Mais uma vez o senador José Sarney (PMDB-AP) está na lista ”Os Cabeças do Congresso” do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar divulgou. A 18ª edição do estudo foi divulgada na sexta-feira, (16/09). Segundo os critérios do DIAP, são os parlamentares que têm mais “habilidades para elaborar, interpretar, debater ou dominar regras e normas do processo decisório”. Segundo a publicação, Sarney, além de ter participado de todas as edições do 100 mais influentes, é um dos poucos que fez parte do seleto grupo dos “10 mais” do DIAP por nove vezes, nas edições de 1996, 1997, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010. A lista dos “dez mais” ainda não saiu neste ano.
Formadores de opinião
Segundo o DIAP, Sarney é classificado no grupo “formadores de opinião”. A definição do DIAP para este perfil parlamentar é: “são parlamentares que, por sua respeitabilidade, credibilidade e prudência, são chamados a arbitrar conflitos ou conduzir negociações políticas de grande relevância. Normalmente, são deputados ou senadores experientes, com trânsito fácil entre as diversas correntes e segmentos representados no Congresso e visão abrangente dos problemas do País, cuja opinião sobre o assunto influencia fortemente a decisão dos demais parlamentares. Discretos na forma de agir, evitando se expor em questões menores do dia-a-dia do Legislativo, preferem as decisões de bastidores, onde exercem real poder. Constituem a elite do Poder Legislativo, embora não precisem, necessária e institucionalmente, estar em postos-chave, como liderança formal ou presidência de uma das Casas do Congresso.
São os que se pode chamar de líderes de alta patente, respeitados e legitimados pelo grupo ou corrente política que lideram”. Pelo estudo, o poder real de José Sarney (PMDB/AP) se manteve praticamente intacto. O que ficou evidente, também, é que as ações empreendidas pelo senador Sarney, no sentido de melhorar a transparência e a eficiência da Casa, ajudaram a manter o prestígio do ex-presidente da República, mesmo diante dos ataques sistemáticos de setores da imprensa e da oposição.Pelo levantamento, conclui-se também que os parlamentares que comandam o processo decisório no Congresso Nacional têm formação superior, são profissionais liberais, defendem a economia de mercado, são predominantemente de centro e têm mais de um mandato. Pertencem aos maiores partidos e destacam-se como articuladores e debatedores eficientes. São, também, em sua maioria, oriundos de regiões ricas, com raras exceções, como o senador Sarney, representante do pequeno e novo Estado do Amapá.
Entre os 100 "Cabeças" do Congresso, há 62 deputados e 38 senadores. Os dois partidos com maior número de parlamentares na elite são o PT, com 27 nomes, detentor de maior bancada na Câmara dos Deputados e o PMDB, segunda maior bancada, com 14. Na terceira posição em número de parlamentares está o PSDB, com 13 nomes. Além dos "Cabeças", desde a sétima edição da série, o DIAP divulga levantamento incluindo na publicação um anexo com outros parlamentares que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão, podendo, mantida essa trajetória, estar futuramente na elite parlamentar. Nesta nova edição, 44 parlamentares entraram para o seleto grupo dos mais influentes do Legislativo. Destes, 13 estavam no grupo dos parlamentares em ascensão em 2010. Os “Cabeças” do Congresso Nacional são, na definição do DIAP, aqueles parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas das qualidades e habilidades aqui descritas. A pesquisa inclui apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, correspondente ao período de fevereiro a agosto de 2011. Assim, quem esteve ou está licenciado do mandato, mesmo influente, não faz parte da publicação. Por isto, não constam entre os 100 mais influentes os deputados que assumiram secretarias estaduais.
Veja a lista dos parlamentares em ascensão em 2011.
Participação feminina
A presença feminina entre os "Cabeças" do Congresso, em termos proporcionais, é inferior à participação da mulher no Legislativo Federal. Enquanto as mulheres representam 15,31% do Congresso (91, sendo 83 deputadas e 8 senadoras), na elite do Congresso (Câmara e Senado) elas correspondem a apenas 9% (cinco deputadas e quatro senadoras). São as deputadas Alice Portugal (PCdoB-BA), Ana Arraes (PSB-PE), Luiza Erundina (PSB-SP) Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), Rose de Freitas (PMDB-ES) e as senadoras Kátia Abreu (DEM-TO), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Marta Suplicy (PT-SP) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
A presença feminina entre os "Cabeças" do Congresso, em termos proporcionais, é inferior à participação da mulher no Legislativo Federal. Enquanto as mulheres representam 15,31% do Congresso (91, sendo 83 deputadas e 8 senadoras), na elite do Congresso (Câmara e Senado) elas correspondem a apenas 9% (cinco deputadas e quatro senadoras). São as deputadas Alice Portugal (PCdoB-BA), Ana Arraes (PSB-PE), Luiza Erundina (PSB-SP) Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), Rose de Freitas (PMDB-ES) e as senadoras Kátia Abreu (DEM-TO), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Marta Suplicy (PT-SP) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
Veja a lista completa dos 100 "Cabeças" do Congresso Nacional 2011, clicando aqui.
Os "Dez mais"
Os 100 "Cabeças" do Congresso, agora, elegerão os dez nomes que constituem a elite da elite parlamentar. Após identificar os cem parlamentares mais influentes é feita uma pesquisa entre eles, pelo Jornal do DIAP, para se estabelecer “os dez mais destacados”. "Para a classificação e definição dos nomes que lideram o processo legislativo, o DIAP adota critérios qualitativos e quantitativos que incluem aspectos posicionais (institucionais), reputacionais e decisionais", explica Queiróz. Para a eleição dos dez é grande a expectativa em relação ao senador José Sarney que, como presidente do Senado, dificilmente ficará fora da lista.
Comentando o perfil do senador Sarney, o “Jornal do DIAP” assim o define:
José Sarney (PMDB-AP) – senador, 5º mandato, advogado, professor universitário, escritor, jornalista e empresário. Sexto ocupante da Cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras desde 1980. É, ainda, membro da Academia de Ciências de Lisboa. Um dos políticos mais influentes da República tem mais de 50 anos, não só de vida pública, mas também de mandatos eletivos ininterruptos. Já passou pelos principais cargos que um homem público pode almejar, tendo sido, por diversas oportunidades, líder partidário e presidente de comissões importantes do Legislativo federal. Pelo Maranhão foi deputado federal em duas legislaturas (1958-1962 e 1962-1966), senador por dois mandatos sucessivos (1971-1978 e 1978-1985) e governador do estado (1965-1970). Vice-presidente e presidente da República (1985-1990), conduziu o difícil processo de transição democrática depois de 21 anos de ditadura militar. Eleito e reeleito senador pelo Amapá, está no terceiro mandato pelo estado (1991-1998, 1999-2007 e 2007-2015). Neste período, presidiu por três vezes o Senado Federal (1995-1997, 2003-2005 e 2009-2011). Parlamentar de grande prestígio, influência e capacidade de articulação, foi defensor e um dos principais conselheiros do governo Lula no Congresso, mantendo a mesma postura agora com o governo Dilma Rousseff. É pai da governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e do deputado federal Sarney Filho (PV-MA), que tembém está na lista. É um dos poucos que fez parte do seleto grupo dos “10 mais” do DIAP por nove vezes, nas edições de 1996, 1997, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010. A lista dos “dez mais” ainda não saiu neste ano.
Veja resumo executivo para a imprensa


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