terça-feira, 11 de maio de 2010

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DO DIA

(Se você não teve tempo hoje de ler os principais jornais do País, leia-os agora a noite)

Tucano diz que política de juros está errada e que PT aparelhou Estado. Após um mês de críticas e elogios ao governo Lula, o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, adotou ontem discurso abertamente oposicionista. Em entrevista à rádio CBN, criticou o Banco Central e disse que o órgão errou quando não baixou os juros. Atacou a usina de Belo Monte, o Mercosul e a Telebrás. Disse que o PT aparelhou o Estado. Mas que Lula reduziu o clima de terrorismo ao afirmar que nada anormal acontecerá, independentemente do eleito. Depois, contemporizou e disse que é preciso diálogo entre o Planalto e o BC. E que não dá para ter bom humor às 8h, quando ocorreu a entrevista. (págs. 1, 3 e 4 e Merval Pereira)

FOLHA DE S. PAULO
OBRA DE ENERGIA ATRASA E EXPÕE SP A MINIAPAGÕES

Subestação não sai do papel por falta de licença ambiental do município. A demora na construção de uma subestação de energia elétrica coloca sob risco crescente de apagão 21 bairros de São Paulo - entre eles Moema (zona sul) e Morumbi (zona oeste) -, relata José Ernesto Credendio. Cortes temporários de luz são frequentes e atingem até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Com a subestação, a meta é aliviar a sobrecarga de unidades próximas. Em 2008, 2,5 milhões de pessoas ficaram sem energia devido a problemas na estação Bandeirantes, perto da marginal Pinheiros. O contrato previa a obra pronta em 2010, mas a licença ainda está sob análise do conselho ambiental do município de São Paulo. A Eletropaulo nega a ligação do atraso com as falhas. Para a CTEEP, responsável pela obra, a subestação vai minimizar riscos. (págs. 1, C1 e C3)

O ESTADO DE S. PAULO
PACOTE CONTRA CRISE NA EUROPA PROVOCA EUFORIA NOS MERCADOS

Sinal de força fez bolsas europeias subirem até 14,44%; em SP, alta foi de 4,50%. A criação pela União Europeia de um fundo anticrise de até € 750 bilhões espalhou euforia, ontem, nos mercados financeiros. Depois de semanas de especulações sobre o estado de insolvência da Grécia e sobre a saúde financeira de Portugal e da Espanha, o recado de unidade e força transmitido por Bruxelas na madrugada de segunda-feira foi bem recebido pelos investidores. Houve alta acentuada nas bolsas de Madri (14,44%), Milão (11,28%), Lisboa (10,73%), Frankfurt (5,3%) e Paris (9,66%). Em São Paulo, o Ibovespa subiu 4,50%, o melhor resultado desde outubro de 2009. Além do pacote da UE, contribuiu para o bom desempenho a informação de que o Banco Central Europeu iniciará a recompra de títulos de dívida pública dos países do bloco - algo inédito nos dez anos do euro. Para o articulista Gilles Lapouge, porém, os especuladores já estão preparando novos ataques. (págs. 1 e Economia B1 e B3)

JORNAL DO BRASIL
ALÍVIO TEMPORÁRIO

Ajuda de US$ 1 trilhão ergue as bolsas, mas desconfiança vai continuar. O pacote de US$ 1 trilhão aprovado pelos países europeus para conter a crise que ameaçava o euro levou euforia às bolsas de todo o mundo. A Bovespa fechou com a maior alta desde outubro (4,11 %). Mas o próprio FMI, que coordenou a ajuda, a considera temporária. Há crença de que a Grécia entrará em recessão e, a longo prazo, não pagará a dívida, o que fará com que seus papéis voltem a perder valor. (págs. 1 e Economia A13)

CORREIO BRAZILIENSE
EM CLIMA DE COPA, CÂMARA ESCALA SELEÇÃO DE GAZETEIROS

O líder do governo, Cândido Vacarezza (PT-SP), está preocupado com o time de Dunga. Ele vai propor aos partidos que a Casa decrete recesso parlamentar a partir de 10 de junho, véspera do início do Mundial de futebol. Para garantir a folga durante os jogos na África do Sul, os deputados estão dispostos a antecipar a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. “Temos a Copa do Mundo. Ninguém vai fazer com que os deputados venham aqui”, justifica Vacarezza. (pág. 1 e 4)


VALOR ECONÔMICO
MEGAPACOTE EUROPEU TEM FORTE IMPACTO NO MERCADO

O megapacote de socorro financeiro de US$ 955 bilhões lançado pelos governos da zona do euro trouxe de volta fortes altas nos mercados acionários e de commodities. Ele interrompeu movimentos de instabilidade no mercado cambial brasileiro e do custo de captação para o governo e empresas do país. Em apenas uma semana o real se desvalorizou em 6,5% e a oscilação cambial trouxe de volta a demanda por proteção (hedge) de receita dos exportadores. As companhias aproveitaram que o dólar para daqui a um ano ultrapassou os R$ 2 para vender moeda no mercado futuro. Os bancos mais atuantes perceberam volumes de negócios na quinta-feira duas a três vezes acima do normal. O movimento dos exportadores ajudou a derrubar o dólar, que depois da alta da semana passada registrou ontem a maior queda percentual diária desde o fim de 2008: 3,99%, a R$ 1,777 na venda. (págs. 1, C1, C2, C3, C8 e D2)


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