quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mesa-redonda especial homenageia o Acadêmico José Sarney pelos seus 80 anos

O senador e escritor José Sarney será homenageado pela Academia Brasileira de Letras (ABL) em uma solenidade que marca o reconhecimento da Casa diante da obra do escritor, que completou 80 anos de idade, em abril deste ano.

O evento, que integra a série "Efemérides Acadêmicas", será realizado hoje, às 17h30, na Academia Brasileira de Letras (Rio de Janeiro). A solenidade será coordenada pelo presidente da Casa de Machado de Assis, Marcos Vinícios Vilaça e terá como palestrantes os também acadêmicos Alberto da Costa e Silva, Arnaldo Niskier, Ivo Pitanguy e Cícero Sandroni. Poeta, contista, cronista e romancista, jornalista e formado em Direito, José Sarney manteve, ao longo de sua vida, atividades literárias e políticas de forma paralela. Na Academia Brasileira de Letras, Sarney é o sexto ocupante da cadeira nº 38. Foi eleito em 17 de julho de 1980, sucedendo José Américo de Almeida. A sua posse aconteceu no dia 6 de novembro do mesmo ano. Além de membro da Academia Brasileira de Letras, José Sarney integra o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, a Academia Maranhense de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa. Na Academia Maranhense de Letras, da qual é decano, ocupa a cadeira número 22. Foi eleito para a Casa de Antonio Lobo no dia 19 de março de 1952, aos 22 anos de idade.

Produção -
O primeiro livro publicado foi a obra de poesia "A canção inicial", em 1952. De lá para cá a literatura juntou-se à vida política, na qual atuou como deputado federal, governador do Maranhão, senador da República, presidente do Brasil e, novamente senador, pelo estado do Amapá. Apesar da intensa atuação política, José Sarney nunca se afastou da literatura e tem uma vasta produção. São romances, poesias e ensaios, sendo um dos expoentes na representação da literatura contemporânea. A obra mais recente foi lançada no mês de junho deste ano. Trata-se do livro "Maranhão: sonhos e realidades", uma reunião de crônicas publicadas aos domingos em O Estado com reflexões sobre a história econômica, política e cultural do Maranhão. Na ocasião do lançamento, Sarney classificou a obra como um pequeno panorama da realidade do Maranhão. "É uma história pequena do Maranhão destinada às novas gerações para entenderem o estado e sua pobreza histórica e o futuro com grandes perspectivas graças à nossa geração que, por um planejamento bem construído, formulou aquilo que hoje podemos ver: um grande pólo minerometalúrgico e o primeiro grande porto do Brasil em torno do qual de fez uma grande civilização", explicou à época do lançamento. Além dessas obras, outras publicações de autoria de José Sarney tiveram grande repercussão na literatura brasileira e mundial entre elas "Norte das Águas" (1969), editada em inglês, alemão, russo, chinês e espanhol e que teve vários de seus contos republicados em outors livros. "Marimbondos de Fogo" (1978), "O parlamento necessário" (1982), "Falas de bem-querer" (1983), e " Sexta-feira, Folha" (1994) são outras obras de autoria do escritor. Dos títulos mais recentes, os destaques são o romance "O Dono do Mar" (1995), que foi adaptado para o cinema em 2007 e traduzido para francês, romeno, espanhol, grego, árabe e inglês; o romance "Saraminda", publicado em 2000 e teve edições mexicana, romena, húngara e coreana; e a obra "A Duquesa Vale uma Missa", publicada em 2007. Entre as numerosas condecorações que possui, citam-se Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar, da Ordem do Mérito Aeronáutico, da Ordem do Mérito Naval, da Ordem de Rio Rio Branco, da Legião de Honra (França), Grande Colar da ordem do Congresso Nacional, da Ordem de Santiago (Portugal) e Medalha Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras.
O Estado do Maranhão

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