela primeira vez em 1963, à beira do rio Araguaia. Um, jovem assessor do ministério da Educação e o outro, deputado federal, no seu segundo mandato, despontando na turma que ficou conhecida como a banda da bossa nova da UDN. Hoje, eles se reencontraram no gabinete da Presidência do Senado: Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, agora presidente do Santos Futebol Clube e José Sarney, presidente da Casa. "Conheço o presidente desde 1963, ele era um jovem deputado federal e eu, um jovem oficial do ministério da Educação. Fizemos uma viagem juntos para o Araguaia, ele com os filhos, e eu, ainda solteiro, começando a minha vida", recordou Ribeiro. Ele explicou que o Santos, ao completar 100 anos este ano, está homenageando os Poderes constituídos. Na sua opinião, o "Santos presta um tributo a nação brasileira representada pelos três poderes". Ribeiro considera também que seu clube reflete o "novo Brasil", ao assegurar a presença do jogador Neymar no país. "Estamos demonstrando ao mundo que o Brasil hoje está maduro, absolutamente inserido no cenário político e econômico internacional. Não somos mais exportadores de matéria prima. 


Temos talento e condições de segurar nossos ídolos para que o brasileiro aproveite e assista jogadas mirabolantes de um cara como Neimar", observou Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Além da visita a presidente da República, Dilma Rousseff e ao presidente do Congresso, José Sarney, a agenda de visita do dirigente santista incluiu o presidente do Supremo, ministro Ayres Britto; o "santista" ministro Gilmar Mendes; o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e o presidente da Câmara, Marco Maia. Ribeiro contou que esteve também com o "santista doente" ministro da Defesa, Celso Amorim. "Pedi ao ministro que , como bom especialista, resolvesse o problema do nosso time: a defesa", contou Ribeiro. Brincadeiras à parte, o dirigente esportivo, ao sair do encontro com Sarney, disse ao jornalistas que o senador "é uma pessoa a quem eu estimo muito e prezo muito. Ele é um dos pilares da República". Ribeiro pode viver de perto as transformaçõesque o Governo da Nova República trouxe ao Brasil a partir de 1985, depois de 20 anos de ditadura militar: "Servi ao governo do presidente Sarney, primeiro como chefe de gabinete do ministro da Fazenda e depois como diretor do Banco Central". Sarney elogiou a administração de Ribeiro no Santos e lhe contou que em 1966, quando governava o Maranhão, levou o time do Santos para jogar uma partida em seu Estado: "O Pelé foi reticente no início, mas acabou participando também do jogo". Ao final do encontro Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro dirigiu-se a Sarney profetizando: "Esses 100 anos foram só um aperitivo. Os próximos 100 é que serão para valer". Sarney, como bom flamenguista, sorriu. A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy, também participou do encontro.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado 

Comissão especial poderá votar parecer sobre Lei Anticorrupção


Arquivo/ Beto Oliveira
Carlos Zarattini
Zarattini busca acordo para evitar que o projeto tenha que ser votado no Plenário da Câmara.
comissão especial criada para analisar o projeto da Lei Anticorrupção (PL 6826/10, do Executivo) se reunirá nesta quarta-feira (4) para discutir e votar o parecer do relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que apresentou substitutivo. A reunião será realizada às 14 horas. O local ainda não foi definido. Inédito no Brasil, o projeto do Executivo visa garantir o ressarcimento do prejuízo causado aos cofres públicos por atos de improbidade. De acordo com Zarattini, dos 34 países integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é um dos três que não têm uma lei específica para punir empresas que pratiquem atos contra a administração pública nacional ou estrangeira. A votação do parecer de Zarattini tem sido adiada constantemente, por falta de acordo.

A proposta

O relator alterou as punições previstas no texto original para pessoas jurídicas que praticarem atos contra a administração pública, nacional e estrangeira. Pelo substitutivo, as instituições condenadas ficarão impedidas de receber recursos públicos e de fazer contratos com a administração pública pelo período de um a cinco anos, e pagarão multas entre 0,1% e 20% do faturamento bruto anual, excluídos os impostos. O texto do Executivo determina que as multas variem de 1% a 30% do faturamento bruto anual, também sem impostos. No entanto, o projeto original estipula que, caso não seja possível utilizar esse critério, o valor fique entre R$ 6 mil e R$ 6 milhões – o substitutivo prevê valores entre R$ 6 mil e R$ 60 milhões. Quanto à proibição de receber recursos públicos ou contatar com a administração pública, o texto inicial estabelece prazo entre dois e dez anos. De acordo com Zarattini, a modificação do percentual das multas tem por objetivo adequar o texto aos critérios atualmente utilizados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Já a alteração dos prazos seria para fazê-los coincidir com os utilizados hoje pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O relator também alterou o texto original para tipificar melhor as irregularidades relativas a licitações e contratos. Além disso, o parecer de Zarattini institui o Cadastro das Empresas Inidôneas, a ser operado pela Controladoria Geral da União e alimentado com dados fornecidos por prefeituras e todos os órgãos públicos do País. As informações poderão ser acessadas por qualquer cidadão.

Íntegra da proposta:

Da Redação/ND

Vladimir Safatle: ‘os partidos perderam a função’


O auditório do Interlegis abriu espaço na noite de sexta-feira (30) a uma das vozes mais críticas do Parlamento na atualidade: o professor de Filosofia da Universidade de São Paulo (US) Vladimir Safatle vê a atuação dos partidos como impedimento a uma participação dinâmica e genuína do povo na política, e é otimista quanto à emergência de mecanismos de democracia direta. Oitavo conferencista do Fórum Senado Brasil 2012, o filósofo não apresentou fórmulas, mas acha que no mínimo os atuais partidos deveriam ser substituídos por “frentes”. As novas agremiações teriam de se apresentar como veículos legítimos e pulsantes de um amplo leque de anseios que não podem esperar por acordos entre estruturas partidárias já sem comunicação real e identidade com o eleitor. Desse rol de organizações ultrapassadas, ele não exclui nem partidos de esquerda, que, a seu ver, de forma fatalista, têm colaborado em muitos países com programas de ajuste danosos à população e benéficos a financistas e governantes.
- A forma partido não tem mais função – sentenciou por duas vezes, valendo-se de um conceito da arquitetura, segundo o qual, num edifício ou equipamento, ao aspecto estrutural e estético deve sempre corresponder a utilidade.
Se os partidos, ou seus eventuais substitutos, precisam ser porosos aos interesses e demandas do povo, as possibilidades de participação política direta devem ser mais bem exploradas, sobretudo agora que a tecnologia da informação propicia conexões ágeis e seguras. Ele considera insuficiente a existência de canais como o da apresentação de projetos de lei por grupos de eleitores, como o previsto na Constituição brasileira e que acabou resultando na Lei da Ficha Limpa.

Indignados

Para exemplificar o que entende por mudança de verdade no cenário político o professor da USP citou movimentos como o dos indignados na Espanha e o Occcupy Wall Street nos Estados Unidos. Também elogiou a Primavera Árabe e os protestos anti-corrupção no Brasil. Safatle contesta os que buscam qualificar esses grupos como despolitizados e vazios em termos de propostas.
- Acho muito inteligente da parte deles o fato de quererem discutir. E não é verdade que não têm uma pauta, só não querem se submeter ao velho jogo partidário, onde os participantes dizem ou deixam de dizer algo por conveniência – adverte o professor da USP.
A questão, segundo Safatle, é que a pauta dos indignados e “ocupadores” não é convencional, justamente por bater de frente com os interesses, explícitos e ocultos, que há muito dominam a política.
No Chile, por exemplo, os rebeldes rejeitam terminantemente a ideia de que, com ou sem crise, há uma justificativa para se retirar recursos da educação. Na Espanha, os manifestantes duvidam que os políticos não soubessem ou não tivessem parte na crise financeira que ampliou o desemprego.
Questões como a da dívida da Grécia, na opinião do filósofo, deveriam passar pelo poder decisório da democracia direta, e não serem decididas por um conjunto de tecnocratas ou parlamentares possivelmente comprometidos com os financiadores de suas campanhas. Na Islândia, recordou, a população em plebiscito decidiu pelo calote da dívida pública.
- O direito fundamental de todo cidadão, mesmo em estados liberais, é o direito à rebelião. A insubmissão é uma virtude, não um defeito – afirmou.

“Assembleísmo”

Para Safatle, é falso pensar que a democracia se realiza naturalmente, por intermédio de parlamentares. Ele afastou as acusações de que o “assembleísmo” tornaria inviável a tomada de decisões. E apoiou esse raciocínio no que considera uma evidência: os parlamentos podem se comportar de forma imobilista, ao levar anos para deliberar sobre matérias que demandam solução urgente.
- Não é possível que a democracia tenha medo da complexidade, e que sejamos presas do pensamento covarde – provocou.
No caso brasileiro, Safatle classificou como catastróficos os últimos 20 anos, destacando que a matriz dos escândalos tem sido a mesma há décadas, o que atribuiu à suscetibilidade da estrutura política a interesses financeiros. Mesmo soluções interessantes como o orçamento participativo, jamais foram testadas no plano federal, e acabaram por sucumbir na esfera municipal.
Segundo Safatle, a esquerda emerge de uma profunda autocrítica, a ponto de questionar o regime ditatorial cubano, e vive um novo momento, mas o foco de grande parte das demandas passou para o reconhecimento de direitos – o que não pode ser o cerne de todas as lutas políticas.
De toda maneira, o filósofo prevê um “processo lento e difícil, mas necessário” no caminho de novas práticas e novas instituições. E condenou a dissociação entre direito e justiça. Safatle considera preconceituosa a visão de que, fora do Estado de Direito, só se enxerga o criminoso ou o legislador, este propenso a suspender certos dispositivos legais ou até recorrer a ilegalidades em tempos de crise ou de guerra.

Caos

Para se contrapor a essa visão que considera conservadora, o professor da USP, representante de uma corrente de pensamento que pretende revigorar a ideia de uma esquerda viável, prescreve a ação sistemática de questionamento dos governos e do sistema político estabelecido. E nem sempre em acordo com o que é considerado legal.
- É preciso observar que a maior parte das maneiras legais de agir foram estabelecidas para que nada mude – ponderou, para, em seguida, lembrar aos menos experientes das consequências a que estão expostos os que decidem agir assim:
- É preciso sempre calcular o risco da reação violenta.
Tanto no conselho quanto na ponderação afloram mais que a visão de um ativista que leva em conta as notícias sobre as recentes ocupações de praças públicas. A vivência do professor no limite dramático da contestação vem desde o primeiro ano de vida. Nascido no Chile em 1973, ano da deposição do presidente comunista Salvador Allende (1908-1973) e da ascensão do general Augusto Pinochet (1915-2006), Safatle voltou com os pais para o Brasil e seguiu uma trajetória de estudos de filosofia, arte e comunicação que se estenderam até a França.
O conhecimento acumulado nesse período tem servido de sustentação a um pensamento que se quer nitidamente de esquerda, como fica ainda mais claro pelo título de um dos livros à venda no hall do Interlegis: A esquerda que não teme dizer seu nome.
O livro é dedicado ao pai, Fernando Safatle, por ter lhe dado “um nome”, mas não um nome qualquer, e sim o mesmo de Lenin, líder da Revolução Russa de 1917. Também é dedicado ao neto do general chileno Carlos Prats, Francisco Cuadrado, que cuspiu no caixão de Pinochet.
Revolucionário de cavanhaque, como Lenin, Vladimir Safatle, vê na Revolução Francesa uma série de referências importantes para o estabelecimento da soberania popular. Quando lhe perguntam se, a despeito do legado de igualdade, liberdade e fraternidade, a memória do caos, e também do terror, não tem funcionado no imaginário do Ocidente como um alerta para o perigo de revoluções prolongadas, o filósofo responde citando o pensador alemão Theodor Adorno:
- Na política, como na música, a ideia de caos é superestimada.
O Fórum Senado Brasil prossegue até 7 de agosto, sempre às 18h30. Nesta segunda-feira (2), Fréderic Gros falará sobre as ciberdemocracias. O seminário é coordenado pelo embaixador Jerônimo Moscardo, especialmente designado para o projeto pelo presidente do Senado, José Sarney.

Agência Senado

Matérias relacionadas

Deputados vão a Brasília cobrar revisão de dívida com União

Deputados estaduais de todo o país reúnem-se em Brasília (DF), hoje e amanhã, para apresentar a autoridades federais propostas de renegociação das dívidas dos estados que vêm sendo consolidadas pelo Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas e pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). Os encontros em Brasília são uma iniciativa do presidente do Colegiado e da Assembleia de Minas, deputado Dinis Pinheiro (PSDB-MG), e do presidente da Unale, deputado Joares Ponticelli (PP-SC). A Assembleia Legislativa do Amapá é representada no evento pelo seu presidente, deputado estadual Moisés Souza. As audiências com as autoridades do governo federal, do Congresso Nacional e do Tribunal de Contas da União (TCU) acontecem na quarta-feira (4/7/12), mas já no dia anterior os parlamentares se reúnem no restaurante Fogo de Chão, a partir das 19 horas, para uma reunião preparatória. A reunião será seguida de um jantar, no mesmo local, que terá entre os convidados o vice-presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, e o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel. A mobilização para a visita à Capital Federal começou em 31 de maio, durante a 16ª Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, da Unale, que aconteceu em Natal (RN), simultaneamente a um encontro do Colegiado de Presidentes. Parlamentares e governos estaduais argumentam que as condições de pagamento das dívidas, firmadas em 1998, tornaram-se escorchantes com a estabilidade monetária e a queda dos juros, que se intensificou recentemente. Os acordos firmados em 1998 preveem uma correção dos débitos pelo IGP-DI, mais juros de 6% ou 7,5%, dependendo do Estado. Mesmo pagando 13% da Receita Corrente Líquida, que é o limite definido nos contratos, os Estados não vêm conseguindo quitar nem mesmo os juros, e as dívidas se multiplicam, comprometendo a capacidade de investimento público. os 26 Estados e o Distrito Federal, 25 são devedores da União. Segundo dados do Balanço Geral da União (BGU), o montante dessas dívidas subiu de 93,24 bilhões, em 1998, para R$ 350,11 bilhões em 2010. Os principais pontos defendidos pelos Estados para a renegociação das dívidas são a substituição do IGP-DI pelo IPCA como índice de correção da dívida, retroativamente à data de assinatura dos contratos; a redução do percentual máximo de comprometimento da Receita Líquida dos Estados; e o ajuste da taxa de juros, para manter o equilíbrio econômico- financeiro do contrato à época da assinatura. Esses itens foram definidos já em fevereiro, na Carta de Minas, documento produzido ao final do primeiro debate público interestadual, realizado na Assembleia mineira.

Relatora inclui 16 direitos em PEC sobre trabalho doméstico


Arquivo/ Larissa Ponce
Benedita da Silva
Benedita da Silva preferiu não excluir artigo da Constituição por temor de reduzir conquistas.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/10, que aumenta os direitos trabalhistas dos empregados domésticos, está pronta para ser votada na Comissão Especial sobre Igualdade de Direitos Trabalhistas, que analisa o tema. A relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ) decidiu acrescentar 16 direitos para a categoria, entre eles Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), remuneração do trabalho noturno superior ao diurno, jornada de 44 horas semanais, hora extra, salário-família e igualdade de direitos entre trabalhador com vínculo e avulso. A relatora informou que não concorda em simplesmente excluir da Constituição o parágrafo que diferencia a categoria dos demais trabalhadores, garantindo aos domésticos apenas 9 dos 33 direitos trabalhistas. Ela optou por acrescentar os direitos por temor de que, ao excluir o parágrafo da Constituição, acabasse por retirar as conquistas já asseguradas.

Negociações

Alguns direitos trabalhistas garantidos pela Constituição não são aplicáveis aos trabalhadores domésticos. Benedita explicou que os que foram acrescentados passaram por negociações com a categoria e com o governo, principalmente em função do impacto na Previdência Social. “Ouvimos aproximadamente 20 pessoas com expertise, o sindicato das trabalhadoras domésticas, governo, sociedade civil e juízes para chegar a essa conclusão. Devemos ampliar esses direitos”, disse Benedita. Quanto ao risco de aumento da informalidade ou do desemprego para os domésticos, a relatora afirmou que as obrigações não serão só do empregador. “É também do empregado e do governo, porque o que o governo deverá apresentar uma regulamentação sobre essa ampliação”, disse. Para que os cerca de 7,2 milhões de trabalhadores domésticos tenham os mesmos direitos trabalhistas dos demais trabalhadores, é preciso que a PEC seja aprovada na comissão especial, depois passe por duas votações no Plenário da Câmara, com no mínimo 308 votos favoráveis, em cada uma delas. Após isso segue para o Senado, também para votação em dois turnos.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Marise Lugullo/Rádio Câmara
Edição – Maria Clarice Dias

Projeto que prevê planos alternativos de serviços de telefonia pode ser votado pela CCT

Os senadores da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) realizam reunião na quarta-feira (4), às 8h30, quando poderá ser aprovado o PLS 340/2008, que obriga as concessionárias de serviços de telecomunicações a oferecerem planos alternativos aos usuários, com preços baseados somente no consumo medido do serviço, deixando a escolha a critério de cada consumidor. Na última quarta-feira (27), foi concedida vista do projeto ao senador Alfredo Nascimento (PR-AM) pelo prazo regimental de cinco dias. Do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o projeto será apreciado na forma do substitutivo do relator Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Pelo texto, “é obrigatória a oferta de planos alternativos cuja estrutura tarifária contemple apenas valores associados ao consumo medido do serviço, resguardada a cobrança por serviços de instalação e de manutenção corretiva nas dependências do usuário”. No projeto original, Raupp havia sugerido acrescentar inciso ao artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que dispõe sobre as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que são nulas de pleno direito. Pelo texto sugerido, seriam nulas as cláusulas que “imponham, nos contratos relativos a serviços de prestação continuada, limites mínimos de consumo periódico, salvo se os saldos não utilizados puderem ser acumulados para fruição posterior”. Segundo Raupp, em muitos casos, as franquias mínimas de consumo periódico em diversas modalidades de contratos referentes a serviços de prestação continuada são adotadas “independentemente da efetiva utilização do serviço pelo consumidor” e, em muitos casos, “os saldos não utilizados são considerados prescritos e não podem ser aproveitados posteriormente pelo contratante”. No entendimento do relator, a redação proposta por Raupp afeta qualquer serviço de prestação continuada, como o serviço de limpeza urbana, o fornecimento de gás, de água, esgoto e energia, quando, na realidade, a intenção do projeto é modificar a realidade no setor de telecomunicações. Ainda assim, segundo explica Ferraço, uma estrutura de cobrança, nesse setor, que não contemple parcela fixa “prejudicará os usuários com nível de consumo mais elevado e aqueles que desejam controlar seus gastos”. Para ele, o ideal é mesmo que “haja planos de serviços de telecomunicações para todo tipo de usuário”. Antes de ser encaminhada para análise da Câmara dos Deputados, a matéria será apreciada ainda pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), em decisão terminativa. Na pauta da CCT também estão 28 projetos de decreto legislativo sobre autorizações para o funcionamento de serviços de radiodifusão nos estados de Sergipe, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso, Espírito Santo, Piauí, Maranhão, Ceará, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Também poderá ser votado requerimento de audiência pública para discutir a política nacional de biogás.

Agência Senado

Presidência do Senado

Terça-feira - 03/07/2012

11:30 - Presidente do Santos Futebol Clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro

16:00 - Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen

16:00 - Ordem do Dia - Plenário

Operação Monte Carlo

Foto: Estadão

CPI prepara pacote de projetos anticorrupção

Para coibir novos esquemas, como o de Cachoeira, o colegiado vai propor mudanças jurídicas

Correio Braziliense – 5/Gabriel Mascarenhas e Adriana Caitano

Ainda sem uma porta de saída definida depois de 74 dias de funcionamento, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira já se prepara para apresentar projetos de lei voltados para coibir crimes cometidos pela quadrilha comandada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), vão se reunir esta semana com os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para pedir que o pacote de propostas, uma vez pronto, tramite com celeridade nas duas Casas. Entre os alvos da CPI, estão mudanças na legislação referentes a regras de licitação, financiamento de campanha, evasão fiscal e contrabando. “Temos de encontrar instrumentos para dificultar o ganho financeiro proveniente de práticas criminosas. Hoje, as regras de financiamento de campanha, por exemplo, possibilitam graves crimes eleitorais. Esse, sem dúvida, é um dos pontos em que cabe mudanças”, adiantou Odair Cunha. De acordo com ele, neste momento, o processo está na etapa de coleta de sugestões. Parlamentares que integram a comissão, porém, acreditam que, se o resultado da investigação se resumir a proposições, a CPI será um fracasso. “A lei já existe e é dura. A CPI pode e deve dar mais do que isso. Temos elementos para indiciar governador de estado. Se nos contentarmos com meros projetos de lei, será a demonstração completa de que a CPI não funcionou”, criticou o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP). 

Baixa eficiência 

Experiências anteriores mostram que projetos elaborados por CPIs costumam naufragar antes mesmo de serem votados em plenário. O cientista político Wellington de Oliveira analisou o desempenho das 29 comissões parlamentares de inquérito instauradas na Câmara entre 1999 e 2007. Esses grupos propuseram 67 projetos de lei, mas nenhum deles foi aprovado até hoje. “Depois de tanto tempo debruçados no assunto que analisam, os parlamentares têm autoridade para propor mudanças reais, só que, ainda que o façam, não há um esforço posterior para isso se concretizar”, analisou Oliveira, autor do livro CPI Brasil — uma análise da real efetividade de uma investigação parlamentar. Após a publicação do livro, o especialista observou ainda que, dos mais de 100 projetos apresentados nas 105 CPIs criadas no Congresso desde a promulgação da Constituição, em 1988, apenas um virou lei: a proposta que mudou o início da contagem para prescrição de crimes sexuais contra menores de 18 anos, sugerida pela CPI da Pedofilia e sancionada em maio deste ano. Na visão de Oliveira, nada indica que a CPI do Cachoeira será diferente. “Projetos vindos dessa CPI mista servirão somente para dar uma satisfação à sociedade”, aposta Oliveira. O relator da comissão diz que há uma tentativa de mudar a cultura das CPIs. “Uma das nossas intenções é sugerir alterações nos regimentos da Câmara e do Senado para permitir que esses projetos tramitem com celeridade”, acenou Odair Cunha.

Fique de olho...

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
terça-feira, 03 de julho de 2012
Destaques nacionais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

MINISTÉRIO DA SAÚDE

MEC

MJ

MJ

MPA

MS

MS


Concursos e seleções





O Amapá no Diário Oficial da União

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Câmara pode votar reajustes para servidores do Executivo

O único item previsto na pauta do Plenário nesta semana é a Medida Provisória 568/12, que concede reajustes salariais a diversas categorias do Executivo. De acordo com o projeto de lei de conversão do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), aprovado em comissão especial, a carga horária dos médicos continuará sendo de 20 horas semanais. O texto tem provocado protestos desde sua edição, em maio deste ano. Além dos médicos, outras categorias protestaram contra mudanças feitas pela MP, que reproduz o Projeto de Lei 2203/11 (cuja tramitação na Câmara não evoluiu, por falta de acordo). Professores de mais de 50 universidades federais estão em greve há um mês e meio, pedindo aumento maior do que os 4% concedidos. As maiores mudanças feitas pelo relator no texto beneficiam os médicos, para os quais são criadas tabelas específicas — que passam a ficar desvinculadas das demais carreiras da Previdência, da saúde e do trabalho. Cerca de 30 carreiras são tratadas de alguma forma pela MP, por meio da criação de gratificações, aumento dos valores de outras, aumento de vencimentos básicos, ou por mudanças nas regras para recebimento de gratificações na aposentadoria.

Royalties

Para examinar outros projetos de lei, como o que trata da distribuição dos royalties  do petróleo (PL 2565/11), a pauta das sessões ordinárias, trancada  pela MP 568/12, precisa ser liberada. Na quarta-feira (27), o Plenário não conseguiu quórum para votar um pedido de regime de urgência para o projeto. De acordo com o texto do relator Carlos Zarattini (PT-SP), não haverá mais, como estava previsto na redação do Senado, um limite para municípios receberem recursos do petróleo. A diminuição gradativa dos recursos que estados e municípios produtores recebem é estendida até 2020.

Enfermagem

Outro projeto que poderá ser analisado se a pauta for liberada é o PL 2295/00, do Senado, que fixa em seis horas a jornada de trabalho dos profissionais de enfermagem. A matéria já conta com o regime de urgência.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – João Pitella Junior

Comunicação do Senado esclarece a revista Época sobre "atos secretos" e processo judicial envolvendo O Estado de S. Paulo

A Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado enviou carta à revista Época com esclarecimentos aos seus leitores a respeito dos chamados "atos secretos" e do processo envolvendo seu filho, Fernando Sarney, e o jornal O Estado de S. Paulo. 

Leia a íntegra:

"Senhor Hélio Gurovitz,

O sr. Fiuza, nos seus habituais ataques ao presidente do Senado, José Sarney, repete em artigo publicado na revista Época deste final-de-semana ( “Lula e Maluf, por que não?”), uma série de aleivosias utilizando-se da omissão para falsear fatos. Com o único propósito de oferecer ao leitor de Época informações completas acerca do que foi tratado no artigo, esclarecemos:

1) O missivista omite que o Sr. Agaciel Maia, então diretor-geral do Senado, ocupou este mesmo cargo nas gestões dos presidentes Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho, Edison Lobão, Ramez Tebet, Renan Calheiros, Tião Viana e Garibaldi Alves. Também omite que foi a Fundação Getúlio Vargas, contratada por Sarney, que identificou os chamados “atos secretos”. E foi ele, na presidência do Senado, que constituiu comissão de sindicância, com apoio da PGR e TCU. Os fatos foram apurados e os responsáveis foram punidos;

2) O Sr. Fiuza chega ao limite da leviandade ao afirmar pretensa influência do presidente do Senado junto ao Judiciário. Afronta as Cortes, ao atribuir ao senador José Sarney o poder de influenciar suas decisões. O devaneio se completa quando diz que Sarney “institui a censura prévia ao jornal o Estado de SP...”.

A verdade dos fatos:  por seis votos a três, o plenário do STF arquivou a Reclamação (RCL) 9428 de O  Estado de SP contra a proibição imposta pelo TJDFT de publicar matérias sobre o processo judicial, que corre em segredo de Justiça, contra Fernando Sarney. Em voto seguido pela maioria, o relator Cezar Peluso manifestou-se pela extinção do processo, por não ver na decisão do TJDFT conexão com a decisão tomada pelo STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, conforme alegado pelo jornal. Segundo o ministro, a Suprema Corte não tratou especificamente da censura à imprensa, mas sim, genericamente, da questão da liberdade de imprensa. “O objeto da reclamação reduz-se ao impedimento de publicar dados de um inquérito judicial sob segredo de justiça”, sustentou o relator, afastando qualquer vinculação entre a decisão do TJDFT e o decidido na ADPF 130. Em 18 de dezembro de 2009, Fernando Sarney entrou com pedido de desistência da ação contra o Estadão, que não aceitou o arquivamento, para manter o foco no senador José Sarney. Prova disso é que, no dia 29 de janeiro de 2010, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira apresentou ao TJDFT manifestação em que sustentava a preferência do jornal pelo prosseguimento da ação.

O presidente Sarney, à época, se manifestou em nota enviada a imprensa esclarecendo que foi contra a iniciativa dos advogados de seu filho, Fernando, na ação impetrada contra O Estado de SP.

Importante registrar que José Sarney foi um dos poucos parlamentares que durante a ditadura militar protestou da tribuna contra a censura imposta ao  O Estado de São Paulo.

3)O Sr. Fiuza sabe, mas não quer que seus leitores tomem conhecimento: não há um único registro de investigação sobre improbidade nos 57 anos de vida pública de José Sarney.

Fernando Cesar Mesquita
Secretaria de Comunicação Social do Senado Federal"

Filósofo Gros discute idéias de representação frente às novas tecnologias

Hoje, o Fórum Senado Brasil 2012 contará com a presença de Frédéric Gros, professor da Universidade Paris-Est Créteil e editor dos últimos cursos de Michel Foucault no Collège de France. Sua conferência "Introdução às ciberdemocracias: elementos para uma antropologia do Homo connecticus" tratará sobre o enigma da democracia, recorrendo menos a uma construção conceitual definitiva e dando mais atenção ao acontecimento, à história e aos testemunhos dos homens. Para Gros, com as redes sociais e a geolocalização ninguém nos obriga a dizer o que estamos fazendo nem onde estamos. O filósofo francês indica o caminho de suas reflexões: novas formas de expressão democrática surgem a partir das novas tecnologias. Argumenta que vivemos uma mudança na ideia e na prática da representação. A "crise" da representação, segundo Gros, leva o cidadão a se sentir cada vez menos representados pelos partidos políticos e pelos sindicatos: os Estados estão cada vez mais prisioneiros e dependentes do mercado e da lógica financeira. O pensador sintetiza suas argumentações e faz prognósticos: "Profunda crise da democracia quando se sabe que os instrumentos tradicionais da democracia são desprezados e que representantes políticos não aparecem mais como legítimos; dinâmica democrática nova, trazida pelas novas tecnologias, que permite a todos os cidadãos exprimir-se de maneira direta, fácil e sem custo". Realizado todos os dias no auditório do Interlegis, sempre a partir das 18h30, o ciclo de debates "Democracia em Tempos de Mutações" se estende até 3 de julho, com palestra única de encerramento em agosto. A entrada é livre, basta que o interessado se inscreva pelo site do Fórum. Perguntas serão abertas ao público ou podem ser realizadas através dotwitter@senadofederal. Confira a programação completa.

João Capiberibe aponta avanços registrados no Amapá


Em pronunciamento nesta segunda-feira (2), o senador João Capiberibe (PSB-AP) elogiou a indicação da juíza Sueli Pereira Pini para o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do estado e o lançamento do programa de investimentos Pró-Amapá. Segundo o senador, Sueli Pini, indicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi a criadora do projeto Justiça Itinerante, que serviu de modelo para iniciativas similares em outros estados.
– Fóruns sobre barcos ou sobre rodas, esses Juizados Especiais recriaram a relação entre Justiça e cidadãos, se transformando em exemplos de eficiência e rapidez no trabalho jurídico de garantir direitos dos cidadãos. Cada vez que eles precisam de um árbitro para os seus problemas, o juiz se apresenta em sua porta – disse.
Investimentos
Capiberibe também elogiou o Programa de Obras e Ações para Mudar o Amapá (Pró-Amapá), lançado recentemente pelo governo estadual, com investimento de mais de R$ 300 milhões no aperfeiçoamento de serviços públicos. Segundo o senador, trata-se do “maior programa de investimentos feito desde a criação do estado”. Capiberibe disse que todos os municípios amapaenses serão beneficiados, com investimentos na infraestrutura de turismo; pavimentação de vias e estradas; ampliação da rede de distribuição de água e coleta de esgoto; melhoria na rede de distribuição de energia elétrica; construção de casas; investimentos na saúde, educação e segurança pública; e fortalecimento da agricultura.
– A assunção de Sueli Pini ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Amapá e o lançamento do Pró-Amapá são uma clara demonstração de que os bons ventos voltaram a correr pelo Amapá. Sãos os ventos da ética, da credibilidade e do desenvolvimento que, com certeza, varrerão para outras paragens as aves de agouro que, durante um tempo, infestaram o Amapá e infelicitaram a vida dos amapaenses – declarou Capiberibe.

Agência Senado

"Brasília em Dia": Quinze anos de conversas Históricas e reveladoras

"Foi difícil, mas me orgulho de ter conduzido a transição para a democracia com equilíbrio e serenidade. Plantei o exemplo da paciência, essencial à convivência democrática, plantei os ventos da liberdade que varreram o país inteiro e plantei as modificações institucionais promovidas sem hesitação." 

José Sarney, ex-presidente da República. 

Fique de olho...

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Destaques nacionais

MINISTÉRIO DA FAZENDA

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

MCTI

MFZ

MIN

MJ

MS

MPOG


Concursos e seleções





O Amapá no Diário Oficial da União

Acompanhe

Clique para ampliar