quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PEC 300: deputados, mesmo em "esforço concentrado", enrolam policiais e causam tumulto

Sem quórum, líder do governo já fala em suspender 'esforço' na Câmara

Dezenas de policiais militares, bombeiros e agentes penitenciários invadiram nesta noite o Salão Verde da Câmara, que fica em frente ao plenário da Casa. Eles querem a aprovação de duas propostas de emenda à Constituição, uma que cria o piso salarial nacional para os policiais e bombeiros e outra que cria a Polícia Penal, que seria formada pelos atuais agentes penitenciários. Os manifestantes esperavam a aprovação das propostas nesta terça-feira, mas como não houve votação no plenário, eles decidiram ficar acampados no Salão Verde até que as propostas sejam aprovadas. Antes da invasão, os policiais e agentes estavam concentrados na porta do corredor que dá acesso ao plenário. Depois de muito empurra-empurra, eles entraram ao grito de "A Casa é nossa".

Oposição

Se o quórum for alcançado até o final da tarde, os líderes deverão fazer nova reunião para discutir a pauta. O líder do PSDB, João Almeida (BA), no entanto, avisou que a tendência é continuar em obstrução porque a oposição deseja que seja pautada a proposta de regulamentação dos gastos na área de saúde. O governo quer deixar o tema para depois das eleições.“A agenda legislativa do governo Lula, que não foi boa, está encerrada. Vamos começar em outubro a agenda do novo presidente, ou presidenta, o que eu não desejo. Não há quórum, não há interesse em se discutir mais nada. Nós vamos manter a obstrução porque nada houve que nos daria razão para mudar”, afirmou o tucano.Um dos ausentes até as 15h30 era justamente o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). Ele avisou a alguns líderes que iria se atrasar e que só deverá chegar a Brasília por volta das 17h.

Quem comandou a reunião com os líderes nesta tarde foi o primeiro vice-presidente, Marco Maia (PT-RS).Se a tendência de não se fazer qualquer votação até as eleições se confirmar, três MPs perderão a validade. Entre elas está um aporte de R$ 80 bilhões feito pelo governo no BNDES e ações relativas às Olimpíadas de 2016. O Congresso terá de editar posteriormente um decreto convalidando as ações realizadas com base nas MPs durante sua vigência.Fonte: TV Câmara e Redação com G1

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