sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Energia elétrica vai impulsionar indústria e mineração no Amapá


O presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP) disse nesta quinta-feira (04) em Macapá que os investimentos em transmissão e geração de energia elétrica no Amapá projetam um salto no desenvolvimento econômico do Estado, a partir da indústria e da mineração. A firmação foi feita a várias lideranças políticas com as quais Sarney se reuniu durante sua estada na Capital, onde vota no próximo domingo. Sarney se disse entusiasmado e otimista com os avanços das obras do Linhão do Tucuruí, uma de suas maiores aspirações desde que virou senador pelo Amapá. “Quando cheguei aqui não tinha energia elétrica. Vivíamos o terror do racionamento e desde então não sosseguei um dia sequer perseguindo a idéia de trazer energia para cá”, disse o parlamentar, que primeiro conseguiu usinas termelétricas e depois trabalhou para o incremento na produção hidrelétrica da Usina Coaracy Nunes, no Rio Araguari. Foram várias as ações do senador para trazer mais investimentos em hidrelétrica, sendo que inicialmente veio a EDP para iniciar a Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Jari e depois o Grupo Alusa, que trabalha na Usina de Ferreira Gomes, também no Rio Araguari. Paralelamente, o presidente Sarney agiu para deslanchar o projeto da linha de transmissão vinda de Tucuruí (PA). “Fico muito feliz em ver isso tudo saindo do papel. Isso assegura a inclusão do Amapá no Sistema Nacional de Distribuição de Energia o que vai possibilitar que o Estado entre numa fase de industrialização”, comemora Sarney.

Economia

Sarney afirma que foi decisivo o trabalho de modernização e ampliação do Porto de Santana, atualmente administrado pela Companhia Docas de Santana. “Está aí um pátio de contêineres e a estrutura para esse terminal de cargas localizado em uma posição estratégica em relação às rotas internacionais. O Amapá se libertou do Pará em vários sentidos, veio a Área de Livre Comércio que até hoje garante a sustentação da economia do nosso Estado”, disse ele. Ainda nesse setor, o ex-presidente da República disse que a Zona Franca para a industrialização de produtos regionais foi aprovada e aguarda apenas a regulamentação para que possa efetivamente funcionar e gerar milhares de empregos. “A Zona de Processamento de Exportação também vai ajudar muito, mas sua implantação depende de uma conjugação de esforços do Poder Público estadual, municipal e da iniciativa privada”, ponderou Sarney. Sarney também destacou que hoje os centros federais de ensino, instalados em Macapá e em Laranjal do Jari representam outra grande vantagem, pois o Amapá assim realiza uma grande preparação de recursos humanos para o atendimento das demandas que a indústria vai apresentar. “Tudo isso era um sonho quando aqui cheguei. Hoje são uma realidade, assim como a mineração, que também foi objeto do meu trabalho, desde a implantação do DNPM aqui e as descobertas feitas e as que estão por vir projetam o Amapá para uma marcha constante de desenvolvimento”, concluiu.

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