terça-feira, 12 de agosto de 2008

Senado Federal



Senadores homenageiam 20 anos de criação da Escola Nacional de Administração Pública, criada por Sarney

O senador José Sarney (PMDB – AP) participou, nesta terça-feira (12), da homenagem do Senado Federal aos 20 anos da ENAP (Escola Nacional de Administração Pública). A escola foi criada em 1986, quando Sarney era Presidente da República. Segundo lembrou o ex-presidente, o objetivo era “desenvolver competências de servidores públicos para aumentar a capacidade do Governo na gestão de políticas públicas”. Sarney lembrou a importância de sua experiência inovadora como governador do Maranhão, como fator decisivo na percepção que tinha acerca da necessidade de formação de quadros de excelência na administração pública federal. Mostrou que a ENAP foi criada durante o difícil processo de transição do regime militar para o regime democrático, mas que a escola encontra-se, hoje, em “um estágio bastante significativo”, destacando a importância da instituição para “a formação de recursos humanos de excelência no serviço público”. O senador do Amapá também ressaltou o papel assumido na criação da ENAP por Aluizio Alves - seu amigo desde os tempos em que assumiu o primeiro mandato como deputado no Rio de Janeiro, em 1955 -, com quem começou a trocar idéias sobre a necessidade de uma reforma administrativa no Brasil, o que acabou por favorecer o surgimento da instituição.
Ele convocou, ainda, o atual governo a promover uma reforma administrativa "com profundidade", como forma de garantir eficiência ao serviço público. “Parabenizo a todos os que fazem essa escola. Foi entregue em boas mãos. Vinte anos é pouco, mas ela vai ter duzentos e vai servir esse tempo todo, vai ser uma religião para o serviço público brasileiro”, conclui Sarney.


Preocupação com a eficiência, mas sem se equecer dos funcionários


Hoje, a ENAP é vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O seu programa oferece cursos presenciais e à distância, que buscam atender às demandas de capacitação dos servidores. Segundo o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, a escola criada por Sarney tem excelência no recrutamento, na formação e no treinamento de quadros de elite do serviço público federal. “A ENAP tem sido um sucesso e um acerto dos governantes que nela apostaram”, afirmou Garibaldi. O fundador da Escola Nacional de Administração Pública, Gileno Marcelino, depois de destacar a iniciativa do então presidente Sarney, considerou a criação da escola uma “tentativa plenamente bem sucedida”. Segundo ele, a instituição conseguiu dar ao Poder Executivo brasileiro uma “cabeça pensante”.

Muitos presentes fizeram questão de destacar a preocupação que Sarney sempre teve não só com a eficiência administrativa, mas também com os funcionários públicos. Em entrevista a este Blog, logo após o evento, o senador Gilvam Borges destacou: "além da criação da ENAP, Sarney, como Presidente, garantiu ainda aos funcionários militares e civis da União o 13º salário; o trabalhador ganhou novas garantias como a jornada semanal de 44 horas, seguro-desemprego, licença-maternidade de 120 dias e licença-paternidade de cinco dias. Politicamente, por decisão pessoal do Presidente, o Estado passou a não mais interferir nos sindicatos, dificultando assim as demissões políticas e ´oficializando` o direito de greve como instrumento de negociação legítimo”.
Geovani Borges, primeiro orador da sessão de homenagem aos 20 anos da ENAP, lembrou ainda que o primeiro vestibular da ENAP foi realizado em 1988, com a participação de mais de 68 mil servidores que disputavam as 120 vagas para ingresso no curso inicial de Políticas Públicas e Gestão Governamental, ministrado ao longo de 18 meses. “Foi a primeira iniciativa de formação de quadros de alto nível, especificamente voltados para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas, direção e assessoramento nos escalões superiores da administração federal”, afirmou.
Para o senador Jefferson Praia (PDT-AM), a ENAP representa o símbolo de uma "nova era" na administração pública do país, pautada pelo profissionalismo e pela excelência na gestão do patrimônio público.
O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), por sua vez, saudou os funcionários da ENAP e disse que a instituição deve estar preparada para pensar e formular com excelência o domínio da atividade administrativa.


Convidados


Durante a homenagem, Gileno Marcelino, que ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Administração à época do surgimento da escola, ocupou a tribuna para destacar a empolgação de Sarney e Aluizio Alves com a criação da entidade. “Nosso diagnóstico estava correto. Era necessário capacitar e profissionalizar a elite, que desse continuidade a programas de governo, e criar uma reflexão permanente sobre problemas da administração pública brasileira”, afirmou.
Aluno da primeira turma da ENAP, Francisco Gaetani, por sua vez, disse que o surgimento da escola contribuiu para a construção de uma administração pública baseada no mérito do próprio servidor. Mas lembrou que a profissionalização ainda está para ser concluída em órgãos ligados ao setor de infra-estrutura e à área social.
Helena Kerr do Amaral enfatizou que a ENAP está ligada à redemocratização do país. E o líder do PMDB na Câmara, deputado federal Henrique Eduardo Alves (RN), filho de Aluizio Alves, disse que o Brasil tem na ENAP uma "semente qualificada, que vai frutificar por muitos e muitos anos".
Também participaram da homenagem aos 20 anos da ENAP o secretário de Gestão do MPOG, Marcelo Viana Estevão de Morais; a subsecretária de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Previdência Social, Eneida Cardoso de Brito Corrêa; o diretor do Ministério da Cultura Jeferson Chaves Boechat; o diretor-geral da Escola Superior da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Paulo Mendes de Oliveira; o diretor da Escola da Advocacia-Geral da União, Mauro Hauschild; o diretor de Assuntos Parlamentares e Articulação Institucional da Associação Nacional de Especialistas de Políticas Públicas, Antônio Fernando Martins; e o diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Bianor Cavalcanti.

Saúde


Deputadas discutem recursos para a área de saúde de Macapá

As deputadas Dalva Figueiredo (PT-AP) e Lucenira Pimentel (PPS-AP) estiveram no Ministério da Saúde, em Brasília, para acompanhar a liberação de recursos previstos para projetos em Macapá. Na audiência foram discutidos: Hospital do Câncer, Pronto-Atendimento, Farmácia Popular, reforma do Hospital Alberto Lima e, ainda, a situação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/Macapá), que são considerados, pelas deputadas, projetos prioritários para a melhoria dos indicadores de saúde da capital.
As parlamentares solicitaram ao ministério a liberação de recursos para a conclusão do Hospital do Câncer, que será transformado num segundo momento no Hospital Regional da Zona Norte e atenderá em torno de 150 mil pessoas nas áreas materno-infantil e especialidades médicas.
Um outro ponto discutido foi a liberação de R$ 3,3 milhões para o Pronto-Atendimento da Zona Sul, que deverão ser executados no mês de novembro deste ano. Dalva e Lucenira pediram também apoio do ministério para reforma da única farmácia-popular que existe em Macapá, além da instalação de mais uma unidade para atendimento da população.
Para a reforma e ampliação do Hospital Alberto Lima foram liberados R$ 15 milhões em emenda de bancada da deputada Dalva. A execução dos trabalhos na unidade de saúde devem ser iniciados em novembro deste ano e incluirá a criação de uma unidade de tratamento de câncer, ampliação dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva, construção de um centro de resíduos sólidos e da nova cozinha hospitalar.
Segundo o secretário Municipal de Saúde de Macapá, Emanuel Bentes, que acompanhou Dalva e Lucenira na reunião, o SAMU conta atualmente com quatro ambulâncias, duas estão paradas para conserto e duas funcionam com dificuldade. A Secretaria de Saúde solicita a substituição das quatro unidades.
A reunião teve como resultado um futuro encontro da equipe técnica do Ministério da Saúde com os secretários de saúde estadual e municipal. O objetivo será verificar a situação e discutir o melhoramento da gestão desse serviço na capital.
De acordo com as deputadas, esse contato com o Ministério é de extrema importância, porque irá favorecer a saúde de Macapá de forma há melhorar a qualidade de vida da população. Dalva afirmou ainda que pretende, no próximo ano, empenhar mais recursos que beneficiarão o setor.

Senado Federal



Aprovada na CE homenagem ao empresário Alberto Alcolumbre


A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (12), parecer do senador Geovani Borges (PMDB-AP) a projeto de lei (PLC 28/06) que dá ao aeroporto da capital do Amapá o nome de Aeroporto Internacional de Macapá Alberto Alcolumbre. O projeto segue agora para votação em Plenário. Segundo Geovani Borges, Alberto Alcolumbre, já falecido, foi destacado empresário do estado, o qual, de acordo com o senador, sempre pautou sua vidalevando em conta dois predicados: o trabalho e a solidariedade.Já o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) salientou que o projeto aprovado representa uma justa homenagem a um empresário que ajudou a desenvolver a cidade de Macapá pelos investimentos que realizou em vários setores. O projeto é de autoria do deputado federal Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobrinho de Alberto.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Senado Federal


Aumento da inflação afeta mais intensamente a população pobre, afirma Papaléo

Ao discursar nesta segunda-feira (11), o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) afirmou que os recentes aumentos da inflação acabam por afetar com mais intensidade a população brasileira mais pobre. Na opinião dele, o aumento dos preços dos alimentos, por exemplo, faz com que as famílias de baixa renda tenham de cortar gastos com a alimentação, o que diminui a qualidade de vida dessa parcela da população.
O senador disse que o Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou em 3,84% nos seis primeiros meses de 2008. Entretanto, ressaltou Papaléo, se consideradas apenas as famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos (IPC-C1), os preços subiram 5,97% no período.
- Essa diferença se explica, principalmente, pelo peso do consumo de alimentos para a classe de renda mais baixa, que corresponde a quase 40% de todo seu gasto, enquanto o mesmo tipo de consumo é responsável por 28% dos gastos do conjunto das famílias brasileiras - informou.
Na opinião de Papaléo, "medidas enérgicas e eficientes" são necessárias para conter o crescimento inflacionário daqui para frente. Apenas o aumento da taxa básica de juros da economia (Selic), opinou o senador, não é o bastante para combater a inflação, pois esses juros altos acabariam por prejudicar o país em longo prazo, criando dificuldades para o desenvolvimento das atividades produtivas.
Para ele, o governo federal deveria priorizar a diminuição dos gastos públicos correntes, para não comprometer os investimentos em infra-estrutura e na política agrícola.
- Não há dúvida de que o aumento da produção agropecuária é a grande medida a ser implementada para diminuir, senão neutralizar, o atual processo inflacionário - avaliou, ressaltando serem ainda baixos os investimentos governamentais no desenvolvimento tecnológico da agricultura nacional.
Papaléo disse serem imprescindíveis mais recursos para a infra-estrutura de transportes do país, com o objetivo de baratear o escoamento da produção agrícola. O senador também criticou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal que, de acordo com veículos da imprensa, disse ele, teve apenas 4% das obras concluídas após um ano e cinco meses de existência.
- O governo tem a obrigação de priorizar o desenvolvimento da agricultura, de modo que ela atenda não só ao mercado internacional, mas também à demanda interna, combatendo os efeitos nefastos da escalada inflacionária, principalmente aqueles que atingem nossa população de menor renda - disse Papaléo.
Augusto Castro / Agência Senado

Leia o pronunciamento completo:
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Plenario/sessao/disc/getTexto.asp?s=143.2.53.O&disc=18/2/S

Veja o vídeo do pronunciamento:
http://www.senado.gov.br/tv/noticias/segunda/tv_video.asp?nome=PL110808_3

Senado Federal


Geovani Borges analisa relação entre gravidez indesejada e violência urbana

Baseado em pesquisa sobre fecundidade no Brasil, realizada pelo instituto Datafolha em março deste ano, o senador Geovani Borges (PMDB-AP) analisou a "perigosa relação" entra a gravidez indesejada e a violência urbana. O senador defendeu o acesso à informação e a facilitação da obtenção de meios contraceptivos sob orientação médica adequada para preservar a saúde da mulher, evitar a gravidez indesejada, diminuir o número de gestações de alto risco, abortos inseguros e reduzir o padecimento social de mulheres e crianças.
- Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o país, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, lamentavelmente em muitos casos, investira na construção de cadeias para trancar delinqüentes - disse o senador.
A pesquisa mostra, disse Geovani Borges, que, mais de 50 anos após a invenção da pílula anticoncepcional, quatro entre dez gestações ocorridas no Brasil não foram planejadas. Ele assinalou que, apesar de ocorrer com mais freqüência entre os mais jovens (56%) e os mais pobres (44%), o fenômeno também foi verificado entre os ricos, onde 34% também tiveram filhos sem planejar. A pesquisa não contabilizou os abortos.
Ainda segundo a pesquisa, informou o senador, 60% dos entrevistados disseram que não teriam o mesmo número de filhos, caso pudessem voltar no tempo. Dentre os arrependidos, 24% teriam menos filhos, 21% teriam mais e 15% não teriam filhos. Segundo o senador, os 15% que não teriam filhos foi a grande novidade revelada pela pesquisa.
O parlamentar citou o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, que considera o índice elevado e chama a atenção para o fato de que mesmo entre a população mais pobre e com curso médio ficou igual ou acima de 15%. O índice é maior entre as mulheres (18%) e entre os mais jovens (31% na faixa etária de 16 a 24 anos).
- Programar o crescimento ou não da família nos dias de hoje é fundamental. Não apenas porque economicamente a vida está mais difícil, mas também porque muitas vezes investir na carreira pode ser a prioridade do momento, tanto para o homem como para a mulher - disse Geovani Borges.
Ricardo Icassatti / Agência Senado

Câmara dos Deputados

Plenário pode votar PEC que muda tramitação de MPs


A Proposta de Emenda à Constituição que muda o rito de tramitação das medidas provisórias (PEC 511/06) é o destaque da pauta da Câmara nesta semana. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, marcou sessões do Plenário de terça (12) a quinta-feira (14). Antes de votar a PEC, porém, os deputados terão de votar a Medida Provisória
434/08 e os projetos de lei 1650/07 e 3452/08, que trancam a pauta.Aprovada em abril deste ano por uma comissão especial, a PEC 511/06, do Senado, acaba com o trancamento da pauta do Plenário pelas medidas provisórias, mantém o prazo máximo de validade em 120 dias e remete a análise da admissibilidade das medidas às comissões de Constituição e Justiça de cada Casa (Câmara e Senado).De acordo com o substitutivo do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), o relator do mérito da MP terá cinco dias para se manifestar. Depois desse prazo, a medida provisória ganha regime de urgência e a pauta do Plenário poderá ser invertida apenas com o quorum de maioria absoluta.

Créditos


Os pontos mais polêmicos são os relativos às normas para a edição de MPs sobre créditos orçamentários e à possibilidade de o presidente da República retirar a MP dentro de 15 dias de sua edição. O texto permite a edição de MP sobre crédito suplementar ou extraordinário caso um projeto de lei de igual teor não tenha a votação concluída pelo Congresso Nacional depois de 75 dias de seu envio pelo Poder Executivo. Já a possibilidade de o presidente da República retirar de pauta a MP foi introduzida no texto para compensar o fim da edição de medida provisória para revogar outra.


Abin


O primeiro item da pauta, no entanto, é a MP 434/08, que estrutura o plano de carreiras e cargos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A medida provisória transforma a remuneração do pessoal da área fim em subsídio e cria 440 cargos a serem preenchidos por concurso público.Os atuais cargos de analista de informação e assistente de informação passam a ser denominados, respectivamente, oficial de inteligência (nível superior) e agente de inteligência (nível intermediário). Os oficiais receberão, retroativamente a 1º de abril de 2008, subsídio de R$ 7.411,78 no início de carreira e R$ 10.277,57 no final. Em 1º de outubro deste ano, os novos valores são de R$ 9.713,13 (início) e R$ 13.468,76 (final).


Políticas sociais


Com urgência vencida, também trancam os trabalhos os projetos de lei 3452/08 e 1650/07, ambos do Poder Executivo.O primeiro cria a carreira de Desenvolvimento de Políticas Sociais, composta por 2,4 mil cargos efetivos de analista, para dar assistência técnica em projetos e programas das áreas de saúde, previdência, emprego, renda, segurança pública e segurança alimentar. O objetivo é melhorar a execução dos projetos sociais da União, aferindo os resultados e analisando dados para apoiar e subsidiar as atividades de controle e auditoria, além de colaborar na definição de estratégias.


Transportador autônomo


Já o PL 1650/07 prevê incidência das mesmas alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para os ganhos de transportador autônomo residente no Paraguai quando ele prestar serviços a operadora brasileira de transporte rodoviário internacional de carga.O Plenário analisará uma emenda do Senado que corrige a referência às tabelas do IRPF aprovadas pela Lei 11.482/07, com reajustes fixados até 2010. O texto aprovado pela Câmara fazia referência apenas a valores de 2007.Outras matérias poderão ser incluídas na pauta depois da reunião de líderes marcada para terça-feira (12) de manhã.

Notícias anteriores:


Reportagem - Eduardo PiovesanEdição - Marcos Rossi

Senado Federal


Senadores tentam desobstruir pauta do Plenário nesta terça-feira

Os senadores devem retomar nesta terça-feira (12) as votações em Plenário examinando três medidas provisórias que trancam a pauta desde 17 de julho, último dia antes do recesso do meio do ano. Na semana passada, a oposição recusou-se votar essas MPs e chegou a obstruir os trabalhos na quarta-feira (6) a fim de que fosse mantido o costume de aguardar três sessões deliberativas antes de colocar medidas provisórias em votação. O prazo se completou na quinta-feira.
Primeiro item da pauta, o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 18/08, proveniente da Medida Provisória 427/08, acrescenta novas ferrovias ao Plano Nacional de Viação (PNV) e amplia o traçado de outras já existentes. Entre as ferrovias que passarão a fazer parte do PNV estão estradas de ferro que ligam Uruaçu (GO) a Vilhena (RO); Panorama (SP) a Porto Murtinho (MS); Herval D'Oeste (SC) a Itajaí (SC); São Francisco do Sul (SC) a Imbituba (SC); e Maracaju (MS) a Cascavel (PR).
Já o PLV 19/08, proveniente da MP 428/08, altera a legislação tributária federal com o objetivo de fomentar investimentos privados, pesquisas científicas e tecnológicas, a produtividade da indústria nacional e a participação das exportações brasileiras no mercado internacional, conforme exposição de motivos do Executivo assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Por fim, o PLV 20/08, proveniente da MP 429/08, autoriza a União a participar do Fundo de Garantia para a Construção Naval (FCGN). Pela proposta, a União poderá participar, com até R$ 1 bilhão, para a formação do patrimônio do novo fundo, a ser criado para proteger o crédito concedido pelos bancos a estaleiros com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A MP editada pelo Executivo estabelecia o limite de R$ 400 milhões.
Além das medidas provisórias, o Plenário poderá votar ainda vários outros projetos. Na reunião de líderes ocorrida na semana passada, ficou acertado que, em agosto, os senadores serão chamados a deliberar sobre o projeto de lei da Câmara que cria tarifa social para a energia elétrica, para atendimento ao consumidor de baixa renda (PLC 12/08) e o projeto que trata da adição de farinha de mandioca à farinha de trigo e seus derivados (PLC 22/07).

Da Redação / Agência Senado

A Lei de Anistia


Francisco Dornelles*

Nos primeiros meses de 1984, o então governador de Minas Gerais Tancredo Neves comunicou-me, no Palácio da Liberdade, que pretendia deixar o governo de Minas para candidatar-se a presidente da República. Seria ele o candidato da Aliança Democrática, formada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e pelo Partido da Frente Liberal (PFL).
Sendo eu, então, secretário da Receita Federal e mantendo, até por razões de natureza familiar, bom relacionamento com o presidente Figueiredo, Tancredo pediu-me que levasse ao presidente essa notícia. Tancredo quis que eu dissesse ao presidente Figueiredo que ele faria uma campanha de alto nível, criticando políticas do governo das quais discordava, mas que respeitaria sempre a pessoa do presidente da República e procuraria não reabrir feridas do passado que, na sua opinião, deveriam ser rapidamente cicatrizadas.
"Uma vez eleito, o meu governo vai olhar para frente, construir o futuro e não reviver o passado. O que aconteceu ontem pertencerá à história". Esta foi a mensagem enviada por Tancredo Neves ao presidente Figueiredo. Foi na realidade inspirada no primeiro-ministro Winston Churchill quando, analisando a força da Inglaterra, dizia que uma das marcas do país era não esquecer o passado, mas não fazer do passado o futuro. Durante toda a campanha da Aliança Democrática, Tancredo enfatizou seu compromisso com a lei da anistia e com a política de conciliação do país.
O governo do presidente Sarney uniu todas as forças políticas. Assumindo o cargo em decorrência de uma das maiores tragédias da política nacional, o presidente Sarney, com os sentimentos de grandeza e liderança que o caracterizam, venceu obstáculos extremamente complexos e conseguiu consolidar o regime de abertura política, procurando não reviver as situações e os fatos que, em determinado período, dividiram o Brasil e os brasileiros. O governo do Presidente Sarney, consolidou de forma definitiva o regime democrático no país.
Vejo, pois, com enorme espanto e surpresa a proposta do ilustre ministro Tarso Genro, por quem tenho o maior respeito, de reabrir feridas políticas que já estavam praticamente cicatrizadas no país. Qual é a razão específica que leva o ministro procurar ignorar a lei de anistia? Que ganha o país com esta decisão?
O ministro Nelson Jobim, afirmou com muita propriedade, que a lei de anistia já atendeu a seus objetivos, já realizou seus efeitos e não pode ser alterada. Mudar essa legislação, continuou o ministro Nelson Jobim, seria a mesma coisa que revogar aquilo que já foi decidido anteriormente, que foi a pacificação nacional.
A anistia política ampla, geral e irrestrita foi uma reivindicação de todas forças políticas do país, que estiveram no poder e na oposição, no período 1964-1982. A anistia abrange os dois lados. Fatos ocorridos nesse período não podem ser esquecidos, mas não devem também ser revividos. Devem servir de lição para que não venham ser repetidos, mas não devem ser objeto de vingança, por ser esta incompatível com o projeto de conciliação nacional, que foi um dos símbolos de todos aqueles que defenderam e consolidaram a Nova República.
A proposta do ilustre ministro Tarso Genro reabre feridas que estavam cicatrizadas. Nada constrói e só desunião pode criar. Seria importante que o presidente da República deixasse bem claro que a proposta do ilustre ministro Tarso Genro de ignorar a Lei de Anistia tem um caráter estritamente pessoal e que não reflete a posição do governo e do presidente da República.

* Ex-Ministro de Estado e atual senador pelo PP do estado do Rio de Janeiro

Evento Folha

Sarney vai ser sabatinado pelo jornal "Folha de São Paulo" no próximo dia 26

A Folha sabatina no dia 26 (terça-feira) o senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP). As inscrições para o evento estão abertas para os assinantes do jornal.A sabatina será realizada das 11h às 13h no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo). Sarney responderá a perguntas de quatro entrevistadores e da platéia.As inscrições devem ser feitas pelo telefone 0/xx/ 11/ 3224-3473, de segunda a sexta, das 14h às 19h, ou pelo e-mail evento folha@folhasp.com.brÉ preciso informar nome completo, código de assinante, RG e telefone.Sarney, colunista da Folha, será o quinto entrevistado no ciclo de sabatinas neste ano. Deputado federal pelo Maranhão em 1956-1957 e 1959-1966, Sarney elegeu-se em 1965 ao governo do Estado. Em 1971, assumiu vaga no Senado, de onde saiu em 1985 para ser presidente: vice de Tancredo Neves, foi alçado ao posto com a morte doeste.Após deixar a Presidência, Sarney voltou ao cargo de senador, mas agora eleito (e reeleito duas vezes) pelo PMDB do Amapá. O ex-presidente ocupa a cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008


Classe média numa boa


Entre as notícias de crise no mundo inteiro, com os EUA comandando os receios de recessão, o Ipea e a Fundação Getúlio Vargas trazem as boas notícias de que a classe média já é maioria na população brasileira, chegando a 51,89% das pessoas, e que três milhões de brasileiros deixaram a faixa da pobreza absoluta. É uma importante etapa vencida e uma grande mudança, causada pela queda do desemprego, pelo aumento do número de trabalhadores com carteira assinada, pela melhoria do salário mínimo e pelos grandes programas sociais.Como a unanimidade não existe -parafraseando Nelson Rodrigues, de irresistível memória-, alguns economistas de uma universidade do Rio de Janeiro reconhecem que houve melhoria de renda, mas afirmam que o processo de aferição dos números divulgados não é tão confiável.Vamos ficar com o bom senso e reconhecer que, com métodos de pesquisa confiáveis ou nem tanto, a vida melhorou e a melhor pesquisa está nos nossos olhos. A demanda aumentou, come-se melhor e cada vez mais gente ingressa no mundo da sedução dos anúncios de produtos sofisticados, outrora fora do alcance das pessoas. Lula agora colhe o que plantou.Fala-se numa "nova classe média", a exemplo do que Clinton diagnosticou ao designar como "nova economia" o advento da bolha das companhias pontocom. E então somos chamados a pensar o que essa mudança significa para o Brasil.Primeiro, viramos um país de classe média, como sentenciou um grande jornal brasileiro. Segundo, a classe média sempre foi uma força social e uma alavanca para insatisfações e desejos. Seu primeiro sonho, ao ganhar mais dinheiro, é render-se ao consumismo hedonista e incorporar a seus hábitos celular, carro, viagens, grifes e toda essa parafernália milagrosa que é anunciada nas polishops. Outro sonho é possuir uma conta bancária que desfrute de status especial, fora da vala comum dos depositantes que são perseguidos pelo vermelho. Para não falar daquele que é um dos hábitos históricos da classe média: malhar o governo.Mas, com a diminuição das classes D e E, a boa notícia também chega para os ricos, que cresceram de 11,61% para 15,52% da população e passam a sonhar não com carros, mas com lanchas e temporadas de esqui nos Alpes suíços.Pelos dados divulgados, estamos no melhor dos mundos. Mas não soltemos foguetes. Os números dizem muito e mostram pouco. Escondem o flagelo da insegurança, o medo da sociedade acuada pelos bandidos e o desespero das filas da saúde. O passaporte definitivo para o bem-estar e para o desenvolvimento de nosso país passa pela educação e pelo melhor consumo de cultura.

José Sarney é ex-presidente da República, senador do Amapá, acadêmico da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Entrevista

Evandro Milhomem celebra visita do ministro da Igualdade Racial

FORMIGUEIRO - O deputado federal Evandro Milhomem (PC do B-AP) tem origens no Largo dos Inocentes, onde Macapá começou. Chegou a ser sondado para ocupar o posto de ministro de Estado da Ingualdade Racial, fato que seria algo inédito para a história política do Amapá. O titular do cargo, Edson Santos, passou dois dias no Estado e contou com a acolhida do parlamentar amapaense, que voltou a conversar com o Diário do Amapá sobre a resistência do racismo no mundo atual. Ele também fala sobre a cidade de Macapá, especialmente do seu Formigueiro, ponto tradicional de encontros de pioneiros da cidade e de pensadores da cultura, da arte e dos problemas do município. Acompanhe a seguir os principais trechos da entrevista.


"De forma velada, escondida, mas que observamos sempre o racismo interpretado por alguma pessoa. No dia-a-dia, sem perceber as pessoas acabam cometendo algum tipo de racismo até mesmo na televisão"



Diário do Amapá - Esta semana o ministro da Igualdade Racial visitou Macapá. O que essa viagem dele pode representar?
Evandro Milhomem - É sempre producente receber a visita de um ministro de Estado, afinal isso re-presenta a possibilidade de uma autoridade federal conhecer um pouco mais sobre a realidade do lugar, afinal são milhares de quilômetros que nos separam e uma dívida de muitos anos em que o Governo Central nos ignorou. Além disso, como negro que sou e pelas causas que defendo para a inclusão social dos afro-descendentes que ainda estão à margem da sociedade, tenho certeza de que valeu muito a pena ter o ministro entre nós, pois isso vai representar a consolidação de ações em parceria com o Amapá, tenho certeza disso.

Diário do Amapá - O senhor quase foi nomeado ministro da Igualdade Racial. Esta semana o titular do posto veio aqui e o senhor o acompanhou. O que aquela "quase" indicação representou? Seria uma menção honrosa?
Evandro Milhomem - Com certeza, para nós foi uma grande honra saber que os noticiários aqui no Amapá e no restante do país, através dos blogs e dos sites falaram da possibilidade de nós virmos a assumir a cadeira do Ministério da Igualdade Racial. Na verdade o nosso nome estava entre os indicados não só pelo PC do B, que colocou à disposição do pre-sidente Lula, mas também uma lembrança que muito me honrou pelo presidente Sarney, que também fez esse gesto com relação ao nosso nome. Então só posso dizer que fiquei feliz em saber que o nosso trabalho representa algo para o país na Câmara Federal tratando da questão da igualdade racial, que é importantíssima para que tenhamos justiça social no Brasil.

Diário - E quando essa possibilidade passou a existir o que o senhor pensou em fazer caso virasse mesmo ministro de Estado?
Milhomem - Nós temos grandes problemas com relação às políticas públicas da igualdade racial, pois enfrentamos nas grandes cidades a miséria da maioria da população negra, que é a maioria mesmo, além de problemas da falta de qualificação profissional dessas pessoas, por tabela com falta de inserção no mercado de trabalho, além de um outro problema sério que é a questão da saúde da população negra, que tem doenças específicas. Temos que enfrentar esse leque de problemas que estão postos na sociedade, que sofre também com a violência, pois temos nas penitenciárias na maioria cidadãos negros, nas "Febens" da vida, na prostituição, nas favelas, enfim, são problemas muito sérios. Para você construir um país mais igualitário, com responsabilidade social, é preciso melhorar a vida dessa população, que é vista sempre com um olhar estranho pelas elites econômicas, da burguesia brasileira, como sub-raça, como subproduto e com o entendimento de que o negro é uma segunda responsabilidade do país. Precisamos colocar em prática o Estatuto da Igualdade Racial, que melhoraria a vida das pessoas mais pobres e principalmente as negras desse país.

Diário - Então o racismo ainda é um mal a ser combatido neste país?
Milhomem - Com certeza é e existe, de forma velada, escondida, mas que observamos sempre o racismo interpretado por alguma pessoa. No dia-a-dia, sem perceber as pessoas acabam cometendo algum tipo de racismo até mesmo na televisão, onde os negros ocupam papéis secundários, você observa também na vida pública, com a fatia representativa dos negros no Congresso Nacional, onde nós negros somos apenas 5% de todas as 513 cadeiras na Câmara dos Deputados e 81 no Senado. Daí você tem a noção do quanto nós não observamos a importância de buscarmos esse processo de igualdade no país e de um socialismo com responsabilidade.

Diário - Nesse clima de celebração pelos 250 anos de Macapá, o senhor diria que a sociedade ainda precisa resgatar o valor da contribuição dada pelos negros, seja na cultura, economia e religião?
Milhomem - Sem dúvida alguma. O Amapá tem essa dívida, afinal os negros e os índios então habitando esta terra há muitos anos e a contribuição deles para o Amapá é inquestionável. Talvez hoje nós te-nhamos uma população negra mais bem estabelecida, ainda temos muita pobreza e falta de formação educacional para algumas comunidades negras, que carecem de investimentos na qualificação dos jovens negros, dentro da sua capacidade de produzir, levando em consideração a forte referência da população negra, seja na cultura musical, na cultura artesanal, na culinária e na produção intelectual que é eminentemente negra, o que é uma referência para o país, pois temos uma representatividade quilombola forte e isso pode trazer muitos resultados econômicos para o Estado que pode dar uma visibilidade muito maior para o que precisamos para o Estado do Amapá, não apenas com o negro mas também com o índio.

Diário - Nós temos professores índios devidamente concursados e contratados para lecionar nas aldeias. Isso pode também ser aplicado nas comunidades negras, a ponto de incluir no currículo escolar garantias para a preservação da identidade negra?
Milhomem - Sim, nós temos um projeto na Câmara Federal que já está aprovado, criando a disciplina Afro-brasileira no currículo escolar para que possa contar a história do negro, diferentemente da história que foi estabelecida pela elite portuguesa, apenas do negro escravo que era submisso, que vivia sob a égide do grande senhor e que naturalmente passa uma imagem de uma pessoa desaculturada e sem conhecimento de sua história, de um ser sem imaginação. Será uma oportunidade para contarmos a verdadeira história do negro, como ele chegou ao Brasil, qual a participação dele na economia, como contribuiu para a formação cultural e educacional do nosso povo.

Diário - O recesso parlamentar de julho está terminando mas devido às Eleições Municipais as coisas podem caminhar mais lentamente. Mesmo assim há boas perspectivas para 2008 para o Estado do Amapá?
Milhomem - Olha 2007 foi um ano belíssimo, com a nossa bancada muito unida, consistente, nós tivemos a responsabilidade de contribuir com muitas coisas para o Estado do Amapá, que estamos dando continuidade em 2008, especialmente da bancada que dá apoio ao presidente Lula, coordenada pelo senador Gilvam Borges e pelo presidente José Sarney e com uma relação muito próxima do governador Waldez Góes, que facilitou para que pudéssemos trabalhar com a vantagem de poder contar com ele nas horas que precisávamos trazer recursos para o Amapá. Essa relação da bancada com o governador Waldez e com os prefeitos nos ajudou a produzir mais e melhor, levando o Amapá a se destacar em várias ações na administração pública. Vamos continuar fazendo isso em 2008, pois ainda há muito o que se fazer pelo Estado, que passou muito tempo no atraso, sem a consistência da ação política direcionada para um projeto de governo e de sociedade, de viabilidade econômica, social e cultural do nosso povo, o que temos hoje, um norte, e nós somos instrumentos dessa conquista do povo do Amapá. O que nós precisamos é ter a responsabilidade de responder ao povo do Amapá com o nosso mandato, justificando nossa presença lá no Congresso Nacional.

Diário - O senhor destaca o apoio do governador Waldez Góes. Como se dá essa relação, por exemplo, no que se refere à reciprocidade do apoio dos parlamentares à administração estadual?
Milhomem - O governador tem sido muito sensível nessa relação política. Diria que ele, como grande gestor do estado, tem dado uma atenção enorme a nós parlamentares e precisamos que isso seja do governo como um todo, pois infelizmente ainda temos algumas dificuldades, naturalmente, na relação política da estrutura do governo que não compreende a ação do parlamentar e a necessidade de urgência de algumas ações. Mas o governador não, ele e a primeira-dama, a doutora Marília, têm sido muito importantes para nossa atividade política, pois nos dão toda a atenção que precisamos.

Diário - O Amapá tem tido muitas dificuldades para aprovar projetos na Suframa. Agora que seu partido emplacou a indicação de um filiado, o administrador Jackson Gomes para o cargo de superintendente da Suframa no Amapá há chances dessa relação melhorar?
Milhomem - As melhores possíveis, pois o Jackson é um grande profissional, funcionário de carreira da Suframa e uma pessoa que tem responsabilidade com esse estado e sabe da grandeza desse cargo. Temos inúmeros projetos que darão ao Amapá mais destaque regional, como a Zona de Processamento de Exportação, a Zona Franca que estamos lutando para implantar no Amapá, além de outras ações dentro da área da Suframa para as quais será necessário a responsabilidade dele, que sabe que pode contar com a bancada, com o PC do B e todos os que têm responsabilidades para com o Amapá.

Diário - O senhor abriu mão da candidatura a prefeito de Macapá mas está participando do pleito, com a indicação de um vice. O senhor ainda defende a abertura de uma subprefeitura no Formigueiro, com direito a um conselho de notáveis atrás da Igreja de São José de Macapá?
Milhomem (risos) - O Formigueiro já é uma subprefeitura... Afinal ali nós temos a origem da cidade de Macapá, com as famílias tradicionais, pessoas que se preocupam muito com a cidade. O prefeito João Henrique inclusive nos presenteou com uma grande obra de revitalização do Largo dos Inocentes, onde fica o Formigueiro, que possui uma representatividade muito grande para a cidade. Tenho esperanças de que dali possa surgir propostas para ajudar Macapá e que possa viabilizar a vida do nosso povo e de nossa cidade, de modo a transformá-la em uma cidade bonita, bela e que respeite o cidadão que nela mora, que trafegue no trânsito, que a visite ou que decida vir morar aqui.

Veículo:
DIÁRIO DO AMAPÁ - AP
Editoria:
ESPECIAL
Data:
27/07/2008

Câmara Federal

Deputada Janete diz que saúde em Macapá é desumana

A deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) registrou, na tribuna da Câmara dos Deputados, a precariedade do serviço público de saúde no município de Macapá, tanto na cidade quanto nos distritos de Maruanum, Bailique, Pedreira do Abacate, Pacuí e Fazendinha. “O atendimento é desumano”, protestou a socialista.


Ela contou que “mesmo com mais dinheiro repassado pelo Governo Federal, os serviços públicos estão ruins”. A socialista listou as carências enfrentadas pela população que busca atendimento médico nas unidades ambulatoriais e hospitais públicos: “Faltam médicos, enfermeiras, auxiliares, atendentes. Faltam desde agulhas para vacinação das crianças até microscópios e equipamentos de raio X. Nos postos não tem nem Aspirina”, detalhou a deputada.
Ela lamentou que as pessoas doentes sejam obrigadas a andar quilômetros a procura de atendimento médico. E ressaltou que a situação é ainda pior no Arquipélago do Bailique, distante 13 horas de barco desde o continente, pelo rio Amazonas. Não há atendimento médico no lugar.
A deputada Janete Capiberibe está confiante de que a situação possa mudar a partir do processo eleitoral em curso. “É preciso dar fim a este tipo de política que fez Macapá perder qualidade de vida e despencar no ranking de desenvolvimento humano”. Ela refere-se ao Índice FIRJAN de Desenvolvimento dos Municípios divulgado no sábado, 02, que dá a Macapá a pior colocação entre as capitais brasileiras, revelando que a situação piorou desde o ano de 2000 na comparação com as outras cidades do país.

Sizan Luis Esberci

Senado Federal


Geovani Borges avalia positivamente os dez anos de privatização das telecomunicações brasileiras

Ao discursar nesta quinta-feira (7), o senador Geovani Borges (PMDB-AP) fez um balanço positivo dos dez anos da privatização das telecomunicações brasileiras. Para ele, a expansão da telefonia no Brasil "foi incrível nesse período".
- Desde julho de 1998, experimentamos um crescimento fascinante no setor - constatou.
De acordo com o senador, em 1998, o Brasil tinha 5,5 milhões de linhas de telefones celulares e, em 2008, esse número já passa dos 133 milhões. A quantidade de linhas de telefone fixo também teve significativo aumento, acrescentou Geovani Borges, passando de 19 milhões em 1998 para 40 milhões em 2008.
O número de usuários da Internet, continuou o senador, era de 1,4 milhão em 1998 e, agora, já ultrapassa os 40 milhões. Geovani Borges também disse que, há dez anos, existiam 17 telefones para cada cem habitantes no Brasil e, hoje, esse número chegou a 93 para cada cem.
- O que significa dizer que em dois anos o país terá mais telefone que gente. As telecomunicações, no país, são hoje praticamente o único setor de infra-estrutura que não traz nenhuma preocupação quanto à demanda futura - disse.
Geovani Borges informou ainda que os investimentos no setor saltaram de R$ 3 bilhões para R$ 17 bilhões no período. Mas, apesar dos avanços, disse o senador, há ainda a necessidade de o governo brasileiro promover uma reestruturação institucional das comunicações, aperfeiçoando a legislação do setor e fortalecendo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Outra área que necessita de aperfeiçoamentos, opinou Geovani Borges, é o atendimento aos usuários da telefonia.
- Clamo, ainda, pela ampliação geral dos serviços, com a utilização do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust, e dos bilhões excedentes do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações, o Fistel, com prioridade para segmentos como telecomunicações rurais, informatização das escolas e da saúde, uso intensivo da banda larga e Internet de alta velocidade - sugeriu.
Augusto Castro / Agência Senado

Leia o pronunciamento na íntegra:
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Plenario/sessao/disc/getTexto.asp?s=141.2.53.O&disc=24/2/S

Veja o vídeo do pronunciamento:
http://www.senado.gov.br/tv/noticias/quinta/tv_video.asp?nome=PL070808_15

Senado Federal


Regulamentação da publicidade e da venda de bebidas alcoólicas no país




Requerimento nesse sentido, de autoria dos senadores Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) e Papaleo Páes (PSDB-AP), foi aprovado nesta quarta-feira (6) pela comissão. A audiência pública, em data ainda a ser marcada, será conjunta com a Subcomissão Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde, onde já foi aprovado requerimento semelhante. A subcomissão está subordinada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Segundo o requerimento aprovado na CCT, serão convidados a participar da audiência o presidente do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, Gilberto Leifert; o coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, Ronaldo Laranjeira; a gerente-geral de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos Sujeitos a Vigilância, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Maria José Fagundes Delgado; e o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Milton Seligman. Ainda durante a reunião desta quarta-feira, foram aprovados em decisão terminativa 27 projetos de decreto legislativo, de autorização de funcionamento de emissoras de rádio e de televisão em diversos estados do país.


Marcos Magalhães / Agência Senado

terça-feira, 5 de agosto de 2008

CPI mantém depoimento de Protógenes amanhã
Gilberto Nascimento

Itagiba (E): participação em curso não está dentro das exceções previstas no Regimento Interno da Câmara.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), confirmou para amanhã às 14h30, no plenário 10, o depoimento do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Responsável pela Operação Satiagraha, o delegado alegou que não poderia depor em razão de um curso do qual participa na Polícia Federal. Itagiba ressaltou que esse argumento de participar de curso não está dentro das exceções previstas no Regimento Interno da Câmara.Os convocados para depor em CPI que não comparecerem ou tiverem o motivo da falta não aceito pelos parlamentares poderão ser conduzidos coercitivamente.STF A reunião da CPI foi encerrada há pouco, mas os deputados ainda não obtiveram resposta do ministro Cezar Pelluzo, do Supremo Tribunal Federal, sobre um encontro para discutir a liminar concedida às operadoras de telefonia para não divulgarem informações sobre as escutas telefônicas realizadas em 2007. Os parlamentares querem pedir uma revisão da liminar, com a alegação de que não pretendem ter acesso ao conteúdo dos grampos, mas confirmar se foram concedidas 409 mil autorizações para escutas telefônicas no ano passado.



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Reportagem - Idhelene Macedo/ Rádio Câmara

Artigo

Hora de agir


O índice revelado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro(Firjan),que coloca Macapá em último lugar em termos de desenvolvimento entre as capitais brasileiras é absolutamente preocupante e deve servir de alerta ás autoridades. Decididamente,Macapá tem tudo para deslanchar seu desenvolvimento sustentado e precisa de políticas públicas que garantam progresso econômico juntamente com equilíbrio social. É público que a capital do Estado tem recursos humanos de primeira linha prontos para servir de lastro a um programa desenvolvimentista que venha ao encontro dos anseios populares.
É preciso urgentemente garantir um índice de desenvolvimento municipal compatível com os recursos disponíveis e expectativas geradas. É mais que hora de atrair investimentos,tanto públicos quanto privados,para alavancar uma economia que precisa retomar um grau de desenvolvimento á altura das necessidades e aspirações de toda a comunidade amapaense. A economia fortalecida e atrativa é sinônimo de bem-estar social e garantia do bem comum. A capital do Estado espera que as autoridades do setor cumpram com sua responsabilidades e atribuições e saibam conduzir á cidade a um futuro econômico minimamente promissor.
Igualmente preocupante são os índices de Educação publicados em pesquisa que coloca a capital do Estado, Macapá, em posição sumamente baixa em relação ás demais capitais brasileiras. Os indicadores apontam uma baixa qualidade do ensino fundamental que precisa ser discutida e reavaliada convenientemente. Não deixa de surpreender que enquanto de 2000 a 2005 ,segundo a Firjan,quase 88% das cidades brasileiras registraram melhora,Macapá não tenha sido marcada por um progresso social e econômico desejável. É absolutamente imperioso que seja dado um estímulo oficial ao aumento do emprego e renda e que a inciativa privada tenha condições favoráveis para o crescimento da oferta de emprego.
Por isto ,quero convidar meus colegas de bancada a uma reflexão séria e oportuna acerca dos dados publicados pela Firjan. Eles mostram que algo precisa ser feito de forma rápida e eficaz para mudar uma situação nada agradável. É hora de uma ação conjunta ,de um verdadeiro esforço concentrado para que a capital venha retomar um programa de desenvolvimento duradouro, sustentado e de ampla dimensão social. Afinal,é dever das autoridades constituídas dar à sociedade uma educação de qualidade e uma economia suficientemente próspera para garantir qualidade de vida e bem-estar a todos. Que isto não seja apenas um desejo revelado,mas antes de tudo uma realidade palpável e notória.
Isto posto,quero mais uma vez afirmar que meu mandato enquanto deputado federal deverá ter como prioridade máxima o desenvolvimento sustentado e a bandeira inquestionável de uma educação de base de qualidade. É indiscutível que uma economia estável e aquecida é garantia de uma sociedade equilibrada e de amplas perspectivas. Como também é fato que uma educação fundamental de ponta é o verdadeiro alicerce para a formação de um povo forte e seguro. Portanto,cabe agora arregaçar as mangas e assumir com determinação um esforço para mudar um quadro adverso mas fortes chances de ser mudado. E é isto que todos nós,da Capital e do interior, iremos fazer pelo nosso Estado.


*Alessandro Sabino é deputado federal pelo PMDB do AP

Senado Federal


Geovani Borges pede compreensão para ambulantes que vendem CDs piratas

O senador Geovani Borges (PMDB-AP) disse nesta segunda-feira (4) que os vendedores de CDs e DVDs piratas não devem ser criminalizados antes que os "verdadeiros responsáveis" pela pirataria sejam presos. Na opinião do parlamentar, esses ambulantes só operam nessa atividade por falta de outra fonte de renda. O parlamentar lembrou a decisão proferida, em maio deste ano, pelo juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, da 8ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Minas Gerais, que absolveu um ambulante vendedor de CDs e DVDs. Segundo Geovani Borges, a decisão daquele magistrado geroupolêmica em outros estados brasileiros, uma vez que teria criado jurisprudência no julgamento de crimes de violação dos direitos autorais. Geovani Borges contou a história do pedreiro Adailton Pontes, 32 anos, procedente do Maranhão. Em maio de 2004, desembarcou em Macapá, "depois de cinco dias de estrada, fome e muitos sonhos". Chegando à capital amapaense, empregou-se na construção civil, mas o salário muito baixo levou-o a abandonar aquela atividade e enveredar pelo mercado informal.
- O nosso personagem maranhense, acolhido pelo Amapá, está lá, de bar em bar, de restaurante em restaurante, vendendo sua pirataria e garantindo o pão de cada dia de seus rebentos. Está ele errado? Pela formalidade da lei, sim, mas, pela lei da sobrevivência, senhores, ele estaria tão errado assim? Não tem jeito. É preciso, sim, tratar de forma desigual aquilo que igual não é - disse Geovani Borges.

Geovani Borges exalta criatividade brasileira

O senador Geovani Borges (PMDB-AP) fez nesta terça-feira (5) homenagem aos inventores brasileiros, mas criticou a tendência nacional à baixa auto-estima, que precisa ser quebrada, na sua opinião, de forma a abrir caminho para "soluções e inovações".
O parlamentar citou vários feitos brasileiros, começando pelo primeiro vôo de um avião impulsionado por um motor a combustão, o 14 Bis, construído e dirigido por Santos Dumont. Infelizmente, os irmãos norte-americanos Wright, que em 1903 puseram no ar Flyer I, com a ajuda de uma catapulta, teriam assegurado o crédito da invenção do avião.
Geovani Borges mencionou ainda a abreugrafia, exame com raio X criado por Manuel de Abreu; o Bina, identificador de chamadas telefônicas criado por Nélio Nicolai; o dirigível, patenteado por Julio Cezar; e o escorredor de arroz, criado por Beatriz de Andrade. Entre esses inventores, Beatriz teria sido a única beneficiada com o reconhecimento de seus direitos, que vendeu a uma indústria.
- Gostaria que esse meu pronunciamento tivesse o poder de reforçar a auto-estima individual e a criatividade coletiva. Queria que cada brasileiro e brasileira criassem um novo ânimo e jamais desistissem de se reinventar e reescrever sua história - sugeriu o parlamentar.

Nelson Oliveira / Agência Senado

Câmara Federal

DEM vai obstruir votações de hoje
Luiz Cruvinel

Na reunião de hoje, os líderes partidários debateram a MP sobre dívidas agrícolas


Terminou sem acordo a reunião de líderes desta terça-feira. O Democratas, contrário à MP 432/08 - que renegocia mais de R$ 70 bilhões em dívidas rurais -, anunciou que continuará obstruindo as votações. O líder do partido, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou que não houve avanço na negociação do mérito da matéria. O DEM pede a inclusão de pequenos e médios produtores rurais do Norte e Nordeste na repactuação prevista pela MP e a troca da taxa Selic por um índice menor de correção na renegociação dos débitos já inscritos na Dívida Ativa da União.O líder do PT, deputado Maurício Rands (PE), reconhece que está difícil o acordo em torno da medida provisória, mas avalia que as pendências deveriam ser resolvidas no voto. "Já se duplicou o prazo - de cinco para dez anos - para o pagamento das dívidas renegociadas. Isso representa 20% do total das dívidas, é uma concessão, em termos de benefícios, de R$ 9 bilhões. E ainda há alguns setores que estão de fora. Por exemplo, a bancada do PT está defendendo um tratamento para as cooperativas de crédito agrícola; também é preciso ver as dívidas do Norte e do Nordeste. Portanto, ainda há pendências que são preocupação de todas as bancadas", disse.O PSDB concorda em retirar a obstrução para votar as quatro medidas provisórias e os dois projetos de lei com urgência vencida que trancam a pauta.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Senado Federal


Dornelles elogia liderança de Sarney na transição democrática e diz que sugestão de Tarso Genro ignora Lei da Anistia

"O Presidente Sarney, com seu sentimento de grandeza, humildade e firmeza que o caracteriza, venceu obstáculos extremamente complexos e conseguiu consolidar o regime de abertura política, procurando não reviver as situações e os fatos que, em determinado período, dividiram o País e os brasileiros".

Sen. Francisco Dornelles


O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), em discurso nesta segunda-feira (4), criticou a iniciativa do ministro da Justiça, Tarso Genro, de sugerir punições aos militares que na época da ditadura torturaram presos políticos. Em declarações à imprensa na semana passada, Tarso Genro afirmou que essas práticas constituem crimes comuns, e não crimes políticos, e por isso seus autores não podem ser beneficiados pela Lei da Anistia, promulgada em 1979. "Vejo com espanto a proposta do ministro Tarso Genro de reabrir feridas políticas praticamente cicatrizadas. Qual a razão para ignorar a Lei de Anistia? O que se ganha com essa decisão?", questionou.
O parlamentar mencionou a postura do então candidato à Presidência, Tancredo Neves, que prometeu ao presidente da época, general João Batista Figueiredo, fazer uma campanha de alto nível, para "construir o futuro e não reviver o passado", e a do ex-presidente José Sarney, o qual assumiu o cargo com a morte de Tancredo Neves, e que, em sua opinião, venceu obstáculos complexos, consolidou o regime de abertura política e a democracia no país: "O Governo do Presidente Sarney uniu todas as forças políticas do País. Assumindo o cargo em decorrência de uma das maiores tragédias da política nacional, o Presidente Sarney, com seu sentimento de grandeza, humildade e firmeza que o caracteriza, venceu obstáculos extremamente complexos e conseguiu consolidar o regime de abertura política, procurando não reviver as situações e os fatos que, em determinado período, dividiram o País e os brasileiros. O Governo do Presidente Sarney, repito, consolidou de forma definitiva o regime democrático no País".
"Essa postura reabre feridas, nada constrói e só desunião pode criar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria deixar claro que essa proposta tem caráter estritamente pessoal e não reflete a opinião do governo", sugeriu ainda Dornelles.

Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado

Veja o vídeo do pronunciamento do senador
http://www.senado.gov.br/tv/noticias/segunda/tv_video.asp?nome=PL040808_11

Leia a íntegra do pronunciamento:
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Plenario/sessao/disc/listaDisc.asp?s=137.2.53.O

Senado Federal


Papaléo defende compensações a municípios com grandes extensões de reservas ambientais ou indígenas

O senador Papaléo Paes (PSDB-AP), em discurso nesta segunda-feira (4), pediu que o governo elabore um projeto para criar salvaguardas ou compensações aos municípios e estados que têm parte considerável de seu território ocupada por reservas indígenas ou áreas de preservação ambiental. Na opinião do senador, em alguns casos, as grandes extensões de terras que atendem a interesses nacionais podem causar restrições à atividade econômica local.
Só o Amapá, explicou o senador, tem 58% de seu território destinado a reservas, e, em sua visão, deveria receber uma contrapartida pela manutenção dessas reservas, a exemplo de municípios que têm áreas alagadas para a construção de barragens e são financeiramente compensados pela União.
Papaléo citou várias propostas nesse sentido, como o anteprojeto de lei encaminhado à Casa Civil por um parlamentar de seu estado - aprovado no 6º Encontro do Parlamento Amazônico, ocorrido em abril. A proposição altera a Lei 5.172/66, que dispõe sobre o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), para compensar os municípios financeiramente com recursos proporcionais às reservas. Esses recursos seriam calculados por meio de um censo anual realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destinado a cadastrar as áreas protegidas.
- Penso ser justa essa compensação financeira aos municípios que têm parte de seu território utilizado em nome do interesse público - disse
O parlamentar também é autor de duas propostas sobre tema correlato: o PLS 319/05, que altera a Lei 9.605/98 para destinar integralmente ao Fundo Nacional do Meio Ambiente os valores arrecadados em pagamento de multa ambiental; e o PLS 320/05, que torna prioritária a aplicação dos recursos em projetos de regiões menos desenvolvidas do país que tenham parte significativa de seus territórios dentro dos limites dos parques nacionais. Papaléo mencionou ainda proposta defendida pelo governador de Rondônia, Ivo Cassol, para a criação da Contribuição Social Sustentável, com alíquota entre 0,01% ou 0,02%, nos moldes da Contribuição Social para a Saúde, em tramitação no Congresso, e cujos recursos compensariam o pequeno proprietário que protege a floresta.
- Todas essas idéias nos levam à percepção geral de que tanto a criação de reservas indígenas quanto a preservação ambiental têm um custo, que é imposto à população das regiões onde essas preservações devem ocorrer fisicamente. Elas passam a sofrer restrições à sua atividade econômica, o que diminui a possibilidade de prosperidade tanto individual quanto coletiva, tanto do trabalhador como do empresário e também do município - argumentou.
Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado


Veja o vídeo do pronunciamento:
http://www.senado.gov.br/tv/noticias/segunda/tv_video.asp?nome=PL040808_4

Reinício dos trabalhos do Senado



Sarney e Maciel salvaram o dia


A sessão de reabertura dos trabalhos do Senado, sexta-feira, com quorum mais do que baixo, teria sido um desastre, não fosse a intervenção do senador José Sarney, apelando ao presidente Lula para não vetar a lei que proíbe a Polícia Federal de seqüestrar documentos em escritórios de advocacia. O ex-presidente sustentou o direito dos advogados de preservarem seus clientes, em nome do universal direito de defesa. Disse que será um retrocesso caso o presidente Lula vete a imunidade que devem ter os clientes dos advogados.
Pregou o senador Sarney que a fiscalização da performance dos advogados fique a cargo da OAB e até exemplificou que só no ano passado mais de mil advogados foram suspensos do exercício da profissão, tendo sido abertos contra eles processos na Justiça criminal.
O que não pode, acrescentou, é o Brasil descumprir acordos internacionais assinados há anos, inclusive durante o seu governo, de preservação do exercício da advocacia.
O tema é polêmico, admite contestações, porque não poderiam os advogados ser considerados acima e além da lei. Imunes a investigações da Polícia Federal envolvendo crimes, corrupção e similares. É possível que se chegue a um meio termo, tudo dependendo da decisão e do volume dos vetos a serem apostos ao projeto pelo presidente Lula, nos próximos dias.
O senador Marco Maciel também buscou evitar o malogro da sessão, discorrendo sobre a primeira década do século e o terceiro milênio, abordando a nova onda globalizadora que atravessa o planeta, graças à ciência e à tecnologia. Enalteceu o desenvolvimento das telecomunicações no País e fez observações sobre o que falta ser feito no setor, com ênfase para as atribuições da Agência Nacional de Telecomunicações.
Agora, fora essas duas participações, de Sarney e de Maciel, teria sido cômica se não fosse trágica a sessão de reabertura dos trabalhos do Senado. O senador Eduardo Suplicy falou mais de uma hora relembrando letras de canções modernas, referindo-se aos filmes a que assistiu durante o recesso parlamentar e batendo na mesma tecla por ele digitada há anos, o programa de renda básica de cidadania.
Também elogiou o governador Wellington Dias, do Piauí, estado que visitou durante sua recente lua-de-mel. Detalhou realizações do governo piauiense no plano da educação. Em seguida teceu loas ao debate realizado na noite da véspera pela TV Bandeirantes, reunindo os candidatos à prefeitura de São Paulo. Para ele, sua ex-mulher, Marta Suplicy, foi quem melhor desempenho apresentou.
Em suma, tomara que a primeira sessão deste segundo semestre não sirva de amostra para o que acontecerá pelo menos até as eleições de outubro. Em tempo: o presidente do Senado, Garibaldi Alves, não presidiu a sessão.


Não deixe de conferir a coluna do Carlos Chagas no "Tribuna da Imprensa" de domingo:

sábado, 2 de agosto de 2008

Sarney defende direitos individuais da Constituição


Sarney apela ao presidente Lula para que não vete projeto que garante inviolabilidade dos escritórios de advocacia

O senador José Sarney (PMDB-AP) ocupou a tribuna nesta sexta-feira (1º) para pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vete, na sua totalidade, o projeto de lei que amplia a inviolabilidade dos escritórios de advocacia. O projeto (PLS 36/06) tem por meta coibir ações policiais nos escritórios de advogados em busca de supostas provas contra clientes defendidos por eles.
- O veto ao projeto que assegura imunidade ao exercício da profissão de advogado seria um retrocesso no Direto brasileiro - resumiu José Sarney.
O senador disse acreditar que, "apesar das pressões", o presidente Lula saberá encontrar uma fórmula capaz de garantir que o exercício da profissão do advogado seja preservado em sua totalidade. No entender do senador, o advogado, em hipótese alguma, deve ser intimidado no exercício da profissão.
José Sarney entende que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já tem papel preponderante na fiscalização dos maus profissionais. Ele informou que, somente este ano, segundo o presidente da Ordem, a entidade puniu cerca de 1.100 advogados. Isso mostra, para o senador, que a OAB está no caminho certo. Sarney disse que a OAB deve ser cada vez mais dura "com aqueles advogados que saem do caminho que eles devem ter no exercício de sua profissão, dignificando-a, e não a tornando, muitas vezes, motivo de execração pública".
No último dia 22, o projeto que trata da inviolabilidade dos escritórios de advocacia, de autoria do presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, foi encaminhado à sanção presidencial. O presidente Lula terá até o próximo dia 11 para decidir se veta o projeto - total ou parcialmente, - ou sanciona a matéria.
De acordo com o projeto, a busca e apreensão só será autorizada pelo juiz quando o objetivo for apreender elementos de prova de um suposto crime cometido pelo advogado ou com participação dele. Entidades representativas dos magistrados e dos procuradores temem que criminosos usem essa brecha para esconder provas. Elas acham também que a própria investigação do advogado infrator poderia ser prejudicada.
Cláudio Bernardo / Agência Senado

Leia o pronunciamento do senador Sarney

Veja os vídeos do pronunciamento:

Senado Federal


Senadores homenageiam Athos Bulcão

A morte de Athos Bulcão foi lamentada nesta sexta-feira (1º) por diversos senadores durante a sessão plenária. O senador Gim Argello (PTB-DF) foi o primeiro a se manifestar, ao apresentar requerimento de pesar pelo falecimento do artista plástico. Argello lembrou que Athos Bulcão colaborou em diversos projetos do arquiteto Oscar Niemeyer durante a construção de Brasília.
Em seguida, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu a Argello para também assinar o requerimento. Segundo ele, essa seria uma forma de homenagear a família do artista plástico e o "extraordinário trabalho deste que desenhou algumas das obras mais bonitas e importantes aqui de Brasília, inclusive no Palácio do Itamaraty, na Igreja Nossa Senhora de Fátima e outras sobre as quais a sua justificativa bem registrou".
Já o senador Adelmir Santana (DEM-DF) classificou a perda de Athos Bulcão como lastimável. Destacou que ele era um artista consagrado em Brasília e lembrou que sua obra está presente em diversos pontos da cidade, como o Congresso Nacional, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e o Teatro Nacional.
- O corpo está sendo velado no Palácio do Buriti, o enterro se dará ainda hoje. A cidade chora, lamenta a perda de um artista consagrado, que fez história na nossa cidade. Fez história como um homem ligado à inovação, à visão de futuro e a uma visão artística que muito embeleza toda a capital do país - declarou o senador.
O senador José Sarney (PMDB-AP), por sua vez, destacou que a perda de Athos Bulcão é especialmente grande para Brasília, uma vez que o artista é "ligado à simbologia" da capital.
- Quando nós falamos de Brasília, sem dúvida alguma, há alguns ícones que representam a aventura da construção da cidade, algumas marcas artísticas: é o traço de Niemeyer, é o traço do Plano Piloto que foi feito por Lúcio Costa e, sem dúvida alguma, os azulejos feitos por Bulcão, na sua beleza, na simplicidade com que ele soube, em seus traços, retratar a luz e as formas da nova capital e do céu de Brasília - afirmou.
O senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) também se solidarizou com a homenagem e disse que sempre considerou os desenhos de Athos Bulcão inovadores. O senador considera este artista plástico "alguém que ajudou a criar esta cidade sem a pretensão de aparecer, mas apareceu, porque sua obra está impregnada em todos os cantos de Brasília".
Na presidência da sessão, o senador Efraim Morais (DEM-PB), em nome da Comissão Diretora do Senado, associou-se ao voto de pesar apresentado pelo senador Gim Argello (PTB-DF) no início da sessão.
- Tendo vivido nesta cidade, por força do cargo público que assumimos, há mais ou menos vinte anos, acompanhamos de perto a importância de Athos Bulcão para Brasília e para o Brasil - afirmou Efraim.


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Silvia Gomide / Agência Senado

sexta-feira, 1 de agosto de 2008


A hora e a vez das listas


Houve um tempo em que a legislação eleitoral não permitia a presença de soldados nas proximidades das seções eleitorais. Procurava-se proteger os eleitores contra a coação do poder público. Agora, a discussão é como colocar a polícia dentro das seções eleitorais e como proteger os candidatos para que possam ter o direito de ir e vir. Nenhuma confissão maior do que esta, da falência e da impotência do poder público, acuado pelo crime organizado, gerando um clima de medo e insegurança na sociedade.Esta, aliás, está se mostrando uma eleição atípica. O presidente do TRE do Rio diz que não quer tropas do Exército e o secretário de Segurança do Estado confessa não dispor de força suficiente para "ampliar o policiamento ostensivo nos locais apontados pela Justiça Eleitoral como currais eleitorais". Já a Associação dos Magistrados diz que deseja ajudar a pureza das eleições e organiza a lista dos candidatos sujos. É o Bloco dos Sujos, famoso nos Carnavais de outrora.E a lista é aberta -a qualquer momento alguém pode entrar. O prefeito de São Paulo é um dos retardatários que não escapou da santa inquisição. Mas as listas não são somente da AMB. Os Tribunais de Contas também têm lista própria -o TCU e os estaduais, estes com direito a um anexo chamado "adendo das omissões". O Ministério Público em todos os municípios também tem seu julgamento próprio e entra com impugnações, para não permitir que participem do pleito pessoas com antecedentes criminais ou de má reputação. Isto sem falar na guerra entre candidatos e partidos, impugnando em fogo cruzado uns aos outros. O diabo é que, como dizia Machado, a confusão é geral. Só que com tantos recursos, prazos e denúncias, dificilmente os juízes vão ter tempo de julgar tantas questões em prazo tão estreito.Mas como nada é novo debaixo do sol, Afonso Arinos já contava que, quando era acadêmico em Belo Horizonte, com a homofobia daquele tempo, prenderam um homossexual tendo em seu poder uma lista dos "rapazes da sociedade de BH" que participavam do seu time. E a brincadeira era chamar um colega e alarmá-lo: "Você está na lista". Agora os candidatos estão num dilema parecido.A única esperança que surge vem dos moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. São otimistas e colocaram lá uma faixa-lema: "Aqui se faz política com democracia e liberdade". Ao que parece, é o único lugar em que isso está ocorrendo. No resto do Brasil, pelo que diz a mídia, não se acredita nem numa coisa nem na outra. E a lista dos limpos, por dificuldade de impressão, ainda não saiu.


José Sarney é ex-presidente do Brasil, senador do Amapá e acadêmico da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa.
jose-sarney@uol.com.br

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