segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Congresso faz sessão de abertura dos trabalhos nesta segunda-feira


O Congresso Nacional reabre oficialmente os trabalhos da sessão legislativa de 2013 na próxima segunda-feira (4). De acordo com a Constituição, o Congresso deve retomar as atividades no dia 2 de fevereiro de cada ano. Entretanto, no caso de a data coincidir com sábados, domingos ou feriados como é o caso deste ano, quando dia 2 cai em um sábado, a sessão de abertura é adiada para o primeiro dia útil subsequente. A sessão solene terá início às 16h, no Plenário da Câmara dos Deputados. A condução dos trabalhos caberá ao presidente do Congresso e do Senado, Renan Calheiros, com auxílio da nova Mesa do Congresso. O primeiro ato da sessão é receber oficialmente a mensagem enviada ao Poder Legislativo pela presidente da República, Dilma Rousseff. A mensagem é lida pela própria presidente, quando ela está presente à sessão, ou pelo 1º secretário da Mesa do Congresso (que também é o primeiro secretário da Mesa da Câmara), caso o documento tenha sido entregue por um ministro. Nessas situações, a mensagem é entregue pelo ministro chefe da Casa Civil, atualmente Gleisi Hoffmann, que cumpriu essa missão em 2012. A mensagem para o Legislativo trata das expectativas e planos do Executivo para o ano de 2013 e das parcerias que podem ser feitas com os demais Poderes. Em 2012, por exemplo, Dilma Rousseff falou da exigência de disciplina e ousadia para que o país conseguisse alcançar o superávit ao longo do ano e pediu colaboração do Congresso para adoção das medidas necessárias à continuidade do crescimento econômico do país. Após a leitura da mensagem da presidente, é a vez do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, fazer sua apresentação para 2013. A sessão solene é encerrada com discurso do presidente do Congresso, sem que outros parlamentares tenham direito à palavra. Uma vez aberto o ano legislativo, o presidente do Congresso e do Senado convoca as primeiras sessões de trabalho. A expectativa é que o novo presidente convoque ainda para o início de fevereiro uma sessão do Congresso específica para análise do Orçamento de 2013, que ainda não foi aprovado. Ao final de 2012, a votação da lei orçamentária foi adiada diante do impasse quanto à votação de mais de 3 mil vetos presidenciais acumulados na pauta do Congresso.

Recepção

Antes da sessão em Plenário, há ainda a cerimônia externa de recepção das autoridades dos Três Poderes. O primeiro a chegar é o presidente do Senado. Ele sobre a rampa do Congresso, passa em revista a tropa, quando há a Salva de Gala de 21 tiros de canhão. Logo depois, há a execução do Hino Nacional e o hasteamento das bandeiras do Brasil e do Mercosul, localizadas em frente ao Senado e à Câmara. Em seguida, é a vez da presidente Dilma Rousseff ou de seu representante chegar ao Congresso Nacional, subindo a rampa para encontrar os presidentes do Senado e da Câmara. Também são recebidos na rampa do Congresso os presidentes do STF e dos demais tribunais superiores. Juntos, todos seguem para o Plenário da Câmara para dar início à sessão solene. Em caso de chuva, a cerimônia é transferida para a Chapelaria do Congresso Nacional. 
- Minha torcida é para que o tempo fique bom, porque esta é uma cerimônia muito bonita e que costuma ser acompanhada por muitos cidadãos - disse na última terça (29) a secretária-geral da Mesa do Senado, Claudia Lyra, lembrando que a solenidade é aberta e pode ser acompanhada pela população.
Toda a solenidade será transmitida pelos veículos de comunicação do Senado: Agência Senado, TV Senado e Rádio Senado.

Agência Senado

Macapá vai ganhar um Centro Cultural da Banda


O espaço é resultado de indicação de emenda parlamentar no valor de 1 milhão da deputada Dalva Figueiredo – PT. O recurso para a obra foi empenhado pela parlamentar no ministério da Defesa. A execução vai ser do Governo do Estado. O prédio vai ser construído em uma área doada pelo estado na avenida Enestino Borges, onde funcionava a casa de apoio do Monte Tabor. Ele vai ser em dois pavimentos. No primeiro, vai funcionar um anfiteatro para 250 pessoas e no segundo terão cinco salas de aula para realização de cursos para estudantes de escolas públicas. Camisas e abadas devem ser confeccionadas pelos próprios alunos. A coordenação da banda já está conversando com a Federação das Indústrias do Amapá - FIEAP para viabilizar ensino técnico profissional. Savino afirma estar com a sensação de dever cumprido e agradece o empenho da deputada Dalva, “Ela que está comandando nosso destino, porque ela é primeira, ela é uma das heroínas”. Para Dalva, “se a banda é tombada como Patrimônio Cultural Imaterial e é uma Organização de Utilidade Pública para o Estado do Amapá, reconhecida e aprovada pela Assembleia Legislativa, nós temos por obrigação criar um espaço que carregue e conte essa história”. A novidade na programação deste ano é a parceria com o Instituto Joel Magalhães – IJOMA, entidade filantrópica que auxilia pessoas acometidas de câncer no estado. Durante o trajeto da Banda, vão ter pontos fixos de arrecadação para receber donativos para o instituto.

Fique de olho...


Diário Oficial da União
segunda-feira, 04 de janeiro de 2013

Destaques nacionais


Concursos e seleções


Destaques especiais

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Leia a íntegra do discurso do senador José Sarney na sua despedida da Presidência do Senado


Pela última e oitava vez cumpro a obrigação de encerrar os trabalhos de uma sessão legislativa, a 2ª Sessão Legislativa da 54ª Legislatura, iniciada em 2 de fevereiro de 2012. Este foi, mais uma vez, um tempo de trabalho e realizações. Dediquei-me com a maior responsabilidade à difícil tarefa de fazer funcionar a agenda legislativa e à parte administrativa, complexa e ampla, com vários e variados setores de apoio logístico e relações com a comunidade.
Todo esse trabalho foi fruto de uma ação conjunta da Mesa e das lideranças da Casa, uma vez que sempre tive o modo de agir baseado em decisões colegiadas, com permanente consulta aos líderes em momentos mais sensíveis, e ao plenário do Senado, de modo que se tornou rotina só votarmos assuntos controversos depois de colocar minha costumeira condição: “Se não houver objeção do plenário.”
O Congresso Nacional acompanha as necessidades da sociedade brasileira. Assim, aqui no Senado Federal, começamos a reforma dos códigos legislativos mais importantes. Agilizamos o trabalho que era feito em passos tão lentos que no dia seguinte já começava a necessidade de sua atualização.
Cito como exemplo a evitar o que aconteceu com a reforma do Código Civil. Iniciada em 1969 numa Comissão presidida pelo Professor Miguel Reale, tramitou no Congresso Nacional durante 26 anos, até o Novo Código Civil ser sancionado em 10 de janeiro de 2002. Nós buscamos uma solução mais ágil, que ao mesmo tempo não restrinja em nada o debate legislativo nem a participação da sociedade. Desta maneira encaminhamos o Código do Processo Penal, o Código do Processo Civil, o Código Eleitoral, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Penal e a Lei de Execução Penal. Avançamos assim na longa colaboração com o Poder Judiciário para agilizar e modernizar a prestação jurisdicional no País.
Em 2012 realizamos 126 sessões deliberativas, de um total de 239 sessões, e decidimos sobre 2449 matérias.
Entre as matérias aprovadas, destacamos: os diversos projetos sobre acessibilidade; os vários de proteção às mulheres; a interdição de estabelecimentos envolvidos com a falsificação de produtos; o Direito do Consumidor na internet; vários projetos na área de saúde, entre eles a tipificação como crime da exigência de cheque-caução; a criação de sistema de informações de monitoramento de desastres; o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas; o Funpresp; o estabelecimento de proventos integrais para o servidor público aposentado por invalidez permanente; o Fundeb; a Emenda Constitucional do Comércio Eletrônico; o avanço no combate à lavagem de dinheiro; medidas de desindexação da economia; a Política Nacional de Irrigação; o que submete as agências reguladoras a auditoria operacional pelo Tribunal de Contas da União; e o que dispõe sobre a extinção das concessões de serviço público de energia elétrica, a prestação temporária do serviço, e sobre a intervenção para adequação do serviço público de energia elétrica.
Promulgamos a Emenda Constitucional nº. 70, que estabelece critérios para o cálculo e a correção dos proventos da aposentadoria por invalidez dos servidores públicos; e a Emenda Constitucional nº. 71, que cria o Sistema Nacional de Cultura.
Embora com a realização de eleições e intenso debate político, foi um ano de trabalho, imenso esforço feito pelos membros desta Casa. Há, também, um fazer diuturno nas comissões, no plenário, e nos gabinetes, que é muitas vezes ignorado.
Nossa casa é também pioneira em transparência. Desde que assumi a Presidência da Mesa pela primeira vez, em 1995, foram inúmeras as providências para que o cidadão possa acompanhar e fiscalizar o nosso trabalho. Acabamos de mostrar, na exposição Modernidade no Senado Federal e na publicação de mesmo nome, uma síntese do que foi realizado. Podemos relacionar, por área:
Na Secretaria de Comunicação Social: o já tradicional Jornal do Senado; a TV Senado transmite em 11 capitais para mais de 20 milhões de parabólicas; a Rádio Senado funciona em 7 cidades, seu conteúdo é repetido em cerca de 2 mil rádios por todo o País; a Agência Senado divulgou mais de 77 mil fotografias e tem cerca de 48 mil seguidores no Twitter e seu portal de notícias recebeu 5 milhões de 900 mil visitas; o Alô Senado transmitiu mais de 2 milhões de manifestações a órgãos administrativos e Senadores. Nosso acervo áudio visual tem 46 mil horas gravadas, sendo mil e quinhentas horas de sessões do Plenário e 2 mil e 600 de comissões em formato digital; temos cerca de 1 milhão de imagens, das quais 40 mil digitalizadas. Nosso Clipping tem cerca de 400 mil notícias. Somos pioneiros nas redes sociais. Ao todo o Portal do Senado recebe, em média, 2 milhões de acessos mensais.
Na área legislativa: com a Pauta diária do Senado, a Ordem do Dia — planejada com 15 dias de antecedência — é distribuída em tempo real; os Diários do Senado e do Congresso são acessíveis diariamente na internet; a transparência orçamentária a serviço do cidadão — com o Siga-Brasil — tem cerca de 100 mil acessos mensais; implantamos instrumentos modernos de comparação de alterações nos projetos; a explicação da Ementa e a classificação das proposições por assunto facilitam a compreensão das proposições; as notas taquigráficas são agora disponíveis em tempo real; o uso da assinatura digital permite a circulação de documentos internamente e entre o Senado, a Câmara e o Tribunal de Contas da União; a Ouvidoria recebe as dúvidas e queixas dos cidadãos; passamos a oferecer informações acessíveis e rápidas na página de Consolidações Temáticas; o Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria produz documentos sobre os grandes temas nacionais para subsidiar nossas discussões; o e-Cidadania é espaço de participação política para o cidadão, onde ele pode propor legislação, fiscalizar o orçamento e a administração do Senado, e se manifestar sobre ideias e projetos em tramitação, propor emendas e sugerir audiências; neste espaço estamos lançando hoje o Orçamento Fácil, destinado a explicar, de forma simples e clara, por meio de animação, a elaboração e a execução do Orçamento da União; as páginas de Dados Abertos e Questões de Ordem, no Portal da Transparência, oferecem informações sobre o processo legislativo; o Conselho de Comunicação Social foi reinstalado; passamos a fazer a extração automática de dados para o Relatório Anual da Presidência e a Resenha Mensal dos Trabalhos Legislativos; o serviço que permite a localização de informações legislativas e jurídicas em um único portal — o Lex-ML —, que já catalogou 3,6 milhões de documentos; o Senado Jovem desenvolveu o programa Jovem Senador, com os vencedores do concurso de redação realizado em 19 mil escolas atuando por alguns dias como parlamentares, num despertar de vocações, e seis de suas proposições estão em tramitação; fizemos a digitalização e a colocação na internet de todo o acervo de relatórios anuais, desde 1826; e realizamos 368 Audiências Públicas, fonte de grande valia para subsidiar nossos trabalhos, agora organizadas em publicações temáticas, na revista Em Discussão.
Na área administrativa destacamos: o Conselho Editorial, que chegou aos 234 títulos, entre eles obras raras como as Ordenações Filipinas e a memória de Rio Branco para Questões de Limites com a Guiana Francesa; o Arquivo, que passou por contínuas renovações e tem cerca de 1 milhão e 200 mil páginas digitalizadas; o Instituto Legislativo Brasileiro, nosso braço de capacitação, que teve mais de 55 mil alunos em 2012; a Unilegis realizou seminários e conferências que abrangeram todos os ramos do conhecimento, com a participação de renomados experts internacionais, como o Forum Senado Brasil 2012, agora disponível em vídeo; a Biblioteca Luiz Viana Filho — que tornou disponível seu importante acervo de Obras Raras — fez mais de 110 mil atendimentos diretos e teve cerca de 2 milhões e 800 mil visualizações e mais de 1 milhão de downloads na Biblioteca Digital; o Portal da Transparência, que divulga todos os atos administrativos e orçamentários, com 60 mil acessos mensais; os programas Agenda Estratégica da Administração e Sistema de Governança Corporativa e Gestão Estratégica, Gestão por Competências, Lotação Ideal e de Desenvolvimento Gerencial, que modernizaram a administração do Senado; o Sistema Eletrônico de Compras e Contratações, o conhecido pregão eletrônico, que tornou mais seguro e simples as licitações; a eliminação da duplicidade de administração de Prodasen e Gráfica; o Programa de Simplificação e Desburocratização Administrativa; o Plano de Racionalização de Contratos de Prestação de Serviços, onde acabamos com os contratos temporários; e o Serviço de Informação ao Cidadão — SIC —, que atende às demandas da Lei de Acesso às Informações, 91% das quais já estão disponíveis no Portal de Transparência.
Senhoras Senadoras, Senhores Senadores,
Estamos chegando aos 25 anos da Constituição de 1988, que convoquei e fui o primeiro a jurar. É o mais longo período democrático da República passado sem intervenções militares ou estados de exceção.
Para alcançarmos a plenitude democrática, acredito que devemos marchar para o sistema de governo parlamentarista, que prevalece nas mais importantes democracias. São sonhos que continuam abertos ao debate nacional.
O Parlamento sofre hoje, em todo o mundo, críticas da mídia e incompreensão da sociedade. Isso acontece pelo descompasso entre o tempo legislativo e a velocidade da comunicação em tempo real, onde parece que as leis podem ser feitas sem o complexo processo de examinar suas repercussões e alternativas, ouvir os especialistas e a sociedade, formar consensos e maiorias. Contrastam com o tempo do Legislativo os tempos do Executivo e do Judiciário, que podem decidir por um ato solitário.
Muitas vezes, no sistema presidencialista, dois Poderes entram em choque. Exemplo disto é o que aconteceu com o chamado abismo fiscal, nos Estados Unidos da América. O risco de uma crise que abalaria o mundo ainda não foi de todo debelado, numa demonstração das limitações do presidencialismo e de que, mesmo nas democracias mais avançadas e no maior país do mundo não se está imune às paixões e mazelas da política.
Temos ainda sem solução o problema das medidas provisórias, que há muito proponho resolver com a devolução ao Executivo de atribuições administrativas e, em contrapartida, a limitação severa a matérias financeiras e tributárias, segurança nacional e calamidade pública, restringindo a situações verdadeiramente excepcionais a possibilidade do Executivo emitir medidas de relevância e urgência tais que não possam seguir o caminho do trâmite ordinário.
Caros Colegas,
Desde 1955, por 58 anos, exerço mandatos eletivos. Corria então a 40ª Legislatura; hoje estamos na 54ª. Sou o Senador que por mais tempo serviu ao Senado na República, e em termos de mandatos eletivos sou o mais longevo de nossa História Republicana. Sempre fiz questão de não ficar parado no tempo ou olhando para o passado — ao contrário, pautei minhas gestões por estar voltado para o futuro e a modernidade, e para aprofundar a democracia no exercício da cidadania, dos direitos civis e sociais. Dediquei toda a minha vida à política, ao serviço do meu País. Minha reflexão final é que essa paixão do bem comum e da política é maior do que a paixão da vida.
Faz parte de minha conduta não apenas pregar a democracia, mas praticá-la. Como democrata sempre a todos ouvi, procurei compreender a posição dos adversários, respeitar as opiniões divergentes, soube que todos temos uma contribuição a dar, busquei incansavelmente o diálogo e a conciliação, harmonizar os conflitos. Trato a todos com o mesmo respeito e atenção, subalternos, iguais a superiores. Os que comigo trabalham são testemunhas desta minha conduta. Assim, a democracia é para mim um modo de vida.
Quando assumi meu primeiro mandato aqui, em 1971, juntei-me a Franco Montoro e Carvalho Pinto para fundar o Instituto de Pesquisas, Estudos e Assessoria do Congresso — IPEAC, que presidi por doze anos e teve importante papel em trazer para o Parlamento a contribuição de estudos formulados por técnicos e grandes pensadores brasileiros sobre os principais temas de nosso País e foi sucedido pela formação do quadro de consultores. Como intelectual sempre preocupou-me a melhoria da qualidade de nossos trabalhos e a visão humanística.
Por essa época, no mesmo sentido de aprimoramento institucional, participei, com Nei Braga e Carvalho Pinto, de comissão sobre a implantação de centro de processamento de dados no Senado Federal. Do trabalho desta comissão nasceu a Secretaria de Informação, criada por Petrônio Portella em seu primeiro mandato como Presidente da Casa.
Muitos anos depois, já tendo passado pela Presidência da República e cumprido a difícil tarefa de presidir e assegurar a transição para a democracia — que não foi um jogo de palavras, mas um exercício quotidiano de paciência, perseverança, conciliação e, sobretudo, a incorporação dos seus principais valores como práxis pessoal, do governo e da sociedade — fui eleito pela generosidade de meus pares Presidente do Senado Federal. Por um conjunto de circunstâncias, nos encontrávamos então numa situação de dificuldades gerenciais que impactavam a própria atividade legislativa.
Ao corrigir os problemas dos meios clássicos de divulgação de nossas atividades, tarefa essencial para a publicidade que é um postulado que vem da Constituição de 1824 (art. 70), sentimos a necessidade de modernizar o nosso contato com a sociedade. Criamos então a TV Senado, pioneira na transmissão da atividade parlamentar em plenário e, mais tarde, nas comissões deliberativas.
As minhas ações como Presidente da Comissão Diretora do Senado Federal buscaram a excelência de seu funcionamento, e que fosse uma precursora no acesso do cidadão ao que se faz, como se faz, por que se faz — uma democracia mais transparente e aberta, sempre, como disse em decisões democráticas e colegiadas, com a Mesa e os líderes e as senadoras e os senadores.
Renovo, nesta despedida, minha crença na democracia. Repito o eterno achado de Churchill: “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras que foram tentadas”. Ela é o melhor dos regimes para todos aqueles que acreditam na liberdade, na igualdade, na fraternidade, que acreditam no direito à busca da felicidade, palavras imortais que ressoam através do tempo. Aqui todos podem discordar e conciliar. Foi com esta que construímos as instituições brasileiras, e com ela podemos almejar aquele que é o sonho de todo bom político, transformar a sociedade para conseguir a justiça social.
Entrego o Senado, depois de encontrá-lo no século 19, com as atas escritas à mão, totalmente informatizado. A reforma administrativa, que consolida todas estas providências, já está 80% implantada e sua votação final na pauta do Senado.
Nossa Casa é a mais visível e a mais importante de nossas casas legislativas. Pagamos um alto preço por isso, mas com o mesmo sacrifício o Senado ao longo de sua história construiu a unidade nacional e foi a sustentação da democracia e da igualdade federativa. Já Afonso Celso, no seu livro “Oito anos de Parlamento”, dizia há mais de um século que os parlamentos não podiam fugir às críticas, injustiças, incompreensões, lutas internas e traições, como a de grupos que viviam a custa da honra da Instituição e da honra de seus colegas.
Acredito que, com o avanço da informática, nos encontraremos dentro de alguns anos em condições de retornar às raízes da democracia, podendo alcançar aquele ideal da democracia direta de que nos afastamos pelas dimensões dos Estados modernos.
A sociedade de informação exige uma nova forma de governança — vislumbrada como necessidade pelos pensadores da democracia —, que seja mais ágil, mais efetiva e alcance resultados mais rápidos, mecanismos dependendo mais dos meios do que dos homens, a melhor maneira de combater a corrupção com controles efetivos e menos palavras demagógicas. A verdadeira ética não é parecer e sim ser. É um estado de conduta, é uma visão cristã do agir correto e ter a paz interior.
Esta, sendo a Casa da Federação, dos Estados, é a Casa da unidade nacional. O Senado do Império foi, conforme o consenso dos nossos historiadores, a instituição decisiva, com o Conselho de Estado e o Poder Moderador, pela formação continental do País que não se dividiu.
Preocupado com o debilitamento da Federação criei uma comissão de pensadores dessa matéria para subsidiar nossa tarefa.
A União está cada vez maior, verdadeiro estado central com uma poderosa força de atração incorporando sempre mais poderes e centralizando progressivamente mais decisões. Esse é um processo que vem de longe e se torna assustador, sobretudo porque é acompanhado de uma dinâmica que vai aumentando continuamente as desigualdades regionais. Determinadas áreas são detentoras de poder econômico, financeiro, político, cultural, educacional, científico, técnico e de comunicação, num perigoso monopólio das decisões nacionais.
Isso, em termos de futuro, é um gérmen de secessão que nossa geração, que recebeu o País íntegro, não pode legar às gerações que virão.
Estão aí sem solução visível a reforma tributária, os royalties, o Fundo de Participação dos Estados e o Fundo de Participação dos Municípios, para citar exemplos de que ainda não se tem a consciência política de que estes problemas não são regionais, mas nacionais. Cada vez mais aumentam a discriminação e os preconceitos contra os brasileiros de regiões pobres.
O esgarçamento da Federação é um dos desafios, nos próximos anos, do Senado Federal, como seu guardião perante o País.
Quero saudar o nosso novo Presidente da Comissão Diretora, Senador Renan Calheiros. Trata-se de uma das mais expressivas lideranças de nosso partido, que desde cedo tem assumido enormes responsabilidades e delas se desempenhado alinhando a capacidade de ouvir com a de tomar decisões. Eleito Senador em 1994, 2002 e 2010, tem sido um legislador criterioso, com importantes iniciativas, com a do Estatuto do Desarmamento, um articulador hábil e um poderoso formador de consensos. Sua eleição a Presidente da Casa mostra a confiança de seus pares, e nos dá a garantia de um mandato em que o Senado Federal seguirá seu caminho de transparência e equilíbrio democrático. Meus votos de êxito em suas tarefas.
Quero agradecer a todas as Senadoras e a todos os Senadores, e especialmente a meus companheiros de Mesa, à Senadora Martha Suplicy e ao Senador Aníbal Diniz, que exerceram a 1ª Vice Presidência, às Senadoras Maria do Carmo Alves e Vanessa Graziotin, e aos Senadores Waldemir Moka, Cícero Lucena, João Ribeiro, João Vicente Claudino, Ciro Nogueira, Casildo Maldaner, João Durval, Gilvam Borges e Wilson Santiago. Citando a Diretora Geral, Doris Maris Peixoto, a Secretária-Geral da Mesa, Cláudia Lyra Nascimento e o Secretário de Comunicação Social, Fernando César Mesquita, estendo minha gratidão também a todo o corpo funcional do Senado Federal, que com seu esforço e sua alta qualificação tornou possível os avanços da Casa.
Quero também ressaltar a ajuda da imprensa. Ela faz parte de nossos trabalhos. A liberdade de imprensa faz a democracia. Quando saí da Presidência da República — eu que tenho tanto sido alvo de injustiças e críticas —, disse que na imprensa “o tempo com a prática da sua liberdade corrige os excessos”.
Por último quero agradecer a todos os meus colegas senadores. Sempre procurei tratá-los com companheirismo, humildade e respeito. Não me pesa na consciência que em algum momento não tenha procurado honrar sua confiança e em vez de pedir desculpas por qualquer falta repetir o que disse Lincoln: “Nunca cravei, por meu desejo, espinho algum no peito de ninguém.”
Muito obrigado, minha gratidão a todos. Tenho a visão histórica do que significou o Senado para o Brasil e quanto ele significará na perpetuidade de nosso País, que aqui começou como País independente, uma construção do poder civil, que tem, como expressão da democracia seu coração no Parlamento.
Renovo minha fé no Brasil, hoje parte das decisões mundiais, amanhã, líder entre as nações da humanidade.
Com essa visão tenho saudade do futuro.
Mais uma vez minha palavra final é de gratidão às senadoras e aos senadores, meus colegas e amigos, a quem desejo maior êxito no seu trabalho e felicidades pessoais.


Obrigado.



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Dalva reúne com presidente da Eletronorte



Participaram da reunião com o presidente, a deputada Dalva Figueiredo e o deputado Evandro Milhomen,  Valdo Isacksson prefeito de Ferreira Gomes, um representante da CUT e Francinaldo Flexa do Sindicato dos Urbanitários do Amapá. A reunião tratou sobre execução do programa Luz Para Todos do Governo Federal e o processo de federalização da CEA. A pedido da parlamentar os técnicos informaram sobre o andamento das obras do programa Luz para Todos, informando que o terceiro bloco de obras está com andamento regular. Dalva solicitou que fosse realizada uma reunião com os demais prefeitos do Amapá para repassar informações atuais sobre o Programa Luz para Todos e do andamento das obras de implantação. Os técnicos atenderam o pedido e já realizaram uma apresentação na ultima terça-feira no auditório da Eletronorte. José Ramalho, presidente da CEA, explicou ainda sobre o andamento do processo de federalização da CEA e o papel dos agentes deste processo e como será quitada a dívida da CEA com a Eletronorte. Sobre as tarifas, o presidente acredita que no Amapá deva ser realizada uma atualização tarifária, com majoração em etapas, após a federalização da CEA para nivelamento de valores nacionalmente estabelecidos, pois a empresa tem sofrido com o represamento das tarifas nos últimos cinco anos.

Quatro deputados já anunciaram candidatura à Presidência da Câmara


Arquivo/ Reinaldo Ferrigno
Câmara - Mesa Diretora - Sergio Sampaio - SGM
Sérgio Sampaio explicou o que ocorre de hoje ao dia da eleição.
O prazo para apresentação de candidaturas à presidência da Câmara termina neste domingo (3), às 22 horas. Até o momento, quatro deputados lançaram suas candidaturas: Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Rose de Freitas (PMDB-ES), Júlio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (Psol-RJ). A eleição ocorrerá na segunda-feira (4), às 10 horas. Além do presidente, serão eleitos o primeiro e o segundo vice-presidentes e os ocupantes das quatro secretarias, além de quatro suplentes. De acordo com o secretário-geral da Mesa Diretora, Sérgio Sampaio de Almeida, até o meio-dia de amanhã (1º), os partidos podem se unir em blocos parlamentares para a eleição da Mesa. "Em seguida, haverá reunião do colégio de líderes com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, onde os líderes apontarão quais os cargos a que suas agremiações pretendem concorrer", explica. A reunião dos líderes partidários está marcada para as 15 horas. A composição dos blocos pode mudar a decisão sobre a distribuição entre os partidos para os cargos da Mesa Diretora. "A partir da reunião de líderes, é que os  interessados, seja o candidato oficial indicado pelo partido ou eventuais candidaturas avulsas também de parlamentares do partido, vão poder se lançar candidatos, registrar sua candidatura", acrescenta Sampaio. Na segunda-feira (4), dia da eleição, as urnas estarão no Plenário. São urnas eletrônicas novas e o processo se dará da seguinte forma: o deputado vai à cabine e digita um código e confirma a identidade com a impressão digital. A apuração começará com a definição do novo presidente, que precisa receber a maioria dos votos dos parlamentares, presentes no mínimo 257 deputados, incluídos os votos brancos e excluídos os nulos. Em seguida, o parlamentar é empossado como presidente da Câmara e, já sob seu comando, se apuram os demais cargos.

Atribuições

A Mesa Diretora da Câmara tem uma série de atribuições e prerrogativas. Ela é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e também dos serviços administrativos da Casa. Os integrantes da Mesa não podem ser líderes de bancadas nem fazer parte de comissões de qualquer tipo. O presidente coordena os trabalhos legislativos e sua palavra representa a posição oficial da Casa. Cabe a ele substituir o presidente da República, na ausência do vice-presidente, além de integrar os conselhos da República e de Defesa Nacional. Já o primeiro vice-presidente da Câmara substitui o presidente em sua ausência e elabora pareceres sobre requerimentos de informações e projetos de resolução. Na ausência do presidente do Senado, cabe a ele também coordenar os trabalhos das sessões conjuntas das duas Casas do Congresso Nacional. Quanto ao segundo vice-presidente, ele examina pedidos de ressarcimento de despesas médicas dos deputados. Os quatro secretários cuidam de aspectos da administração e da burocracia geral da Câmara, como correspondência postal, controle de passagens aéreas, pedidos de licença, justificativa de falta, obras na Câmara e locação de imóveis para os parlamentares.
Reportagem - Luiz Cláudio Canuto
Edição - Juliano Pires

Renan toma posse com críticas ao excesso de medidas provisórias e promessa de limpar vetos



Em seu primeiro discurso como presidente do Senado, depois de eleito nesta sexta-feira (1º), Renan Calheiros (PMDB-AL) ressaltou a importância do equilíbrio entre os poderes e saiu em defesa de um Legislativo mais forte. O parlamentar alagoano criticou o excesso de medidas provisórias que chegam ao Congresso e prometeu acabar com o acúmulo de vetos aguardando deliberação.
- As medidas provisórias só podem ser editadas em situação de urgência e relevância, dois conceitos banalizados nos últimos anos e que atrofiaram o Congresso - reclamou.
Renan disse que pretende se reunir com o próximo presidente da Câmara dos Deputados para tentar uma solução defintiva para o excesso de MPs enviadas ao Parlamento.
Ele também prometeu trabalhar para limpar a pauta de vetos presidenciais do Congresso. Há mais de 3 mil vetos aguardando deliberação pelos parlamentares.
- Não acredito na política do fim do mundo. Não é o fim do mundo o Congresso derrubar vetos, que não mais se acumularão como mercadorias. Vamos criar em breve um mecanismo para limpar a pauta - prometeu.
O parlamentar alagoano disse que pretende priorizar uma administração baseada na transparência e com compromisso permanente com a liberdade de expressão. O senador informou também que vai racionalizar a administração do Senado e dar continuidade ao processo de modernização da Casa, iniciado sob a gestão de José Sarney (PMDB-AP).
O aumento da eficiência e a redução da despesa pública; a extinção e a fusão de órgãos; a meritocracia; a motivação; a profissionalização e a qualificação também foram prometidos pelo presidente recém-eleito.

Votação

Eleito no início da tarde desta sexta-feira (1º), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) será o presidente do Senado no biênio 2013-2014. O parlamentar alagoano, que substitui José Sarney (PMDB-AP), recebeu 56 votos. O outro candidato, Pedro Taques (PDT-MT), teve 18 votos. Houve ainda dois votos em branco e dois nulos.
A reunião destinada à escolha do novo presidente começou às 10h20, e o processo de votação foi precedido de uma série de discursos. Dezoito senadores se revezaram na tribuna do Plenário na defesa de seus candidatos, que foram os últimos a usar a palavra. Os parlamentares do PMDB defenderam o direito do partido, dono da maior bancada na Casa, de indicar o presidente. Os opositores, por sua vez, pregaram a necessidade de renovação e ética no comando da instituição.
O senador Pedro Taques, que chegou ao pleito amparado pelo apoio do PDT, PSDB, DEM, PSOL e PSB, admitiu ser um “anticandidato”, dada a pequena chance de sair-se vitorioso.
– Posso ser um perdedor; mas, para mim, a lisura, a transparência, o comportamento austero são predicados inegociáveis ao presidente do Senado. Eu não temo o próprio passado e, portanto, eu não tenho medo do meu futuro – afirmou.
Pedro Taques criticou a posição do Senado como “apêndice” e “puxadinho” do Poder Executivo:
– Quero que a sociedade brasileira observe que as coisas podem ser diferentes. Que o passado não precisa necessariamente voltar. Chega de Senado perdigueiro. Chega de senado saburjo. Somos senadores da República, não leva-e-traz do Poder Executivo – acrescentou.
No fim, ele citou o ex-senador Darcy Ribeiro:
- Os fracassos são minhas vitórias, eu detestaria estar no lugar de quem venceu.

Trajetória

Aos 57 anos, José Renan Vasconcelos Calheiros vai presidir o Senado pela segunda vez. Nascido em Murici (AL), o senador é casado com Verônica Calheiros e tem quatro filhos. Começou na política ainda na faculdade de Direito: aos 23 anos, foi eleito deputado estadual (1978). Nas eleições seguintes (1982), veio para Brasília como deputado federal por Alagoas. Ficou na Câmara até 1991. Entrou em 1994 no Senado e foi reeleito por duas vezes – em 2002 e em 2010.
Foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso entre 1998 e 1999.
Em 2007, Renan Calheiros renunciou à Presidência do Senado, em meio a denúncias na imprensa de irregularidades, mas foi absolvido dos processos por suposta quebra de decoro.
Desde 2011, Renan vinha ocupando a liderança do PMDB, a maior bancada no Senado. No ano passado, foi o relator de projetos importantes como o que redistribui o ICMS arrecadado com o comércio eletrônico e a medida provisória que permitiu a redução das tarifas de energia elétrica.

Silêncio

Ao abrir a sessão destinada à eleição de seu sucessor, o presidente da Casa, José Sarney, pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia de Santa Maria (RS), onde mais de 230 jovens morreram na madrugada do dia 27, em decorrência de incêndio numa boate.
Sarney também anunciou a devolução simbólica do mandato de senador cassado Amaury de Oliveira e Silva, na sequência de homenagens anteriores destinadas a reparar atos de arbitrariedade do regime autoritário.

Agência Senado

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Renan defende transparência e liberdade de expressão



Defesa intransigente da liberdade de expressão e do modelo "único" da democracia brasileira foi reiterada, à exaustão, pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em seu discurso como presidente eleito do Senado Federal. Insistiu que a imprensa é insubstituível e tem papel inquestionável como pedra angular das democracias modernas: "A pretensão de abolir o direito à liberdade de expressão, a qualquer pretexto (...) é até mesmo insana. Não pode e não deve haver. Quem regula, gosta, rejeita ou critica é o consumidor da informação". Eleito com 56 votos, Renan apontou quatro eixos de ação para o Senado, para sua gestão no biênio 2013-2014: criação da Secretaria da Transparência para o Senado Federal, sem custos para a Casa; aprofundamento da reforma administrativa e modernização já iniciada; a modernização institucional para um "Brasil mais Fácil", com a priorização legislativa de uma agenda de reformas microeconômicas, com consequências para a produção, o investimento e a renda nacional; compromisso permanente do Parlamento com a democracia e a liberdade de expressão.


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Sarney encerra sessão legislativa defendendo o Parlamentarismo



Afirmando que cumpria pela última vez o dever de encerrar os trabalhos de uma sessão legislativa, o senador José Sarney (PMDB-AP) fez, nesta sexta-feira (01), um discurso defendendo o Parlamentarismo. Ele lembrou que a Constituição completa 25 anos e que o Brasil vive o mais longo período democrático da República, sem intervenções militares ou estados de exceção, e disse que é hora de mudar o regime político.
- Para alcançarmos a plenitude democrática, acredito que devemos marchar para o sistema de governo parlamentarista, que prevalece nas mais importantes democracias. São sonhos que continuam abertos ao debate nacional.
De acordo com Sarney, o Parlamento sofre hoje, em todo o mundo, críticas da mídia e incompreensão da sociedade. Em sua opinião, isso acontece pelo descompasso entre o tempo legislativo e a velocidade da comunicação em tempo real, onde parece que as leis podem ser feitas sem o complexo processo de examinar suas repercussões e alternativas, formar consensos e maiorias.
Na avaliação de Sarney, a confecção de leis pelo Legislativo contrasta hoje com o tempo do Executivo e do Judiciário, que podem decidir mediante atos solitários.
- Muitas vezes, no sistema presidencialista, dois poderes entram em choque. Exemplo disto é o que aconteceu com o chamado abismo fiscal, nos Estados Unidos da América. O risco de uma crise que abalaria o mundo ainda não foi de todo debelado, numa demonstração das limitações do presidencialismo e de que, mesmo nas democracias mais avançadas e no maior país do mundo não se está imune às paixões e mazelas da política.
Nesse discurso de despedida, Sarney também afirmou que a democracia é o melhor dos regimes para todos aqueles que acreditam na liberdade. Renovando sua crença nessa doutrina, ele citou Churchill: “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras que foram tentadas”.
Sarney também considerou sem solução o instituto das medidas provisórias (MPs). Disse que, há muito, vem propondo a devolução ao Executivo de atribuições administrativas, no entendimento de que as MPs devem restringir-se a situações verdadeiramente excepcionais.
Sarney também se referiu ao Orçamento Fácil, projeto desenvolvido pela Agência Senado,Jornal do Senado e Consultoria de Orçamento com o objetivo de explicar de um jeito simples o que é o orçamento público. Por meio de animações e jogos disponíveis no portal da Casa, os cidadãos podem agora entender, de forma didática, como funciona o processo orçamentário e assim contribuir com a fiscalização do que é feito com o dinheiro do contribuinte.
Sarney ressaltou que entrega o Senado totalmente informatizado, depois de encontrá-lo, no século 19, com as atas escritas à mão. De acordo com Sarney, com o avanço da informática, o Legislativo se encontrará, em futuro próximo, em condições de retornar às raízes da democracia, podendo alcançar aquele ideal da democracia direta de que as sociedades foram afastadas pelas dimensões dos Estados modernos.
Emocionado, o presidente José Sarney marcou que "pela última e oitava vez " encerrava os trabalhos de uma sessão legislativa, fez resumido balanço de sua gestão, frisou que todas as decisões foram colegiadas com permanentes consultas aos líderes e ao plenário, agradeceu a seus pares e encerrou: não me pesa na consciência que em algum momento não tenha procurado honrar sua confiança e em vez de pedir desculpas por qualquer falta repetir o que disse Lincoln: "nunca cravei, por meu desejo, espinho algum no peito de ninguém." O plenário lotado, levantou-se ao final para demorados aplausos.

Agência Senado







Presidente recebe homenagem da Polícia Legislativa do Senado



O presidente José Sarney foi homenageado, nesta manhã, pela Polícia Legislativa do Senado. O senador agradeceu a homenagem e elogiou o trabalho da polícia do Senado. O diretor Pedro Ricardo Araújo Carvalho entregou ao presidente uma placa comemorativa dos 4 anos da gestão de José Sarney.


Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

Coluna "Argumentos" - Cléber Barbosa


Repercussão

A nova presidente da Fieap, Joseane Rocha, causou boa impressão em sua festa de posse, ontem. Só a mobilização de autoridades, políticos, empresários já teria valido a pena pra ela, mas foi além. Pelo que disseram todos, ela terá apoio para ir bem mais longe na missão.

Protocolo

Ainda sobre a posse de Joseane Rocha, ontem. Pra quem não sabe, rito do cerimonial em eventos oficiais está previsto em lei federal e não deve ceder à conveniência de ‘chefes’ da Casa. E foi cumprido à risca.

Elas

Joseane Rocha é a única mulher a dirigir uma Federação da Indústria no país, atualmente. E mulher esteve na ordem do dia no evento, com destaque para a primeira dama, Cláudia Capiberibe.


Beldades

Mulherada em Macapá parece estar apostando na forma física, seja pra desfilar de biquini nas férias ou no carnaval.Tudo bem, desde que não exagerem nos músculos.

Torcida

Foi grande a mobilização para a festa de posse na Federação das Indústrias na noite de ontem (31). Pelo que disseram os políticos todos querem que esse setor volte a ocupar lugar de destaque na composição do PIB do nosso Amapá.

Apoio

Representante da Federação das Indústrias do Pará, Conrado Santos, pediu apoio ao governador Camilo Capiberibe para o projeto de aumentar a navegabilidade do rio Tapajós.

Namorado

O deputado Bala Rocha (PDT) nega, mas suas atitudes mostram que está mesmo sendo assediado a mudar de partido. Considerado um parlamentar atuante, tem pregado a união de forças pra tirar o Amapá do atraso em seu desenvolvimento econômico. Aí fala o que os outros gostam e vem namoro.

Humor

O deputado Davi Alcolumbre (DEM) nos deu um ‘bolo’ ao não comparecer à entrevista no Conexão Brasília. Estava no interior do estado e se atrasou pra voltar. De lá trouxe uma história hilária no contato com um eleitor, que o recebeu de braços abertos: —Eu venho no recesso, na chuva, pela estrada e você reclama? E ele: era saudade deputado!

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Diário Oficial da União
sexta-feira, 1º de fevereiro de 2013

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