sábado, 19 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal do presidente Sarney ao Povo brasileiro...

Reforma Administrativa

Nota de esclarecimento enviada ao site Congresso em Foco

Senhor editor,

Em relação à matéria “Senado mantém superpoderes da Polícia Legislativa”, a Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado Federal presta os seguintes esclarecimentos:

l) A proposta de reforma administrativa acolhida pela Mesa Diretora da Casa e que será lida em Plenário no próximo dia 22 de dezembro, terça-feira, não é o mesmo texto a que alude a reportagem, embora nela estejam mantidas também as prerrogativas anunciadas da Polícia do Senado;

2) Sobre a competência da Polícia do Senado para instaurar inquérito policial, “presidido por servidor no exercício de atividade típica de polícia, bacharel em Direito”, é bom ressaltar que ela está amparada na Constituição Federal e em vários outros diplomas legais. A Súmula 397 do Supremo Tribunal Federal, por exemplo, atribui de forma clara competência à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal para a instauração de inquérito policial que verse sobre crime cometido em suas dependências. Por sua vez, Acórdão da Segunda Seção do Tribunal Regional Federal da lª Região, assinado pelo Juiz Tourinho Neto, em 22 de dezembro de 2006, por unanimidade, faz o seguinte pronunciamento: “l) Os atos investigatórios destinados a apuração de crimes não são exclusivos da polícia judiciária; 2) O Senado Federal tem atribuição constitucional para proceder investigação de crimes ocorridos em suas dependências, instaurando inquérito; 3) As medidas cautelares, a busca e apreensão, quebra de sigilos, autorizadas evidentemente pelo Juiz, deverão ser cumpridas pela Polícia Federal, por constituírem atividade de polícia judiciária;

3) Esclarece-se ainda que as polícias legislativas estão sujeitas ao controle externo do Ministério Público (Conselho Nacional do Ministério Público, Resolução nº 20, de 28 de maio de 2007);

4) Além do exposto, lamenta-se que a matéria, de forma tendenciosa, recorra a expressões como “superpoderes”, “segurança particular”, “benefício” e “privilégio”, que só contribuem para um entendimento equivocado por parte dos leitores do site Congresso em Foco em relação a aspectos institucionais do Senado Federal;

5) Todos os documentos citados nesta nota, com exceção da proposta de reforma administrativa, estão disponíveis na página da Polícia do Senado, site do Senado Federal.
Brasília, 18 de dezembro de 2009

Fernando César Mesquita

Diretor da Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado Federal

Do Blog do Senado

Conversa com Sarney...

Em sua conversa semanal com os brasileiros e brasileiras de todas as regiões, na TV Senado, o presidente Sarney, feliz e realizado pela missão cumprida, destaca crescimento e conteúdo das votações no balanço do ano no Senado.
Confira o vídeo...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Opinião, Notícia e Humor


MANCHETES DO DIA

CORREIO BRAZILIENSE
QUEBRA DE SIGILO DOS ENVOLVIDOS NA PROPINA

O Ministério Público Federal pediu ontem à noite ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e de empresas investigadas no inquérito judicial que deu origem à Operação Caixa de Pandora. Em parecer enviado ao ministro Fernando Gonçalves, responsável pelo inquérito no STJ, a subprocuradora-geral da República Raquel Ferreira Dodge justifica o fim dos sigilos dos investigados por entender que existem “indícios consistentes de que participam do esquema de desvio e de apropriação de recursos públicos no Distrito Federal”, segundo nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República.

Governador de SP fala em ‘afinidade de valores’ com mineiro; para assessores de Lula, é uma ‘boa notícia’. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, anunciou a retirada de sua pré-candidatura à Presidência pelo PSDB. Mesmo sem citar José Serra em seu pronunciamento de sete minutos, Aécio lançou a responsabilidade pela definição da candidatura tucana para o governador de São Paulo. A decisão de Aécio foi comunicada, antes do pronunciamento, ao próprio Serra e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em nota, Serra manifestou “afinidade de valores” com Aécio. Apesar da desistência, a possibilidade de recuo permanece. “O governador José Serra não anunciando sua candidatura, nós teremos que conversar com o governador Aécio”, afirmou o deputado Rodrigo de Castro, secretário-geral do PSDB. Assessores do presidente Lula disseram que foi uma “boa notícia” o anúncio da desistência de Aécio. Eles afirmaram que, embora esteja atrás nas pesquisas, o mineiro teria mais potencial para crescer até a eleição do ano que vêm. (págs. 1 e A4 a A7)

Mineiro diz que sua costura de alianças ficou comprometida pela demora da definição tucana. O governador de Minas, Aécio Neves, anunciou que desistiu da candidatura à Presidência pelo PSDB. A decisão deixa o governador de São Paulo, José Serra, como único nome tucano para a disputa. Pressionado a aceitar a vaga de vice de Serra, Aécio não disse o que fará nas eleições. O mineiro chegou a convidar o paulista para participar de seu pronunciamento, mas Serra declinou, alegando compromissos. No texto que leu, Aécio disse que sua intenção era obter "um perfil mais amplo" de alianças e deixou claro que a decisão de Serra de só se definir sobre a candidatura em março minaria esse esforço. Ele advertiu ainda que o partido deve evitar o "confronto plebiscitário", em alusão à estratégia petista de opor o presidente Lula ao ex-presidente FHC. Em nota, Serra disse que concorda com Aécio e afirmou: "Não somos semeadores da discórdia". (págs. 1 e A4 a A8)


JORNAL DO BRASIL
AÉCIO DESISTE E ABRE CAMPANHA

Decisão força José Serra a sair como o rival do PT . A principal definição para a sucessão presidencial foi dada com a desistência do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), de concorrer, em favor do colega de São Paulo, José Serra. Aécio, que queria propor prévias internas, alegou falta de tempo hábil para cooptar partidos da base governista. Para cientistas políticos ouvidos pelo JB, o anúncio abre, de fato, a campanha por forçar Serra a assumir que será o rival de Dilma Rousseff. O PT considerou a desistência "previsível" e anunciou que não pretende rever sua estratégia para as eleições. (págs. 1 e País A6)

O GLOBO
O DIA D DO PLANETA

Líderes mundiais fazem reunião de emergência na madrugada, atrás de acordo. Depois do fracasso de ministros e diplomatas, que não chegaram a um consenso após 11 dias de intensas discussões, líderes mundiais passaram a madrugada reunidos, em busca, até o último instante, de um plano de combate às mudanças climáticas. Ontem, Brasil e China acertaram uma posição comum para pressionar os países ricos a aceitar um acordo com poder de lei. Em troca, permitiriam inspeções dos cortes de emissões financiados pela comunidade internacional. Brasil e França convocaram os 25 maiores emissores para fechar um acordo, que precisa ser assinado ainda hoje. (págs. 1, 48 e 49)

VALOR ECONÔMICO
SEM CONCESSÕES DOS EUA, CÚPULA RUMA AO FRACASSO

A manhã foi ensolarada, mas escureceu cedo ontem na gelada e apreensiva Copenhague. O fracasso da conferência do clima é iminente. Salvo uma reviravolta de última hora, o encontro deve terminar no fim de semana com um acordo pífio, que adia para 2010 a definição da estratégia de combate ao aquecimento global. As divergências, principalmente entre EUA e China, devem ficar para outra reunião, a menos que o presidente Barack Obama, que chega hoje a Copenhague, assuma um improvável comprimisso de fazer maior redução nas emissões de gases nos EUA. Também é possível que o bloco europeu coloque a meta de 30% de corte em 2020, em relação aos níveis de 1990, sobre a mesa, forçando um compromisso mais firme dos demais participantes da conferência. Ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou o que já diziam os cartazes de organizações ambientalistas espalhados pela capital da Dinamarca antes da CoP-15. Lula disse que se não articularem um acordo mínimo, os líderes serão lembrados no futuro como os “dirigentes que foram incompetentes para salvar o planeta enquanto era possível”. À noite, Lula, Sarkozi e os primeiros-ministros da Alemanha, Angela Merkel, e da Inglaterra, Gordon Brown, articulavam uma reunião com outros presidentes para tentar salvar Copenhague do fracasso total. Eles deveriam se reunir após jantar com a rainha da Dinamarca. Ironicamente, boas notícias haviam surgido pela manhã. Em uma reunião com Lula, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse que estava disposto a aceitar a inspeção internacional apenas para os investimentos externos no combate ao aquecimento global. No caso de investimentos próprios, a China concordou em no máximo apresentar relatórios às Nações Unidas. Esta foi a carta nova colocada sobre a mesa por Brasil e China. Na sede da conferência, o Bella Center, a chanceler americana, Hillary Clinton, exigia “transparência” nos compromissos assumidos. (págs. 1, A10 e A11)

Veja também...



Câmara dos Deputados

Restrições ao plantio de cana causam divergências na Comissão da Amazônia

A Comissão da Amazônia discutiu com o Ministro do Meio Ambiente o projeto que proíbe o plantio de cana de açúcar em várias regiões do país. Carlos Minc argumentou em favor da proposta, mas encontrou muita resistência, especialmente com deputados da região norte.

Créditos:

- Min. Carlos Minc - Ministro do Meio Ambiente

- Dep. Márcio Junqueira (DEM-RR)

- Dep. Zé Geraldo (PT-PA)

- Dep. Antônio Feijão (PTC-AP)

- Hanna Costa - Repórter

- Dep. Eduardo Valverde (PT-RO)

Janete Capiberibe destaca necessidade de proteção sobre motores para evitar escalpelamento

Janete Capiberibe (PSB-AP) destacou a relevância da Lei 11.970/09, originada de projeto de autoria da deputada, que torna obrigatória a instalação de proteção sobre o motor e o eixo de embarcações.A lei tem como objetivo evitar acidentes envolvendo passageiros e tripulantes, especialmente os casos de escalpelamento. "Na Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres aqui no Congresso, as vítimas venceram o medo e o preconceito, mostraram-se ao Brasil e passaram a reivindicar os direitos que lhes eram negados", relatou, ao ressaltar que, graças à lei, as vítimas estão incluídas no programa de cirurgias reparadoras do SUS. A deputada também destacou ações feitas por ela e pela Câmara "que visam elevar os ribeirinhos ao patamar de direitos e dignidades que merecem".

Leia a íntegra do discurso

Antônio Feijão acusa que está recebendo ameaças de morte no Amapá

Seputado Antônio Feijão (PTC-AP) informou que vem recebendo ameaças de morte no Amapá, por ter feito denúncias sobre supostas irregularidades na concessão de licença ambiental para a exploração de saibro.O deputado acusou a Polícia Militar do estado de participar das ameaças, interpelando inclusive a família do parlamentar.Antônio Feijão disse ainda que protocolou representação no Ministério Público estadual sobre o caso e pediu à Mesa Diretora da Câmara que entre em contato com o delegado da Polícia Federal no Amapá.

Leia a íntegra do discurso

Senador Osvaldo Sobrinho destaca produção legislativa do Senado, sob liderança de Sarney


Depois de o presidente Sarney ter apresentado o balanço das votações do Senado em 2009, o senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) parabenizou Sarney nesta quinta-feira (17/12), em pronunciamento em plenário, dizendo que os números se referiam certamente "a uma das maiores produções legislativas que já teve o Senado". Destacou "o rumo" e o "porto seguro para todos nós" representado por Sarney, como presidente da Casa.

Confira o áudio

Papaléo aponta carências na infraestrutura do país e acusa o governo de fazer propaganda e agir pouco

Ao apontar, em discurso nesta quinta-feira (17), os problemas que o Brasil enfrenta no setor de infraestrutura, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) perguntou como um país pode crescer se sua administração não oferece as condições necessárias para tanto. Ele citou dados do tribunal de Contas da União que apontam uma "baixa execução orçamentária dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)" e lamentou que haja "muita propaganda e pouca ação" no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma área em que o país é tão carente.
Papaléo lembrou apagão no setor elétrico, que deixou sem energia 2/3 dos estados brasileiros, dizendo que é fácil colocar a culpa em eventos climáticos e que "situações atmosféricas adversas devem estar previstas na implantação dos equipamentos de transmissão de energia".
Outro setor "que não merece a confiança dos brasileiros", disse o senador, é o aeroportuário. Ele lembrou a pane geral ocorrida entre 2006 e 2007 no transporte aéreo, e alertou para o que pode ocorrer na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016, quando o setor será exigido muito além do normal. Embora a Infraero tenha anunciado investimento da ordem de R$ 7 bilhões em 16 aeroportos, Papaléo assinalou que o governo "promete investir, mas descumpre o orçamento por ele mesmo elaborado, como forma de exibir um bom resultado fiscal".
Papaléo citou artigo do economista Alex Ricciardi, na revista Imprensa de agosto deste ano, com o título "Sinal vermelho", em que este afirma que a situação dos transportes no Brasil - seja de carga ou de passageiros, em suas diferentes modalidades: rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos - é preocupante. No artigo, disse o senador, o economista afirma que os transportes "sofrem com a incapacidade do poder público de organizar, projetar, investir e executar obras que beneficiem o setor".
O senador criticou a predominância no Brasil, dada a sua extensão territorial, do modal rodoviário, sobre o ferroviário e o hidroviário. Quase 60% das cargas são transportadas por caminhões e apenas 25% por trens, disse o senador, salientando que modalidade rodoviária é antieconômica para grandes distâncias, chegando a acrescentar 19% ao preço bruto dos produtos. Além disso, a frota do país tem média de idade de 17 anos - o que a torna ineficiente -, contra uma média de 7,2 anos nos Estados Unidos.
Papaléo lamentou ainda que a construção de estradas esteja virando uma disputa com os defensores do meio ambiente. Segundo ele, alguns estados são um canteiro de obras paralisadas por questões de impacto ambiental. Ele criticou o Ibama por bloquear obras necessárias em seu estado, o Amapá, justamente um dos que tem sua cobertura florestal preservada em praticamente 100%.
- Esse é um fator que deveria ser ponderado nos processos de licença ambiental para a construção de rodovias ou ferrovias - disse o senador.
O parlamentar também defendeu o desenvolvimento do transporte hidroviário, "três vezes mais barato do que o ferroviário".

Da Redação / Agência Senado

Leia o pronunciamento na íntegra...

Fique de olho...

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Destaques nacionais

ATOS DO PODER LEGISLATIVO
Sancionada lei que cria o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos

APL
Lei dispensa juiz de analisar habilitação para casamento civil

MD
Comando da Aeronáutica reformula o Sistema de Correio Aéreo Nacional

MEC
CNE fixa as diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil

MFZ
BC normatiza linha de crédito de financiamento de capital de giro para agroindústria

MFZ
Fixados os procedimentos e horários do Sistema de Transferência de Reservas em dias especiais

MS
Caderneta de saúde do adolescente vai apoiar atendimento da população juvenil

Mais destaques

Seleções e concursos

IBRAM seleciona projetos para o Programa Museu, Memória e Cidadania

Instituto de Educação do Espírito Santo promove seleção para diversas áreas

FNDE divulga resultado de concurso público

Mais concursos

O Amapá no Diário Oficial

Clique aqui para conferir tudo sobre o Amapá no DOU de hoje...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Simon elogia a reforma administrativa e diz que Sarney merece o respeito da casa


Em discurso no plenário, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) felicitou o presidente José Sarney pelo trabalho até agora realizado na reforma administrativa do Senado. Simon declarou que o trabalho do presidente Sarney na reforma administrativa é um trabalho muito importante. "Eu acho que V. Exª deve estar feliz, porque recebe o respeito da Casa, independente das coisas que passaram, a Casa decidiu nesse sentido e ela é absolutamente soberana nessa questão", disse o senador.
O senador gaúcho declarou que o presidente Sarney tem razão quando diz que receber um trabalho pronto parece fácil, mas foi uma luta muito grande trazer a fundação Getúlio Vargas para elaborar a proposta de reforma administrativa. Na opinião de Simon, a Fundação Getúlio Vargas apresentou uma proposta muito importante, porém com alguns pontos com os quais ele não concorda, como por exemplo, que a TV Senado fique apenas 12 horas no ar. "Acho que deve ficar 24 horas. A TV Senado está prestando um serviço fantástico à sociedade brasileira. Em minha opinião, mudou o sentimento do Congresso brasileiro com a TV Senado", declarou Simon.
A tramitação do projeto de resolução, sobre a reforma administrativa, permitirá a ampliação do debate sobre o assunto, disse Simon. Questões como essa que devem ser debatidas pelos senadores, disse Simon. "O senhor, é mais moço do que eu, mas foi presidente da República e, pela terceira vez, o presidente do Senado", destacou Simon, para afirmar que "a imprensa coloca de uma maneira maldosa, que nós aqui terminamos em pizza, que não fizemos nada, não resolvemos nada, não fizemos coisa nenhuma, mas o Senado enfrenta seus problemas e cumpre com o dever, ao contrário do que faz a Câmara Legislativa de Brasília, que entra em recesso quando recebe o pedido de impeachment do governador".
Pedro Simon ressaltou ainda que o Senado enfrentou sérios problemas, "mas acho que nós estamos cumprindo o nosso projeto, estamos avançando na nossa etapa". Nos elogios ao presidente do Senado, Simon lembrou que quando ministro do Governo Sarney pediu a demissão por acusação corrupção do filho de um membro da Academia Brasileira de Letras, amigo do presidente Tancredo Neves, que o havia escolhido para o cargo... ... V. Exª concordou na demissão. Então, eu vejo nesse final de ano, principalmente nesse entendimento final, que nós talvez possamos iniciar um ano muito importante no ano que vem. Com toda a sinceridade", disse Simon.
Veja trecho do pronunciamento no vídeo a seguir...


Senado Federal

Sarney destaca trabalhos do Senado em 2009 e comemora resultados positivos da reforma administrativa

Ao abrir a ordem do dia desta quinta-feira (17), o presidente do Senado Federal, José Sarney, relatou que foram aprovadas 2.168 matérias este ano no Senado, 72% a mais que as 1.258 propostas aprovadas no ano passado.

Com relação às matérias apreciadas, o número praticamente dobrou, passando de 1.343 itens no ano passado para 2.632 este ano.

- O ano legislativo se encerra, assim, com números extremamente positivos para o Senado da República. Terminamos com a sensação do dever cumprido. Superamos uma pauta extensa que se destacou pelo volume das matérias e pela qualidade dos assuntos tratados - afirmou José Sarney.

O presidente do Senado afirmou que 404 projetos de lei foram aprovados, sendo 130 em Plenário.

Veja a íntegra da matéria na Agência Senado.


Reforma da estrutura do Senado

O projeto de Resolução da Reforma Administrativa aprovado hoje pela Mesa Diretora e que será lido em Plenário na próxima terça-feira e encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça promove uma profunda reestruturação do Senado Federal, moderniza a gestão, dá mais transparência ao processo decisório e corta despesas.

O texto resulta de estudo técnico da Fundação Getúlio Vargas e incorpora sugestões da Casa e, mais recentemente, propostas apresentadas pelos senadores. Reduz de 39 para apenas seis o número de diretorias de nível superior, o que significa um corte de 84,6 %, e promove redução de 40% nas despesas com as funções comissionadas da administração e gabinetes parlamentares.

Com a reforma, o Senado Federal passa a ter como órgãos estratégicos de direção a Secretaria-Geral da Mesa e a Secretaria-Geral de Administração que têm, ambas, características de coordenação central das áreas administrativa e legislativa. Integram, ainda, a direção superior a Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Gestão de Pessoas, Secretaria de Tecnologia da Informação e o Centro de Informação e Documentação. A transparência, favorecida pela descentralização e racionalização administrativa, foi reforçada com o crescimento da área de controle interno, que, conforme orientação do Tribunal de Contas da União e da FGV, ganhou capilaridade em todo o corpo administrativo do Senado.

A mudança dará ao Senado uma estrutura moderna e racional e, por isso, mais bem preparada para responder às demandas institucionais e da sociedade. Haverá uma redução estrutural e de cargos de direção diversos como, por exemplo, de 85% das funções de chefes de gabinetes administrativos, 62% das funções de assessores administrativos e 57% das funções de assistentes técnicos.

A Comissão Diretora do Senado passará a contar com a assessoria de um Conselho de Gestão, composto dos titulares dos principais órgãos de direção e assessoramento superior, além de representantes da Presidência e da Primeira-Secretaria do Senado, para a formulação e implementação de políticas internas de administração, relativas a pessoal, infraestrutura, tecnologia, comunicação e informação, orçamento, finanças e licitações, em substituição ao modelo de administração centralizada em um único órgão da área administrativa.

Dentre outras iniciativas de reordenamento e racionalização, a reforma promove o agrupamento de unidades administrativas que exercem atividade de natureza semelhante, com consequente racionalização de recursos humanos e materiais. Exemplo disso é incorporação das áreas administrativa, de gestão de pessoal, financeira, jurídica, de compras e contratações do PRODASEN e da Gráfica às estruturas já existentes do Senado. O Interlegis também foi absorvido como departamento e virou um programa.

Aprovada, a reforma administrativa do Senado deverá entrar em vigor em 2010. Para complementar a reformulação, conforme sugestão da Fundação Getúlio Vargas, está prevista, ainda, a adoção de um novo plano de cargos e salários, a ser submetido a Plenário, a exemplo do que já fez a Câmara dos Deputados. A partir daí, será possível adotar uma política salarial harmônica com o restante da Esplanada dos Ministérios, evitando a eventual concessão assistemática de aumentos, funções e outros benefícios.

Confira os vídeos a seguir.




Opinião, Notícia e Humor


MANCHETES DO DIA

Aprovada ontem por unanimidade e com aval do Planalto, proposta impõe limite de 2,5% além da inflação nos gastos com a folha de pessoal do funcionalismo. Projeto ainda precisa passar pela Câmara. Medidas começariam a valer em 2010 (págs. 1 e 5)

FOLHA DE S. PAULO
FISCO PUNIRÁ QUEM NÃO PROVAR DEDUÇÕES

Valor restituído indevidamente terá de ser devolvido com mais 75% de multa; no caso de fraude, punição dobra. A Receita multará, a partir de 2010, contribuintes com direito a restituição do Imposto de Renda que não apresentarem documentação correta das deduções. A cobrança será de 75% sobre o valor restituído indevidamente. Hoje, contribuintes cujo IR tem incongruências apenas devolvem a quantia recebida a mais. Uma pessoa que declarar gasto de R$ 2.000 com dentista e receber R$ 300 de restituição terá de devolvê-la e pagar R$ 225 de multa se não apresentar as notas. A medida punirá principalmente erros e descuidos nas declarações. Se for comprovada fraude, a punição vai ser dobrada -R$ 450, no caso hipotético descrito. Empresas que não provarem seu direito à compensação de créditos tributários também vão pagar à Receita multa de 75% sobre o compensado indevidamente. O pacote do fisco inclui, ainda, barreiras para impedir que lucro corporativo "disfarçado" como despesa de empréstimos seja enviado a paraísos fiscais. (págs. 1 e B9)

O ESTADO DE S. PAULO
RECEITA FECHA CERCO À RESTITUIÇÃO DE IR

Contribuinte que apresentar deduções fictícias ou sem comprovação terá de pagar multa de 75%. A Receita Federal anunciou ontem medidas para fechar brechas utilizadas pelas pessoas físicas e empresas para pagar menos imposto. Um dos alvos principais do pacote, incluído em medida provisória, é a chamada "indústria da restituição" do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). As pessoas físicas que apresentarem deduções como despesas médicas ou com educação - fictícias ou sem comprovação terão a partir de agora de pagar uma multa de 75%. Se a Receita conseguir provar que houve intenção de dolo, a multa sobe para 150%. Hoje, não há nenhum tipo de pena para quem cai na malha fina e tem imposto a restituir. A Receita também apertou o cerco às empresas que fizerem pedidos fictícios de compensação de créditos tributários. Esse instrumento foi muito utilizado em 2008 e neste ano, o que reduziu a arrecadação. (págs. 1, B1 e B3)

JORNAL DO BRASIL
PRAIA DERRUBA O MONOPÓLIO

Na disputa pela regularização do comércio na areia da orla, os ambulantes recuperaram a vantagem. A empresa Orla Rio, responsável pela distribuição dos equipamentos padronizados e dona da maior parte dos quiosque, desistiu de participar do consórcio que recebera autorização da prefeitura - sem licitação pública - para o controle do que se vende na praia. O anúncio foi feito oito dias depois de o caso ter sido revelado pelo Jornal do Brasil. (págs. 1 e Cidade A9)

O GLOBO
SENADO ESTABELECE TETO PARA AUMENTOS DO FUNCIONALISMO

Proposta prevê reajuste real de 2,5% por ano, descontada a inflação. O Senado aprovou ontem projeto que limita os gastos com a folha de pagamento do funcionalismo público, criando um teto real (acima da inflação) de 2,5% por ano. A proposta, que tem o apoio da equipe econômica e da base aliada, precisa ser aprovada na Câmara dos Deputados. Caso a nova regra já vigorasse, o reajuste dos servidores este ano seria de até 7%, considerando-se a inflação de 4,5%. Nos últimos anos, os aumentos têm sido superiores a esse índice: de 2008 a 2009, por exemplo, as despesas com folha de pessoal no Executivo cresceram 14% e as do Judiciário, quase 18%. O governo tenta, assim, barrar o lobby dos sindicatos de servidores, que ainda pressionam por reajustes, apesar dos seguidos aumentos concedidos nos últimos anos. (págs. 1, 3 e editorial "Aula prática")

VALOR ECONÔMICO
BANCO DO BRASIL DETALHA PLANO PARA EUA E EUROPA

O Banco do Brasil (BB) elaborou um plano agressivo de internacionalização de suas operações. A estratégia, segundo informou ao Valor o presidente da instituição, Aldemir Bendine, é expandir os negócios a partir de três “vetores”: a existência de comunidades de brasileiros no exterior, a transnacionalização de grandes companhias e a expansão das relações comerciais do país com o mundo. Onde houver uma dessas condições, o BB fincará a sua bandeira. O mercado americano reúne as três características e, por isso, será prioritário no plano de expansão. O BB pediu autorização ao Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, para abrir um banco de varejo, com a sua marca original, que funcionaria inicialmente com seis agências em cinco Estados americanos: Nova Jersey, Nova York, Flórida, Massachusetts e Connecticut. Por enquanto, o Fed só autorizou o funcionamento da BB Money Transfers, empresa que atua, desde junho deste ano, no mercado de remessa de recursos de brasileiros que trabalham nos EUA. Enquanto a autorização para abertura do banco de varejo não sai, o BB negocia, em estágio avançado, a compra de um banco estrangeiro que atua no mercado americano e está sofrendo dificuldades por causa da crise financeira internacional. A ideia é adquirir apenas a rede física de 14 agências da instituição. “Não temos interesses nos ativos dos ’players’ com os quais estamos negociando”, revelou Bendine. A vantagem, nesse caso, é que o banco brasileiro não precisará da autorização do Fed para entrar nos EUA. O presidente do BB não quis comentar a negociação em andamento para a compra do Banco Patagônia, na Argentina, mas confirmou que o país vizinho, além de Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai, é uma prioridade do projeto de crescimento na América do Sul. Apenas na Argentina estão em operação, segundo Bendine, mais de 200 empresas brasileiras, com cerca de 160 mil empregados. Outras regiões do mundo que o BB cobiça são a África (particularmente, Angola e Moçambique) e a Europa, onde o plano é integrar uma rede internacional de banco de varejo a partir de Viena, na Áustria. (págs. 1 e C1)

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