Enquanto isso, o povo segue imprimindo sua história
na dança do batuque e do Marabaixo, nas composições de poetas que declaram o
seu amor pela cidade
“O meu valor, me faz brilhar / Iluminar o meu
estado de amor / Comunidade impõe respeito / Bate no peito, eu sou Beija-flor”,
diz o refrão do samba de enredo “Macapaba, Equinócio Solar, Viagens Fantásticas
ao Meio do Mundo” da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, campeã do
carnaval carioca de 2008. Um presente que a cidade de Macapá recebeu no dia do
seu aniversário há cinco anos quando 4.158 pessoas desfilaram na Passarela do
Samba Professor Darcy Ribeiro, o sambódromo do Rio de Janeiro, cantando e
sambando com alegorias, adereços e fantasias, a história que tanto orgulha o
povo tucuju. “És a terra mais morena, de toda a amazônica paisagem, és cabocla,
és mistura, és miragem; africana no batuque do Quilombo do Curiaú; no tempero,
és brasileira, terra de múltiplas cores, de cheiros, de sons, de sabores; acima
de tudo és verde, és fértil, és promissora”, disse o carnavalesco da Escola
Beija-Flor, Alexandre Louzada, sobre suas impressões quando conheceu Macapá. Extraído
da sinopse sobre o enredo da escola, o trecho remete ao sentimento não só de
quem nasce, mas de quem escolhe Macapá para constituir família, criar os
filhos, conquistar um emprego, arranjar um grande amor ou mesmo aproveitar do
clima pacato que ainda persiste em boa parte dos bairros. Um deles é o
professor de História Márcio Carrera Costa, paraense de 33 anos, que mora nas
terras tucujus há 11 anos. A paixão por Macapá fez com que ele criasse o blog “Amapaense de Coração”, uma espécie de diário
eletrônico no qual posta informações sobre a política, o dia-a-dia dos
macapaenses, os pontos turísticos e, principalmente, sua visão da cidade que o
acolheu. “Entre eu e Macapá ocorreu um caso de amor. Hoje, me considero
amapaense – Amapaense de Coração”, diz uma de suas postagens intitulada “Joia
da Amazônia” em que convida o internauta a conhecer a cidade que já foi
considerada uma joia pelas suas belezas e riquezas naturais. Mas, ao completar
255 anos nesta segunda-feira, 4 de fevereiro, Macapá ainda está aprendendo a
dar os primeiros passos. Embora acumule quase três centenários, a cidade
apresenta indicadores desfavoráveis ao seu desenvolvimento. A situação de
emergência decretada há três semanas pelo prefeito eleito, Clécio Luis, em
diversas áreas de gestão, demonstra que a união de esforços pode ser decisiva
para a Macapá que conquistou Márcio Costa e tantos outros. Apesar de mostrar
disposição para parcerias entre Prefeitura e Governo, no ambiente político - na
prática - ainda não se viu resultados. (...)
Leia a matéria completa no “A Gazeta”, clicando aqui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário